Ministra do STF arquiva investigação contra Ex-governadores e deputado

Por Luiz Felipe Barbiéri,

G1/Brasília

 

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber mandou arquivar uma investigação envolvendo o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), seu pai, o ex-governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria, e a atual prefeita de Mossoró (PSD), Rosalba Ciarlini (PP). A decisão é deste quinta-feira (14).

Em novembro de 2018, a ministra havia mandado arquivar outra apuração sobre o deputado, atual terceiro secretário da Câmara dos Deputados, por supostamente ter deixado de declarar valores recebidos da J&F na campanha eleitoral de 2014.

Na oportunidade, Rosa enviou as suspeitas sobre Robinson Faria, então governador do Rio Grande do Norte, para análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O inquérito arquivado por Rosa nesta quinta apurava suposto caixa 2 praticado pelos três investigados na campanha de 2010. O procedimento foi aberto com base em delações de executivos da Odebrecht.

Segundo os delatores, a doação não oficial aos referidos políticos se daria em troca de apoio a projetos empresariais futuros da Odebrecht Ambiental nas áreas de saneamento básico e infraestrutura no Estado do Rio Grande do Norte, via parcerias público-privadas.

Ainda de acordo com os colaboradores, as doações teriam sido realizadas pelo setor responsável pelo pagamento de propina na empresa.

Na decisão em que determinou o arquivamento, a ministra atendeu a pedido da Procuradoria Geral da República. Conforme o órgão, embora haja “fortes indícios” da prática de caixa 2 nas eleições de 2010, “não há elementos suficientes para o oferecimento de denúncia, bem como mostra-se inviável a continuidade das investigações”.

“Nessa esteira, estando, na espécie, a Procuradora-Geral da República a sustentar a inexistência de elementos que permitam impulsionar as investigações, impõe-se o arquivamento requerido, inexistindo excepcionalidade que justifique sindicalizar a opinio delicti do titular da ação penal”, decidiu Rosa, relatora do inquérito.

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Ex-governador encara choque de realidade na vida pós-poder

Ontem, 48 horas após ter os bens bloqueados pela Justiça (Ver AQUI), o ex-governador Robinson Faria (PSD) foi ao Instagram desabafar falando sobre tema Ingratidão x Gratidão.

Num post quase interminável para os padrões do Instagram, ele relatou uma série de ações tomadas pelo Governo do Estado e o esforço feito para não demitir servidores.

Robinson se afoga no ego que não permite que ele respire para enxergar os próprios erros. Não há mea culpa nem reconhecimento de falhas políticas e estratégicas.

O ex-governador falhou politicamente ao escolher o caminho mais fácil que terminou dando errado no longo prazo.

A estratégia de governo foi errada quando não fez as reformas necessárias logo no início da gestão se acomodando nos saques ao fundo previdenciário.

Robinson quer gratidão onde ela não cabe. A população não perdoa atrasos na folha de pagamento e ele sabe muito bem disso.

O post do ex-governador parece mais o esperneio de quem ainda não se adaptou à vida pós-poder. A saudade dos afagos nos bastidores deve ter mexido com Robinson.

Robinson acusou publicamente o golpe antes do fim cronológico da gestão dele chegar a um mês.

Veja o desabafo de Robinson AQUI.

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Bens de Robinson são indisponibilizados pela Justiça

Blog do BG

A Justiça Estadual determinou a indisponibilidade de bens do ex-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria. A ação civil de improbidade administrativa do Ministério Público aponta condutas de “inserção fraudulenta de pessoas na folha de pagamento do órgão legislativo, que compreende o período de 2006 a 2015, quando exerceu as funções de deputado estadual, vice-governador e Governador do Estado do Rio Grande do Norte.

Segundo o MP, os cofres públicos foram utilizados para “remunerar pessoas à sua exclusiva disposição, seja em atividades eminentemente particulares, seja na prestação de serviços de cunho eleitoral; e patrocinar a manutenção de curral eleitoral – por meio de compra parcela de apoios políticos”.

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O rombo impagável

Há anos o advogado Nereu Linhares alerta que os saques ao fundo previdenciário gerariam um problema insanável. A dívida do Governo do Rio Grande do Norte ultrapassa R$ 1 bilhão.

Agora na condição de presidente do Instituto de Previdência do RN (IPERN), Nereu avisa é impagável que o rombo aberto na gestão de Rosalba Ciarlini e aprofundada sem dó por Robinson Faria.

O problema tende a piorar nos próximos anos porque entre 60 e 70% do atual quadro funcional do Estado do Rio Grande do Norte reúne condições de se aposentar.

Só uma dura reforma previdenciária resolve o problema. A conta será jogada, como sempre, no lombo do trabalhador.

Análise feita com base em informações do G1RN

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Está nas contas o 13º de 2017 para servidores ativos que recebem acima de R$ 5 mil

Está nas contas o pagamento com um ano de atraso do 13º de 2017 para os servidores ativos que recebem acima de R$ 5 mil.

O Governo tinha prometido realizar o pagamento até segunda-feira, dia 31.

Atualizando: o pagamento hoje foi para policiais militares, bombeiros e UERN.

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A dez dias de ficar sem foro privilegiado, Robinson está cercado de ameaças

Os problemas de Robinson ficarão maiores em 2019

O governador Robinson Faria (PSD) está em contagem regressiva para iniciar um período de pânico. Sem cargo eletivo pela primeira vez em 32 anos de vida pública, ele está cercado de problemas.

É a sua liberdade que está em risco.

Só esta semana Robinson foi alvo de mais uma denúncia que pode deixa-lo sem direitos políticos por ter criado um programa na área de saúde em ano eleitoral.

Pior que isso foi ter o nome envolvido em mais uma Operação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades e recebimento de vantagens indevidas pelo governador através de delação premiada do grupo J&F.

Para piorar, Robinson deixará a marca de ser o governador que entregou a sucessora três folhas de pagamento em aberto e de quebra vai encarar até o dia 31 um aquartelamento da Polícia Militar.

Isso tende a ser tornar mais outro problema, leia-se processo.

Existem ainda outras investigações e processos que rondam a vida do governador.

Ficar sem mandato será apenas o começo de um 2019 difícil.

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Testemunha-chave de escândalo de corrupção no RN teme ser assassinada

Gutson tem ser alvo de queima de arquivo (Foto José Aldenir/Agora RN)

Ontem o delator Gutson Reinaldo prestou depoimento ao juiz Ivanaldo Bezerra da 6ª Vara Criminal de Natal. Ele aproveitou a oportunidade para dizer que teme ser assassinado em uma queima de arquivo.

“Eu iniciei esse processo, que envolve poderosos agentes públicos. Portanto, é normal que me sinta inseguro. Não posso ver um carro parado na frente da minha casa. Minha vida virou um tormento. Não tenho nenhum tipo de contato com minha família. Moro sozinho e só tenho a proteção de Deus”.

Pivô da Operação Candeeiro que apurou desvios de R$ 35 milhões no Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) entre 2011 e 2015, Gutson relatou que quando dirigiu o órgão era obrigado a arrecadar R$ 20 mil por meio de servidores fantasmas e repassar para a mãe, Rita das Mercês Reinaldo (Dama de Espadas), que por sua vez entregava o dinheiro nas mãos do deputado estadual Ricardo Motta (PSB), que presidia a Assembleia Legislativa.

Gutson foi orientado a se integrar ao programa de proteção de testemunhas.

Pelo menos duas perguntas ficam em aberto:

  • Alguém ameaçou Gutson de morte?
  • As investigações atingem apenas a Ricardo Motta? Quem mais estaria no meio?

Gutson, que já ficou por 13 meses na prisão e hoje cumpre pena em regime semiaberto com tornozeleira eletrônica, já relatou que recebeu propostas de Ricardo Motta para manter-se em silêncio. Em março o programa Fantástico revelou que emissários do governador Robinson Faria teriam procurado a mãe de Gutson para oferecer ajuda financeira em troca do silêncio dos dois.

Outra pergunta em aberto é: quem poderia matar Gutson?

Com informações do Agora RN

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