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Gutemberg Dias deixa presidência da Redepetro. José Nilo assume o cargo

A Redepetro RN tem novo presidente: José Nilo substitui Gutemberg Dias à frente da associação de empresas de petróleo e gás do Rio Grande do Norte. A transmissão de cargo ocorreu ontem à noite (24), no Expocenter Ufersa, no encerramento do Mossoró Oil & Gas Expo, realizado pela Redepetro e Sebrae RN. Na vice-presidência, Ubiratan dos Santos Santo Cristie Jones.

Presidente da Redepetro nos últimos nove anos, Gutemberg Dias lembra ter assumido a entidade, em 2015, num momento desfavorável da indústria de petróleo e gás, principalmente no onshore brasileiro (atividade em terra). Recorda que de lá para cá, a associação cresceu e acompanhou o reaquecimento do setor.

“Tínhamos 14 empresas associadas, e hoje são mais de 70”, exemplifica Dias. Além do quantitativo, ele anota que a Redepetro RN se tornou conhecida nacionalmente e, assim, assumiu protagonismo na reconstrução do onshore brasileiro, reaquecido a partir da chegada de operadores independentes em campos maduros.

Outra conquista, segundo ele, foi o Mossoró Oil & Gas Expo. “Já se diz que é o maior evento do onshore da América Latina”, comemora. Ao atribuir o sucesso da Redepetro ao trabalho coletivo dos empresários, Dias desejou sucesso à nova gestão.

“Que a Rede continue próspera, como foi enquanto estivemos à frente, a fim de que a cadeia produtiva continue forte para manter as empresas igualmente fortes, contribuindo com o desenvolvimento socioeconômico do nosso estado”, finaliza.

União

Eleito de forma consensual, José Nilo diz que a expectativa é manter unidas as empresas que compõem a Redepetro. Essas empresas fornecem bens e serviços para a indústria de petróleo e gás. “Os problemas são diversos, e cada empresa tem sua solução, mas a meta tem que ser atuação conjunta em prol do setor”, ressalta.

A intenção, portanto, é fortalecer cada vez mais essa coesão, segundo o novo presidente. “Temos que estar unidos, a fim de que os obstáculos sejam superados, pois temos muito a fazer, por acreditarmos que o futuro é ainda mais promissor”, destaca Nilo.

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Debate no Mossoró Oil & Gas demonstra como licenciamento trava expansão da indústria do petróleo no RN

O licenciamento ambiental, que empresas consideram caro e demorado, é o gargalo do setor de petróleo e gás no Rio Grande do Norte. O alerta foi feito pela Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), nesta quinta-feira (23), no último dia do Mossoró Oil & Gas Expo (Moge), no Expocenter da Ufersa.

Secretário executivo da ABPIP, Anabal Santos Jr. advertiu que travas no licenciamento ambiental limitam o investimento. “Empresas deixam de investir por falta de licenciamento. Isso traz impactos nos projetos das empresas, que pagaram caro para aquisição dos campos. Há espera de 11 meses”, contou.

Anabal Santos Jr participou da “Conferência licenciamento ambiental onshore”, mediada pelo presidente da associação Redepetro RN, Gutemberg Dias”. Outro participante do painel, o presidente da empresa Mandacaru, Caetano Machado, alertou que as dificuldades são maiores para empresas de menor porte, como a dele.

Segundo ele, o custo no Rio Grande do Norte é “muito maior” do que em outros Estados. “Se for um poço com uma produção menor, se correr tudo bem no ano, a empresa passa três meses produzindo apenas para pagar licença ambiental. Da forma como está, alguns campos vão ficar inviáveis”, avisou o executivo.

Alternativas

Segundo os especialistas, entre as medidas para acelerar e baratear o licenciamento, estão a flexibilização da legislação ambiental e simplificação de procedimentos. O engenheiro Fred Maia, da FM Engenharia, outro participante do painel, concordou: “Simplificação gera eficiência. Sem isso, o RN perde competitividade”, observou.

Segundo Gutemberg Dias, outro caminho poderia ser o órgão ambiental a ter um perfil mais fiscalizador, e não apenas licenciador, a fim de conceder mais licenças. Por outro lado, ficar atento para exigir reparações por eventuais danos à natureza. “Isso aconteceu recentemente no Rio Grande do Sul, envolvendo postos de combustíveis”, citou.

Na conferência, representou o órgão ambiental do Estado Camila Praxedes, supervisora do Núcleo de Atividades Petrolíferas do Instituto de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Idema). Segundo ela, o tempo médio de espera para emissão de licença, que chegou a 270 dias, hoje é de 93, abaixo do prazo legal (quatro meses).

“O licenciamento atualmente é online (era em papel até o começo da pandemia de Covid-19)”, aponta, ao reconhecer que a celeridade seria maior, se o corpo técnico, de apenas vinte servidores, fosse mais robusto. Mas também chamou a atenção que a agilidade no licenciamento depende também do tempo de resposta das operadoras.

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Mossoró Oil & Gas Expo abre inscrições

A pouco mais de um mês para o início do maior evento do onshore do Brasil, o Mossoró Oil & Gas Expo (Moge) abriu inscrições para a edição 2023. A feira reúne anualmente os principais atores do setor de petróleo e gás do país e, este ano, será realizada entre os dias 21 e 23 de novembro, no Centro de Exposição de Mossoró Enéas Negreiros (Expocenter/Ufersa).

A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pelo site institucional do Mossoró Oil & Gas, no endereço https://mossorooilgas.com.br/web/. Na página inicial, o interessado deve clicar na aba “inscrição”, de onde será direcionado para preenchimento de informações necessárias ao cadastro para participação no evento.

O Mossoró Oil & Gas Expo é realizado pela Redepetro RN e Sebrae no Rio Grande do Norte. O evento conta com a parceria da Ufersa, instituição responsável pela programação acadêmica da feira, através do Simpósio de Petróleo e Gás do Onshore Brasileiro, que, neste ano, está na quarta edição.

Segundo o presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, a expectativa é de que o número de inscritos supere a edição de 2022, quando mais de duas mil pessoas participaram da feira

“O Mossoró Oil & Gas é um evento consolidado, maior do país no segmento e ganha dimensões maiores a cada nova edição. Para este ano, estamos esperando participação superior a 3 mil pessoas, tendo vista o crescimento do evento, não só em termos de espaço, mas também em número de expositores”, avalia.

Estrutura

Além de toda a área destinada à exposição de produtos e serviços, que contempla um total de 120 estandes, o evento contará com as arenas Inovação, Petróleo e Gás e ESG (sigla em inglês que representa sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa). Nos espaços, serão realizados painéis e conferências, com discussões sobre os mais relevantes temas dentro do atual cenário do onshore nacional.

Também integra a programação da feira o PetroSupply Meetings, encontros de negócios que aproximam empresas fornecedoras de bens e serviços do setor de petróleo e gás dos grandes players do segmento que estarão presentes no evento.

O Moge

O Mossoró Oil & Gas Expo surgiu em 2016, como Fórum Onshore Potiguar e reafirma Mossoró como capital do onshore brasileiro. Evoluiu de 10 para os atuais 120 estandes e atrai milhares de pessoas, entre expositores, palestrantes e visitantes, nacionais e internacionais. O evento conta com apoio do Governo do Estado, Prefeitura de Mossoró, patrocinadores e outros parceiros.

 

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Plano Diretor: uma solução de consenso para os problemas urbanos

Por Gutemberg Dias*

O Plano Diretor Municipal é uma obrigação que os municípios com mais de 20 mil habitantes precisam seguir de acordo com o Estatuto das Cidades. É importante frisar que esse dispositivo legal deixa claro que a cada 10 anos o plano diretor precisa ser revisado de forma que seja possível a participação de todos os segmentos da sociedade civil em sua elaboração.

Mossoró teve seu plano diretor aprovado pela Lei Complementar n. 012/2006 que no seu Art. 2º diz,

Art. 2º. O Plano Diretor é o instrumento básico da política de expansão urbana e desenvolvimento social, econômico, cultural e ambiental, determinante para os agentes públicos e privados que atuam no Município.

  • 1º. O Plano Diretor é parte integrante do processo de planejamento municipal, devendo o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual incorporar as diretrizes e prioridades nele contidas.

Esse artigo determina que o Plano Diretor é o instrumento da política de expansão urbana e afirma que deve o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual incorporar suas diretrizes. Veja a importância que esse dispositivo legal tem para o ordenamento geral do munícipio.

Exposto a importância do Plano Diretor, faço uma crítica severa as últimas gestões que não fizeram a revisão desse documento que baliza as regras para expansão urbana e, sobretudo, tem a prerrogativa de assegurar o bem-estar geral, de modo a preservar o meio ambiente, promover qualidade de vida para a população e garantir desenvolvimento urbano sustentável para a cidade.

A falta de compromisso dos gestores municipais de Mossoró com o Plano Diretor nos leva a refletir sobre os motivos que não os impelem a revisar esse importante dispositivo legal. Será que não querem dialogar com os problemas da cidade? Será que tem receio de dividir com a sociedade os rumos do município? Será que eles têm medo de debater a cidade que queremos? Por vezes, também acho que muitos não o fazem por pura ignorância sobre o assunto.

Algumas discussões se iniciaram nas redes sociais e de forma simplória a Câmara Municipal de Mossoró tratou sobre a revisão da lei. Recentemente o presidente da CMM, vereador Lawrence Amorim, após debate nas redes sociais se posicionou favorável a revisão e inclusive se comprometeu em pautar esse tema no plenário do legislativo municipal. Vejo uma luz no fim do túnel.

Saliento que a mobilização da CMM não é suficiente. O Plano Diretor é coordenado e a lei elaborada pelo poder executivo, ou seja, depende totalmente da vontade do prefeito que esteja como inquilino do Palácio da Resistência. O atual alcaide, Alysson Bezerra, já tem mais de dois anos de mandato e nunca o vi falar sobre a revisão do Plano Diretor. Como ele é gestor que faz, o desafio a iniciar processo de discussão da revisão do Plano Diretor de Mossoró. Espero que não se restrinja a apenas propagandear em suas redes sociais e que efetivamente seja instalado os procedimentos para o chamamento da sociedade civil para a efetiva revisão do Plano Diretor a partir do diagnóstico dos problemas atuais enfrentados pela cidade e seus desafios futuros.

Ainda, é importante frisar que muitos dos dispositivos que constam do atual Plano Diretor ainda não foram colocados em prática. A exemplo do IPTU Progressivo que visa equalizar a ocupação dos vazios urbanos e que poderia ser um fator para direcionar uma parcela da expansão imobiliária para áreas que já tenham infraestrutura.

A negligência dos gestores anteriores e do atual, em relação a Plano Diretor, contribui severamente para os problemas urbanos que a cidade vem vivenciando (transporte público ineficaz, falta de saneamento, falta de serviços públicos nos novos bairros, trânsito caótico entre outros).

Por fim só nos resta cobrar o que está na lei, ou seja, a revisão do Plano Diretor.

*É professor da UERN.

Este texto não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema. Envie para o bruno.269@gmail.com.

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Gutemberg Dias apresenta projeto para destravar uma das principais vias de Mossoró

O ex-secretário municipal de planejamento e ex-presidente do PC do B, Gutemberg Dias, está apresentado uma proposta para melhorar o tráfego de veículos na Avenida João da Escóssia, uma das principais vias de Mossoró.

No documento, Gutemberg sugere intervenções em quatro trechos para tornar a Avenida João da Escóssia menos tumultuada, evitando acidentes. “Salientamos que as intervenções propostas necessitam de estudos mais detalhados no que concerne, principalmente, a instalação dos dois semáforos, haja vista, que esses equipamentos são os mais sensíveis ao se fazer uso dessa solução em vias públicas. Em relação as passagens de pedestres é preciso fazer um estudo de contagem de travessia ao longo da via e, dessa forma, melhor locar essas faixas”, afirma.

Confira as sugestões:

TRECHO 1 – Imediações do Restaurante Tchê

Nesse trecho duas intervenções são propostas.

Nesse trecho a primeira solução é a implantação de um SEMÁFORO em três tempos no cruzamento da Av. João da Escóssia/Rua César Leite. No caso esse equipamento faz o controle da conversão sentido Shopping/Rua César Leite, Rua César Leite/Centro e Centro Shopping.

Esse cruzamento tem problema contínuo na conversão Shopping/Rua César Leite e fica travado em horário de pico.

A segunda solução é o bloqueio da Av. João da Escóssia / Rua Rita Silvana de Moura. Nesse caso o bloqueio garante o fluxo ao longo da Av. João da Escóssia impedindo que haja obstrução da via de maior velocidade nos dois sentidos.

TRECHO 2 – Cruzamento Av.João da Escóssia / Rua Mota Neto

Esse trecho a proposta é o bloqueio de passagem do cruzamento da Av. João da Escóssia/ Rua Mota Neto.

O bloqueio não causará problema haja vista que os veículos que fazem conversão a esquerda vindo do Centro podem fazer o retorno no quarteirão da Praça do Rotary, acessar a Antônio Vieira de Sá e depois acessar as vias de interesse.

TRECHO 3 – Praça do Rotary e Bambinos

Nesse trecho duas intervenções são propostas.

A primeira é transformar o semáforo três tempos do cruzamento Rua Antônio Vieira de Sá/Av. João da Escóssia em dois tempos, ou seja, as conversões a esquerda que hoje são possíveis seriam suprimidas. Dessa forma, quem vier no sentido Centro/Shopping e quiser acessar a Rua Antônio Vieira de Sá precisará fazer um contorno no quarteirão da Praça do Rotary. Já quem vier do sentindo Shopping/Centro deverá fazer o retorno na Rua Francisco Fernandes de Souza (primeira conversão a esquerda após o semáforo).

A segunda intervenção é o bloqueio do cruzamento da Av. João da Escóssia/Rua Deocleciano Venceslau da Paixão. Essa intervenção garante o fluxo nos dois sentidos da Av. João da Escóssia.

TRECHO 4 – Ruas Jornalista Jorge Freire/República do Peru

Nesse trecho duas intervenções são propostas.

A primeira intervenção seria a instalação de um semáforo de dois tempos no cruzamento da Av. João da Escóssia/Rua Jornalista Jorge Freire, com essa proposição as conversões à esquerda nos dois sentidos da via seriam suprimidas. Quem desejar acessar a Rua Jornalista Jorge Freire deverá fazer o retorno acessando a rua Deocleciano Venceslau da Paixão e quem vier do shopping sentindo sentido centro deverá acessar a Rua República do Peru.

A segunda intervenção é o bloqueio do cruzamento da Av. João da Escóssia/Rua República do Peru. Atualmente esse cruzamento é extremamente perigoso e muitos motoristas que vem do sentido Centro/Shopping usam esse cruzamento como retorno voltando em direção ao Nogueirão.

Gutemberg lembra ainda que recentemente a Avenida João da Escóssi passou por duas mudanças: “Foram fechados os dois cruzamentos que existiam em frente ao estádio Nogueirão. Essa solução melhorou o fluxo até a av. Diocesana, mas em compensação transferiu o caos que existia no cruzado da av. João da Escóssia/Rua Camilo Paula para o cruzamento da av. João da Escóssia/Rua República do Peru e Jornalista Jorge Freire”.

 

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Presidente da Redepetro defende criação da secretaria estadual de energia no RN

A Redepetro RN, associação que congrega empresas fornecedoras da cadeia de petróleo e gás, propôs hoje (8) a criação de uma secretaria de energias no Rio Grande do Norte. A proposta, segundo o presidente da entidade, Gutemberg Dias, ampliaria a capacidade de diálogo entre o segmento e o Governo do Estado, dada a importância do setor energético para a economia potiguar.

Atualmente, o Governo Estadual mantém uma coordenação para assuntos energéticos, subordinada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Mas, na visão de Dias, a elevada quantidade de demandas da pasta, que atende centenas de setores, dificulta o foco no segmento de energia.

“O Governo do Estado precisa pensar a partir de agora, com esse novo cenário das energias, numa secretaria própria de energia, como nós tivemos lá atrás, no governo de Wilma de Faria. Precisamos ter um diálogo mais focado do governo com essa indústria do petróleo, das renováveis e de outras que possam vir, como a do hidrogênio verde, por exemplo. Pela importância que tem a energia para o estado do Rio Grande do Norte, já deveria existir uma secretaria para fazer esse diálogo mais próximo com essa indústria”, defendeu o presidente da Redepetro, em entrevista ao programa Meio Dia Mossoró, da 95 FM.

Relevância

Ao apresentar a proposta e lembrar ser antiga a dificuldade de diálogo com o setor, Gutemberg Dias recorreu a dados que apontam a relevância do setor energético para a economia potiguar e justificam a criação da secretaria.

“As remessas de óleo combustível de petróleo para o exterior representam 45% do valor total de exportações da balança comercial do Estado. E esse é apenas um exemplo da força do setor energético. Temos ainda o crescimento vertiginoso da energia eólica em solo potiguar, que coloca o Rio Grande do Norte como líder do setor no Brasil. Esses dados só mostram o quanto o setor de energia precisa de atenção”, justifica.

Investimentos da Petrobras

Sobre declarações recentes do novo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, a respeito da permanência da estatal no Rio Grande do Norte, Gutemberg Dias é enfático: “Quanto mais investimentos, melhor”.

Para Dias, o fato de a Petrobras permanecer no Estado e investir, seja na cadeia do petróleo e gás, seja nas energias renováveis, beneficiará diretamente as empresas que integram a Redepetro.

“Quanto mais investimentos nós tivermos em energia dentro do estado do Rio Grande do Norte melhor para a cadeia produtiva, seja do petróleo, seja das energias renováveis, é bom para a Redepetro, pois somos uma associação de fornecimento. Não existe divergência”, pontua.

Fonte: Ascom/Redepetro

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Redepetro aponta crescimento do setor onshore no RN

A combinação entre perspectiva de crescimento da produção de petróleo e gás em terra (onshore) no país – que segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) deve alcançar 134 mil barris ao dia até 2032 – e a geração de novas oportunidades de negócios atrai de volta empresas que deixaram o segmento no auge do declínio da produção, em 2015. No Rio Grande do Norte, maior produtor do onshore brasileiro, o cenário é constatado pela Redepetro/RN, entidade que congrega fornecedores de bens e serviços do setor. Segundo a associação, o total de associados saltou de 13 para 52, no período compreendido entre 2015 e julho deste ano, entre eles, empreendimentos com atuação em outros segmentos.

Os dados foram apresentados pelo presidente da Redepetro/RN, Gutemberg Dias, em palestra ministrada nesta quarta-feira (10), no evento Energia 50+50 realizado pelo Sebrae, em Brasília. Para ele, os números otimistas previstos para o setor alavancam toda a cadeia produtiva do onshore. Atualmente, o Rio Grande do Norte produz, diariamente, 40,6 mil Barris de Óleo Equivalente (Boe).

“Algumas empresas que estavam fora do circuito estão retomando, voltando às suas atividades na área de petróleo e gás e isso é muito gratificante, porque são empresas que têm potencial de desenvolvimento têm mão de obra qualificada e elas saíram do segmento do petróleo e gás, foram para um outro ambiente de negócio para poder sobreviver e agora fazem o caminho de volta”, revelou.

Ainda segundo Dias, devido à extensão da cadeia produtiva do petróleo e gás, as oportunidades se multiplicam e tornam o ambiente ainda mais favorável a partir da presença das operadoras independentes e os elevados investimentos previstos para a operação dos chamados poços maduros. Fatores como a cadeia de fornecimento madura, aproximação com compradores, qualificação das empresas, além de logística facilitada devem contribuir para a inserção de novos negócios locais.

“A cadeia produtiva é bem extensa, então a gente, às vezes, fico muito preso àquela questão do operador e fornecedor. Mas além do operador você tem todo um leque, você vai ter a parte de refino, de transporte, ou seja, dá para se trabalhar a cadeia em vários negócios, em várias áreas desse segmento. E com a presença das operadoras independentes, temos um novo cenário: temos proximidade com compradores, logística e uma cadeia estruturada, pronta para aproveitar as oportunidades”, alertou o presidente.

Parceria

Na palestra, Gutemberg Dias destacou, ainda, o papel decisivo do Sebrae para o fortalecimento da cadeia produtiva do petróleo e gás, não só no Rio Grande do Norte, mas no Brasil.

“A Redepetro nasceu com o Sebrae, que muito contribuiu e contribui para fortalecer os pequenos negócios do setor, para torná-los mais competitivos e qualificados para enfrentar o mercado e aproveitar as oportunidades. Seja oferecendo qualificação às empresas, seja gerando oportunidades de negócios e inserção no mercado, seja criando medidas como o Polo de Referência do Petróleo e Gás, o Sebrae desempenha papel fundamental na cadeia de petróleo e gás”, destacou.

O evento Energia 50+50 Sebrae faz parte da programação que celebra o cinquentenário de criação do Sebrae e debateu, nos dias 9 e 10, os cenários e oportunidades da matriz energética brasileira, na perspectiva de gestão da energia e geração de negócios no país.

Fonte: Redepetro

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Mossoró OIL & Gas Expo começa nesta terça-feira

Considerada a capital brasileira do onshore (produção de petróleo e gás em terra), Mossoró sediará a edição 2022 do Mossoró Oil & Gas Expo (Moge), maior evento do segmento no Brasil, de terça-feira (5) a quinta-feira (7), no Expocenter, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).

Com ênfase na inovação e nas novas oportunidades geradas no setor a partir da presença da iniciativa privada nas operações, a feira retoma em 2022 a programação 100% presencial.

O evento é uma iniciativa da Redepetro RN e do Sebrae no Rio Grande do Norte, e reunirá, em Mossoró, os principais atores da cadeia produtiva do petróleo e gás. É o caso da Associação Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Ministério de Minas e Energias, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP), entre outras.

Também participarão as maiores operadoras de petróleo e gás do país. Entre elas, a 3R Petroleum e Potiguar E&P, que recentemente adquiriram a maior parte dos ativos da Petrobras no Rio Grande do Norte.

O presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, informa que, além da exposição institucional, em mais de 90 estandes, o Moge contará com vasta programação técnica. As palestras e painéis temáticos serão apresentados, ao longo dos três dias de evento, nos espaços denominados de Arena Petróleo e Gás e Arena Inovação.

Programação

Na Arena Petróleo e Gás, segundo Gutemberg Dias, os painéis contemplarão discussões técnicas e mercadológicas, com enfoque no atual cenário e nas tendências do onshore brasileiro. As apresentações serão feitas por especialistas do setor, oriundos do Brasil e do exterior. A ideia é aprofundar as discussões em torno das novas oportunidades das atividades de petróleo e gás em terra do país.

Entre os destaques das temáticas no evento, ele aponta: caminhos para um marco regulatório; midstream/downstream – oportunidades do onshore brasileiro; empoderamento feminino no onshore brasileiro; tecnologias aplicadas à recuperação em campos maduros; além de novas fronteiras de óleo e gás; perspectivas do mercado do gás no onshore; e poço transparente –  desafios técnicos e regulatórios.

“Já na Arena Inovação, haverá discussões e apresentação de soluções tecnológicas e inovadoras para melhorias de processos, oficina para projetos de P, D & I para óleo e gás, além do Demoday Mossoró Oil & Gás (pitch de startups selecionadas para empresas de óleo e gás convidadas)”, informa.

Paralelamente, ocorrerá a programação científica, no III Simpósio de Petróleo e Gás do Onshore Brasileiro, realizado em parceria com a Ufersa, que reunirá profissionais, estudantes e pesquisadores da área de petróleo e gás, com ênfase em exploração onshore. O evento também oferecerá apresentações de trabalhos, plenárias e minicursos.

Negócios

O gestor do projeto de Petróleo e Gás do Sebrae RN, Robson Matos, acrescenta que o Moge vai além das exposições e discussões em torno da cadeia produtiva do petróleo e gás. “Também oportuniza geração de novos negócios, ao promover intercâmbio comercial entre empresas compradoras e fornecedoras do setor, em evento denominado PetroSupply Meeting”, diz. Capitaneado pelo Sebrae RN, a iniciativa contempla negócios tanto no segmento de exploração e produção quanto no setor de refino e transporte. Na edição deste ano, os encontros de negócios ocorrerão das 14h às 18h, nos três dias de programação.

Inscrições

Interessados em participar das palestras e painéis da edição 2022 do Moge têm até domingo (3) para efetuar a inscrição, no site institucional do evento https://mossorooilgas.com.br/, onde devem preencher o formulário disponível na aba “inscrições”. Após esse prazo, serão aceitas somente inscrições na modalidade presencial.

O evento

O Mossoro Oil & Gas surgiu em 2016, como Fórum Onshore Potiguar. Em seis anos, evoluiu de 10 estandes e 100 pessoas para 80 estandes e mais de 2.000 participantes. É realizado pela Redepetro RN e Sebrae RN, com apoio de ABPIP, FIERN, Governo do Estado, Prefeitura de Mossoró, patrocinadores e outros parceiros. O evento reafirma Mossoró como capital do onshore brasileiro em fase otimista do setor em face do reaquecimento da produção.

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Fátima assina lei que torna Mossoró capital o onshore no Rio Grande do Norte em abertura de evento

Mossoró agora é, oficialmente, a capital do onshore no Rio Grande do Norte, conforme a Lei Estadual nº 1.123, sancionada pela governadora Fátima Bezerra na manhã desta quinta-feira (25), na abertura do VI Fórum Onshore Potiguar, em Mossoró. A lei fortalece a importância do município na produção brasileira de petróleo e gás natural em terra.

O próximo passo, segundo a governadora, é fazer o reconhecimento nacional. “Já estamos fazendo contatos para que tenhamos a lei também no plano federal. Porque Mossoró é a capital do onshore não só do Rio Grande do Norte, mas de todo o Brasil”, frisou Fátima Bezerra, ao sancionar lei, originária de projeto da deputada estadual Isolda Dantas (PT).

Presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias considera a lei importante no contexto de retomada da produção de petróleo e gás na região de Mossoró, através da exploração por empresas privadas de campos até então exclusivos à Petrobras. “A lei é um pleito da cadeia produtiva para reforçar o já relevante posicionamento de Mossoró no onshore nacional”, avalia.

Pujança

Realizado em parceria com o Sebrae RN, o VI Fórum Onshore Potiguar reúne, ao longo desta quinta-feira, especialistas, membros da cadeia produtiva de petróleo e gás, Poder Público. Discute temáticas de maior impacto no setor de petróleo e gás, com abordagens voltadas às perspectivas do onshore no Brasil e no Rio Grande do Norte.

A abertura reuniu, além da governadora Fátima Bezerra, vice-governador Antenor Roberto, deputada Isolda Dantas, prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, presidente da Câmara, Lawrence Amorim, superintendente do Sebrae RN, Zeca Melo, diretor da Fiern, Marcelo Rosado, secretário de Petróleo e Gás do Governo Federal, Rafael Bastos, entre outros.

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Isolda e Gutemberg planejam dobradinha para 2022

Isolda e Gutemberg pretendem manter parceria em 2022 (Foto: cedida)

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) e o professor Gutemberg Dias (PC do B) se reuniram no final de semana e encaminharam parceria para dobradinha eleitoral nas eleições 2022.

Ela disputando a reeleição para a Assembleia Legislativa e ele tentando uma vaga na Câmara dos Deputados.

Isolda e Gutemberg formaram chapa para prefeita e vice nas eleições de 2020 e pretendem manter a parceria política.