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Demissão tira Jean do jogo eleitoral de 2026

A demissão do ex-senador Jean Paul Prates (PT) da presidência da Petrobras tem um resultado a longo prazo no jogo político do Rio Grande do Norte: tira um dos cotados para disputar o Governo do Estado em 2026.

Jean no comando da estatal e trazendo de volta investimentos ao RN tinha tudo para ao longo da atual quadra histórica se capitalizar politicamente para a disputa pelo executivo estadual.

Demitido, ele perde poder e deve voltar a iniciativa privada, se afastando do jogo eleitoral.

A preço de hoje Jean está fora das eleições de 2026.

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Demissão de Jean passa por inabilidade política dele e é péssima para o RN

De forma humilhante, por ter sido feita diante de desafetos, o presidente Lula (PT) demitiu Jean Paul Prates (PT) da presidência da Petrobras.

Do ponto de vista técnico não há motivos para demitir Jean. Em 2023 a Petrobras teve o segundo maior lucro da sua história sem precisar vender nenhum ativo e entregando resultados à sociedade com a redução dos preços dos combustíveis.

Some-se a isso a visão de longo prazo de Jean que estava focado na transição energética sem deixar de pensar ampliar a produção de petróleo.

A demissão de Jean se deu por inabilidade política dele. Os quatro anos como senador não foram suficientes para lhe dar traquejo político e o petista terminou sendo minado por setores do PT capitaneados pelo ministro da casa civil Rui Costa e elementos do centrão como o ministro de minas e energia Alexandre Silveira, citados pelo próprio ex-senador e agora ex-presidente da estatal como testemunhas regozijantes da demissão.

A saída de Jean é péssima para o Rio Grande do Norte porque havia um empenho dele de colocar o Estado na linha de frente da transição energética e estava trabalhando para reverter privatizações que resultaram em preços mais caros dos combustíveis no sofrido elefante.

Além disso, a exploração do pré-sal na Margem Equatorial tinha tudo para começar pelo RN. Sem Jean entramos numa maré de incertezas.

Jean não teve habilidade política para sobreviver no cargo, apesar dos bons resultados, e quem perde com essa decisão é o Rio Grande do Norte.

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Fátima precisa rever estratégia em relação aos anúncios de obras federais

A governadora Fátima Bezerra (PT) precisa ter mais cautela na hora de colocar as digitais em obras federais no Rio Grande do Norte em meio ao cenário delicado da sua popularidade.

Esta semana a governadora gravou vídeo anunciando para ontem a inauguração do desvio da BR 304 na altura do trecho danificado pelas chuvas na ponte do Rio Salgado.

A governadora se precipitou.

A obra não ficou pronta tendo nova data marcada para o dia 15. Fátima acabou colando a imagem dela numa obra federal atrasada e se desgastando por um problema sob o qual ela não tem qualquer reponsabilidade.

Pegou mal!

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Rompimento entre Allyson e Lawrence abre nova perspectiva no processo eleitoral de Mossoró

O prefeito Allyson Bezerra (União) e o presidente da Câmara Municipal de Mossoró Lawrence Amorim (PSDB) estão oficialmente rompidos e a primeira consequência desta decisão é a entrada do tucano no jogo eleitoral majoritário.

Do ponto de vista institucional, Allyson não contará mais com a ajuda de um aliado no controle da pauta do legislativo. Isso facilita a vida da oposição para, por exemplo, emplacar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) sem riscos de manobras, como aconteceu no passado do parlamento mossoroense.

Além disso, Lawrence entra no jogo eleitoral para prefeito de Mossoró com potencial para unir a oposição. Ao longo dos últimos quatro anos ele conseguiu manter boas relações com petistas e bolsonaristas, o que faz dele um coringa no novo campo político que integra.

Além disso, ele conta com o apoio do poderoso presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

Claro, que a entrada de Lawrence Amorim, não é garantia de mudança brusca no cenário de favoritismo do prefeito Allyson Bezerra, mas é um fato novo para os líderes da oposição avaliarem.

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Deputados prejudicando filhos de pobres para chantagear o Governo é prova de que educação não dá voto

O Governo do Estado na gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) ampliou de 49 para 149 o número de escolas de tempo integral no Rio Grande do Norte, um avanço importantíssimo na qualidade da educação potiguar.

Mas quem se importa com educação? Não dá voto.

Quer a prova? Os deputados estaduais de oposição estão boicotando a votação de um projeto que regulamenta a educação de tempo integral na rede estadual de ensino. A lei é necessária para receber recursos federais fundamentais para o serviço.

Os deputados, que reduziram o poder de arrecadação do Estado com a redução de dois pontos percentuais da alíquota do ICMS, agora são os mesmos que exigem o pagamento de emendas.

Como não tem dinheiro para todo mundo as emendas estão atrasadas. Os deputados de oposição querem um calendário de pagamento de emendas que não existe em lugar nenhum do Brasil.

Como não conseguiram escolheram um projeto que beneficia milhares de crianças e adolescentes pobres para chantagear a governadora. Eles decidiram obstruir a votação de ontem, atrasado a aprovação da lei.

É um comportamento vergonhoso dos parlamentares de oposição. A educação tem que ser consenso entre situação e oposição e tratada como prioridade.

A educação tem que ser tratada como algo sagrado, acima de questões políticas e não como moeda de troca para interesses dos deputados.

Chantagear um governo numa matéria que garante recursos federais para educação é a prova de que a educação não dá voto.

Um comportamento vergonhoso, repito!

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Álvaro dá giro de 360 graus com apoio a Paulinho Freire e perde a condução da sucessão

O prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) tinha um caminho natural na sua base aliada para apoiar ao final de 2022: era o deputado federal recém-eleito Paulinho Freire (União).

Mas Álvaro não compreendeu que o cenário político mudou com a queda de sua aprovação. Ele agia como se ainda estivesse com dois terços de aprovação em Natal e queria lançar o que na política se convenciona chamar de “poste”.

No caso, a secretária de planejamento Joanna Guerra.

Com a aprovação de Álvaro em baixa, Guerra não se viabilizou e Álvaro perdeu o controle da sucessão enquanto Paulinho se articulava nos bastidores.

Paulinho se viabilizou, subiu nas intenções de voto e ganhou o apoio supervalorizado de Álvaro.

O prefeito ainda tem força, mas não é a potência que se apresenta nos comentários políticos da capital. Paulinho pode até melhorar nas intenções de voto, mas carregará o ônus de uma gestão em queda no gosto popular.

 

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Allyson e Fátima enfrentam problemas parecidos, mas o prefeito é campeão de popularidade e a governadora está em baixa. O que explica?

Buracos nas vias de sua responsabilidade, caos na saúde e tensões com o funcionalismo público são alguns dos problemas que o prefeito Allyson Bezerra (União) e a governadora Fátima Bezerra (PT) têm em comum.

Mas por que Allyson goza de popularidade na casa dos 80% de aprovação e a avaliação positiva de Fátima declina nas pesquisas?

Há uma série de fatores que explicam por que um vai bem, apesar dos passares, e a outra vai mal.

Deixo claro aqui que a popularidade de Allyson é desproporcional ao que ele entrega a sociedade. Sobre Fátima ela realmente está deixando a desejar neste segundo mandato.

Mas o que explica?

Primeiro ponto é que Allyson é um político jovem que sabe usar as redes sociais com maestria. Já Fátima padece do velho problema da esquerda na lida com a Internet.

Mas isso é insuficiente para explicar o fenômeno.

Há um fator ideológico. O fato de Fátima ser uma governadora do PT faz com que a classe média seja mais exigente com seu governo e é a classe média que forma a opinião pública. Allyson consegue simpatia até de setores da esquerda mesmo massacrando os servidores municipais.

Outro aspecto que casa com o parágrafo anterior é a mídia. A mídia, sobretudo em Natal, tem profunda antipatia pela governadora. Então seus erros são potencializados e os acertos minimizados. Já Allyson conta com amplo apoio midiático a ponto dos problemas da gestão serem abafados com eficiência.

Na semana passada o cientista político Daniel Menezes trouxe números que ajudam a explicar as dificuldades da governadora com a mídia. Ela tem um orçamento de R$ 20 milhões para 167 municípios enquanto o prefeito conta R$ 8 milhões para uma cidade de pouco mais de 260 mil habitantes.

A vantagem proporcional é exorbitante a favor de Allyson.

Outro ponto é que Fátima não costuma se esconder de problemas que envolvem o Governo Federal como a crise da BR 304. Já Allyson apareceu na história fazendo bravatas praticamente sem ser questionado pela mídia. A governadora assume o ônus enquanto o prefeito faz bravata mesmo sem dar conta dos problemas com a malha viária de Mossoró.

Em síntese: o prefeito tem maior domínio nas redes sociais e maior controle da narrativa na mídia. Daí problemas semelhantes terem efeitos diferentes na avaliação popular.

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Allyson se porta como o dono da opinião pública ao “decretar” encerramento do “Caso Kadson”

Ao ser questionando pela mídia de Natal a respeito da manutenção por 15 meses de um condenado por falsificação de documentos, o prefeito Allyson Bezerra (União) decidiu “decretar” que o assunto estava encerrado.

A fala em si é autoritária.

O prefeito não tem o poder de decidir se um assunto está encerrado. O fato é grave, merece ser investigado e isso pode gerar problemas políticos e jurídicos para Allyson.

A manutenção de Kadson Eduardo no cargo de secretário de planejamento acumulando por dois meses a pasta da cultura com salário dobrado precisa ser averiguado pelo Ministério Público e a oposição já demonstrou que vai dar prosseguimento ao tema.

Não é Allyson quem decide se o encerramento do caso. Ele não é dono da opinião pública nem dos trâmites processuais.

 

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Allyson insulta inteligência dos potiguares ao fazer bravata com sofrimento dos motoristas que transitam na BR 304

De olho nas eleições de 2026, quando pretende se eleger governador em oposição a governadora Fátima Bezerra (PT), o prefeito Allyson Bezerra (União) aproveitou a exposição na mídia natalense para fazer bravatas em relação ao sofrimento causado aos motoristas que transitam na BR 304 por conta da queda da Ponte do Rio Salgado provocada pelas fortes chuvas.

Diante do atraso na entrega no desvio causados pelas chuvas que seguem em todo o Estado, Allyson foi a 96 FM dizer que está disposto a fazer um convênio com o Governo do Estado (veja bem a obra é de responsabilidade do Governo Federal) para cessão de máquinas e equipamentos e ainda se gabou de ter 2 milhões em equipamentos sem citar que é um material cedido pela Codevasf na época em que o senador Rogério Marinho (PL) era ministro do desenvolvimento regional. O caso está dentro das suspeitas de abuso de poder político e econômico denunciados à justiça eleitoral e investigados no escândalo do “tratoraço”.

“A gente pode disponibilizar o maquinário da prefeitura para ajudar”, disse Alyson.

O engraçado nessa história é que Allyson não tem dado conta de resolver os problemas da cidade em relação ao calçamento. São várias vias pelos bairros de Mossoró com buracos. Há o caso de um mecânico que está com a oficina fechada por causa da rua intransitável. Há outros de obras recém entregues que já estão com problemas como a da avenida principal do Aboição II.

A desculpa das chuvas só vale dentro dos limites de Mossoró, mas não para a BR 304 e Allyson deixa bem claro ao comentar a respeito do atraso na entrega do desvio: “Esse desvio já era para ter chegado”.

Allyson insulta a inteligência dos potiguares com a bravata porque a questão não é falta de recursos ou maquinário, muito menos de pessoal. O atraso é provocado pelas questões climáticas e ele mesmo costuma alegar isso nas obras que se arrastam na cidade.

A bravata de Allyson é um desrespeito com os motoristas que sofrem no deslocamento e não sabem o que está acontecendo em Mossoró.

O prefeito dá a reeleição como certa e tem razões para pensar assim. Por isso, já pensa em 2026, mas percorre um caminho do grotesco para se popularizar fora dos limites de Mossoró.

O caso é sério e exige seriedade.

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Allyson se cala sobre escândalo envolvendo “braço direito”, agora ex-secretário

O prefeito Allyson Bezerra (União), sempre atuante nas redes sociais, escolheu o silêncio a respeito da condenação do seu “braço direito” e agora ex-secretário Kadson Eduardo.

Até o momento nenhuma selfie no Instagram ou post no Twitter ao menos para defender a honra do amigo, condenado a dois anos de prisão em regime aberto por falsificar um documento público para participar de uma audiência.

Isso não quer dizer que o prefeito não esteja abalado. Num primeiro momento ele tentou fingir que a história não aconteceu e até mandou a turma que faz o serviço sujo para ele atacar a reputação desta página acusando-a de fake news após dar a notícia em primeira mão.

Mas o assunto nunca esteve no controle e a Lei da Ficha Limpa Municipal obrigou o prefeito a exonerar um dos homens fortes da sua gestão.

Numa estratégia, o prefeito agilizou os parceiros na mídia para vender a ideia de que a demissão se deu após a condenação. Na verdade, a sentença transitou em julgado em janeiro de 2023 e se manteve abafada por 15 meses.

A demissão se deu após o assunto vir à tona e Allyson está calado.