Governador demite sogra de Francisco José Junior

Blog Carlos Santos

Rina Márcia Benigno e Silva Ciarlini, sogra do ex-prefeito mossoroense Francisco José Júnior  (PSD), foi exonerada pelo governador Robinson Faria (PSD).

Publicação da portaria está no Diário Oficial do Estado (DOE).

Ela ocupava o comando da 12º Diretoria Regional de Educação (DIREC) no âmbito de Mossoró.

No mesmo DOE de  hoje (quarta-feira, 19), há nomeação de sua substituta, Maria Consuelo de Almeida Costa.

Governador e prefeito entraram em choque no ano passado, configurando distanciamento político. Mas Robinson preservou vários empregos de aliados de Francisco José Júnior no estado.

Nota do Blog: mais um espaço ocupado pelo ex-prefeito que ele perde. Robinson há meses tentava encontrar um substituto para o cargo.

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Ao denunciar corrupção na gestão de Rosalba, primeira dama consolida afastamento de governador e prefeita

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Não tem para onde fugir. A primeira dama e secretária estadual de trabalho, habitação e ação social Julianne Faria escancarou o afastamento político entre o governador Robinson Faria (PSD) e a prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

A intenção era mostrar que o marido é um homem rico que não precisa se sujar por causa de R$ 100 mil, mas pelo visto a primeira dama falou demais. Intencional ou não ela declarou que ao assumir o cargo (no primeiro dia do governo Robinson) ela encontrou corrupção. “Ao assumir minha pasta peguei uma secretaria repleta dos mais variados aos quais o MP e o RN tem conhecimento de alguns!”, disparou.

A colocação é o registro de nascimento de mais um distanciamento entre Robinson e um prefeito de Mossoró. Há sete meses, a primeira dama deu a resposta em nome do marido que consolidou e tornou público o rompimento com o então prefeito Francisco José Junior.

Agora ela repete a dose.

Sobre as denúncias de corrupção, que Julianne Faria não detalhou, seria importante ela explicar melhor pelo bem da transparência que ela diz marcar a gestão dela e do marido.

À prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini resta encarar mais uma crise que abala a imagem dela. Isto uma semana depois das delações da Odebrecht.

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Mais um delator da Odebrecht conta que Robinson e Fábio Faria pediram dinheiro em caixa dois

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A partir do blog Ponto ID do jornalista Dinarte Assunção o Blog do Barreto teve acesso a mais um depoimento do ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente. No depoimento ele conta ter pago recursos em caixa dois para Robinson Faria e Fábio Faria em 2010. “Eu fui procurado por um representante da família de Robinson e Fábio e fui conversar com ambos. Essa conversa se deu na casa deles. Eles solicitaram uma ajuda de campanha”, relatou.

Segundo Ariel, os dois não possuíam relacionamento com a obra da Odebrecht no Rio Grande do Norte. Mas mesmo assim foram liberadas ajudas de R$ 100 mil para cada um.

Ele explica que não foi acertada nenhuma contrapartida. “Apenas achávamos que Robinson como vice-governador tivesse mais força que a própria governadora que eu achava ela muito fraca. Robinson pelo porte político que ele tinha, tinha sido presidente da Assembleia duas ou três vezes”, explicou.

Segundo Ariel o pagamento foi realizado em uma casa de câmbio São Paulo sob os codinomes “Bonitão” e “Bonitinho”.

Ele disse que não recebeu a ajuda esperada de Robinson. O pagamento feito no governo Rosalba já estava previsto de uma obra anterior. “Quando Rosalba assumiu o Estado estava numa penúria de fazer pena embora eu tenha recebido algum recurso sem a interferência de Robinson”, concluiu.

Ele disse que a maior parte dos recursos das obras da Odebrecht no Rio Grande do Norte eram pagas pela Caixa Econômica com uma pequena contrapartida do Estado.

Abaixo o depoimento completo.

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Planilhas apreendidas contradizem valores citados por delator

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Barradas ficou de apresentar provas de caixa dois

No final do depoimento de 56 minutos do ex-executivo da Odebrecht Alexandre Lopes Barradas, os interrogadores questionam os valores citados por ele e o encontrado nas planilhas recolhidas pela Operação Lava Jato.

Nas palavras de Barradas, ele repassou nas eleições de 2010 R$ 350 mil a Rosalba Ciarlini e R$ 100 para Fábio Faria, inclusos no sistema do “departamento de propinas” da Odebrecht com os codinomes de “Dama” e “Garanhão”.

Os investigadores falam na conversa que só há registros de pagamentos de R$ 50 mil pagos a Fábio. “Quem juntou não fui eu essas provas. Esses documentos eu não tive acesso”, explicou o delator. Barradas disse que vai providenciar a documentação que falta. “Já anotei aqui”, acrescentou.

O delator falou ainda que não tem chance de ele ter errado os números. “Esse é um caso único, num lugar isolado. Não tenho a menor dúvida”, garantiu.

Para ver esse trecho clique AQUI. O diálogo que motivou esta matéria começa aos 54 minutos do depoimento.

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Delator afirma que Rosalba não deu contrapartida por doação, mas garante caixa 2

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Barradas conta como foi conversa com Rosalba

O Blog do Barreto assistiu do começo ao final o depoimento de 56 minutos do ex-executivo da Odebrecht Alexandre Lopes Barradas em que ele relata uma reunião realizada no apartamento de Robinson Faria (que também participou da conversa) em Natal envolvendo Alexandre Barradas, Carlos Augusto Rosado, Rosalba Ciarlini e Fábio Faria.

Ele conta que ao chegar ao local teve uma rápida conversa sobre a campanha e em seguida se reuniu com a então candidata ao governo em uma conversa reservada.

Aos 12 minutos do depoimento ele conta que não percebeu a contradições nas intenções dele e de Rosalba. “Na cabeça dela era uma coisa e na minha era outra. Na cabeça dela era fazer obra pública, buscar dinheiro… e eu mostrava que eu substituía tudo isso desde que eu pudesse fazer a gestão. Eu só percebi isso depois”, disse sinalizando que a intenção da Odebrecht era privatizar a CAERN.

Alexandre conta ter ficado empolgado com a conversa com Rosalba. “A candidata disse que era muito bem-vinda a nossa participação”, frisou.

Aos 17 minutos do depoimento, Alexandre diz entender que os projetos de parceria público privada ou privatização da CAERN não caminharam porque Rosalba temeu enfrentar o espirito de corpo da estatal e os sindicatos. “Pelo entusiasmo que ela demonstrou eu pensei que fosse caminhar. Não sei qual projeto…”, avaliou.

Aos 24 minutos do depoimento, Barradas relata mais uma vez empolgação de Rosalba que dizia que o foco do governo dela será o saneamento. Por diversas vezes ele se refere a ela como “médica sanitarista”, na verdade ela é pediatra.

Durante todo o depoimento ele deixa claro que o acerto foi feito com Fábio Faria. Aos 27 minutos ele reforça que não discutiu valores. “Até porque pela presença de uma senhora… não se tocou nesse assunto (contribuição)”, acrescentou.

Mas Alexandre disse que Rosalba sabia das intenções da Odebrecht por isso a doação foi feita. “Você não pode apoiar um candidato com ideias estatizantes”, argumentou. “O que a gente queria era através da CAERN fazer parcerias. Não saberia qual a parceria o que eu queria era que ela dissesse sim e no futuro fazer um projeto”, complementou.

Segundo o delator, após a conversa privada Rosalba e Carlos Augusto saíram. Alexandre Barradas seguiu reunido com Fábio, ocasião em que foi tratado de valores. Robinson não estava presente.

Aos 32 minutos do depoimento Alexandre Barradas conta o que disse a Fábio sobre Rosalba: “Ela disse tudo que eu queria ouvir”. Na sequência o delator faz uma mea culpa: “Era um trabalho nobre apesar de estar começando de uma forma errada”.

Ele ainda reforça que Rosalba não tratou de recursos nem de dinheiro, mas deixa claro que “ela seria a beneficiária”.

Barradas esclarece que o pagamento só poderia ser feito sob forma de caixa 2. “A Odebrecht Ambiental é uma prestadora de serviços públicos e não pode fazer doações”, justificou.

RECUSA

Aos 46 minutos do depoimento, Barradas conta que foi a Natal após Rosalba tomar posse buscar a contrapartida, mas não encontrou interesse da então governadora. “Após as eleições, provavelmente em março de 2011, ela ganhou… eu procurei o Fábio e foi marcada uma reunião em Natal através do pai dele. Eu estive no gabinete dela juntamente com o vice-governador. Parabenizei e posteriormente, na conversa com ela, eu disse ‘governadora eu lembrei daquela nossa conversa e estou com uma equipe pronta para trabalhar, para a gente buscar os projetos e a gente buscar algum projeto do seu interesse, a senhora quer começar por onde…’”, contou.

Ele critica o desinteresse de Rosalba em realizar as obras com a Odebrecht. “Ela mostrou total inapetência para o assunto. Eu lembro dela dizendo ‘eu acho que esse negócio agora não dá para mexer porque vai mexer muito na empresa, não é o momento’”, realtou.

Alexandre Barradas conta ainda que Rosalba tentou colocar o assunto para o ano seguinte.

Veja o depoimento completo AQUI

Ainda hoje mais uma contradição do depoimento que pode favorecer Rosalba

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Crise política tirou Robinson do comando da área de interesse da Odebrecht no RN durante governo Rosalba

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Lutando para seguir na Secretaria de Recurso Hídricos, Robinson tentou evitar rompimento

Ficou claro no depoimento de Alexandre Barradas que o deputado federal Fábio Faria (PSD) fazia o papel de intermediário entre a Odebrecht e Rosalba Ciarlini na campanha de 2010.

Sem Fábio, não tinha atalho para discutir os projetos. Quando Rosalba tomou posse quem ficou à frente da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos e Meio Ambiente foi o então vice-governador Robinson Faria. Ele recebeu a pasta de porteira fechada, indicando Walter Gasi para presidência da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN).

Mas uma crise política atrapalhou o andamento dos projetos de Robinson para a pasta. No segundo semestre de 2011 o então vice-governador/secretário conseguiu refundar o PSD no Rio Grande do Norte criando num primeiro momento um desgaste com o senador José Agripino (DEM), depois com a então governadora.

Ele foi mais rápido que o casal Rosalba/Carlos Augusto Rosado deixando uma ferida aberta. Em seguida ele “apareceu” demais na única interinidade a frente do governo causando o distanciamento político.

Nessa interinidade, Robinson precisou deixar a pasta dos recursos hídricos por uma questão legal. Quando Rosalba retornasse da única viagem internacional dela a frente do Rio Grande do Norte o natural seria a nomeação. No retorno, Robinson não reassumiu o cargo e isso resultou no rompimento entre vice-governador e governadora.

Com o quadro de crise, o hoje governador chegou a receber Rosalba com flores no Aeroporto Augusto Severo em Parnamirim quando ela regressava dos Estados Unidos.

Àquela altura a Odebrecht seguia fazendo obras iniciadas nos tempos de Wilma de Faria (ver AQUI) e pagas na gestão de Rosalba em 2011 e 2012.

Somente em 2014, quando o DEM não garantiu a Rosalba o direito de disputar a reeleição, é que os dois se reaproximaram como a governadora dando apoio velado ao atual chefe do executivo estadual.

Atualmente estão novamente estremecidos.

Em instantes análise sobre o depoimento em vídeo de Alexandre Barradas.

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Memes satirizam e expõem desgaste provocado por semana trágica para Robinson e Rosalba

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O povo não perdoa. A promessa não cumprida do retorno dos voos comerciais ao Aeroporto Dix-setp Rosado e as denúncias da Lava Jato que enquadraram a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e o governador Robinson Faria (PSD) viraram piada em Mossoró.

O desgaste a dupla que disputou o reconhecimento pelo “retorno” dos voos em janeiro e se escondeu quando a promessa não foi cumprida foi ironizado pelos mossoroenses.

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Também não faltaram ironias com a inclusão de Robinson e Rosalba na lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Os dois são suspeitos de terem recebido cada um R$ 350 mil da Odebrecht em troca de apoio para obras de saneamento.

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Os apelidos “Carrossel”, “Bonitinho” e “Bonitão” (este atribuído ao deputado Fábio Faria, também conhecido como “Garanhão”) renderam várias brincadeiras na Internet.

Os debates estão acalorados nos grupos de WhatsApp.

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Para leitores do Blog Robinson é o maior culpado por falta de voos comerciais em Mossoró

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Para 51,7% dos leitores do Blog do Barreto que participaram da enquete no grupo dos leitores desta página no Facebook o governador Robinson Faria (PSD) é o principal responsável para que a cidade não conte com voos comerciais.

Pesou a promessa de comemorar o aniversário dele em Mossoró no dia 12 de abril trazendo o voo da Azul Linhas Aéreas. A declaração do dia 11 de janeiro não passou despercebida para os leitores do blog.

O “esforço” da prefeita Rosalba Cirlini (PP) para ser a responsável pelo retorno dos voos comerciais a cidade lhe rendeu a responsabilidade pelo fracasso das promessas 39,2% dos leitores.

Para 7,3% dos leitores a culpa é das exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Já 1,8% não souberam responder.

A enquete do Blog do Barreto não possui rigor científico, mas serve de parâmetro tendo em visto que só é permitido um voto por perfil.

Conheça o grupo AQUI

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No Twitter, Robinson diz estar pronto para colaborar com a Justiça

Abaixo o pronunciamento do governador Robinson Faria (PSD) a respeito das citações do nome dele em delações premiadas da Operação Lava Jato e na lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF):

Ainda não tive acesso ao teor da denúncia, mas quero deixar claro que minha postura é de serenidade e consciência tranquila.

Mas tenho também a necessidade de tranquiliza-los a respeito das notícias que relacionam meu nome a uma lista de investigações.

Estou pronto para prestar os esclarecimentos que venham a ser necessários à Justiça.

Continuo seguindo com a missão que recebi de Deus e do povo do meu Estado.

Continuo dando tudo de mim, com perseverança e compromisso com o o povo do Rio Grande do Norte.

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Delação aponta que dinheiro repassado a Rosalba, Robinson e Fábio Faria veio do “departamento de propina” da Odebrecht

Um trio de potiguares envolvidos na delação premiada da Odebrecht está enquadrado em um mesmo inquérito, o de número 4.452.

Trata-se da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), o governador Robinson Faria (PSD) e o deputado federal Fábio Faria (PSD). Os dois primeiros receberam R$ 350 mil cada e o terceiro R$ 100 mil.

Segundo relatório da Procuradoria-Geral da República eles teriam recebido contribuições eleitorais em 2010 em troca de favorecimento de projetos na área ambiental. “os colaboradores descrevem cenário fático em que se indica que a empresa Odebrecht Ambiental almejava desenvolver PPP’s associadas a saneamento básico no contexto do Rio

Grande do Norte. A esse respeito são relatadas as tratativas que envolveriam contribuições eleitorais, nos idos do ano de 2010, destinadas ao Deputado Federal Fábio Faria (R$ 100.000,00), bem como ao Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Mesquita de

Faria e à Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini Rosado (R$ 350.000,00), sendo todas decorrentes da mesma motivação, qual seja, eventual favorecimento em projetos relacionados a saneamento básico. O beneficiário Fábio Faria seria identificado no sistema “Drousys” como “Garanhão”, enquanto Rosalba Ciarlini é identificada como “Carrosel’”, frisou.

Segundo as delações a Odebrecht Ambiental por ser concessionária de serviços públicos estava impedida de fazer doações eleitorais cabendo ao Setor de

Operações Estruturada, conhecido como “Departamento de Propinas”. O pagamento teria sido feito diretamente a Fábio e Robinson. Rosalba não teria participado da reunião conforme aponta relato citado pelo ministro do STF Edson Fachin. “Após a anuência de João Pacífico, foi providenciado pagamento em favor de Fábio Faria e Robinson Faria, identificados como “Bonitão” e “Bonitinho”, enfatizando-se que Robinson Faria era vice na chapa de Rosalba Ciarlini, sendo relatada a ocorrência de reunião entre os mencionados candidatos e representantes da Odebrecht Ambiental”, cita o ministro.

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