Acredite! Vereadores se reúnem com Garibaldi e Agripino para buscar verba federal para construção de praça

Vereadores pedem ajuda para construção de praça
Vereadores pedem ajuda para construção de praça

Seis vereadores de Mossoró estão em Brasília participando da Marcha dos Vereadores. É quase um terço dos 21 vereadores da cidade. Não à toa não tivemos votações essa semana na Câmara Municipal.

Ontem Petras Vinicius (DEM), Izabel Montenegro (MDB), Flávio Tácito (PPL), Ricardo de Dodoca (PROS), Manoel Bezerra (PRTB) e João Gentil (PSD) – o único que não aparece na foto – estiveram reunidos com os senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (MDB).

Na pauta, segundo a Assessoria de José Agripino, o pedido de uma praça em frente a uma escola particular situada na Avenida João Marcelino.

Parece brincadeira, mas não é. Seis vereadores saíram de Mossoró às custas do erário para pedir uma praça? Nem parece que a cidade está cheia de buracos, com iluminação precária, precisando credenciar um hospital novinho em folha ao SUS, que temos um rio poluído, etc… Sofremos com a violência, falta de medicamentos nas unidades básicas de saúde, violência e mobilidade urbana insuficiente.

Poderia ficar o dia inteiro escrevendo sobre o que é mais urgente em Mossoró do que construir uma praça ou reformar.

É essa a qualidade de representação que temos.

Foto: Assessoria do senador José Agripino.

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Zenaide Maia é a parlamentar mais “cara” da bancada do RN. Felipe Maia o mais “barato”

Zenaide é figura frequente em eventos religiosos no interior do RN
Zenaide é figura frequente em eventos religiosos no interior do RN
 Agora RN

Dezenas de assessores, apartamentos funcionais, altos salários. Essas não são as únicas “regalias” que os parlamentares federais têm direito. Há também a chamada cota indenizatória, que é a quantia disponibilizada pelo Congresso para o chamado “exercício da atividade parlamentar”. E para se ter uma ideia do montante público gasto com isso, só a bancada potiguar na Câmara dos Deputados, formada por apenas oito parlamentares, consumiu o total de R$ 12,3 milhões em apenas 3 anos e 3 meses de mandato.

A informação é do portal da transparência da própria Câmara e apresenta que a maior gastadora dessa cota é a deputada federal Zenaide Maia, que consumiu R$ 1,65 milhão da verba para exercer seu mandato parlamentar. Pré-candidata ao Senado e potencial parceira de Fátima Bezerra (PT), que também foi a maior gastadora da cota parlamentar na bancada potiguar no Senado (com pouco mais de R$ 1 milhão gastos no mesmo período), Zenaide Maia chegou a gastar R$ 61 mil só em junho, pagando, só em divulgação, mais de R$ 31 mil.

A lista dos mais gastadores continuam com Beto Rosado (R$ 1,64 milhão), Antônio Jácome (R$ 1,63 milhão), Fábio Faria (R$ 1,58 milhão), Rogério Marinho (R$ 1,58 milhão), Walter Alves (R$ 1,55 milhão), Rafael Motta (R$ 1,5 milhão) e Felipe Maia (R$ 1,17 milhão). Ou seja: o mandato mais “barato”, que foi o de Felipe Maia, custou quase meio milhão de reais a menos que os mais caros, como os de Beto, Antônio e da própria Zenaide.

E entre os custos principais dos deputados federais potiguares estão as despesas com passagem áreas e divulgação da atividade parlamentar. Em junho do ano passado, por exemplo, Fábio Faria chegou a pagar R$ 21,6 mil com viagens de avião, com mais de 50 registros fiscais apresentados a Câmara dos Deputados. As passagens chegaram a custar R$ 1,5 mil.

Nota do Blog: em outra reportagem, o Agora RN, registrou os custos dos senadores potiguares aos cofres públicos. José Agripino (DEM) custou R$ 991 mil  e Garibaldi Filho (MDB) R$ 869. Fátima já foi citada no texto acima.

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Rosalba se torna estratégica quatro anos após ser rejeitada pela elite política do RN

Articulação de Agripino derrubou reeleição de Rosalba na convenção do DEM. Hoje ele precisa dela
Articulação de Agripino derrubou reeleição de Rosalba na convenção do DEM. Hoje ele precisa dela

Hoje o governador a corteja de todas as formas e abertamente. Ontem no cenário político ele perdoou quem o antecedeu no cargo e disse que como ela é alvo das forças ocultas do Rio Grande do Norte. Palavras opostas ao que ele dizia no final de 2011 quando se converteu em vice dissidente.

Na outra ponta o palanque oligárquico encabeçado por Carlos Eduardo Alves (PDT) deseja seu apoio como um míope procura os óculos no escuro. Rosalba é a porta do desconhecido pedetista (para os mossoroenses) para entrar no segundo maior colégio eleitoral do Estado. Sem contar que os senadores Garibaldi Filho (MDB) e José Agripino (DEM) precisam do apoio dela. Ironia: a dupla foi algoz dela em 2014 quando foi impedida na convenção do DEM de disputar a reeleição.

Até para Fátima Bezerra (PT) a indicação de um vice rosalbista está em questão.

A vaga de vice-governador estaria destinada a um nome da cozinha da prefeita de Mossoró em qualquer um desses palanques. Ela é a noiva da vez graças ao status de maior eleitora mossoroense.

Como na vida, as voltas que o mundo dá na política são surpreendentes e olhe que a popularidade da “Rosa” nem de longe lembra o passado recente.

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A tradição do “Partido do Presidente da Assembleia”

PSDB é a bola da vez com a força do presidente da Assembleia Legislativa
PSDB é a bola da vez com a força do presidente da Assembleia Legislativa

Na Assembleia Legislativa existe uma tradição que vem se mantendo desde a redemocratização dos anos 1980: a força do “Partido do Presidente da Assembleia”.

É sempre assim: os deputados escolhem um nome para comandar a mesa diretora e ele monta um grupo político capaz de um influenciar nos pleitos estaduais.

A primeira experiência foi com o antigo PL (atual PR), partido do então presidente Vivaldo Costa (1989/91). A legenda deu muito trabalho ao então governador Geraldo Melo em votações na casa. Vivaldo acabou sendo o vice-governador da chapa vitoriosa de José Agripino em 1990.

O PL seguiu forte nos quatro anos da gestão de José Agripino assim o então presidente da Assembleia Legislativa Raimundo Fernandes foi candidato ao Senado em 1994, amargando o quarto lugar.

Já em 2001, Álvaro Dias deixou o PMDB e assumiu o PDT sem reforçar a agremiação como outros presidentes da Assembleia Legislativa. Nos oitos do Governo Garibaldi Filho o partido mais forte na casa era o PPB (atual PP) do vice-governador Fernando Freire que hoje cumpre pena por corrupção.

Mas a força da cadeira de presidente da Assembleia Legislativa alçou Álvaro Dias a condição de deputado federal e hoje ele acaba de assumir a Prefeitura de Natal.

Entre 2003 e 2010, o atual governador Robinson Faria comandou a casa. Fez do minúsculo PMN o maior partido do parlamento independente do resultado das eleições. Quando não elegia membros, cooptava os que foram aprovados nas urnas. Com a força do cargo ele fez de Fábio Faria deputado federal pela primeira vez em 2006 e foi eleito vice-governador em 2010.

Na era Ricardo Motta (2011/2015), o PROS foi a bola da vez. A legenda cresceu na mesma velocidade que se esvaziou após as eleições de 2014. Ricardo foi reeleito com 80.249 votos, a maior votação da história de um deputado estadual potiguar. Ele ainda elegeu o filho, Rafael Motta, vereador em 2012 e deputado federal dois anos depois.

Agora é a vez do PSDB de Ezequiel Ferreira de Souza fazer força via presidência da Assembleia. Hoje são oito deputados estaduais. A legenda se arvora de ser a segunda maior do Rio Grande do Norte e quer indicar um nome para o Senado em uma das chapas do campo conservador.

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Garibaldi e Agripino flertam com plano B

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As pesquisas mostram a repulsa popular aos políticos tradicionais do Rio Grande do Norte. As reeleições de José Agripino Maia (DEM) e Garibaldi Alves Filho (MDB) estão em risco.

Em Natal, segundo o Blog do BG, ressurgem os rumores de que Garibaldi vai voltar às origens na Assembleia Legislativa onde atuou entre 1971 e 1985, quando foi eleito prefeito de Natal depois senador (1990, 2002 e 2010) e governador (1994 e 98).

José Agripino não sabe o que é ficar por baixo. Surgiu na política em 1979 sendo nomeado prefeito biônico de Natal. Depois foi governador (1982 e 1990) duas vezes e elegeu-se senador em quatro oportunidades (1986, 94, 2002 e 2010). Seu projeto de reeleição passa pela candidatura ao Governo do prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).

Um Maia dependendo de um Alves. Quem diria?

O plano B de Agripino pode ser a candidatura a deputado federal num rebaixamento político para quem sempre se orgulhou de ser uma das maiores lideranças do país.

As voltas que a política dá são cruéis. Os dois maiores líderes do Rio Grande do Norte nos últimos 30 anos correm risco de se aposentarem ou caírem de status e o mais irônico nisso: abraçados após tantos embates.

Olho no fato: em tempos de tantas denúncias é melhor um rebaixamento político do que ficar sem mandato.

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Pesquisa aponta alto risco para candidatura de Carlos Eduardo Alves

CARLOS
Palanque pesado proposto para Carlos Eduardo tem 70% de rejeição

Até 7 de abril o prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves tem uma decisão importante a tomar: renunciar ou não ao cargo que ocupa na capital do Estado. A comparação com a Wilma de Faria de 16 anos atrás é inevitável. Mas o cenário é totalmente adverso.

Naquela época, quando Wilma arriscou disputar o Governo do Estado deixando o próprio Carlos Eduardo no lugar dela, o cenário era totalmente diferente. A então prefeita era bem avaliada na capital e isso serviu de impulso e discurso para ela no interior. A “Guerreira” apresentou-se como o velho travestido de novo embalando e vencendo.

Há ainda um fator simbólico: Wilma nasceu em Mossoró e passou parte da juventude em Caicó, isso lhe dava discurso para entrar com aceitação nas regiões onde era menos conhecida.

Além disso, ela ainda tinha as estruturas das prefeituras de Natal e Parnamirim, respectivamente a primeira e a terceira do Estado.

Agora o que Carlos tem? A estrutura de uma Prefeitura de Natal combalida, que ficaria sob a batuta de um Álvaro Dias (MDB) envolvido em escândalos como os fantasmas da Assembleia e o apoio de aliados desgastados como Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM).

Além disso, Carlos Eduardo Alves prometeu seguir com o mandato até 31 de dezembro. A renúncia para disputar o Governo é péssima para a imagem dele em um cenário de eleitor mais atento e exigente.

Não se trata apenas de mera opinião, mas informações materializadas nos números da Pesquisa Seta divulgada ontem pelo Blog do BG. Apenas 11,6% dos entrevistados aprovam uma eventual renúncia do prefeito para disputar o Governo do Estado. Outros 34,8% reprovam a decisão e 53,6% são indiferentes.

No entanto, essa indiferença não se converte em votos. As intenções de voto dele estão em 8,1%, muito baixo para quem está há mais de 30 anos na política e governa a capital do Estado pela quarta vez. Mas esse mau desempenho tem explicação: 57,3% dos natalenses reprovam a gestão de Carlos Eduardo. Em outro item da pesquisa ruim e péssimo somam 55% sendo 44,7% avaliando a gestão como péssima e 10,3% colocando como ruim.

Tudo isso pesa contra o prefeito de Natal. Além de tudo ele teria, no cenário atual, um palanque pesado com José Agripino e Garibaldi Filho, os nomes mais rejeitados para o Senado (ver AQUI).

Não por acaso 70,4% dos entrevistados rejeitam a parceria Garibaldi/Agripino/Carlos Eduardo. Apenas 17,3% apoiam a união entre os políticos tradicionais. Outros 12% não souberam ou não quiseram opinar.

É um sinal claro da decadência dos grupos Alves e Maia exposto nas eleições de 2014 quando o esvaziado palanque de Robinson Faria (PSD) e Fátima Bezerra (PT) levou a melhor.

Todos os recados do eleitor no passado e no presente são ruins para a postulação de Carlos Eduardo. Se tudo der certo para ele em outubro teremos um fenômeno político novo a ser estudado.

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Disputa por duas vagas no Senado é campo aberto para novidades na política potiguar

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Na soma de primeiro e segundo voto para o Senado (que oferta duas vagas esse ano) nenhum candidato chegou a 15% na pesquisa do Instituto Seta divulgada hoje pelo Blog do BG e 98 FM de Natal. É um sinal claro que o eleitor está aberto às novidades para esse cargo.

Na soma de primeiro e segundo voto Zenaide Maia (que sexta se filia ao PHS) tem 11,62%), seguida por José Agripino (DEM) com 11,23% e Garibaldi Alves Filho (MDB) que alcança 10,52%. Detalhe: essa é a primeira pesquisa que mostra que se as eleições fossem hoje o senador do MDB não seria eleito.

Não enxergo motivos para Zenaide Maia comemorar. Ela equilibra com os velhos caciques num cenário de baixa intenção de voto. A diferença é que ela se encontra em viés de alta por ser menos conhecida. Ele tem potencial para crescer. Os outros dois terão que lidar com rejeição. Agripino tem 13,1% e Garibaldi 9,9%.

Como este ano são dois votos para Senado, as pesquisas somam 100% de votos para primeiro voto e mais 100% para segundo voto. O trio de “favoritos”, juntos, somam 33,37%. É um percentual muito baixo para quem está podendo ser citado duas vezes.

Enquanto isso, o item ninguém/branco/nulo chega a 50.60% no primeiro voto mais 65.23% no segundo voto. É um campo vastíssimo para um novo nome ocupar.

A pergunta agora é: quem?

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