Cuidado com o voo da galinha

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Muitos políticos pegando carona no retorno dos voos comerciais a Mossoró

Ontem foi um dia de folia política. Todo mundo posando de pai e mãe da criança chamada retorno dos voos comerciais em Mossoró. Uma conquista importante, mas que em vez de ser encarada de forma festiva deveria ser vista com status de alívio.

Era uma vergonha uma cidade do porte de Mossoró não ter um aeroporto funcionando a pleno vapor.

Foi em 2011, quando Rosalba Ciarlini (PP) era governadora, que o aeroporto perdeu os voos da Noar Linhas Aéreas. O problema começou na gestão dela e como prefeita ela não fez nada significativo para querer aparecer como “mãe” da criança.

Faça-se justiça!

Com 14 meses de atraso (ele tinha prometido para 12 de abril de 2017) os voos comerciais retornaram a Mossoró com o DNA do governador Robinson Faria (PSD). É uma criança com pai e sem mãe, diga-se.

Mas como já disse acima, o retorno dos voos comerciais é motivo mais de alívio que de festa. O projeto, diria, está em recuperação. Temos o exemplo dos voos da Noar Linhas Aéreas que duraram apenas nove meses entre outubro de 2010 e julho de 2011.

Cuidado para não termos apenas mais um voo da galinha.

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Assembleia autoriza antecipação de royalties e aprova contas de Robinson e Rosalba

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Os deputados aprovaram o Projeto de Lei que autoriza o Executivo a ceder às instituições financeiras, públicas, créditos decorrentes de royalties e participações especiais, relacionados à exploração de petróleo e gás natural e autoriza a substituição da fonte de recursos para a constituição de garantia de contraprestação do Fundo Garantidor das Parcerias Público Privadas.

Com a emenda do deputado Mineiro Lula (PT) encartada na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) e aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), os recursos terão que ser aplicados, exclusivamente, para pagamento de pessoal. São estimados cerca de R$ 162 milhões.

As prestações de contas das administrações do governador Robinson Faria (PSD), estas referentes aos anos de 2016 e 2015, bem como da então governadora Rosalba Ciarlini (PP), de 2013, também foram aprovadas, além de outros projetos de iniciativa parlamentar.

Na discussão das matérias, o líder governista, deputado Dison Lisboa (PSD), ressaltou a necessidade dos recursos para colocar a folha de pagamento dos aposentados em dia. O deputado afirmou que as parcelas não irão comprometer 100% do valor. “Temos a menor dívida do País, uma dívida pequena e esse recurso será destinado para um importante fim, colocar a folha dos aposentados em dia”, afirmou.

De iniciativa parlamentar foi aprovado projeto da deputada Cristiane Dantas (PPL), que institui o dia 7 de abril como de Combate ao Bullying e violência na escola; do deputado Carlos Augusto (PCdoB) projeto que denomina de “Aroldo Augusto Paiva” ginásio poliesportivo situado em Natal e o que institui o Dia Estadual do Costureiro; de iniciativa conjunta dos deputados José Dias (PSDB) e Dison Lisboa (PSD) projeto que denomina de Monsenhor Francisco de Assis Pereira, o Monsenhor Assis, trecho da rodovia estadual 269, que liga Canguaretama a Nova Cruz. Da deputada Márcia Maia (PSDB) projeto que institui no calendário de ventos do RN o Dia Estadual do Gestor Público; do deputado Carlos Augusto.

Outros projetos aprovados dizem respeito à concessão de auxílio alimentação e saúde para os servidores da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e do Gabinete Civil e auxílio alimentação para os servidores do IDEMA. “Já discutimos à exaustão essa matéria, os servidores estão com o salários defasados e o Estado busca diminuir essas perdas”, afirmou o deputado Jacó Jácome (PSD).

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Tião sinaliza apoio ao Governo, mas alerta: “vai depender do projeto”

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O empresário Tião Couto (PR) esteve hoje no Meio-Dia Mossoró da 95 FM. Ele não poupou críticas a gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) que o derrotou nas eleições de 2016.

Ele disse estar disposto a abdicar de tentar um mandato de deputado federal em 2018 caso o PR feche com PP ou PSDB. “Já avisei que não subo num palanque com Rosalba e Ezequiel (Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa). Prefiro manter a coerência”, frisou.

Sobre o candidato ao Governo ele disse não se sentir empolgado por nenhum dos nomes postos e que só conversou com a senadora Fátima Bezerra (PT) de quem não descarta o apoio. Fora ela, só apoiaria Carlos Eduardo Alves (PDT) entre os nomes postos. “É preciso ter um projeto. A gente elegeu um governador sem projeto e deu nisso”, disse.

Ele também fez muitas críticas ao governador Robinson Faria (PSD) que na opinião dele está mais preocupado em viabilizar a reeleição do que em governar.

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Fátima enfim esquece assuntos nacionais e se envolve na política local

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Em entrevista ao Agora RN a senadora Fátima Bezerra (PT) finalmente falou como pré-candidata ao Governo do Estado. Lula, Temer e cia ficaram em segundo plano na conversa.

Ela criticou o governador Robinson Faria (PSD) acusando-o de ser incompetente. “O Rio Grande do Norte é uma tragédia. Há incompetência nessa atual gestão. Dois anos sem o servidor ter o direito de chegar ao final do mês e receber o seu salário em dia. Fornecedor nem se fala. Capacidade de investimento é zero no Rio Grande do Norte. Temos, ainda, um rombo fiscal por mês, segundo a Tributação do Estado, que ultrapassa R$ 130 milhões”, explicou.

Ela ainda acrescentou que o governador traiu o PT.

Sobre o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) as críticas giraram em torno do palanque oligárquico que ele montou. “Carlos Eduardo representa a mesmice, o mesmo projeto conservador e oligárquico que vem predominando nesse estado há décadas. A nossa candidatura vai quebrar paradigmas”, disparou.

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‘Sempre optei em governar para os mais fracos’, diz Robinson Faria

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Nosso entrevistado desse domingo é o governador Robinson Faria (PSD). Na conversa ele faz um balanço da administração e fala da tentativa de reeleição. O chefe do executivo estadual afirma que faz uma gestão que quebra paradigmas, que governa para os mais pobres e garante deixar nas mãos do povo a decisão sobre a reeleição.

Blog do Barreto Vamos começar falando de administração. Nas entrevistas o senhor sempre costuma dizer que faz um governo que está quebrando paradigmas. Quais são?

Robinson Faria: São vários, mas eu vou listar alguns que considero bem ilustrativos. O primeiro foi ter montado uma equipe de secretários eminentemente técnica, em detrimento de escolhas políticas que são as mais comuns. Um outro paradigma foi que sempre optei em governar para os mais fracos, os que mais precisam. Criar programas e ações de Governo que atendam aos mais necessitados, como o Transporte Cidadão, o Microcrédito Empreendedor e os Restaurantes Populares. Só sabe o valor destes programas quem realmente precisa. Posso citar também a ousadia das escolas de tempo integral, que hoje já são 49 escolas. Antes, não existia nenhuma. Ousadia no sentido de que é complexo montar e manter este tipo de escola, mas enfrentamos o desafio e conseguimos. E a retomada de grandes obras como a barragem de Oiticica, no Seridó, o Saneamento e a avenida Moema Tinoco em Natal, por si só uma ousadia pelo alto valor destas obras. Como falei, são vários exemplos.

Blog do Barreto: O senhor tem perspectiva de pôr o salário em dia neste semestre?

Robinson Faria: A gente trabalha dia e noite com esta perspectiva. Temos feito um trabalho contínuo de ajustes na despesa primária e estamos também na expectativa de que a economia volte a crescer, como inclusive já está ocorrendo. Temos buscado fontes extras de recursos, como empréstimos e antecipação de receitas. O que está mais próximo de se concretizar é a antecipação de royalties. Com isso iremos ao Banco do Brasil buscar receitas extraordinárias provenientes dessa natureza. Vale ressaltar que estes recursos serão consignados integralmente para a previdência pública, para o IPERN ter destinações de cobertura de déficits dos servidores inativos e pensionistas. Estamos focados de forma absoluta, toda nossa equipe econômica está concentrada num esforço para que o estado volte a ter equilíbrio fiscal. De 2015 pra cá, todos sabemos, o país ingressou numa crise macroeconômica brutal e histórica, o que impactou fortemente nas receitas. Hoje já conseguimos pagar 87% da folha praticamente em dia, ou seja, de 111 mil servidores, 98 mil são pagos praticamente sem atraso. Os 23 mil servidores da Educação, Detran, Ipern, Idema e DEI já recebem o salário dentro do mês trabalhado. E os servidores da área de segurança da Sesed, Sejuc, PC, PM, CBM, Itep, GAC e Vice-Gov (ativos, inativos e pensionistas PM e CBM) já têm recebido em média por volta do quinto dia útil do mês seguinte. Posso afirmar que esta situação já foi grave, e hoje está quase sendo sanada. E quero dizer ainda que, tudo isso, é fruto de uma decisão que tomei ainda em 2015, quando me foi sugerido demitir 20 mil servidores (e a Lei me permitia fazer isso). Eu optei por não tirar o emprego de milhares de pais de família e enfrentar o desgaste de correr pra colocar a folha em dia. Prefiro o pai de família recebendo atrasado, do que sem emprego. Não me arrependo. E vamos vencer esta crise. Já estamos vencendo.

Blog do Barreto: A Segurança é considerado o maior problema do Rio Grande do Norte. O que tem sido feito?

Robinson Faria: A questão da Segurança não é problema apenas do Rio Grande do Norte, é um problema nacional, e crônico. É fruto de anos e anos de fronteiras mal vigiadas e de falta de prioridade do Governo Federal em priorizar esta área, o que transformou as facções em entidades poderosas, que se espalham pelo país. As facções hoje têm mais dinheiro que os grandes bancos, são verdadeiras empresas do crime. E isso chega na ponta, nos Estados, que estão às voltas com a crise financeira que abalou a economia do país e não conseguem acompanhar o ritmo das facções. Mesmo assim, com toda dificuldade, nós temos enfrentado a crise da insegurança e não paramos um só dia de combater o crime organizado. Criamos a Ronda Integrada, compramos armamentos e mais de 500 viaturas, promovemos policiais. É uma guerra sem trégua, diária, e determinei tolerância zero. Tudo o que podemos fazer estamos fazendo, investindo em inteligência e em estratégias. É uma guerra longa. Mas vamos vencer.

Blog do Barreto: Qual o maior desafio para o senhor nesses pouco mais de seis meses de mandato que ainda restam?

Robinson Faria: Estabilizar os índices de violência que, como falei, são fruto de um problema crônico nacional. Quando explode um banco aqui, não é gente daqui, é crime organizado, querendo fazer dinheiro para o tráfico de drogas. O crack, onde chega, destrói famílias. É uma guerra. Mas, assim como fizemos com Alcaçuz, que de uma rebelião que foi manchete na CNN virou um case nacional em gestão prisional, vamos conseguir sim em algum momento estabilizar os índices da área de segurança. Todos os dias isso ocupa parte do meu trabalho como gestor do estado. Investimos hoje 15% do orçamento em segurança, é o maior já feito no estado.193264

Blog do Barreto: Para Mossoró, qual avanço o senhor destaca em sua gestão?

Robinson Faria: Eu sempre tive uma relação muito especial com Mossoró e com sua gente. Mossoró pra mim é a segunda capital do estado, eu sempre afirmei isso. Nosso governo já realizou bastante por Mossoró. Fizemos um investimento de R$ 1,4 milhão num tomógrafo para o Tarcísio Maia. Antes não existia tomógrafo em funcionamento da rede pública. O Estado era obrigado a contratar o serviço na rede privada. Hoje temos plantão permanente de neurocirurgia. Estamos aumentando de 9 pra 30 leitos de UTI e mais 36 leitos de internação. Antes não existia ortopedia plena na rede pública, e uma pessoa que quebrasse a perna em Mossoró precisava ser transferida pra Natal. Hoje trata em Mossoró, não precisa mais ir pra Natal. As neurocirurgias eletivas estão habilitadas desde setembro de 2017 no Wilson Rosado, que por sinal está recebendo 10 leitos de UTI clínica e 5 leitos de clínica médica. São leitos contratados e que funcionam como extensão do Tarcísio Maia até que as obras de ampliação da UTI sejam concluídas. Fizemos investimento em ortopedia de R$ 10 milhões, e hoje fazemos uma média de 98 cirurgias por mês. E o que dizer do trabalho do Governo pelo Aeroporto? Mossoró finalmente vai ter uma linha aérea regular, com a Azul, que só está vindo por causa da reforma e das adequações. Nós transformamos o aeroporto de voos privados em aeroporto de voos comerciais. E nós só garantimos o incentivo depois que eles se comprometeram com o voo fixo. Foram 6 meses de trabalho e investimento de R$ 2 milhões para reestruturar o aeroporto. Posso falar das 3 escolas de tempo integral, do centro de educação profissional, da adutora Jerônimo Rosado, que garantiu água pra 30% da cidade, dos novos poços perfurados, do esgotamento sanitário do Abolição III, em parceria com a prefeita Rosalba. Bombas novas que adquirimos, pra substituir as velhas e isso fazia faltar água em muitos bairros de Mossoró. É muita coisa. Quando eu disse que priorizaria Mossoró, eu não falei por falar, e estamos cumprindo. Inauguramos mais dois restaurantes populares e um café cidadão. Só sabe o valor de uma refeição a 1 real quem precisa. Pode acreditar nisso. Trouxemos a Ronda Integrada, 4 polícias juntas, no difícil combate à criminalidade, e os números já melhoraram. Já iniciamos a grande reforma do Teatro Lauro Monte, abrimos o Escritório do Empreendedor e estamos fazendo a maior obra de saúde da história de Mossoró, o Hospital da Mulher, que vai beneficiar pacientes de 62 municípios e 20 mil mulheres por ano. Sim, respondendo a sua pergunta, tivemos avanços para Mossoró. E olha que eu fiz um resumo.

 Robinson Faria: O senhor se sentiu sem apoio da bancada federal nesses quase quatro anos de mandato?

Robinson Faria: Boa parte da bancada sempre me acompanhou nas audiências, inclusive sempre presente o deputado Beto Rosado nas audiências. Sempre tive apoio, na medida do possível.

Blog do Barreto: Sua candidatura a reeleição vem sendo colocada em dúvida, mas o senhor vem formando um grupo com partidos médios e pequenos além do cortejo ao PSDB. O senhor depende de alguma aliança para ser candidato?

Robinson Faria: Se a minha história política dependesse somente de apoios pra ser candidato, você agora não estaria me entrevistando como governador. Mas os apoios políticos são sim importantes e é claro que quem quer ser candidato deve buscá-los, num entendimento amplo e que some forças. Mas isso será feito no momento devido. Agora meu foco é vencer a crise, uma crise nacional e que só agora, no meu último ano de mandato começou a arrefecer. Governei 4 anos com a crise batendo na porta. Trabalho todos os dias focado em gestão. E nunca faltei a um dia sequer de trabalho.

Blog do Barreto: Se uma eventual candidatura a reeleição estiver inviabilizada o senhor se entenderia com adversários para salvar o mandato de Fábio Faria?

Robinson Faria: Quem inviabiliza eleição é o povo, só ele pode decidir se uma candidatura é ou não viável. E o que eu ouço nas ruas é bem diferente do que muitos publicam ou falam. Costumo dizer sempre o seguinte: nunca subestimem a minha capacidade de enfrentar desafios.

Blog do Barreto: Em Mossoró, o senhor tem plano B caso não firme aliança com a prefeita Rosalba?

Robinson Faria: A pessoa que disser que não quer o apoio do grupo da prefeita Rosalba em Mossoró, sinceramente, não estará sendo 100% sincera. Mas tudo na vida precisa ser construído com paciência e com humildade, com diálogo, com bases bem construídas. No momento certo acredito que tudo se encaixa. Em Mossoró tem de ter Plano M (M de Mossoró) e não Plano B. Tem que ser bom para Mossoró, e eu acredito nisso. É justo.

Blog do Barreto: Voltando à administração qual o legado que o senhor pretende deixar para o RN?

Robinson Faria: O governo que enfrentou e venceu a crise. Antigamente governar era escolher onde investir, onde gastar. Desde o primeiro dia que eu assumi, a crise nacional nos obrigou a escolher o que podia pagar. Isso faz toda a diferença. Deixarei o legado de grandes obras estruturantes (Anel Viário, Moema Tinoco, Saneamento da capital, 49 escolas de tempo integral, o novo Aeroporto de Mossoró todo reformado, adutoras como a nova Jerônimo Rosado), da estrada do Melão de Baraúna e a da Castanha de Serra do Mel, um sonho de muitas décadas. Da descentralização da saúde e as dezenas de leitos de UTI por todo o estado, dos restaurantes populares, da volta da força do Turismo, do resgate do sistema prisional, enfim, um governo que enfrentou e venceu a crise.

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Média de Carlos Eduardo nas pesquisas eleitorais apresenta oscilação. Fátima Bezerra tem números estáveis

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No domingo o site Agora RN publicou uma pesquisa eleitoral do Instituto Seta apontando que a senadora Fátima Bezerra (PT) segue liderando para o Governo do Estado. No dia seguinte, a Consult anunciou através da 98 FM uma sondagem apontando a petista com um percentual praticamente idêntico.

O Blog do Barreto tirou a média percentual das duas pesquisas dos seis nomes que seguem no cenário eleitoral, excluindo da tabulação nomes que os institutos insistem em incluir nas listas políticos que já desistiram da disputa como o deputado estadual Kelps Lima (SD) e gente que nunca se colocou como candidato ao Governo como o ex-senador Geraldo Melo (PSDB). Nos limitamos aos que seguem na disputa considerando como nulos os votos em quem não é pré-candidato.

Os institutos utilizam metodologias diferentes e nem sempre visitam as mesmas cidades, mas seguindo uma estratégia comum nas coberturas eleitorais americanas, foi tirada uma média.

Sendo assim somente o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) ficou com uma variação elevada no comparativo entre os números dos dois institutos. Os demais pré-candidatos ficaram bastante aproximados.

Lembrando que a pesquisa do Instituto Consult foi realizada entre os dias 17 e 20 de maio e a do Instituto Seta aconteceu entre os dias 11 e 13 de maio.

Confira abaixo o boxe com a média dos dois candidatos nas pesquisas.

Média dos candidatos ao Governo do Estado

Candidato Seta Consult Média
Fátima Bezerra 29,3% 29,24% 29,27%
Carlos Eduardo Alves 12% 18,88% 15,44%
Robinson Faria 8,4% 9,06% 8,73%
Fábio Dantas 0,5% 3,12% 1,81%
Carlos Alberto 1% 1,35% 1,75%
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Fátima Bezerra se consolida na liderança em pesquisa Seta, mas indica estagnação nas intenções de voto

Fátima admite candidatura ao Governo (Foto: Tribuna do Norte)
Fátima vai ter que superar estagnação das intenções de voto

A pesquisa Seta divulgada ontem pelo Jornal Agora RN tem um dado que passou despercebido: Fátima Bezerra (PT) não cresceu no comparativo com a última sondagem do Instituto Seta divulgada em março. Está estagnada nos 29,3%.

Os principais adversários Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD) cresceram. Se a eleição fosse hoje conforme o Instituto Seta teríamos segundo turno por pequena margem de votos representados em 0,9%. A soma de todos os adversários dá 30,2% contra de 29,2% Fátima Bezerra. Se levarmos em consideração que Kelps Lima (SD) e Eliezer Girão (PSL) não são candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte a soma de todos os adversários da petista cai para 25,9%, o que daria a ela a vitória no primeiro turno levando em consideração que os votos nulos e brancos não são válidos.

Em 20 de março, em outro cenário, a soma de todos os candidatos, incluindo os que na época não tinham desistido, era de 24.05% contra 29,56% da senadora. Os crescimentos de Robinson e Carlos Eduardo diminuíram a possibilidade de segundo turno em 2018 conforme o instituto. Ainda não é possível afirmar que existe uma tendência de crescimento dos dois porque é necessária uma nova pesquisa repetindo o avanço.

Esses números indicam, em um primeiro momento, que Fátima está estabilizada na liderança, mas ao mesmo tempo não consegue crescer nas intenções de voto. São dois meses na casa dos 29% enquanto os dois principais adversários cresceram de forma tímida. Digamos que a petista esteja “estagnada na liderança” até segunda ordem.

O desafio para provocar um segundo turno será conquistar os 31,3% de eleitores que dizem não votar em nenhum dos candidatos e convencer os 9,2% de indecisos. Se eles anularem o voto Fátima pode até vencer no primeiro turno.

A formação das alianças será fundamental, principalmente nas cidades menores onde os líderes políticos locais exercem mais influência sobre o eleitorado.

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