Governador ignora categorias em greve e acaba paralisação da Polícia na base da chantagem

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Uma vitória de pirro! Assim pode ser tratada a decisão que acabou a paralisação das polícias. Não houve negociação, mas chantagem. O chefe do executivo estadual foi curto e grosso: se voltarem ao trabalho recebem no dia 12, sexta-feira.

Há quem se coloque dentro do Governo do Estado como herói negociador que pôs fim ao movimento. Não existe negociação com chantagem. Os profissionais da segurança estão famintos e o governador Robinson Faria (PSD) jogou a isca e eles pegaram. Mas nesse caso o peixe abocanhou o pescador. Afinal de contas o desgaste se tornou internacional aprofundando a desmoralização pública do chefe do executivo.

Não há sensibilidade do governo nem foco em garantir a segurança do povo. Existe é desespero de quem não consegue fazer o básico da gestão pública: pagar a folha em dia.

O governador escolheu quem lhe causa mais problemas e segue ignorando as outras categorias em greve. Ele divide para somar e manter-se no poder. Além disso, voltar a ter ao seu lado o aparato repressor do Estado que no fim do ano passado bateu em professores e servidores da saúde em greve.

Robinson pensa que ganhou, mas na verdade segue perdendo de goleada na batalha da imagem.

Nota de Blog: a expressão “vitória de Pirro” é usada quando se refere a uma vitória cujo esforço foi em vão, uma conquista com gosto de revés. A história remete ao Rei Pirro que após vencer a Batalha de Ásculo, na Grécia Antiga, ao cumprimentar os generais após uma vitória teria dito que se vencesse novamente naquela condições (a batalha teve muitas baixas) estaria acabado.

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Justiça Federal proíbe remanejamento para pagar servidores

Por Portal do RN

Durante o plantão judiciário desta segunda-feira (1º/1), o juiz Eduardo Dantas, da 14ª Vara Federal, atendendo a pedido da Advocaria Geral da União (AGU), proibiu o Rio Grande do Norte de fazer o remanejamento de R$ 225 milhões da área de Saúde para pagamento dos salários dos servidores públicos.

Os recursos são referentes a repasses voluntários da União para a área de atenção a Média e Alta Complexidades Ambulatoriais, além de estrutura de hospitais da rede de Saúde Pública. O remanejamento da verba para o pagamento dos salários havia sido determinado pelo desembargador do Tribunal de Justiça potiguar, Cornélio Alves, e ratificado pelo desembargador Cláudio Santos, que determinou o pagamento já nesta terça-feira (2/1).

O Ministério Público Federal no estado encaminhou ofício à Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, solicitando um pedido para suspensão do mandado de segurança que determinava o remanejamento.

A AGU argumentou que a decisão para o uso da verba não poderia ser tomado pela Justiça estadual, já que envolvia recursos federais, e também era ilegal por determinar o uso de repasses voluntários para pagar folha de pessoal.

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Governo pagará amanhã a quem ganha até 4 mil e o “vale”

O Blog do Barreto recebeu em primeira mão a informação: o Governo do Estado conseguiu se movimentar e pagará aos servidores estaduais o “vale” de R$ 4 mil para quem ganha acima desse valor.

Os salários para quem ganha acima de R$ 4 mil já estavam garantidos, mas faltava definir se teria ou não o “vale” (ver AQUI).

O restante da folha de novembro deverá ser paga até o dia 10 de janeiro. Mas há uma esperança que saia salário integral até mesmo amanhã.

Salários de dezembro e décimo terceiro não tem data para serem pagos.

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O preço do salário em dia para os servidores do Estado

Robinson e Temer

O preço do salário em dia

Circula nas redes sociais um falso calendário de pagamento dos servidores estaduais. O boato tem um fundo de verdade graças ao trabalho feito em Brasília para o Rio Grande do Norte receber um aporte financeiro de R$ 750 milhões via Governo Federal.

Mas tudo na política tem um preço e Michel Temer nem de longe é um presidente sensível aos problemas dos menos favorecidos. Ele quer votos para a reforma da previdência.

Na semana passada o deputado federal Fábio Faria (PSD) fechou questão para votar sim na reforma da previdência em uma reunião com Michel Temer no Palácio do Planalto. O governador Robinson Faria (PSD), pai de Fábio, estava presente acompanhado do secretário Wagner Araújo. Será o preço a ser pago para o Estado receber recursos federais.

A articulação teve participação do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM/RJ). Sem ele, Temer jamais se importaria com nosso sofrido e insignificante elefante.

A esperança de Robinson não é uma certeza de salários de novembro e décimo terceiros pagos em curtíssimo prazo. A gula dos poderes é insaciável e o corporativismo é como um cardume de piranhas esfomeadas em um rio pequeno de fontes. Esses recursos correm um risco sério de serem bloqueados frustrando a todos.

O preço a ser pago poderá ser em vão.

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Prefeitura afirma que atraso à fornecedora de gás se dá por falta de documentação

Abaixo, nota da Prefeitura de Mossoró justificando o atraso no pagamento à empresa fornecedora de gás.

“A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que o atraso no pagamento à Indústria Nordestina de Gases Eireli (ING), fornecedora de oxigênio, deu-se em virtude da falta de documentação da própria empresa.

O processo teve, então, que passar pela avaliação da Procuradoria Geral do Município (PGM) para ser realizado o pagamento. Agora, com aval positivo da PGM, a documentação segue todos os trâmites e, assim que concluídos, será efetuado o pagamento”.

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Asfixia de uma cidade que precisa de gás para respirar

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Mossoró está sem gás, asfixiada. A frase vai da analogia à literalidade. 

Na literalidade temos o caso da Indústria Nordestina de Gases (ING) que suspendeu o fornecimento de oxigênio para pacientes que recebem os serviços em casa e das unidades médicas do município.

Na analogia temos uma miríade (quantidade indeterminada, porém considerada imensa) de problemas. Passa pela própria incapacidade de pagar a ING e outros fornecedores passando pelos atrasos dos terceirizados, comissionados e efetivos.

Mas inclua também a explosão de violência com mais de 200 homicídios, a falta de combustível das viaturas da Guarda Municipal e fiscalização do trânsito passando pelas constantes ameaças de médicos de interromperem serviços por falta pagamento.

Mas os problemas não se resumem aos inquilinos do Palácio da Resistência. O Corpo de Bombeiros de Mossoró está em vias de se “auto-interditar”, a Polícia Militar funciona em condições precárias e a Reitoria da UERN está ocupada por estudantes.

Mossoró precisa de gás.

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Corpo de bombeiros agoniza em Mossoró

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O prédio do Corpo de Bombeiros em Mossoró está caindo aos pedaços. O órgão que deveria servir como protetor da sociedade contra incêndios e evitar tragédias corre o risco de ver a sua própria sede desmoronar. As imagens enviadas ao Blog do Barreto mostram uma situação mais do que precária. Acima temos um teto sendo destelhado pela ação do tempo.

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Os problemas vão além. O prédio do órgão, que anualmente interdita o Nogueirão (com razão, diga-se) por falta de segurança, está tomado por rachaduras que compromete a segurança dos profissionais.

Mas não para por aí. A fornecedora da alimentação já avisou que hoje seria o último dia que enviaria comida aos bombeiros. Sem contar que a ambulância está quebrada e a Internet está cortada impossibilitando a emissão do “Habite-se”. A expectativa é de que esse último transtorno seja solucionado ainda hoje.

 

 

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Viaturas da Guarda Municipal e Fiscalização de Trânsito estão sem circular por falta de combustível

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Quem precisar dos serviços da Guarda Municipal e Departamento de Fiscalização de Trânsito pode começar a esquecer de contar com os serviços.

As viaturas estão paradas nos pátios por falta de combustível. A informação foi confirmada ao Blog do Barreto pelos dois órgãos.

A versão oficial é que o combustível está chegando para abastecer os carros.

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Rombo na Prefeitura é de R$ 150 milhões e Francisco Carlos cobra explicações

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O vereador Professor Francisco Carlos (PP) considerou insatisfatórios os dados apresentados pela Prefeitura, na audiência pública que debateu o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2017, nesta quarta-feira, 26, na Câmara Municipal. O parlamentar alerta, especialmente, para as explicações sobre queda na receita do Município neste ano, na ordem de R$ 150 milhões.

“Informou-se uma frustração de receita da ordem de 150 milhões em 2016, no entanto, solicitei que fosse informada a composição desse valor por fonte de receita, mas disseram não ter essa informação disponível no momento. Ou seja, foi apresentado apenas um número vazio, sem apontar como se chegou a esse valor”, questionou.

Francisco Carlos acredita que a maior parte desse valor é proveniente de verbas de convênios previstos, mas que não se concretizaram, descaracterizando o termo frustração de receitas, utilizado na apresentação.

“Isso não se configura propriamente como frustração de receita, porque é apenas uma expectativa. Se os convênios não saem, isso não deve comprometer o funcionamento da máquina”, explica.

A LOA é a lei que estima as receitas que serão arrecadadas no exercício seguinte e autoriza a realização das despesas decorrentes do plano de governo. O projeto está tramitando na Câmara Municipal e será votado até o dia 30 de novembro deste ano.

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