Fim de greve em Mossoró

Professores encerram greve (Foto: Assessoria/Sindserpum)

Blog Diário Político

Durante assembleia realizada na manhã desta quarta-feira, 17/04, as professoras e professores da rede municipal de ensino aprovaram o fim da greve iniciada em 8 de março.

O acordo veio depois de uma audiência entre Prefeitura e sindicato por intermédio do Ministério Público Estadual ocorrida na tarde dessa terça-feira, 16 de abril. O movimento paredista durou 39 dias.

“A greve foi encerrada por causa do diálogo”, afirmou a presidente do Sindiserpum, Marleide Cunha.

Sobre os pontos reivindicados ficou para dia 1° de agosto apresentação de estudo técnico-financeiro sobre os impactos do reajuste de 0,42%. Neste ano a prefeitura reajustou os salários em 3,75% quando o piso do MEC foi de 4,17%.

A mediação da audiência foi do promotor de justiça Olegário Gurgel. Sobre as mudanças de classe e pagamentos de 14° atrasados um calendário está sendo montado. “O município tem responsabilidade e tem feito as publicações obedecendo a ordem cronológica dos requerimentos à educação”, indicou Magali Delfino, secretaria municipal de educação.

Durante a assembleia do sindicato os servidores viram a greve como sendo positiva e denominaram a luta como “A democracia venceu a tirania”.

Compartilhe:

Prefeitura informa ter projeto para resolver situação dos ambulantes

Prefeitura afirma ter projeto para questão dos ambulantes (Foto: Secom/PMM)

Com a recente recomendação da 3ª Promotoria, para que o Município retire os ambulantes que atuam no Centro de Mossoró, a Procuradoria Geral do Município esclarece que a Prefeitura já apresentou à justiça um projeto sobre o assunto, onde é readequado o espaço de circulação nas vias do centro, garantindo a circulação de pessoas sem a necessidade de retirada dos comerciantes.

O projeto encaminhado à Justiça em função de processo iniciado em 2014 foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, com a participação da Associação dos Ambulantes e a Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL, e estabelece um vão livre de 1,2 m de calçada para circulação de pessoas e que terá que ser obedecida pelos ambulantes e lojistas. “A Prefeitura não tem intenção de retirar os ambulantes e sim adequá-los para que continuem nos seus locais de trabalho, enquanto não tiver um projeto definitivo de um novo local para que esses comerciantes sejam realocados”, frisou a procuradora do Município.

A procuradora geral do Município, Karina Ferreira, também explicou que com a nova recomendação da 3ª Promotoria que versa sobre o mesmo tema, o Município vai informar sobre o projeto já existente. “Para isso, a procuradoria vai informar a 3ª Promotoria que já existe um procedimento judicial acerca da matéria. Esse assunto já está sendo discutido e o Município já dando andamento a esse projeto”, informou Karina.

Uma comissão da Associação dos Comerciantes dos Ambulantes de Mossoró esteve nesta terça-feira (16) na Câmara de Vereadores para solicitar apoio do legislativo que ficou de encaminhar uma solicitação de audiência pública no próprio Ministério Público, com a participação dos vereadores, dos ambulantes e do município. Com cerca de 180 associados, a Associação dos Comerciantes Ambulantes de Mossoró – ASCAM reconhece a importância do apoio da Prefeitura para solucionar essa situação. “A prefeita é quem tem o poder de nos defender e de fazer alguma coisa por nós, diante dessa solicitação do Ministério Público de tirar os ambulantes das ruas”, frisou o presidente da entidade, Antônio Cândido de Neto.

Informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró

Compartilhe:

Cinco momentos em que Rosalba não colocou os interesses de Mossoró acima das questões políticas

Rosalba: cinco momentos em que Mossoró não foi prioridade (Foto: autor não identificado)

A prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) faz uma gestão pautada num modelo administrativo que no final dos anos 1990 pode até ter dado certo, mas hoje não funciona mais.

Uma das características desse modelo de gestão é o de colocar os interesses políticos e pessoais acima dos interesses da cidade.

Vamos citar cinco casos em que isso ficou evidente na atual gestão:

  • Em maio do ano passado um grupo de procuradores entrou em contato com o gabinete pedindo audiência com Rosalba para apresentar um projeto que visa melhorar a arrecadação município. Até hoje estão sendo ignorados;
  • As agendas da prefeita em Brasília estão sendo realizadas exclusivamente com o sobrinho e deputado federal Beto Rosado (PP). Ela evita contanto com outros parlamentares deixando de ampliar a possibilidade de atração de recursos por meio de emendas;
  • O jornalista Carlos Santos relatou que há meses o empresário Rútilo Coelho, que fez parte da gestão de Francisco José Junior, tenta uma audiência com a prefeita para firmar parceria para um evento do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que atrairia 1.500 pessoas a Mossoró em setembro. O pedido de audiência foi ignorado. Mossoró perdeu a oportunidade de fazer a economia gerar na rede hoteleira. Seria 1.500 hospedagens por quatro dias;
  • O deputado estadual Allyson Bezerra (SD) há 30 dias tenta uma audiência com a prefeita para saber dela quais são as demandas da Prefeitura de Mossoró que podem ser mediadas pelo legislativo estadual;
  • A prefeita acabou com o projeto da Base Integrada Cidadão (BIC) sem apresentar qualquer ação alternativa para melhorar os índices de segurança em Mossoró.

Com certeza é possível que o leitor apresente algum outro ponto em que a prefeita colocou o interesse público em segundo plano.

Compartilhe:

A contenção de gastos da prefeitura: o carnaval e Wesley Safadão

Safadão personifica contradição em discurso (Foto: divulgação)

Por William Robson*

Mossoró nunca teve tradição para carnaval, exceto nos saudosos bailes de clubes elitistas em meados do século passado. Noutra situação, quando se destacavam carnavalescos em meio ao deserto da folia que se seguia e que ano a ano se tornava recorrente. Chico Márcio e Valdecir Matias se alternavam como rei Momo. Algumas escolas de samba de ocasião aproveitavam o momento já em escassez de prestígio. O carnaval sobrevivia sob auxílio de aparelhos, com os recursos que a Prefeitura de Mossoró aplicava.

Como o carnaval em Mossoró esvaneceu sem o  mossoroense sentir remorso, a prefeita Rosalba Ciarlini aproveitou para injetar uma política populista. Anunciou que a edição deste 2019 não seria realizada mediante os recursos do Executivo. Segundo a nota da assessoria na época, “a medida visava conter gastos e direcionar investimentos para serviços essenciais como o pagamento da folha do funcionalismo”.

Rosalba ainda afirmou na ocasião: “Estamos anunciando que não será realizado carnaval em 2019 porque precisamos manter rigorosamente em dia o cronograma de pagamento do servidor, além de investir em programas para o homem do campo, como o Semear, que consiste na compra de sementes e óleo diesel para o corte de terra”.

A população aplaudiu. Evidentemente, a prefeitura precisa conter os recursos e, se é para cortar, que se corte do supérfluo. Muitos comentários nas redes sociais elogiaram a atitude da prefeitura, elevando, por um momento, a autoestima no Palácio da Resistência. Foi o momento em que a Prefeitura acreditou que o discurso seria o suficiente para colocar o eleitor mossoroense, o mesmo que enfrentou a fila de dobrar o quarteirão para a fantasiosa vaga de trabalho na Porcelanatti, no bolso. Afinal, a boa-fé do cidadão foi  explorada em ambas as ocasiões.

Menos de dois meses após o anúncio sobre o carnaval, Rosalba aproveita uma “pechincha” e contrata o forrozeiro Wesley Safadão para o Mossoró Cidade Junina. Esta festa, instrumento eleitoral e social importante e gestada sob estruturas nababescas há mais de uma década, ganhou a simpatia do mossoroense. A ansiedade pelos festejos que, de fato, movimentam a cidade sob o ponto de vista econômico e turístico, invade o coração da maioria. Tratar da mesma forma que  o carnaval realmente seria incoerente. A importância, incomparável sob todos os aspectos, não se equivale.

Mas, se considerarmos as razões impeditivas do primeiro evento, como a de “conter gastos e direcionar investimentos para serviços essenciais como o pagamento da folha do funcionalismo”, emerge uma dúvida: o Mossoró Cidade Junina é importante, porém é essencial? E se é essencial diante de tantas garrafas sem tampa, necessita de uma contratação de R$ 385 mil, como aponta o Blog do Barreto, afora as atrações satélites? Alceu Valença e Elba Ramalho também estão na lista com cachês menores, só para frisar.

Por outro lado, como se comportaria o mossoroense se a prefeitura recorresse a uma modesta festa junina, sem grande pompa? Trataria como o carnaval, elogiaria a prefeitura e compreenderia a situação fiscal da cidade? É uma pergunta difícil de responder, quando sabemos que os mossoroenses contam os dias para a festança. No passado, houve até uma campanha voluntária nas redes sociais da qual se trocaria a verba destinada ao Cidade Junina para projetos voltados à saúde. Quando a festa começou, não se falava mais no assunto, nem no  intercâmbio solidário.

O Mossoró Cidade Junina não deve ser desprezado, é patrimônio da cidade. Mas, se o argumento do controle dos gastos para serviços essenciais valer como desculpa para o carnaval (aporte este semelhante a troco de pinga, se comparado), não devemos matar a vaca por conta do carrapato. No entanto, ao que parece, o discurso de economizar no carnaval não se sustenta quando a festa subsequente não conta as moedas diante de uma cidade que lembra cenário de pós-guerra.

*É jornalista, professor e músico. Doutorando em Jornalismo pela UFSC e Universitat Autònoma de Barcelona (UAB)

Compartilhe:

Rosalba mantém distância da bancada federal. Relação se resume ao sobrinho Beto

Rosalba só cumpre agendas com Beto em Brasília (Foto: Instagram de Rosalba)

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) quando vai a Brasília não procura os membros da bancada federal. Se procura não faz o registro.

Dando uma olhada no perfil da prefeita no Instagram é possível perceber isso pelos posts relacionados a agendas em Brasília realizadas este ano.

Tem reunião com o ministro do desenvolvimento regional Gustavo Canuto acompanhada do deputado federal Beto Rosado (PP), sobrinho por afinidade da prefeita.

Em outro post ela participa de uma sessão solene no Senado em homenagem as mulheres. Ela publicou cinco fotos, nenhuma com senadores potiguares.

Em outra ela se reúne com o ministro do meio-ambiente Ricardo Sales para discutir questões de interessa da indústria salineira. A companhia é de Beto Rosado.

É muito ruim para a segunda cidade de um Estado a prefeita não se abrir ao diálogo com todos os integrantes da bancada federal e registrar isso.

O mandato de Beto é importante para Mossoró, mas não pode ser o único a se relacionar com a cidade. Até porque os dois senadores eleitos em 2018, Styvenson Valentim (PODE) e Zenaide Maia (PROS) foram os mais votados na capital do Oeste, além dos deputados General Girão (PSL) e Natália Bonavides (PT) que foram muito bem votados na segunda cidade do RN.

São oito deputados federais e três senadores que a prefeita precisa manter diálogo permanente em busca de emendas.

Compartilhe:

Deputado tenta audiência com Rosalba há 30 dias para colocar mandato à disposição da Prefeitura de Mossoró

Deputado tem pedido de audiência ignorado por Rosalba (Foto: Blog do Barreto)

Em março, o deputado estadual Allyson Bezerra (SD) anunciou no Meio-Dia Mossoró da 95 FM que iria solicitar uma audiência com a prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

A palavra dele foi cumprida no dia 12 de março (ver imagem) quando o pedido foi protocolado. No entanto, Rosalba ignorou o pedido e sequer respondeu.

A preocupação externada pelo deputado à época foi a saúde. “Quero colocar meu mandato à disposição da Prefeitura de Mossoró porque é a minha cidade quero vê-la se desenvolvendo e gerando empregos”, frisou.

Nota do Blog: aí ano que vem Rosalba enfrenta Allyson na tentativa de reeleição e acusa o parlamentar de não colocar emendas para a cidade. A prática da prefeita é muito diferente do discurso. Cobra “união por Mossoró” e quando alguém se disponibiliza ao diálogo deixando as diferenças de lado ela deselegantemente ignora.

Por isso que sempre digo: Rosalba parou no tempo.

Compartilhe:

MP determina prazo para Prefeitura de Mossoró retirar ambulantes de calçadas e da praça do mercado

MP fecha cerco aos camelôs (Foto: BCS)
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) arbitrou prazo de 90 dias para que a Prefeitura de Mossoró elabore plano de regularização da ocupação irregular das calçadas e vias públicas do município. É o que diz a recomendação da 3ª Promotoria de Justiça de Mossoró, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (10).
Antes da elaboração do plano, o gestor municipal deve realizar audiência pública para discutir sobre o tema. Na recomendação, o MPRN destaca que o plano deverá ter por finalidade fazer cessar a ocupação irregular de ruas e calçadas de Mossoró, em especial as Ruas Peregrino e Elza Jales, B. Centro, bem como a praça do Mercado Público Central. Também em 90 dias, o Município de Mossoró deve elaborar plano de acolhimento institucional dos ambulantes para garantir que seu abrigamento em local adequado se dê no menor tempo possível. Para tanto, o município deve implementar medidas orientadas para assegurar o retorno dos ambulantes ao mercado de trabalho.
A recomendação também aponta que o Comandante do Comando de Policiamento Regional I da Polícia Militar deve auxiliar na adoção das providências necessárias ao cumprimento da legislação municipal (Código de Postura e Urbanismo), assegurando que a Administração Municipal possa utilizar o seu poder de polícia administrativa dentro dos limites legais, a fim de remover os obstáculos irregularmente existentes nas ruas e caladas do município de Mossoró.
O Secretário Municipal de Segurança Pública, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito deverá  adotar providências para a efetiva fiscalização, pelos agentes de trânsito municipais, das eventuais infrações de trânsito cometidas por aqueles que irregularmente ocupem as vias públicas do Município, lavrando os respectivos autos de infração e aplicando as penalidades cabíveis.
De acordo com o documento publicado no DOE, a recomendação não esgota a atuação do Ministério Público Estadual sobre o tema, não excluindo futuras recomendações ou outras iniciativas em face dos agentes públicos a quem compete o seu cumprimento, bem como em relação aos entes públicos com responsabilidade e competência concernente ao objeto.
Compartilhe:

Quanto mais a Prefeitura tapa mais buracos aparecem. Confiram em vídeo o novo estrago na Avenida João da Escóssia

Os buracos da Avenida João da Escóssia estão sendo tampados e a Prefeitura de Mossoró tem caído em campo na divulgação. Até tentou apelidar a operação tapa-buraco de “recuperação da malha asfáltica” no início, mas a realidade é dura.

Os vídeos foram feitos na tarde de hoje e são no sentido Partage Shopping/Centro enquanto que os buracos foram tampados no sentido inverso.

Trecho 1:

Trecho 2

A situação expõe a falta de manutenção da malha asfáltica e reforça o que este humilde operário da informação diz há anos: operação tapa-buraco é paliativo. Tem que ter manutenção.

Confira outros vídeos sobre este trecho no Instagram do Blog do Barreto.

Compartilhe: