Assessoria nega que Henrique tenha assumido coordenação da campanha de Carlos Eduardo

Após ser abordado por vários leitores perguntando se procede que o ex-deputado federal Henrique Alves (MDB) teria assumido a coordenação da campanha do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) ao Governo do Estado, o Blog do Barreto entrou em contato com a assessoria do pedetista.

A informação foi desmentida com veemência. Os coordenadores da campanha de Carlos Eduardo são o prefeito de Natal Álvaro Dias (MDB) e o ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Parnamirim Homero Greck.

Nota do Blog: a Fake News está aos poucos tomando conta do noticiário nesse período que antecede as convenções. Procure sempre se informar com fontes confiáveis e desconfie de textos compartilhados no Whatsapp sem a origem da informação.

Fique atento.

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Henrique réu mais uma vez

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G1RN

O juiz Vallisney de Souza Oliveia, da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou nesta quarta-feira (4) denúncia contra o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (MDB-RN) por lavagem de dinheiro. Com a decisão, o emedebista se torna réu.

Alves é acusado de tentar ocultar em paraísos fiscais dinheiro desviado das obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério Público, autor da denúncia, o montante que teria sido pago ao ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer é de R$ 1,6 milhão.

Ainda segundo a denúncia, a construtora teria enviado a propina a Henrique Alves para uma offshore da qual Alves era beneficiário, chamada Bellfield.

Na acusação, o Ministério Público aponta dados que comprovariam essa movimentação e que teriam sido obtidos com instituições financeiras internacionais, depois que as investigações dessas contas foram transferidas da Suíça para o Brasil.

Na ação, os procuradores da República afirmam que Henrique Eduardo Alves, “de forma consciente e deliberada, a fim de dissimular a origem dos recursos ilícitos transferidos à offshore Bellfield”, voltou a transferir esse dinheiro – desta vez, para contas em Dubai (nos Emirados Árabes Unidos) e no Uruguai.

Extratos obtidos junto a bancos estrangeiros mostram transferência de R$ 3 milhões – um valor que, na visão do MPF, ajudaria a encobrir a existência dos R$ 1,6 milhão desviados.

Ao decidir pela aceitação da denúncia, o juiz Vallisney de Souza Oliveira afirma que há “suficientes indícios de autoria e materialidade” para tornar o ex-ministro réu.

Agora, a defesa terá dez dias para apresentar resposta à denúncia, além de entregar documentos, especificar as provas que pretendem utilizar e indicar as testemunhas que poderão ser ouvidas.

Atualmente, Alves está preso em regime domiciliar em decorrência de outros processos a que responde na Justiça.

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Delator revela R$ 9 milhões em caixa 2 para Henrique e “compra de apoio político”

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Texto e Foto: Agora RN

O empresário Fred Queiroz confirmou em depoimento à Justiça Federal nesta quarta-feira, 4, que recebeu R$ 9.031.500,00 (destes, R$ 5 milhões em espécie) via caixa 2 para a campanha do, então, candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves. Também ex-secretário de Obras de Natal, Queiroz citou que houve ainda “compra de apoio político” para juntar votos em benefício de Henrique.

Queiroz, todavia, afirmou desconhecer a origem do dinheiro até o momento em que o Ministério Público Federal deflagrou a Operação Manus, em junho de 2017. Ele explicou ainda que, do dinheiro recebido em espécie, R$ 1 milhão foi entregue em uma mala por Norton Domingos, assessor pessoal de Henrique, e outros R$ 500 mil foram depositados na conta da empresa do ex-secretário de Obras de Natal, a Pratika. O restante, conforme depoimento de Queiroz, foi repassado a pessoas indicadas por Arturo Arruda e ao próprio publicitário (R$ 100 mil) em São Paulo.

O resto do dinheiro pago em espécie (R$ 4 milhões), segundo Queiroz, teria sido sacado do Banco do Brasil do Centro Administrativo e viabilizado pelo assessor Aluízio Dutra. O intuito era “mobilizar” municípios potiguares a favor de Henrique em 2014.

Fred Queiroz, o primeiro a ser ouvido nesta quarta-feira, foi parte da oitiva envolvendo os réus da “Operação Manus”, que apura desvios na construção da Arena das Dunas, bem como movimentação de propinas envolvendo empreiteras para auxiliar na campanha do ex-ministro do Turismo. Ele negou que houvesse sido coagido a firmar acordo de delação premiada com Ministério Público Federal.

Além do próprio Queiroz, são réus na ação, Henrique Alves; Eduardo Cunha; o publicitário Arturo Arruda; o ex-presidente da Odebrecht, Fernando Ayres e José Aldemário Pinheiro (Léo Pinheiro), da OAS. Ele foi ouvido pelo juiz Francisco Eduardo Guimarães, titular da 14ª Vara Federal.

Palavra de Ayres

Ex-presidente da Odebrecht, Fernando Ayres afirmou em seu depoimento que a intenção da empresa era apoiar um candidato ao governo do Rio Grande do Norte que estivesse de acordo com os ideais da Odebrecht, bem como maleável a participar de iniciativas de privatizações, como a Caern – este nome seria o de Henrique Alves.

 

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Motorista de empresário revela que levou dinheiro para assessor de Henrique

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Texto e Foto: Ediana Miralha

G1 RN

motorista do empresário Fred Queiroz disse, nesta quinta-feira (17), em depoimento à Justiça Federal do Rio Grande do Norte que transportou quantias em dinheiro, às vésperas do segundo turno das eleições de 2014, e entregou a um assessor do ex-ministro Henrique Alves. Na época, Alves era candidato ao Governo do Estado. Seis testemunhas de defesa prestaram depoimento na sede da JF.

O motorista depôs como testemunha de defesa de Fred. O empresário e Henrique Eduardo Alves são réus na Operação Manus, que investiga se houve pagamento de propina na construção da Arena das Dunas, em Natal.

As testemunhas foram ouvidas a portas fechadas. A Justiça permitiu apenas o registro de fotos da audiência. O processo que tramita na 14ª vara da Justiça Federal, na capital potiguar, apura indícios de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo obras como a construção da Arena das Dunas.

Oa depoimentos seguem até a sexta-feira da semana que vem. A expectativa é ouvir 25 testemunhas arroladas pelas defesas dos réus nesse período. O presidente Michel Temer, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, e o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, também vão prestar depoimento, só que por escrito.

Entre os réus no processo, estão o ex-deputado federal Eduardo Cunha e o ex-deputado federal e ex-ministro do Turismo Henrique Alves, que cumpre atualmente prisão domiciliar. A defesa dele contesta as acusações.

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Henrique Alves e a interferência exagerada dos juízes no processo político

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Confesso que me causou estranheza a informação quando entrevistava o edvogado Erick Pereira no Meio-Dia Mossoró (95 FM) e ouvi dele a informação de que o ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Alves (MDB) estaria sendo enviado para a prisão domiciliar tendo uma das condições se abster do processo político.

O único efeito prático dessa decisão será Henrique Alves não ser candidato. Esse seria o descumprimento do acordo mais visível ao cidadão comum.

A condição beira a ingenuidade tendo em vista que Henrique Alves é reconhecido como um hábil articulador e um ator político influente. Lógico que sua condição atual lhe torna bem menos forte, mas achar que Henrique não discutirá estratégias políticas nas visitas que receberá beira o ridículo.

Talvez a condição de Henrique o impedisse naturalmente de ser candidato ou se candidato fosse caberia ao povo decidir.

Mas só existem duas formas de excluir um ator político de um processo eleitoral: 1) as condições de elegibilidade (Henrique não está inelegível por incrível que pareça); 2) a convenção partidária, ocasião em que os nomes podem ou não serem indicados para as eleições.

Ainda existe uma terceira forma, mas essa já é resultado do processo eleitoral: a decisão do eleitor.

A decisão do juiz eleitoral Eduardo Guimarães de arrancar de Henrique Alves o compromisso de se abster do pleito eleitoral ultrapassa todos os limites da ditadura do judiciário que vai se instalando no país.

A interferência do magistrado torna artificial uma decisão que naturalmente aconteceria em virtude da condição de político preso ostentada por Henrique Alves.

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Para deixar prisão Henrique precisou se comprometer com a Justiça a não disputar eleições

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Agora RN

O advogado Esequias Pegado Cortez, que atua na defesa do ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB), afirmou nesta sexta-feira, 4, que o peemedebista chorou e ficou “muito emocionado” ao ser informado da decisão judicial que autorizou sua saída da prisão. Preso preventivamente há dez meses, Henrique conseguiu um habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e passará a cumprir prisão domiciliar.

Segundo Esequias, além de ter chorado com a notícia de que seria libertado, Henrique Alves reafirmou que “vai cumprir todo o seu compromisso com a Justiça, inclusive que não será candidato”.

“Ele deixou a política. Não será mais candidato. É uma decisão definitiva. Ele assumiu este compromisso diante do juiz Eduardo Guimarães [titular da 14ª Vara Federal do Rio Grande do Norte]”, revelou o advogado.

Henrique, que foi deputado federal durante onze mandatos consecutivos (1971-2015) e ministro do Turismo nos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer, está detido na Academia de Polícia Militar, em Natal, desde 6 de junho do ano passado. Ele foi preso por força de dois mandados – um expedido pela Justiça Federal do RN e outro pela de Brasília.

O primeiro mandado, relativo à operação Manus, que investiga desvios durante a construção da Arena das Dunas, foi trocado pelo recolhimento domiciliar em fevereiro. Henrique continua detido, porém, por causa do mandado expedido em Brasília, que foi revogado nesta quinta-feira, 3, pelo desembargador Ney Bello, do TRF-1. Neste último caso, o processo é no âmbito da operação Sépsis, que apura supostas fraudes ocorridas na Caixa Econômica Federal.

Henrique deverá deixar a Academia de Polícia Militar e ir para sua residência, em Petrópolis, na zona Leste de Natal, ainda hoje. A defesa aguarda que a Polícia Federal seja notificada do alvará de soltura expedido pela Justiça de Brasília, que, por sua vez, recebeu do TRF-1 a ordem para liberar o peemedebista.

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Garibaldi não passou mal por acaso ao saber da mudança de status da prisão de Henrique

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O ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Alves (MDB) deve ser libertado nas próximas horas. Na verdade, ele vai para uma prisão domiciliar em seu confortável apartamento em Natal.

Poderá receber algumas visitas cujo perfil será orientado em um despacho do juiz federal Eduardo Guimarães.

Conforme noticiou a jornalista Thaísa Galvão, o senador Garibaldi Filho (MDB), primo de Henrique, passou mal ao tomar conhecimento da decisão.

A emoção foi grande. Primeiramente pela motivação afetiva. Henrique e Garibaldi são o que a gente costuma chamar de “primos-irmãos”.

Mas politicamente eles são uma única entidade política. Henrique é o articulador e arrecadador dos recursos de campanha. Garibaldi o líder carismático e populista.

Sem Henrique, o MDB potiguar estava definhando a ponto de perder para o PSDB um de seus parceiros mais sólidos: o deputado estadual Gustavo Fernandes, filho do ex-deputado Elias Fernandes, nome ligadíssimo a Henrique.

Henrique estará em casa. Muito provavelmente não poderá receber visitas de ordem política, mas a relação afetiva com Garibaldi não levará um magistrado a impedir as visitações do senador ao primo. Isso fará uma grande diferença para Garibaldi, mas também afetará o jogo político. Henrique é muito mais criativo na formatação de alianças (o próprio Garibaldi reconhece isso) e terá mais mobilidade para entrar nas discussões.

Garibaldi teve uma dupla alegria: a afetiva e a política. Henrique estará mais próximo. Isso faz toda diferença.

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