Comissão protela convocação de Francisco José Junior para prestar esclarecimentos na Câmara. Plano B está engatilhado

Ex-prefeito ainda não foi convocado (Foto: arquivo)

O presidente da Comissão de Finanças e Fiscalização da Câmara Municipal de Mossoró Manoel Bezerra (PRTB) ainda não designou relator para o processo de avaliação das contas de 2016 do ex-prefeito Francisco José Junior (sem partido).

Ele tem prazo de 30 dias a contar do dia 8 de novembro para fazer designar o relator e fazer a convocação. Não aconteceu nenhuma coisa nem outra.

Os relatores podem ser Zé Peixeiro (PTC) ou Genilson Alves (PMN).

Em conversa com o Blog do Barreto a presidente da Câmara Municipal Izabel Montenegro (MDB) informou que vai aguardar até segunda-feira para acionar um plano B. Neste caso, ela poderá designar um relator especial para a ação. A medida encontra amparo no artigo 287 do Regimento Interno da casa.

Neste caso, a nomeação do relator seria num prazo de dez dias.

Lembrando

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) reprovou as contas de Francisco José Junior (PSD) referente ao exercício orçamentário de 2016 porque ele sequer entregou as informações à corte.

A ideia de Izabel Montenegro é convocar o ex-prefeito para que ele possa prestar esclarecimentos antes que a comissão emita um parecer para análise em plenário.

Saiba mais em:

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Ex-prefeito será convocado para prestar esclarecimentos, diz presidente da Câmara

Francisco José Junior será convocado pela Câmara (Foto: arquivo)

A sessão de hoje na Câmara Municipal de Mossoró foi marcada pela leitura do parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN) desaprovando as contas da gestão de Francisco José Junior relativas ao exercício de 2016.

Antes de encerrar a sessão a presidente da mesa diretora Izabel Montenegro (MDB) anunciou que o ex-prefeito será convocado para prestar esclarecimentos. “Pra fazer a defesa, se não depois alega que não teve direito à ampla defesa do ao contraditório”, disse Izabel em conversa com o Blog do Barreto após os trabalhos.

O ex-prefeito será convocado pela Comissão de Finanças e Fiscalização que está cumprindo um prazo de 30 dias para apresentar posição sobre as contas a partir de hoje.

As contas de Francisco José Junior foram rejeitadas porque ele simplesmente não entregou a documentação ao TCE e ignorou as diligências conforme diz acórdão da corte.

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Contas do último ano da gestão de Francisco José Junior são reprovadas pelo TCE. Câmara analisa parecer amanhã

Francisco José Junior não entregou as contas de 2016 (Foto: arquivo)

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN) reprovou as contas do exercício 2016, o último com Francisco José Junior a frente da Prefeitura de Mossoró.

A decisão da corte de contas está em forma de parecer prévio e será analisada pela Câmara Municipal de Mossoró. A votação está prevista para ser realizada amanhã. Será o único item da pauta.

Consta no acórdão do TCE que o prefeito não apresentou defesa mesmo sendo diversas vezes citado e que o ex-prefeito não apresentou as contas ao órgão.

Para a Câmara Municipal confirmar a desaprovação das contas do ex-prefeito é necessária maioria qualificada de 2/3, ou seja: 14 votos.

O caso já foi remetido ao Ministério Público Estadual.

Outros anos

Consta ainda que as contas dos anos de 2014 e 2015 da gestão de Francisco José Junior também foram reprovadas, mas não tiveram envio ao legislativo até o momento.

Leia o parecer prévio do TCE AQUI.

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O poder que passa

O ano é 2004. Ainda nos tempos da faculdade me mudo para a Rua Desembargador Dionísio Filgueira e passo a ter como vizinho um senhor simpático com quem conversava de vez em quando.

Chamava-o de “Seu Antonio”, mas nunca imaginei que conversava ali com alguém que fora prefeito de Mossoró em duas ocasiões e que tinha imposto a única derrota da família Rosado na disputa pela Prefeitura de Mossoró desde os anos 1940.

Só liguei o nome à pessoa quando Vingt-un Rosado faleceu. Recebi a pauta de entrevistar aquele que o derrotara em 1968 por apenas 98 votos, no pleito mais apertado da história de Mossoró.

Antônio Rodrigues de Carvalho morreu em 3 de dezembro de 2009 praticamente anônimo.

Francisco José Junior solitário no Sebosão Junior (Foto: cedida)

E por que todo esse preâmbulo? É para falar sobre a efemeridade do poder.

Há cinco anos Francisco José Junior era um prefeito no auge da popularidade. Foi eleito com a maior votação da história de Mossoró em pleito suplementar. Um ano depois era símbolo da decepção e acumulava um desgaste que o levou a ser considerado o pior prefeito a pisar no Palácio da Resistência.

Ontem recebi a foto do ex-prefeito sentando sozinho no Sebosão como um mossoroense comum que vai ali atrás de comida rápida e barata após ir a balada do sábado.

O poder passa.

Fica a dica para os que hoje arrotam arrogância.

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Presidente da Câmara revela ter recebido oferta em dinheiro para votar a favor projeto da gestão anterior

Izabel revela ter recebido oferta em dinheiro (Foto: arquivo)

A presidente da Câmara Municipal de Mossoró Izabel Montenegro (MDB) revelou na sessão desta quarta-feira que recebeu oferta em dinheiro para votar a favor da criação de uma agência.

Com a palavra Izabel:

“A única vez que me ofereceram dinheiro foi na gestão anterior para aprovar uma agência”.

Izabel revelou a informação no meio de uma discussão com o vereador Alex do Frango (PMB) que acusava a presidente da Câmara de ameaçá-lo internamente após o vereador conceder entrevista contando que a bancada governista estava pressionando a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) para votar o orçamento.

Lembrando

Em novembro de 2016, o então prefeito Francisco José Junior apresentou o Projeto de Lei Complementar número 126 que cria a Agência Mossoroense de Regulação dos Serviços Públicos (AMR). O projeto previa a criação de 31 cargos comissionados (ver AQUI).

Graças à pressão da opinião pública a proposta foi engavetada.

Nota do Blog: o Ministério Público precisa convocar Izabel Montenegro para prestar depoimento.

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Francisco José Junior está de volta

Ele está de volta (Foto: Magnus Nascimento)

Após uma temporada cursando medicina no Paraguai e a continuidade do curso em São Paulo, o ex-prefeito Francisco José Junior afivela as malas para voltar ao Rio Grande do Norte.

Ele e a esposa Amélia Ciarlini conseguiram aprovação no edital de transferência voluntária para o curso de medicina da Universidade Potiguar (UnP).

Francisco José Junior está de volta ao Rio Grande do Norte. Vai morar em Natal, bem pertinho de Mossoró.

Confira o resultado da transferência do ex-prefeito AQUI.

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O pau que bateu em Francisco não bate na Rosa

Francisco José Junior não teve trégua da oposição. Rosalba sofre bem menos pressão (Foto: reprodução)

Entre os anos de 2014 e 2016 Mossoró viveu um surto de cidadania com a sociedade engajada e cobrando intensamente por direitos e denunciando desmandos do então prefeito Francisco José Junior, cuja gestão, de fato, foi desastrosa.

Três anos depois as coisas não vão tão melhores do que antes. O silêncio de hoje é desproporcional nas redes sociais num comparativo com os desempenhos da antiga e atual gestão.

Mas o foco deste texto é buscar refletir sobre o que nos leva a essa inércia em Mossoró.

Em parte, é culpa do próprio ex-prefeito. Ele não teve o time para comprar certas brigas como aquela com os ambulantes do Centro ou quando exagerou na expectativa em torno das mudanças no transporte público.

Por outro lado, tudo de ruim ganhou um peso maior porque a militância rosalbista estava afinada no discurso e ajudava a propagar cada desmando, cada ato de incompetência.

Hoje alguns problemas persistem. Um deles são os atrasados nas terceirizadas. Lembro de receber uma carta desesperada de um cidadão que dizia estar passando fome. Os relatos nas redes sociais seguiam esta linha. As manifestações eram na frente do Palácio da Resistência.

Hoje nada disso acontece.

Quando Francisco José Junior bateu de frente com o Sindserpum a Prefeitura de Mossoró foi ocupada por servidores. Rosalba fez muito pior impondo a medida que sufoca financeiramente a entidade e não houve qualquer mobilização mais dura.

A falta de médicos e medicamentos nas unidades de saúde ocorre como antes sem a mesma ênfase no noticiário de antes. Obras seguem paradas sem que isso seja motivo de revoltas como até 2016.

Rosalba pode ser dar ao luxo de fazer uma gestão pífia sem ser incomodada a altura.

Diz que a folha é paga rigorosamente em dia quando nos últimos meses as gratificações são pagas no dia 10 do mês subsequente tirando o a leitimidade do “rigor”, que se torna mera retórica apologética.

Nas palavras dela a folha não tem qualquer dívida quando estão em aberto os retroativos de maio, junho e julho de 2016 relativos ao reajuste daquele ano. Ela chegou a celebrar um acordo de pagar em novembro de 2017.

Nunca cumpriu.

A operação tapa-buraco é tratada como “recuperação asfáltica” (sic) pela gestão sem ninguém apontar essa distorção, salvo raras vozes na imprensa local.

Francisco José Junior enfrentou uma oposição mobilizada. A de hoje é bem mais desarticulada que a de ontem. Bom para Rosalba. Ruim para a qualidade do debate político.

O rosalbismo tem um aparato organizado de mídia e redes sociais e certamente se o eleitor mandar ela de voltar para a oposição os que hoje se calam estarão aos berros denunciando tudo.

Rosalba possui um patrimônio político que poucos têm: militância orgânica. Daí a oposição não ter a mínima capacidade de fazer frente e o que acontece de reação aos atuais desmandos vem em escala bem menor e desorganizada por parte dos cidadãos revoltados com os problemas da gestão.

Ainda assim, a prefeita goza de desprestígio e impopularidade exposta com a dificuldades e se impor nas eleições de 2018 e corrosão de imagem foi evidenciada pela pesquisa Seta/Blog do Barreto divulgada em maio.

Apesar disso, diferente de Francisco José Junior ela segue competitiva por razões muito mais emocionais que administrativas.

Esseas são alguns apontamentos que ajudam a explicar porque o pau que bateu em Francisco não bate na Rosa.

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Como um desgaste administrativo pode mudar a percepção dos fatos

Em 2017, início da gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) o Blog do Barreto realizou uma enquete perguntando qual a maior enganação da política mossoroense.

O resultado foi de 53,42% para o mico do santuário de Santa Luzia proporcionado por Francisco José Junior.

A reforma do Nogueirão teve 22,46%.

A enquete ainda tinha outras duas alternativas: reativação dos voos no Aeroporto Dix-sept Rosado (19,45%) e a falácia de Mossoró ser a capital da cultura (4,67%).  O primeiro problema foi sanado, o segundo não ecoa mais nos dias de hoje.

Dois anos depois, exatamente em um mês de abril, o quadro é diferente. A falsa promessa de reforma do Nogueirão é mais lembrada que o mico do santuário (59%x41%).

Claro que uma enquete não tem valor científico, mas a reação popular mostra bem o contexto atual. Há dois anos a gestão desastrosa de Francisco José Junior ainda estava viva na memória e Rosalba iniciava a quarta passagem pelo Palácio da Resistência com a mensagem de esperança de que só ela sabia fazer Mossoró dar certo.

Hoje, a gestão do ex-prefeito ainda é lembrada como exemplo ruim, mas Rosalba acumula desgaste. Francisco José Junior exerce o direito de ser esquecido longe da capital da Oeste e o abacaxi está com a sucessora.

Daí o episódio do Nogueirão ocorrido em outubro de 2011 ser mais citado que o da santa, um mico de 2016.

Veja o resultado da enquete de 2017 AQUI

Veja o resultado da enquete de 2019 AQUI

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Rosalba não é Francisco José Junior. Não pode ser subestimada

Francisco José Junior não teve o escudo que Rosalba Ciarlini tem na hora do desgaste (Foto: reprodução)

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) vive o pior momento de suas quatro passagens pela Prefeitura de Mossoró, mas não pode ser subestimada.

Ela não é Francisco José Junior.

Há um grande hiato em termos de musculatura política entre ela e o antecessor.

Rosalba é uma líder consolidada e com o recall de suas três gestões anteriores. Nos últimos dois anos ela foi queimando esse ativo político ao não conseguir dar uma virada na administração municipal.

Ela se limitou a apagar incêndios, quando conseguiu apagar, diga-se.

Mas Rosalba tem um trunfo que poucos políticos possuem no Brasil: militância e base social.

É preciso lembrar que essa militância e base social não tem se renovado com o tempo e isso passa pelo mau desempenho dela como governadora e as dificuldades da atual gestão.

Mas a Rosa ainda provoca paixão e é um trator em campanhas eleitorais. Em 2018 ela fez um esforço hercúleo e mesmo perdendo as disputas majoritárias dentro de Mossoró conseguiu mostrar desenvoltura nas ruas. Não apareceu ninguém, por exemplo, para dizer        que ela era uma “praga do Egito” como aconteceu com Francisco José Junior. Há um respeito maior pela prefeita que passa pela história política dela.

Repito e acrescento: Rosalba tem base social, militância, a caneta na mão, poder de articulação política e liderança. Seu capital político reduzido apenas a própria base social pode lhe garantir a vitória mesmo que o desgaste atual se sustente até outubro de 2020. Sem segundo turno em Mossoró qualquer erro tático da fragmentada e heterogênea oposição pode lhe abrir uma avenida para vitória ainda que seja com baixo percentual de votos.

Não subestimem a Rosa.

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Francisco José Junior é investigado por falsificação de documentos em prestação de contas

Francisco José Junior tentou reeleição e desistiu (Foto: autor não identificado)

O Ministério Público Eleitoral instaurou investigação criminal sobre o ex-prefeito Francisco José Junior (sem partido). A suspeita é de que ele tenha falsificado documentos na prestação de contas no pleito de 2016.

O Procedimento Investigatório Criminal de nº. 06.2018.00001982-6 foi publicado hoje no Diário Oficial do Estado (DOE).

O Ministério Público Eleitoral com atuação na 34ª Zona vai elaborar uma lista com nomes e endereços dos supostos doadores que deverão prestar esclarecimentos.

A investigação ainda envolve o ex-candidato a vice-prefeito Jonatas Micael Melo Félix e mãe do ex-prefeito Maria Lúcia Bessa da Silveira.

LEMBRANDO

Profundamente desgastado, o então prefeito Francisco José Junior tentou a reeleição pelo PSD e com apoio de 16 partidos. Ele acabou desistindo da candidatura na reta final das eleições ainda assim obteve 602 votos que foram computados como nulos.

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