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Styvenson no PP leva mudança de postura ao extremo e abala discurso moralista

Após a cacetada eleitoral de 2022 quando conseguiu a proeza de ficar atrás do inexpressivo ex-vice-governador Fábio Dantas (SD) na eleição para o Governo do Estado, o senador Styvenson Valentim (PODE) decidiu mudar de postura.

Após uma disputa eleitoral em que não fez campanha, se limitando aos debates e redes sociais, ele decidiu jogar o jogo em pé de igualdade.

Agora usa verba de gabinete, vai usar horário de rádio e TV, fundo eleitoral e fundo partidário. Tudo sob a justificativa de que quer disputar as próximas eleições em igualdade de condições.

Styvenson aprendeu com a derrota e mudar é sempre bom. Quanto menos antipolítica, melhor.

Agora a mudança de Styvenson vai ao extremo. O senador vai assumir o controle do PP, um partido símbolo do fisiologismo e de escândalos de corrupção. Em um levantamento do Congresso em Foco em 2022, o partido era o segundo em quantidade de deputados que respondem a processos.

Styvenson chegará ao partido, um dos campeões de escândalos na Lava Jato, sob as benções do senador piauiense Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, outro notório protagonista notícias que caberiam tranquilamente nas páginas policiais.

O discurso moralista de Styvenson fica com a sombra da contradição vestindo as cores do PP.

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Styvenson se cala sobre envolvimento de vice com problemas judiciais

O senador Styvenson Valentim (PODE), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, se calou em relação ao envolvimento de sua vice, Francisca Henrique, em um caso de improbidade administrativa.

Ex-secretária de educação de Parnamirim entre de janeiro de 2017 a fevereiro de 2018, Francisca é acusada de ter assinado pagamentos de aluguéis de um imóvel para o “Programa Esporte e Lazer na Cidade, Vida Saudável” sendo que o serviço nunca foi ofertado.

O Ministério Público pede que Francisca e sua antecessora no cargo, Vandilma Maria de Oliveira devolvam R$ 320 mil aos cofres públicos.

Além disso, Francisca teve as contas reprovadas pela Justiça Eleitoral por causa de irregularidades em doação de dinheiro em espécie sem a origem comprovada.

Styvenson adota um discurso moralista e costuma se colocar radicalmente contra qualquer pessoa que ao menos responda a um processo.

Procuramos o senador por meio da assessoria na segunda-feira quando publicamos a matéria sobre o caso (ver AQUI) e o próprio parlamentar via WhatsAppvice. Ele ignorou os contatos.

No caso da vice, ele escolheu o silêncio.