Curso da Uern sobre o golpe de 2016 ultrapassa 200 inscritos em menos de um dia

WhatsApp Image 2018-05-04 at 19.44.59

Com as incrições abertas na noite da última sexta-feira, o curso de extensão da Uern “O golpe de 2016: aspectos jurídicos, históricos e midiáticos” superou a meta de 200 inscritos ao meio dia deste sábado. As inscrições continuam abertas, mas com a grande demanda, os organizadores já estudam a possibilidade de uma segunda edição.

“O limite dessa primeira turma é 300 inscritos, levando em conta que como são seis encontros, é possível que algumas pessoas optem por não participar do curso completo”, comentou o professor Esdras Marchezan.

O curso é uma iniciativ de um grupo de professores dos departamentos de Direito, História e Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do link: https://tinyurl.com/yabe4e59

O curso acontecerá no período de 12 de maio a 30 de junho, com encontros aos sábados pela manhã (8h às 12h), no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC), no campus Central da Uern. Os participantes terão direito a certificado com carga horária de 24 horas.

O programa do curso está dividido em seis módulos. Nos dois primeiros, ministrados pelos professores Ms. Humberto Fernandes e Ms. Olavo Hammilton, do departamento de Direito, serão discutidos os aspectos jurídicos relacionados ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Nos dois encontros seguintes, os professores Dr. Lindercy Lins e Ms. Leonardo Rolim irão discorrer sobre os aspectos históricos sobre os golpes políticos e militares na América Latina e no Brasil. Nos dois últimos encontros, serão discutidas questões relacionadas à participação da mídia na construção do discurso de apoio ao golpe militar de 64, assim como o endosso da grande mídia à tese de crime no processo do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Os responsáveis por estes módulos serão o professor Ms. Esdras Marchezan e o jornalista e pesquisador, Ms. William Robson Cordeiro.

O curso de extensão está cadastrado na Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Uern.

Compartilhe:

Sobre corda em casa de enforcado

2199aeciocandido

Por Aécio Cândido

Paulo Mendes Campos, escritor mineiro injustamente pouco lembrado hoje em dia, retorcendo um provérbio português, definia o verbo viver com certa rudeza, mas com muita precisão. Dizia ele: “Viver é falar de corda em casa de enforcado”. É mesmo. E algumas vezes com o corpo do defunto ainda quente na sala.

Eu não pensava tratar, neste espaço, de temas políticos e polêmicos. Por índole e por formação, prefiro assuntos mais amenos. Mas vem a vida e se impõe, lembrando que viver é… isso que já foi dito. Tratemos, pois, de um assunto incômodo: a greve da UERN, que já dura mais de 120 dias.

Antônio Capistrano, que foi reitor, o primeiro da Estadualização, deputado estadual e vice-prefeito de Mossoró, um amante incondicional da UERN, publicou domingo passado, em sua página do Facebook, algumas interrogações em relação à greve.

Para que não me tachem de reacionário sem analisar o que escrevi, começo afirmando que não concebo uma democracia madura sem a existência de sindicatos fortes e sem o direito de greve plenamente respeitado. Se o direito é líquido e certo, o uso dele pode ser questionado. Mas muita gente encara a greve como um dogma, como algo inquestionável; justa, por princípio; oportuna, sempre; única como arma eficaz.  O dogma na politica é tão nefasto quanto na religião.

Há uma ética da greve, como há uma ética da guerra. E, como seres morais, somos obrigados a pensar nela. A guerra é moralmente defensável em algumas situações. Violação do território nacional é uma delas. Em qualquer situação, ela é o recurso último, depois de esgotados todos os canais diplomáticos. A greve também, dado seus custos sociais, é um recurso último. Há gente que a vê como primeiro recurso. E participa dela com indisfarçável alegria. O que dizer de um soldado que vai para a guerra dando pulinhos de contentamento? É um sádico, seu prazer  ématar, tudo o mais é disfarce. A reverência dogmática à greve banalizou-a. O preço da banalização é a falta de eco social: “De muito usada, a faca já não corta”, lembra o verso de Chico Buarque.

A banalização é consequência de uma visão política que conta com muitos adeptos empenhados. A visão é esta: grande desconfiança em relação à democracia representativa e crença apaixonada pelas supostas virtudes da democracia direta. Nesta, a boa justiça é aquela feita diretamente pelos interessados. Infelizmente, essas soluções estão muito mais próximas do fascismo do que comumente supomos. A multidão, convicta de que sua razão é a melhor e a mais justa, é mestra em promover atrocidades.  Desde a libertação de Barrabás.

Mas há pontos mais concretos a serem lembrados. No setor privado, o efeito da greve é direto: ela causa prejuízos financeiros ao patrão. No serviço público, de quem são os prejuízos? Do usuário do serviço, única e exclusivamente; no Brasil, equivale a dizer: dos mais pobres. Só eles dependem dos serviços públicos: do ônibus, do posto de saúde, da escola, da polícia. A classe média, ainda que tirando da goela, tem carro, plano de saúde, escola particular e cada vez mais se protege nos condomínios fechados, para não se abalar em demasia com a falta de segurança geral.  A elite econômica, a elite política e a alta burocracia do Estado vivem em outro mundo, não têm muita ideia de como funciona o andar de baixo. Não é, portanto, atingida por nenhum rebuliço que ocorra nesse nível.

Os políticos, responsáveis pelo bem público, se não são atingidos diretamente, sê-lo-ão (desculpem, saiu sem querer) indiretamente. É o que se pensa. O prejuízo para eles virá na forma de corrosão do capital eleitoral. A população os responsabilizará e os punirá com o desprezo nas urnas.  É questionável. Há muita coisa no longo percurso desse raciocínio que precisa ser levada em conta. A sociedade, como um todo, está cansada de greves. A reação conservadora, atirando para todo lado, é expressão desse cansaço. As alianças, absolutamente necessárias para que a categoria não desapareça no gueto, precisariam ser estabelecidas a partir de outras plataformas. A greve, decididamente, não é uma dessas plataformas. E cá entre nós: um governo com 85% de desaprovação tem o que mais para se desgastar? E certamente não está desgastado pela greve da UERN, está desgastado porque é caótico, descoordenado, inoperante, omisso. Caótico: o governo não sabe quanto gasta com Segurança, não sabe quantos presos existem no sistema carcerário, não tem controle sobre o número de professores que adoecem todo ano, é incapaz de prever quando vai entregar uma obra, etc., etc., etc. (No entanto, a cabeça dessa gente é um desafio para psicólogos e psiquiatras: com todo esse legado, o governador ainda pensa em reeleição. É caso pra internação compulsória).

 Quais os objetivos da greve? A regularização do calendário de pagamento. É possível? Não, não enquanto a conjuntura econômica não mudar. E muito apertadamente enquanto o Legislativo e o Judiciário forem tratados como poderes de um Estado marciano, distante, diferente e indiferente aos outros segmentos, e não como partes de um Estado potiguar.  Há uma crise nas finanças públicas, isso é real. Por quais razões se chegou a ela é outra discussão. Mas há gente que não acredita. Só posso lamentar.

Os custos de uma greve são muito altos. O blog de Carlos Santos calcula em 424 dias sem aula o resultado das 4 greves dos dois últimos governos: Rosalba Ciarlini e Robinson Farias. E o pior é que elas são previsíveis: são 4 em 7 anos. Um jovem que planeje minimamente a sua vida estudantil fugirá da UERN. É o que está acontecendo. Nos últimos 4 anos, tenho encontrado jovens que moram nos Pintos, no terreiro de duas universidades públicas, mas que preferem se deslocar 5 km para frequentar uma universidade particular, com todos os custos financeiros que a opção implica. A razão: lá não tem greve e ele quer terminar logo para poder participar de concursos. É um desejo legítimo, não? A UERN não é mais a única instituição a oferecer os cursos da área de Humanas, como foi durante mais de 30 anos. Os estudantes têm outras opções e fazem uso delas. Não posso afirmar categoricamente que a sobra de vagas no SISU tenha uma relação estreita com esta questão, mas é pelo menos uma variável que merece ser considerada. As lideranças sindicais acham uma relação absurda e não a consideram, nem mesmo como hipótese.

Acho meio cínico o argumento oferecido aos alunos para conquista do apoio às greves: “Nossa greve está dando a vocês a oportunidade de praticar uma lição de cidadania”. Nós deixamos nossos filhos na escola privada, longe dessa lição.

Durante muitas décadas, Detroit foi uma cidade florescente. Era a  capital do automóvel, a maior parte da indústria automobilística americana estava lá. A conjunção de políticos populistas com lideranças sindicais míopes destruiu a cidade. Em 2013 a prefeitura decretou falência. Detroit é  uma sombra do que foi: teve 2 milhões de habitantes nos anos 1950, hoje tem apenas 700 mil.

Uma greve longa e sem rumo não acaba com o governo, mas pode acabar com a Instituição.

*Aécio Cândido é professor da UERN, aposentado, autor de Tempos do Verbo (poesia)Espaço José Texto originalmente publicado no espaço Martins de Vasconcelos/Jornal De Fato
Sábado.10.03.2018

Compartilhe:

Izabel Montenegro descarta sede da Câmara em antigo fórum

izabel-montenegro-500x330

A presidente da Câmara Municipal Izabel Montenegro (PMDB) ligou para o reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Pedro Fernandes, para informar que descarta a possibilidade de a Câmara Municipal comprar o antigo fórum de Mossoró.

“Não existe essa possibilidade de nós comprarmos um prédio que está sendo usado pela universidade. Eu me formei (em contabilidade) na UERN e jamais tiraria um espaço dela. Na minha gestão isso está descartado. Vamos trabalhar a aquisição de outro imóvel ou a construção de uma sede própria”, explicou.

No antigo fórum funciona o Núcleo de Prática Jurídica da UERN.

A reação de Izabel é motivada por um ofício do vereador Rondinelli Carlos (PMN) que manifestava interesse da casa em comprar o antigo fórum.

Nota do Blog: o vereador Rondinelli se precipitou. Até porque ele não pode tomar uma iniciativa dessas em nome da Câmara Municipal sem a devida consulta ao plenário. Quero crer que faltou experiência ao parlamentar.

Compartilhe:

Rogério Marinho destina R$ 700 mil emendas para UERN

rogerio-se-reune-com-uern-2

A Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) receberá mais de R$ 700 mil em emendas destinadas pelo deputado federal Rogério Marinho (PSDB). Os recursos poderão ser utilizados pela instituição para a aquisição de novos equipamentos e melhoria da infraestrutura da instituição.

Ao todo, são duas emendas apresentadas pelo parlamentar a favor da UERN. Uma delas no valor de R$ 250 mil, enquanto a outra de R$ 476,22 mil, somando exatamente R$ 726,22 mil. Os recursos foram liberados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e serão repassados ao Governo do Estado.

Para Rogério Marinho, a “UERN cumpre um importante papel para a sociedade potiguar”. Defensor da educação desde o seu primeiro mandato na Câmara, o deputado destaca o papel da instituição para a capacitação dos potiguares, principalmente no interior do Estado. “Educação é um investimento fundamental para qualquer país e nós jamais desistiremos dessa luta, continuaremos fazendo a nossa parte a favor do ensino no RN”, disse.

Em setembro deste ano, Rogério Marinho já havia se reunido em Mossoró com o reitor da UERN, Pedro Fernandes, e vários diretores da instituição, quando firmou compromisso em apoiar projetos da universidade, por meio de suas emendas parlamentares.

SAÚDE 

Na semana passada, o parlamentar anunciou a liberação de R$ 500 mil para o Hospital da Polícia Militar, em Natal. Os recursos já foram liberados pelo Ministério da Saúde e serão utilizados pela instituição para aquisição de equipamentos e melhoria da infraestrutura.

Compartilhe:

Aprovados em concurso da UERN são nomeados

A Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FUERN) publica as portarias de nomeação dos candidatos aprovados no concurso público para os cargos de docente e técnico administrativo da UERN.

Os nomeados, cujos nomes constam nas portarias, deverão apresentar-se à Diretoria de Pessoal da Pró-Reitoria de Recursos Humanos e Assuntos Estudantis (PRORHAE/UERN) no período de 30 dias contados da publicação das portarias, no horário das 08h às 11h30 e das 14h às 17h30, munidos dos documentos constantes nos Anexos II e III.

O nomeado constante na lista de pessoas com deficiência também deverá apresentar parecer da Junta Médica Oficial do Estado qualificando-o como deficiente.

A posse dos aprovados e nomeados relacionados será realizada no dia 11 de janeiro de 2017, no Campus Universitário Central – Auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais – FAFIC, às 14h, devendo ser apresentada previamente a documentação necessária, e cumpridas todas as formalidades legais.

Os empossados entrarão em exercício em 25 de janeiro de 2017, início do semestre letivo 2016.2, de acordo com o calendário letivo contido na Resolução nº 18/2016 – CONSEPE, alterado pela Resolução nº 79/2016 – CONSEPE.

A Comissão Central do Concurso avalia o processo de forma positiva e ressalta que todas as decisões referentes aos procedimentos do concurso público foram amplamente discutidas por todos os membros da Comissão, pautando-se nos princípios constitucionais da legalidade, isonomia, impessoalidade e publicidade.

“Aproveitamos para dar boas-vindas aos novos servidores e reforçamos que cada um desses possuirá funções e atribuições muito bem definidas, na perspectiva de viabilizar o desenvolvimento de algumas estratégias/atividades, diante da nova realidade que a nossa IES está vivenciando”, afirma a Pró-reitora de Recursos Humanos e Assuntos Estudantis, Cícilia Maia, que presidiu a Comissão.

Confira:

NOMEAÇÃO – DOCENTES

NOMEAÇÃO – TÉCNICOS

ENDEREÇO DA PRORHAE – Edifício Epílogo de Campos, Praça Miguel Faustino, s/n, Centro, Mossoró-RN, CEP: 59.610-190, TEL: (84) 3315-3028 e (84) 3315-2122.

Compartilhe:

Robinson afirma ter gente em Natal achando a UERN cara

robinson-em-mossoro

O governador Robinson Faria (PSD) mais uma vez esteve em Mossoró de passagem rumo a outro município. Desta vez o chefe do executivo estadual desembarcou no Aeroporto Dix-sept Rosado rumo a Aracati onde acompanhou agenda do ministro da agricultura Blairo Maggi.

Em conversa não programada com jornalista da TCM, 95 FM e Difusora, o governador reafirmou que vai cumprir em breve uma agenda de dois dias em Mossoró, informou que analisa a possibilidade de enviar um pacote de ajuste fiscal a Assembleia Legislativa para se adequar às exigências do Governo Federal para o envio de recursos, disse estar fazendo um esforço para recolocar a folha em dia e avisou que é totalmente contra qualquer proposta de privatização da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

O governador ainda admitiu que o servidor tem o direito de “espernear” reclamando dos atrasos de salários e revelou que tem viajado a Brasília sem a companhia de assessores para economizar dinheiro público.

Abaixo a entrevista na íntegra:

Foto: Caio Vale

Compartilhe:

Cuidado UERN, cuidado!

cuidado-uern

Nas palavras do presidente da Associação dos Docentes da UERN, Lemuel Rodrigues, a audiência pública da última quinta-feira serviria para sepultar de vez qualquer possibilidade de a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte ser privatizada.

Para mim as barbas precisam ficar de molho. Não há segurança de nada enquanto Robinson Faria (PSD) for governador. Ele não nutre qualquer simpatia pela universidade e a elegeu como culpada pela crise do Estado.

As declarações dele se posicionando contra a ideia defendida pelo presidente do Tribunal de Justiça, Cláudio Santos, são palavras ao vento. Tanto que o próprio magistrado chegou a dizer que a maioria dos técnicos do governo defendem a ideia e o governador não desautorizou seus auxiliares.

Outro ponto: na audiência Robinson Faria não foi. A secretária de educação, Cláudia Santa Rosa mandou a adjunta Mônica Guimarães que se limitou a dizer que o governador é contra a proposta.

reuniao-com-estudantes-fot-ivanizio-ramos5

Na sexta-feira, Robinson recebeu pessoalmente os estudantes para negociar o fim das ocupações das escolas da rede estadual de ensino. Desde o início dessa polêmica ele sequer recebeu uma comitiva da UERN. Não há interesse em manter qualquer proximidade com a instituição de ensino superior.

Somente os deputados estaduais Fernando Mineiro (PT) e Souza Neto (PHS) foram incisivos em se posicionarem contra a ideia. Por mais que tenhamos 15 assinaturas de parlamentares em manifesto que será entregue ao governador, há motivos para desconfiar da palavra dessa  turma. O presidente Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), por exemplo, nunca fez uma manifestação pública.

No site da Assembleia Legislativa a notícia foi colocada em posição secundária e logo saiu da página principal. O texto não traz qualquer declaração da representante do governo.

São nesses pequenos detalhes que é possível perceber que a luta em defesa da UERN não pode parar. A universidade carece de união interna para poder superar a rejeição da elite política da capital.

Compartilhe:

Presença de Cláudio Santos faz Mossoró viver “dia de guerra” por causa de uma opinião

dia-de-guerra

Mossoró viveu um dia tenso devido ao grande aparato de segurança adotado pelo presidente do Tribunal de Justiça Cláudio Santos. Para onde ele se movia havia um grande contingente de policiais. Tudo para mantê-lo longe dos manifestantes que não concordam com a proposta do magistrado de privatizar a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Ele ficou distante das manifestações. Chegou a usar uma estratégia para “driblar” o grupo que estava em frente ao fórum. Deu certo.

De todas as palavras proferidas pelo comandante do Judiciário em uma delas é coberta de razão: ele tem direito a ter a opinião dele. O problema é que não se trata de uma mera visão de mundo. Trata-se do presidente de um poder que tem fortes ligações com o governador Robinson Faria (PSD) a ponto de ser visto como o plano B do pessedista caso ele não reúna condições de tentar a reeleição em 2018.

Esse quadro, ainda que no campo das especulações, torna legítima a manifestação em defesa da UERN.

Então ficamos assim: Cláudio Santos tem o direito de manifestar a opinião dele. Os mossoroenses têm o dever de defender a UERN, um dos maiores patrimônios potiguares.

Foto: Luciano Léllys/O Mossoroense

Compartilhe:

Presidente do TJ classifica como “histeria” reação contra privatização da UERN

claudio-santos-uern-de-novo

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), Cláudio Santos, classificou como “histeria” a revolta dos mossoroenses com a proposta defendida por ele de privatizar a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. “Há uma histeria desnecessária”, afirmou.

Com agenda marcada para amanhã em Mossoró, Cláudio Santos fez um apelo para que as manifestações fiquem no campo das ideias. A preocupação com o que pode acontecer amanhã não está apenas nas palavras. O Blog de Carol Ribeiro (AQUI) noticiou que está sendo montado um forte aparato de segurança para o magistrado.

Cláudio Santos defende a privatização de outros órgãos do Estado como a CAERN, CEASA e Potigás. “É uma questão ideológica”, argumenta.

Hoje à tarde ele chegou a ligar para o reitor da UERN, Pedro Fernandes, para reforçar o reconhecimento da importância UERN. “O reitor ajuda muito o poder judiciário”, disse o presidente que reforçou que manteve a cessão do antigo fórum para sediar a prática jurídica da UERN.

Sobre a privatização ele reforçou que se trata apenas de uma opinião pessoal embora encontre ecos dentro do governo (veja AQUI). “Eu não tinha ideia que tivesse tanta repercussão. É apenas uma opinião pessoal”, justificou.

Compartilhe:

Cláudio Santos afirma que parte da equipe de Robinson concorda com privatização da UERN

claudio

Em entrevista exclusiva ao Blog do Barreto, o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) Cláudio Santos explicou que na última reunião que esteve com o governador Robinson Faria (PSD), o vice-governador Fábio Dantas (PC do B) e a equipe do executivo estadual defendeu a privatização não só da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), mas também da CEASA, Potigás e CAERN.

Alegando ser uma posição ideológica, Cláudio Santos explicou que parte do governo apoia a proposta de privatizar a UERN. “Não tenho a dimensão exata, mas uma boa parte concordou (privatizar a UERN), mas não vai dar a opinião de público até porque o governador já disse ser contra”, frisou.

O presidente do Tribunal de Justiça falou ainda que o corpo técnico do governo entende ser prioritária as áreas essenciais.

Nota do Blog: em instantes a segunda parte da conversa entre Cláudio Santos e o Blog do Barreto.

Compartilhe: