O “feito” histórico de Robinson

Nunca na história do Rio Grande do Norte um governador eleito disputou a reeleição quatro anos depois e saiu derrotado nas urnas.

Nunca antes, um governador disputando a reeleição não foi ao menos o segundo colocado (Iberê Ferreira de Souza e Fernando Freire, vices que se tornaram governadores) polarizaram as disputas de 2002 e 2010.

Robinson amargou um melancólico terceiro lugar, vergonha que a hoje prefeita Rosalba Ciarlini (PP) foi poupada de passar pelos seus algozes (hoje aliados) de 2014.

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Grupo de Tião terá que se reinventar antes da própria invenção

Robinson e Tião formam chapa fracassada

Primeiro ele seria candidato a governador, depois a deputado federal e terminou compondo como vice de Robinson Faria (PSD), o governador mais impopular da história potiguar.

Tião Couto (PR) saiu de condição de nome emergente da política mossoroense para a de quem colocou as digitais num desastre eleitoral. O quadro conseguiu ser pior que as projeções com a chapa amargando o quarto lugar em Mossoró com 8.996 votos (8,30%) ficando atrás da candidatura de Brenno Queiroga (SD) com 11.810 votos (10,89%).

Em junho, Tião tomou uma decisão que seria um marco em sua vida política ao anunciar que não seria candidato a deputado por não aceitar as alianças firmadas pelo presidente do seu partido João Maia (PR) para longo em segui se tornar vice da chapa que foi alvo da própria repulsa. Sua popularidade foi aos píncaros da glória nas redes sociais na mesma velocidade que despencou quando decidiu ser vice de Robinson contrariando a lógica política.

Ele deixou a condição de homem público diferente para a de político comum.

Na eleição a estrutura colocada em favor de Robinson não trouxe o resultado esperado. Nas urnas, não conseguiu o principal objetivo que era destronar Rosalba dentro de Mossoró gerando uma polarização com a chapa Carlos Eduardo-Kadu Ciarlini que não se materializou. Esse papel foi ocupado por Fátima Bezerra (PT) que mal fez campanha por estas bandas.

O pior disso, é que a eleição “certa” de Jorge do Rosário (PR) terminou numa terceira colocação em Mossoró com 12.017 votos e na quarta suplência em nível estadual. A parceria política com Robinson puxou o candidato para baixo.

Para piorar, faltou montar uma estratégia para ocupar o vácuo na disputa pela Câmara dos Deputados. O grupo titubeou em investir na candidatura de Alex do Frango (PMB) e disse recomendar o voto no vereador e no deputado federal eleito João Maia. O primeiro teve 5.388 votos e o segundo 1.072. Um desempenho baixo para quem seriam os nomes do segundo maior grupo da cidade.

Para piorar dois petistas (Fernando Mineiro e Natália Bonavides) de fora de Mossoró ocuparam espaço no eleitorado antirosalbista que, em tese, seria de Tião.

O grupo de Tião (ver AQUI) nem foi inventado para valer e já precisa passar por uma reinvenção para chegar em 2020 com fôlego na corrida ao Palácio da Resistência.

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MP Eleitoral pede cassação do registro de candidatura de Robinson

O Ministério Público Eleitoral representou contra o governador e candidato à reeleição Robinson Faria (PSD); o seu candidato a vice, Sebastião “Tião” Couto (PR); o secretário estadual de Assistência Social (Sethas), Francisco Vagner Gutemberg de Araújo; o assessor de Comunicação do governo, Pedro Ratts de Ratis; e a Coligação Trabalho e Superação. Eles são acusados de conduta vedada por se beneficiarem, irregularmente, do programa Segurança Alimentar, que engloba o Restaurante Popular, o Café do Trabalhador e o Sopa Cidadão.

A representação destaca a importância do programa para a população, porém aponta que vem sendo utilizado com fins eleitoreiros pelo atual governador. De acordo com informações da própria Sethas, em 2018, frente à proximidade do pleito eleitoral, foram inauguradas 41 novas unidades dos chamados restaurantes populares (além de haver outras 20 em fase implantação). No ano de 2017 foram somente 18, em 2016 apenas duas e, em 2015, absolutamente nenhuma, embora o cenário de crise tenha se acentuado desde o ano 2014.

Em múltiplas inaugurações dos restaurantes populares, Robinson Faria aparece em diversas postagens nas redes sociais em sua conta pessoal e na conta institucional do Governo do Estado junto aos beneficiários desse programa – população menos favorecida – em clara situação de “uso promocional e oportunístico” em favor de sua candidatura, com apoio do titular da Sethas e do assessor de Comunicação. Para o MP, os representados desrespeitaram a legislação eleitoral ao fazerem o uso indevido da máquina pública em prol da candidatura à reeleição, incorrendo nas condutas vedadas previstas no art. 73, inciso IV, e § 10, da Lei nº 9.504/97.

A representação reforça que o MP Eleitoral não é contra a ampliação ou continuidade de programas sociais por qualquer gestor público, inclusive em ano eleitoral, mas pretende “combater práticas que, a pretexto de beneficiar a coletividade, estão impregnadas de interesses eleitoreiros que são capazes de promover, concretamente, grave desequilíbrio no cenário de disputa eleitoral entre os candidatos”.

Como um dos indícios da continuidade do uso eleitoreiro, a representação aponta que Robinson Faria, no último domingo (30), realizou carreata até a cidade de Pau dos Ferros, onde, no dia seguinte, ocorreu a inauguração de uma unidade (Café do Cidadão) pelo Secretário da Sethas. “Por tudo o que foi exposto, não há como negar que os representados foram altamente beneficiados pelo uso promocional da distribuição gratuita de bens, atraindo as sanções legais da Lei de Eleições, entre as quais se destaca a de cassação do registro ou diploma”.

O MP Eleitoral pediu, liminarmente, que a Justiça determine que os representados cessem o uso oportunístico e promocional do programa, com a retirada imediata das imagens e vídeos das redes sociais. No mérito, o pedido é pela cassação de registro de Robinson Faria e Tião Couto, além do pagamento de multa e a decretação da inelegibilidade de ambos por oito anos. Dos demais representados se requer o pagamento de multa.

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Robinson tenta “colar” no eleitor de Bolsonaro

Robinson tenta colar no eleitor de Bolsonaro

O governador Robinson Faria (PSD) foi o entrevistado de hoje no Meio-Dia RN na 98 FM de Natal. Ao ser questionado por ouvintes porque não declara apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Robinson disse ser simpático as ideias de Bolsonaro sobretudo nos valores da família e da segurança, mas frisou que o partido dele tem candidato, no caso Geraldo Alckmin (PSDB) cujo nome não foi citado pelo chefe do executivo estadual.

Em terceiro lugar nas pesquisas e distante de disputar um segundo turno, Robinson vai dando a cartada final tentando colar num eleitor sem candidato no Rio Grande do Norte: o seguidor fiel de Bolsonaro.

O flerte com o representante da extrema direita é mais uma tentativa de Robinson para tentar crescer nas pesquisas na reta final da campanha.

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Desaprovação de Robinson segue em alta

Robinson segue mal avaliado pelos potiguares

A pesquisa Retratos do RN encomendada ao Instituto Certus pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) apontou que o governador Robinson Faria (PSD) é desaprovado por 74,26% dos potiguares.

No outro item da pesquisa que avalia como o eleitor classifica a gestão, ele acumula 61,35% de ruim e péssimo.

Confira a avaliação do governador

Aprova x desaprova

Desaprova 74,26%

Aprova 20%

Não Sabe 4,96%

Não respondeu 0,78%

Avaliação do governador

Péssima 47,52%

Regular 25,39%

Ruim 13,83%

Boa 8,30%

Ótima 2,55%

Não Sabe 2,20%

Não respondeu 0,21%

A pesquisa FIERN/Certus ouviu 1.410 eleitores entre os dias 14 a 17 de setembro em 8 regiões do RN. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com sob os protocolos BR-04034/2018 e RN-07782/2018.

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Mais de 70% desaprovam governo Robinson

Com informações do G1RN

A pesquisa Ibope divulgada ontem pela Intertv Cabugi também avaliou o desempenho do governador Robinson Faria (PSD). O quadro se revela negativo.

Conceito do governo

Ótimo/bom: 12%

Regular: 26%

Ruim/péssimo: 57%

Não sabem avaliar: 4%

Aprova x desaprova

Aprovam: 22%

Desaprovam: 72%

Não sabem avaliar: 6%

Sobre a pesquisa (ficha técnica):

Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

Quem foi ouvido: 812 eleitores de todas as regiões do estado, com 16 anos ou mais

Quando a pesquisa foi feita: 18 a 20 de setembro

Registro no TRE: RN-08720/2018

Registro no TSE: BR‐0811/2018

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro

0% significa que o candidato não atingiu 1%. Traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado.

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Rejeição a Robinson Faria é superior a 50%

Com informações do G1RN

A pesquisa do Instituto Ibope mediu a taxa de rejeição (o eleitor deve dizer em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum). O governador Robinson Faria (PSD) é o mais rejeitado.

Os entrevistados podem citar mais de um candidato, por isso, os resultados somam mais de 100%. Veja os índices:

Robinson Faria (PSD): 52%

Fátima Bezerra (PT): 24%

Carlos Eduardo (PDT): 19%

Dário Barbosa (PSTU): 14%

Freitas Jr. (Rede): 13%

Heró Bezerra (PRTB): 13%

Brenno Queiroga (Solidariedade): 12%

Professor Carlos Alberto (PSOL): 11%

Poderia votar em todos: 2%

Não sabe ou prefere não opinar: 10%

Sobre a pesquisa (ficha técnica):

Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

Quem foi ouvido: 812 eleitores de todas as regiões do estado, com 16 anos ou mais

Quando a pesquisa foi feita: 18 a 20 de setembro

Registro no TRE: RN-08720/2018

Registro no TSE: BR‐0811/2018

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro

0% significa que o candidato não atingiu 1%. Traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado.

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A “UERNfobia” de Robinson

Robinson segue distante da UERN

O governador Robinson Faria (PSD) não compareceu as sabatinas promovidas pela Frente Parlamentar e Popular em Defesa da UERN. Também será o único ausente no debate realizado pelas entidades representativas (DCE, Sintauern e Aduern) das categorias previsto para a próxima quinta-feira.

O governador tem perdido ótimas oportunidades de prestar contas do que fez pela universidade nos últimos quatro anos bem como comparar com os concorrentes os seus planos para o futuro da universidade.

Protesto, vaias e críticas fazem parte da rotina de qualquer político. O governador peca e faz uma autodesconstrução da imagem de gestor corajoso que tenta impor na propaganda eleitoral.

Alguém precisa tratar a UERNfobia de Robinson.

 

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PSOL pede cassação da candidatura de Robinson

Obra inacabada é objeto de ação

O Tribunal Regional do Estado (TRE/RN) vai julgar uma ação de investigação judicial eleitoral contra o governador Robinson Faria (PSD), candidato à reeleição. A ação é movida pelo diretório estadual do PSOL e acusa o governador, bem como seu companheiro de chapa, Tião Couto (PR), por abuso de poder econômico. O fator que motiva o pedido de investigação é a inauguração do inacabado Complexo Viário da Redinha, em Natal. O caso pode levar à cassação da candidatura da chapa encabeçada por Robinson, caso o TRE atenda à solicitação do PSOL.

Segundo a peça formulada pelos advogados do PSOL, Kennedy Diógenes e Sanderson Mafra, o governador Robinson Faria cometeu abuso de poder político ao inaugurar, em 5 de julho passado, o complexo viário da Redinha, uma obra que está apenas parcialmente finalizada. Das três etapas do projeto, apenas uma está pronta: a construção do viaduto, com a liberação inicial do trecho da avenida Conselheiro Tristão. Ficaram faltando as outras duas etapas: a ligação do acesso a Genipabu até a avenida Tocantínea, devidamente asfaltada e sinalizada, e a ligação da avenida Tocantínea, passando pela avenida Rio Doce, seguindo na avenida das Fronteiras, até o acesso à BR-101, igualmente com vias asfaltadas e sinalizadas.

A ação de investigação judicial eleitoral relata ainda que a decisão de liberar a obra sem concluí-la gerou prejuízos imediatos para a população. Após a inauguração, houve ocorrência de acidentes automobilísticos, alagamentos de vias e danos a veículos, já que ainda não havia sinalização, drenagem e recapeamento das vias que compõem o entorno do Complexo Viário da Redinha.

Para o PSOL, a inauguração precipitada liderada pelo governador contraria a legislação em duas frentes ao mesmo tempo. Primeiramente, afronta a Lei das Eleições (9.504/97), por ter Robinson entregue deliberadamente uma obra inconclusa dois dias antes de iniciar o prazo que veda a participação de candidatos em cerimônias públicas de inaugurações. Da mesma forma, os advogados Kennedy Diógenes e Sanderson Mafra apontam que a inauguração comandada por Robinson desobedeceu a Lei Estadual 10.164/2017, que “veda realização de despesa pública em inaugurações de obras ou serviços públicos, sem que estas estejam em condições de pleno funcionamento”.

Reunidas essas irregularidades, o PSOL pede ao TRE que reconheça a responsabilidade do governador no cometimento delas e casse as candidaturas de Robinson Faria e de seu companheiro na chapa com a qual ele tenta a reeleição, por terem se beneficiado do abuso. Pede ainda que, na hipótese de serem eleitos, que a Justiça Eleitoral casse os seus diplomas. Se a ação for julgada procedente, Robinson e seu candidato a vice-governador também podem ficar oito anos inelegíveis, o que também é requerido pelos advogados do PSOL.

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