Rosalba está com a “gordura” eleitoral queimada

Rosalba tem enfrentado resistências (Foto: cedida)

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) está no terceiro ano de gestão. A gordura eleitoral foi queimada neste período de muitas dificuldades e desgastes.

Os 51,12% obtidos nas urnas em 2016 estão reduzidos a algo em torno de 25% de intenções de votos se formos tirar uma média dos cenários apontados pela pesquisa Seta/Blog do Barreto.

Ela perdeu metade do capital eleitoral. Seu índice de bom/ótimo é de 24%, a avaliação positiva em questões como validade da palavra, honestidade e sensibilidade aos problemas da população oscilam dentro desta margem percentual, indicando que a prefeita está com as intenções de voto limitada ao eleitorado lhe é fiel.

Parece pouco, mas é muito. Só Rosalba em Mossoró é capaz de sobreviver a um desgaste deste tamanho. Só ela tem um quarto do eleitorado garantido independente do desempenho administrativo.

Mas o alerta preciso está aceso. A chefe do executivo municipal reduzida à bolha fica vulnerável ao voto útil em um nome da oposição. Se conseguir recuperar parcela do eleitorado insatisfeito ela tem a vida facilitada tirando proveito da desunião oposicionista.

Não há espaço para salto alto no rosalbismo. Isto seria sinônimo de subestimação dos adversários e da capacidade crítica do eleitor mossoroense. Só uma revisão de postura alteraria o quadro. A prefeita tem meios para isso, mas pelo que indica manterá o estilo administrativo padrão anos 1990.

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Rosalba pode voltar ao partido por onde se elegeu pela primeira vez. Entenda a articulação

Rosalba foi eleita pela primeira vez pelas cores do PDT (Imagem: arquivo/Blog do Barreto)

Nos bastidores o assunto que circula é a possibilidade de a prefeita Rosalba Ciarlini trocar o PP pelo PDT. Foi pelo partido fundado por Leonel Brizola que ela se elegeu para administrar Mossoró pela primeira vez em 1988.

As negociações estariam sendo articuladas pelo filho de Rosalba, Kadu Ciarlini. Ele foi vice de Carlos Eduardo Alves, presidente estadual do PDT, na disputa pelo Governo do Estado em 2018.

O Blog do Barreto fez contato com deputado federal Beto Rosado que não confirma a informação.

O PDT em Mossoró está acéfalo desde as eleições do ano passado quando os ex-vereadores Genivan Vale e Tomaz Neto se afastaram do comando da legenda.

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Seta/Blog do Barreto: Rosalba lidera e oposição tem três nomes competitivos. Confira os números da pesquisa estimulada

A pesquisa do Instituto Seta feita a pedido do Blog do Barreto mostra que junta a oposição tem a dianteira das intenções de votos para 2020.

São segmentos competitivos na oposição: PT representada por Isolda Dantas, o deputado estadual Allyson Bezerra (SD) e o grupo político empresarial de Tião Couto e Jorge do Rosário. Os três estão empatados tecnicamente dentro do limite da margem de erro de 3,5% para mais ou para menos.

Nos dois cenários apresentados, a oposição se aproxima da metade do eleitorado local, atraindo para si o voto dos insatisfeitos com a prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Rosalba por sua vez lidera sem folga nem os percentuais astronômicos do passado. Seus percentuais giram em torno de um quarto do eleitorado, aquele historicamente considerado fiel a atual prefeita.

O Instituto Seta ouviu 600 pessoas em 27 localidades das zonas urbana e rural de Mossoró entre os dias 13 e 14 de abril. A margem de erro é de 3,5% para ou mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%.

Confira os números:

 

Cenário sem Tião e com Jorge do Rosário, Gutemberg Dias e Dr. Daniel

Rosalba Ciarlini (PP) 24,8% (entre 21,3 e 28,3%)

Allyson Bezerra (SD) 17,5% (entre 14 e 21%)

Jorge do Rosário (PR) 12,8% (entre 9,3 e 16,3%)

Isolda Dantas (PT) 10,8% (entre 7,3% e 14,3%)

Gutemberg Dias (PC do B) 4,5% (entre 1 e 8%)

Dr. Daniel (PSL) 3,8% (entre 0,3 e 7,3%)

NS/NR 19%

Ninguém/branco/nulo 7%

Cenário com Tião e sem Jorge do Rosário, Gutemberg Dias e Dr. Daniel

Rosalba Ciarlini (PP) 26% (entre 22,5 e 29,5%)

Allyson Bezerra (SD) 18,3% (entre 14,8 e 21,8%)

Tião Couto (PR) 16,5% (entre 13 e 20%)

Isolda Dantas (PT) 11,3% (entre 7,8% e 14,8%)

NS/NR 15,5%

Ninguém/branco/nulo 12,5%

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Pesquisa Seta/Blog do Barreto aponta desgaste de Rosalba. Confira os números

A pesquisa aplicada pelo Instituto Seta em parceria com o Blog do Barreto apontou que 48,5% dos eleitores mossoroenses desaprovam a administração da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

A aprovação dela está em 33,8%. Não sabem ou não responderam totalizam 17,8%.

O Instituto Seta ouviu 600 pessoas em 27 localidades das zonas urbana e rural de Mossoró entre os dias 13 e 14 de abril. A margem de erro é de 3,5% para ou mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%.

Ainda hoje traremos outros números sobre a avaliação pessoal da prefeita.

 

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Rosalba veta projetos de Isolda. Câmara fará análise amanhã

No final do ano passado a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) vetou nada mais nada menos que seis projetos da então vereadora Isolda Dantas (PT).

As propostas que serão analisadas amanhã pela Câmara Municipal são:

Criação do Ronda Mulher cujo objetivo é coibir a violência doméstica; inventário do patrimônio histórico que visa preservar os prédios mais antigos da cidade; parto humanizado; educação no campo; banco de sementes; e Conselho LGBT.

Isolda agora é deputada estadual e não terá a oportunidade de falar na Câmara Municipal para defender seus projetos. Caberá ao correligionário dela, Gilberto Diógenes (PT), fazer o serviço.

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Cinco momentos em que Rosalba não colocou os interesses de Mossoró acima das questões políticas

Rosalba: cinco momentos em que Mossoró não foi prioridade (Foto: autor não identificado)

A prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) faz uma gestão pautada num modelo administrativo que no final dos anos 1990 pode até ter dado certo, mas hoje não funciona mais.

Uma das características desse modelo de gestão é o de colocar os interesses políticos e pessoais acima dos interesses da cidade.

Vamos citar cinco casos em que isso ficou evidente na atual gestão:

  • Em maio do ano passado um grupo de procuradores entrou em contato com o gabinete pedindo audiência com Rosalba para apresentar um projeto que visa melhorar a arrecadação município. Até hoje estão sendo ignorados;
  • As agendas da prefeita em Brasília estão sendo realizadas exclusivamente com o sobrinho e deputado federal Beto Rosado (PP). Ela evita contanto com outros parlamentares deixando de ampliar a possibilidade de atração de recursos por meio de emendas;
  • O jornalista Carlos Santos relatou que há meses o empresário Rútilo Coelho, que fez parte da gestão de Francisco José Junior, tenta uma audiência com a prefeita para firmar parceria para um evento do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que atrairia 1.500 pessoas a Mossoró em setembro. O pedido de audiência foi ignorado. Mossoró perdeu a oportunidade de fazer a economia gerar na rede hoteleira. Seria 1.500 hospedagens por quatro dias;
  • O deputado estadual Allyson Bezerra (SD) há 30 dias tenta uma audiência com a prefeita para saber dela quais são as demandas da Prefeitura de Mossoró que podem ser mediadas pelo legislativo estadual;
  • A prefeita acabou com o projeto da Base Integrada Cidadão (BIC) sem apresentar qualquer ação alternativa para melhorar os índices de segurança em Mossoró.

Com certeza é possível que o leitor apresente algum outro ponto em que a prefeita colocou o interesse público em segundo plano.

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A contenção de gastos da prefeitura: o carnaval e Wesley Safadão

Safadão personifica contradição em discurso (Foto: divulgação)

Por William Robson*

Mossoró nunca teve tradição para carnaval, exceto nos saudosos bailes de clubes elitistas em meados do século passado. Noutra situação, quando se destacavam carnavalescos em meio ao deserto da folia que se seguia e que ano a ano se tornava recorrente. Chico Márcio e Valdecir Matias se alternavam como rei Momo. Algumas escolas de samba de ocasião aproveitavam o momento já em escassez de prestígio. O carnaval sobrevivia sob auxílio de aparelhos, com os recursos que a Prefeitura de Mossoró aplicava.

Como o carnaval em Mossoró esvaneceu sem o  mossoroense sentir remorso, a prefeita Rosalba Ciarlini aproveitou para injetar uma política populista. Anunciou que a edição deste 2019 não seria realizada mediante os recursos do Executivo. Segundo a nota da assessoria na época, “a medida visava conter gastos e direcionar investimentos para serviços essenciais como o pagamento da folha do funcionalismo”.

Rosalba ainda afirmou na ocasião: “Estamos anunciando que não será realizado carnaval em 2019 porque precisamos manter rigorosamente em dia o cronograma de pagamento do servidor, além de investir em programas para o homem do campo, como o Semear, que consiste na compra de sementes e óleo diesel para o corte de terra”.

A população aplaudiu. Evidentemente, a prefeitura precisa conter os recursos e, se é para cortar, que se corte do supérfluo. Muitos comentários nas redes sociais elogiaram a atitude da prefeitura, elevando, por um momento, a autoestima no Palácio da Resistência. Foi o momento em que a Prefeitura acreditou que o discurso seria o suficiente para colocar o eleitor mossoroense, o mesmo que enfrentou a fila de dobrar o quarteirão para a fantasiosa vaga de trabalho na Porcelanatti, no bolso. Afinal, a boa-fé do cidadão foi  explorada em ambas as ocasiões.

Menos de dois meses após o anúncio sobre o carnaval, Rosalba aproveita uma “pechincha” e contrata o forrozeiro Wesley Safadão para o Mossoró Cidade Junina. Esta festa, instrumento eleitoral e social importante e gestada sob estruturas nababescas há mais de uma década, ganhou a simpatia do mossoroense. A ansiedade pelos festejos que, de fato, movimentam a cidade sob o ponto de vista econômico e turístico, invade o coração da maioria. Tratar da mesma forma que  o carnaval realmente seria incoerente. A importância, incomparável sob todos os aspectos, não se equivale.

Mas, se considerarmos as razões impeditivas do primeiro evento, como a de “conter gastos e direcionar investimentos para serviços essenciais como o pagamento da folha do funcionalismo”, emerge uma dúvida: o Mossoró Cidade Junina é importante, porém é essencial? E se é essencial diante de tantas garrafas sem tampa, necessita de uma contratação de R$ 385 mil, como aponta o Blog do Barreto, afora as atrações satélites? Alceu Valença e Elba Ramalho também estão na lista com cachês menores, só para frisar.

Por outro lado, como se comportaria o mossoroense se a prefeitura recorresse a uma modesta festa junina, sem grande pompa? Trataria como o carnaval, elogiaria a prefeitura e compreenderia a situação fiscal da cidade? É uma pergunta difícil de responder, quando sabemos que os mossoroenses contam os dias para a festança. No passado, houve até uma campanha voluntária nas redes sociais da qual se trocaria a verba destinada ao Cidade Junina para projetos voltados à saúde. Quando a festa começou, não se falava mais no assunto, nem no  intercâmbio solidário.

O Mossoró Cidade Junina não deve ser desprezado, é patrimônio da cidade. Mas, se o argumento do controle dos gastos para serviços essenciais valer como desculpa para o carnaval (aporte este semelhante a troco de pinga, se comparado), não devemos matar a vaca por conta do carrapato. No entanto, ao que parece, o discurso de economizar no carnaval não se sustenta quando a festa subsequente não conta as moedas diante de uma cidade que lembra cenário de pós-guerra.

*É jornalista, professor e músico. Doutorando em Jornalismo pela UFSC e Universitat Autònoma de Barcelona (UAB)

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Rosalba mantém distância da bancada federal. Relação se resume ao sobrinho Beto

Rosalba só cumpre agendas com Beto em Brasília (Foto: Instagram de Rosalba)

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) quando vai a Brasília não procura os membros da bancada federal. Se procura não faz o registro.

Dando uma olhada no perfil da prefeita no Instagram é possível perceber isso pelos posts relacionados a agendas em Brasília realizadas este ano.

Tem reunião com o ministro do desenvolvimento regional Gustavo Canuto acompanhada do deputado federal Beto Rosado (PP), sobrinho por afinidade da prefeita.

Em outro post ela participa de uma sessão solene no Senado em homenagem as mulheres. Ela publicou cinco fotos, nenhuma com senadores potiguares.

Em outra ela se reúne com o ministro do meio-ambiente Ricardo Sales para discutir questões de interessa da indústria salineira. A companhia é de Beto Rosado.

É muito ruim para a segunda cidade de um Estado a prefeita não se abrir ao diálogo com todos os integrantes da bancada federal e registrar isso.

O mandato de Beto é importante para Mossoró, mas não pode ser o único a se relacionar com a cidade. Até porque os dois senadores eleitos em 2018, Styvenson Valentim (PODE) e Zenaide Maia (PROS) foram os mais votados na capital do Oeste, além dos deputados General Girão (PSL) e Natália Bonavides (PT) que foram muito bem votados na segunda cidade do RN.

São oito deputados federais e três senadores que a prefeita precisa manter diálogo permanente em busca de emendas.

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Prefeita acompanha operação tapa-buraco na Avenida João da Escóssia

Prefeita vai mais uma vez a Avenida João da Escóssia (Foto/Secom/PMM)

Durante a manhã desta sexta-feira, 12, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) acompanhou o trabalho de recuperação na Avenida João da Escóssia.

A Prefeitura informa que os serviços foram iniciados na semana passada pela Avenida João da Escóssia e chegarão em várias ruas e avenidas de Mossoró, sobretudo nas vias que precisam de reparos e que tenham um maior fluxo de veículos.

Na visita, a prefeita destacou que o trabalho está sendo realizado gradativamente. “O serviço está sendo gradativo, esse período chuvoso também dificulta, pois a equipe não pode realizar esse trabalho quando está chovendo. Começamos aqui pela João da Escóssia que está prevista para terminar na próxima semana e daqui a equipe segue para a Rio Branco, que está precisando. Gradativamente chegaremos a outras ruas da cidade”, explicou.

Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Mossoró, o asfalto utilizado na pavimentação é o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) e deve estar com 120º a 170° graus no momento da aplicação. Por isso, em caso de ocorrência de chuvas, o trabalho pode ser suspenso para não prejudicar a qualidade do serviço. A Avenida Rio Branco e a rua Frei Miguelinho serão as próximas vias a receberem a operação tapa-buraco.

O investimento do executivo municipal na recuperação asfáltica da cidade é da ordem de 3 milhões de reais.

Nota do Blog: ainda bem que a Assessoria de Comunicação do Município trocou os termos. Operação tapa-buraco não é recuperação da malha asfáltica como constava no discurso inicial. A diferença entre um e outro é enorme. Tapa-buraco é paliativo. Recuperação da malha asfáltica é a solução.

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MP vai intermediar solução para greve dos professores

Na última terça-feira (09) o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum) requereu ao Ministério Público (MP) a realização de uma Audiência Conjunta de Negociação para discutir junto à representantes da Prefeitura Municipal de Mossoró a pauta de reivindicação dos servidores públicos e, em especial dos professores, que estão em greve já há mais de um mês.

O MP atendeu à reivindicação do sindicato e a audiência foi agendada para a próxima terça-feira (16), às 14h30, tendo em vista que nenhuma abertura de diálogo foi possível com a Prefeitura, mesmo após o envio de nove ofícios.

Numa assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (12), foram repassadas todas as informações acerca da audiência e, até lá, a greve continua. Na quarta-feira (17), um uma nova assembleia marcada para às 8h na sede do Sindiserpum, serão repassadas as informações sobre a audiência e será novamente deliberada os rumos do movimento grevista.

Envolvendo vários segmentos da sociedade, esta greve de professores já se configura como um marco negativo da atual gestão da prefeita Rosalba Ciarlini. Com apoio da população, vários foram os atos que contaram com a presença de pais e mães de alunos. Além de manifestações de populares e atos de solidariedade aos professores.

O desgaste também atingiu a base de Rosalba na Câmara Municipal, que votou seguindo as orientações da prefeita, e aprovou, sem qualquer oportunidade de negociação um reajuste desastroso para todos os servidores públicos, mas principalmente, os professores, que tiveram negado o seu reajuste do Piso abaixo do que determina o Ministério da Educação, de 4,17% para 3,75%.

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