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A CPI da Covid e a responsabilidade pelas ações ilegais do governo

Blsonaro é o alvo da CPI da covid-19 (Foto: Web/autor não identificado)

Por Silvio Guidi*

A CPI da Covid foi instalada para apurar ações e omissões do governo federal no combate à pandemia, com foco na situação do estado do Amazonas. Também irá investigar a adequação das verbas federais transferidas a estados e municípios, com objetivo de auxiliar no enfrentamento da crise sanitária.

Parece que as ações e omissões governamentais são inquestionavelmente ilegais, com resultados catastróficos, a significar a responsabilidade do governo federal na ampliação desnecessária do número de vítimas da covid-19. A questão a ser enfrentada pela CPI é a de quem será atribuída a responsabilidade por essas ações ilegais.

Listo aqui as principais ações e omissões ilegais: desinformação e violação ao dever de informação, eleição em terapêuticas sem comprovação científica para o combate à pandemia, além da demora no fechamento dos contratos para aquisição de vacinas.

A desinformação e a violação ao dever de informação marcam toda a trajetória da atuação do governo federal durante a pandemia. Durante os primeiros meses do ano de 2020, o governo, especialmente por meio das afirmações do presidente Jair Bolsonaro, apresentou discurso minimizando os riscos da pandemia, acusando outros governantes de incitarem pavor desnecessário na população. Houve inúmeras colisões de versões entre as falas presidenciais e aquelas derivadas dos ministros da Saúde, no sentido da utilidade do isolamento social e do uso de máscaras – ambas alternativas voltadas para a prevenção do contágio.

Esses problemas na comunicação estatal tiveram severo impacto na postura da população, em especial na descrença dessas medidas como efetivas na proteção da saúde. Muito da nocividade da desinformação se viu no estado do Amazonas, que chegou a ficar sem os mínimos insumos para tratamento dos pacientes acometidos pela covid-19. Essas posturas estão na contramão das determinações constitucionais e da Lei Orgânica da Saúde nº 8080/90, que determinam o dever estatal de divulgar os fatores condicionantes e determinantes da saúde.

A eleição de terapêuticas sem comprovação científica por parte do governo federal relevou-se uma violação extrema ao dever do Estado em não causar danos ao cidadão. Afinal, dessa política podem ter derivados inúmeros óbitos, em razão de tratamento inadequado e até por eventuais automedicações. Além disso, houve investimento financeiro na aquisição desses medicamentos, que, no final das contas, em vista de sua ineficácia, não serão utilizados no tratamento dos doentes de covid-19. Tal fato representa malversação de direito público.

Finalmente, a demora do governo em firmar contratos para aquisição de vacinas fez com que o Brasil ficasse muito atrás da maioria dos países no início da vacinação, bem como na intensidade da imunização. Especialmente, as vacinas mais utilizadas na Europa e nos EUA só chegarão ao Brasil, em quantidade adequada, no segundo semestre deste ano. Fato que prolonga desnecessariamente a pandemia no país. Trata-se de uma omissão que impacta a saúde e a vida de milhões de brasileiros, sem falar nos efeitos colaterais na economia, educação, etc.

*É Advogado há 15 anos e doutor em Direito Administrativo pela PUC-SP..

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

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Zenaide assina petição para TCU fiscalizar aquisição de vacinas contra covid-19

Zenaide critica Bolsonaro (Foto: cedida)

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) assinou petição ao Tribunal de Contas da União para assegurar a fiscalização e controle das ações do governo federal para a aquisição da Coronavac, vacina contra a covid-19 que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Biotech Sinovac.

O pedido ao TCU é uma reação de Zenaide e de outros parlamentares ao anúncio feito pelo presidente, Jair Bolsonaro, de que não compraria a Coronavac por ter origem chinesa. “O presidente da República não pode negar aos brasileiros o direito à saúde e à vida. Por isso, entramos com a petição junto ao TCU para garantir a aquisição das vacinas”, explicou a senadora, em vídeo publicado em suas redes sociais.

Para a parlamentar, não se pode discriminar uma vacina por ela ser da China ou de qualquer outro país e que, o que conta, em termos científicos, é a sua qualidade, segurança e eficácia no combate à pandemia. Zenaide Maia afirmou, ainda, que o clima entre os parlamentares é de consenso quando o assunto é garantir o orçamento para uma ampla campanha de imunização contra a covid. “O Congresso está unido para garantir vacinas para todos, independente da nacionalidade dessa vacina”, finalizou.

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RN apresentou queda quanto à variação de novas mortes por Covid-19, segundo avaliação do G1

Média móvel considera soma do número de mortes dos últimos sete dias (até 12/07), dividindo o resultado por sete; especialistas recomendam comparação com 14 dias anteriores (Gráfico extraído do G1)

O Rio Grande do Norte é um dos cinco estados considerados ‘em queda’, quanto à variação de novas mortes por Covid-19 em análise realizada pelo G1, considerando os dados até o consolidado do domingo passado, 12 de julho.

Os outros quatro estados classificados na mesma situação são Rio de Janeiro, Acre, Amapá e Pará.

Como explica o G1, a comparação considera a média de mortes dos últimos sete dias até a publicação do balanço, em relação à média registrada duas semanas atrás.

O comparativo faz parte do critério de média móvel, adotado pelo G1 recentemente. De acordo com o site, o indicador é recomendado por especialistas e utilizados por veículos da imprensa internacional.

“Ao adotar o critério da média móvel, os gráficos passam a mostrar o número de casos e mortes de cada dia em barras, e uma linha mostrará a média dos últimos 7 dias. Ela é móvel porque os números de um dia são carregados para a média seguinte, se movem”, informa publicação do portal.

“Para calcular essa média, soma-se o número de mortes ou casos nos últimos 7 dias e divide-se o resultado por 7”, explica o G1.

“Por causa do tempo de incubação do novo coronavírus, os especialistas recomendam comparar a média móvel de hoje com a de 14 dias atrás”, acrescenta.

“Nessa comparação com a média de 14 dias atrás, os especialistas entendem que variações no número de mortes ou de casos de até 15% para mais ou para menos caracterizam estabilidade da doença nesse período”, complementa o site.

Para o cálculo da média móvel, o site utilizado informações do consórcio de veículos de imprensa, formado por G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, baseadas em dados das secretarias estaduais.

 

Outros estados

A avaliação realizada pelo G1 considerou que a variação do número de novas mortes está subindo nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, o Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins e Paraíba.

O levantamento considera que a variação do número de novas mortes está ‘em estabilidade’ nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Amazonas, Rondônia, Roraima, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Sergipe.

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Sesap realiza chamada pública para contratação de empresa de locação de câmara mortuária

De acordo com o edital, um dos contêineres será colocado no pátio do Hospital Giselda Trigueiro – Foto – InterTV Cabugi

A fim de evitar possíveis ameaças à saúde pública devido à pandemia do novo coronavírus, a Secretaria da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (SESAP-RN) está convocando empresas especializadas na prestação de serviços referente a contratação emergencial de empresa especializada na locação de contêineres refrigerados para o armazenamento de corpos de pessoas que vierem a falecer vítimas da Covid-19, em caráter emergencial por até seis meses. A segunda chamada do edital de convocação foi publicada na edição Nº 14.703, do Diário Oficial do Estado, de 4 de julho de 2020.

De acordo com o edital a contratação se refere a dois contêineres a serem instalados no pátio do Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, e no pátio do 2º Batalhão de Polícia Militar do RN, em Mossoró. O resultado da licitação será no dia 9.

Segundo a assessoria de comunicação da Sesap, o processo foi iniciado em 30 de março deste ano, mas não ocorreu contratação e houve necessidade de ser aberta uma nova contratação emergencial.

“Trata de um planejamento da Sesap debatido desde o início da pandemia e que está sendo colocado em prática e devido a uma necessidade do Hospital Giselda Trigueiro. Ocorre que enquanto a câmara mortuária estiver alugada, a unidade construirá o seu necrotério”, informou a assessoria de comunicação da Sesap.

“A proposta é que a câmara mortuária seja instalada no 2º Batalhão em Mossoró. O local foi escolhido pois tem amplo espaço, segurança e também porque é próximo tanto ao Hospital Regional Tarcísio Maia e ao Hospital São Luiz”, acrescentou.

A assessoria informou que a instalação dos equipamentos não alterará a forma de liberação dos corpos.

Com relação a Mossoró, de acordo com a gerente da II Unidade Regional de Saúde Pública (II URSAP), Emiliana Bezerra, a medida está sendo pensada porque, como a regulação de leitos acontece em nível de Estado, se ocorrerem vários óbitos no mesmo dia de pacientes de cidades em que a realização do transporte do corpo demore, haverá um local para os corpos ficarem até que o transporte aconteça. A gerente afirmou que até o momento não foi preciso ficarem vários corpos no necrotério do Hospital Tarcísio Maia ou do São Luiz.

Emiliana Bezerra ressaltou que até o momento não houve problemas, a medida é para o caso de acontecer uma eventualidade e é algo feito como trabalho planejado. Ela mencionou também que o contêiner, que ainda não está em Mossoró, poderia ter sido instalado há mais tempo, mas existe toda uma burocracia.

“A gente não está trabalhando na perspectiva de haver esse número de mortes”, afirmou. Ela acrescentou que é uma precaução e que se houver necessidade não há como improvisar um contêiner em uma noite. Pode ser que o contêiner não precise ser usado.

Atualmente, os corpos das vítimas de Covid-19 ficam nos necrotérios dos hospitais Tarcísio Maia e São Luiz. A gerente da II URSAP explica que o cuidado ocorre no manejo do corpo. Ela informa que o caixão tem que ser lacrado e não há velório.

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Sem data para retorno, volta às aulas no Rio Grande do Norte deve ser gradual

entre as questões a serem analisadas, adaptação física das escolas, incluindo distância entre carteiras (Foto: Web/ Autor não identificado)

As atividades escolares presenciais não têm data para retorno. O que se sabe até o momento é que até agosto não haverá retomada. O decreto que suspende as atividades presenciais nas escolas vai até o dia 6 de julho, mas o Governo deve editar uma nova medida prorrogando a suspensão, como informou o secretário de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte (SEEC), Getúlio Marques.

A iniciativa é necessária como forma de contribuir para minimizar a circulação do novo coronavírus e colaborar com os índices de isolamento social, tendo em vista que só a comunidade escolar representa cerca de um terço da população do Estado. De acordo com o secretário de Educação, o RN tem quase um milhão de alunos, somando a esse número os professores e trabalhadores terceirizados da Educação, o número é superior a um milhão.

Mesmo sem previsão de uma data definida, o secretário de Educação afirma que o Governo está preocupado com o retorno.

Segundo ele, a Secretaria de Educação elaborou e está aplicando quatro modelos de questionários, um para cada segmento – gestores, coordenadores, professores e alunos para saber quais as maiores dificuldades enfrentadas durante a pandemia, a fim de melhorar o protocolo de retorno.

O questionário, obrigatório para os gestores, está sendo aplicado de forma virtual e, tendo em vista que nem todos têm acesso às ferramentas, será feito por amostragem. De acordo com Getúlio Marques, paira os alunos que não têm acesso, a escola pode fazer a impressão e enviar.

Os primeiros pontos são relacionados à área da saúde e no decorrer do questionário entram nas questões pedagógicas.

A aplicação do questionário começou recentemente e, segundo Getúlio Marques, vai até a primeira semana após o recesso escolar, que começou na segunda-feira passada e vai até o dia 6 de julho.

De acordo com Getúlio Marques, até o final de julho a Secretaria vai estar com o protocolo pronto para que no momento que houver o retorno ele seja cumprido.

Essa retomada das aulas passa por uma série de questões como aquisição de equipamentos e insumos, disponibilidade de máscaras para alunos, professores e terceirizados, análise da situação dos alunos que dependem do transporte escolar, observação da situação dos professores que fazem parte do grupo de risco, espaço entre as carteiras dos estudantes, adequação da estrutura física das salas de aula, uma vez que algumas estavam sendo adequadas para climatização.

O secretário de Educação afirma que o retorno deve ser gradual e será necessário testar como ocorrerá. Segundo ele, as escolas particulares defendem que os alunos dos anos iniciais retornem primeiro, já que os pais irão trabalhar.

Getúlio Marques integra um grupo com representes de vários setores ligados à Educação incluindo representantes dos municípios e das escolas privada, que se reúne virtualmente a cada 15 dias, desde que as aulas foram suspensas. O grupo encaminha recomendações ao Comitê de Saúde, que tem autonomia para tomar as decisões. Mas ele comenta que um novo decreto deve ser publicado em relação ao prazo de suspensão das aulas.

“Qual o consenso desse grupo? É que o retorno seja feito com segurança”, diz o secretário

ENEM

O secretário de Educação informa que, em relação a Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), os posicionamentos existentes ainda datam do período em que o ministro da Educação era Abraham Weintraub. Não havia diálogo com o Ministério e, em um momento de pandemia o ministro queria aplicar as provas em novembro.

Segundo ele, o Governo sugeriu possibilidades, através da pesquisa junto aos estudantes, mas os secretários de educação entendem que a prova não pode ser realizada este ano.

De acordo com a consulta disponibilizada pelo Governo, que vai até o dia 30 de junho, as datas disponibilizadas na enquete voltada aos candidatos são:

Enem impresso: 6 e 13 de dezembro de 2020 / Enem Digital: 10 e 17 de janeiro de 2021;

Enem impresso: 10 e 17 de janeiro de 2021 / Enem Digital: 24 e 31 de janeiro de 2021;

Enem impresso: 2 e 9 de maio de 2021 / Enem Digital: 16 e 23 de maio de 2021.

Getúlio Marques alerta que este ano já está comprometido para todos os estudantes. Porém, para alguns o comprometimento é bem maior, tendo em vista que muitos não tem acesso à conectividade, são de baixa renda, os pais precisam trabalhar e não podem realizar um acompanhamento, entre outros fatores.

“Até esse momento o que nós podemos dizer é isso, que todos perdem”, afirma o secretário.

Apesar disso, ele diz que o ano não está perdido, porque os trabalhos dos secretários de Educação proporcionam conhecimento. Mas o secretário admite que, mesmo assim, muitos estão de fora e não estão fazendo nada, em decorrência da de acesso, entre outros fatores.

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Senadora questiona falta de crédito para empresas

Zenaide apresentou questionamentos ao presidente do Banco do Brasil (Foto: cedida)

A senadora Zenaide Maia (PROS) questionou o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, sobre a falta de crédito para micro e pequenos empresas. Segundo a parlamentar empreendedores têm relatado dificuldades de conseguir crédito para manterem seus negócios em meio à pandemia.

A senadora lembrou que uma das primeiras medidas tomadas pelo Banco Central, em março, foi o socorro aos bancos, com a disponibilização de R$ 1,2 trilhão para salvar o sistema financeiro. Os bancos, no entanto, alegam dificuldades para conceder empréstimos aos negócios de pequeno porte: “A caixa d’água está cheia, mas o dinheiro não chega na ponta, sem essa ajuda, micro e pequenos empresários não vão sobreviver a esta crise”, argumentou Zenaide.

Rubem Alves afirmou que o crédito está sendo concedido e atribuiu as dificuldades dos micro e pequenos ao aumento anormal da demanda. E classificou as operações de crédito como de risco: “É a demanda dos desesperados”, afirmou, completando que não vê saída a curto prazo.

Zenaide considerou “desalentadora” a perspectiva apresentada por Alves e concluiu que, mais uma vez, os lucros estejam sendo colocados em primeiro lugar, em detrimento dos empreendimentos de pequeno porte.