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A ‘rosalbificação’ de Allyson

O prefeito Allyson Bezerra (União) está cada vez mais parecido com a ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), a quem derrotou nas eleições de 2020.

O chefe do executivo municipal tem adotado um perfil perseguidor, de confronto com os sindicatos (inclusive com esforços para enfraquecê-los) e tentando intimidar os poucos setores da mídia local que ousam apontar falhas na gestão.

Como Rosalba, Allyson deixou grande parte das obras para serem entregues no ano da eleição. Outra estratégia bem comum nas gestões de Rosalba são as assinaturas de ordem de serviço em massa poucos meses antes da eleição.

Assim como Rosalba, Allyson enxerga a mídia como um agrupamento de pessoas mal-intencionadas que quer destruí-lo e passou a boicotar os profissionais que não são do seu agrado se recusando a dar entrevistas e fuçando a vida pessoal dos jornalistas por meio de capachos.

No começo da gestão, o prefeito até tinha uma postura mais institucional, mas aos poucos foi se assemelhando à “Rosa de Mossoró” e passou a hostilizar adversários atiçando uma horda de puxa-sacos nas redes sociais.

Mossoró mandou os Rosados para a aposentadoria e está rejeitando o nome de Rosalba sem se dar conta que apenas trocou seis por meia dúzia com uma pitada de desenvoltura nas redes sociais.

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Vereador cobra emendas e chama Allyson de mentiroso

Em pronunciamento na Câmara Municipal de Mossoró, hoje (21), o vereador Omar Nogueira (PV) cobrou da Prefeitura o pagamento de emendas impositivas, estabelecidas nas leis orçamentárias municipais dos últimos anos. Segundo o parlamentar, são R$ 7,8 milhões de 2021; R$ 9,8 milhões de 2022; R$ 13,4 milhões de 2023 e R$ 12,9 milhões de 2024, que totalizam R$ 43,9 milhões de emendas impositivas.

Emenda individual impositiva é instrumento por meio do qual os vereadores destinam, na elaboração da lei orçamentária, recursos para obras, projetos ou organizações. Em Mossoró, correspondem a 1,2% do orçamento anual do Município.

“Já são R$ 43 milhões. Cadê esse dinheiro, cadê as emendas? Esse dinheiro é do povo. Se é o prefeito da transparência, cadê as emendas? Foram para onde? As emendas têm que ser pagas, as ONGs estão sendo prejudicadas”, cobrou Omar, na tribuna.

E acrescentou o vereador: “Precisa judicializar um direito? E deveria ser 2% do Orçamento, mas é só 1,2% do orçamento. Cadê as emendas? Ou está pagando só a quem baixa a cabeça. Tem que pagar, porque o dinheiro é do povo, e não do prefeito”.

Saúde

No mesmo pronunciamento, Omar Nogueira cobrou a construção do Hospital Municipal de Mossoró, ao dizer que a unidade foi prometida pela Prefeitura, em recente evento do programa Mossoró Realiza, no Teatro Dix-huit Rosado.

“É triste dizer isso, mas é o prefeito da ilusão, da fantasia. É mentiroso. Cadê o Hospital Municipal? O prefeito prometeu, juntou a população no Teatro Dix-huit Rosado, e anunciou que seria construído hospital pelo Mossoró Realiza. É como diz o colega vereador Isaac da Casca: é um prefeito que está fazendo história, o prefeito da mentira, da fantasia”, disse o vereador Omar Nogueira.

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Marleide lembra que Allyson negou doação de terreno para construção do IERN e afirma que cidade é uma “fábrica de mentiras” na atual gestão

Ao celebrar a inauguração da primeira unidade do Instituto Estadual de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação (IERN), ocorrida ontem (20), em Natal, a vereadora Marleide Cunha (PT) questionou os motivos que levaram o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) a não doar um terreno do município ao Estado para construção da unidade educacional em Mossoró.

Na tribuna da Câmara Municipal, nesta terça-feira (21), a parlamentar mencionou que, dos dez IERNs que estão sendo construídos, todas as unidades tiveram colaboração dos gestores municipais. Segundo ela, as obras em Campo Grande, Alexandria e Jardim de Piranhas estão avançadas, e devem ser entregues em breve.

“Era importante que Mossoró tivesse um IERN, que a juventude de Mossoró tivesse um instituto desse para fortalecer o ensino médio aqui. Mas, diferentemente dos dez prefeitos, em Mossoró não está sendo construído porque o Prefeito não doou o terreno para o Governo construir o IERN”, lamentou Marleide.

Segundo ela, com a falta de espírito público ao negar doação do terreno, a Prefeitura criou empecilhos para que o município tivesse uma unidade educacional que fomenta o desenvolvimento econômico e profissional, exaltando a potencialidade de cada local.

“É isso que significa abrir uma escola em tempo integral, e aqui em Mossoró tivemos esse problema lamentavelmente. Enquanto isso, em outros municípios do Estado, esses IERNs estão sendo entregues”, frisou.

‘Fábrica de mentiras’

Enquanto isso, segundo Marleide, “Mossoró vive uma fábrica de mentiras, onde se assina ordem de serviço todos os dias, se coloca placas, e não se tem obras”. Entretanto, a parlamentar disse que, após o ato formal de assinatura, a empresa deve iniciar as obras em até cinco dias.

 “Por que aqui em Mossoró se faz uma festa toda, gastam absurdos com palcos, se faz uma divulgação ampla e não tem as obras sendo iniciadas? Estamos vendo as Areninhas Potiguares com recursos que entraram no município em dezembro, e cadê as Areninhas sendo construídas?”, questionou.

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Lawrence afirma que recusa de pagamento de emendas é para garantir que só o prefeito apareça

Em contato com o Blog do Barreto o presidente da Câmara Municipal de Mossoró Lawrence Amorim (PSDB) disse que o prefeito Allyson Bezerra (União) não permite que outros atores políticos brilhem na cidade.

A avaliação foi no contexto da dívida de R$ 43,9 milhões em emendas acumuladas pela gestão de Allyson. “Ao não pagar as emendas impositivas, a Prefeitura remaneja verba das emendas para onde quer  (a Prefeitura tem a maior margem de remanejamento do Estado, 25%), só para um só político parecer (o prefeito), e evitar dar visibilidade ao trabalho dos vereadores e das vereadoras”, analisou.

Para Lawrence ao se recusar a pagar emendas, o prefeito desvaloriza o papel do legislativo. “O não pagamento das emendas impositivas desvaloriza o trabalho do Poder Legislativo e tira a autonomia do parlamentar de contribuir com a execução orçamentária, indo de encontro ao que ocorre hoje, por exemplo, na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional”, disse.

“O não pagamento também impede que mais benefícios cheguem à sociedade, através de emendas a ONGs, por exemplo”, complementou.

O legislativo tem direito a 1,2% para indicar emendas impositivas ao Orçamento Geral do Município (OGM).

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Gestão de Allyson deve mais de R$ 43 milhões em emendas aos vereadores

A gestão do prefeito Allyson Bezerra (União) deve R$ 43,948 milhões em emendas impositivas aos vereadores de Mossoró. Desde que assumiu o mandato ele não pagou um centavo para investimentos sugeridos pelos parlamentares.

Os números são de um levantamento da Câmara Municipal que o Blog do Barreto teve acesso. Na última semana, o presidente da mesa diretora da casa, Lawrence Amorim (PSDB) trouxe o assunto à tona revelando em entrevista ao Podcast Conexão Oeste que a dívida girava em torno de R$ 30 milhões.

No entanto, a fala não contabiliza os números de 2024, daí o valor ser ainda maior que o relatado pelo presidente da casa.

O parlamento tem direito a 1,2% do Orçamento Geral do Município (OGM) para emendas impositivas que são recursos que deveriam ser aplicados com base em sugestões que os vereadores recebem da população nos bairros da cidade.

Ano passado o prefeito conseguiu aprovar a Lei complementar 192/2023 que dificulta a destinação das emendas impositivas para OnGs deixando que 50% sejam para saúde, 20% para educação, 20% para assistência social e 10% para outras áreas.

A gestão tem se apegado ao artigo 3º da LC para impedir o pagamento de emendas alegando “impedimentos de ordem técnica”.

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Gestão de Allyson impõe aulas on line para crianças de dois anos por falta de estrutura em escola

A Unidade de Educação Infantil (UEI) Adalgiza Fernandes, localizada no Nova Betânia, está com crianças de dois anos assistindo aulas on line porque o prédio alugado encontra-se comprometido.

A trancista Graicy Karen conta que desde o ano passado luta por uma solução que tirasse as crianças da situação de risco e que sofreu censura da gestão do prefeito Allyson por denunciar o problema que piorou com as chuvas do início do ano. “Desde fevereiro do ano passado quando minha filha de dois anos entrou na escola, eu travei essa luta com a prefeitura. Fiz vídeos denunciando a estrutura externa e interna, posterior a isso fui impedida de gravar mais, por ordem da secretaria de educação, então eu e várias mães fizemos esta solicitação diretamente no site da prefeitura. Quando tivemos como resposta, que eles estariam em busca de um novo prédio para alugar, entres estes dois bairros. E isso se seguiu até o começo de abril deste ano, quando vieram as chuvas e o prédio foi imediatamente interditado, pois apresentava risco para as crianças e as colaboradoras”, disse.

Com a situação de risco, a solução encontrada pela prefeitura foi colocar crianças pequenas para assistirem aulas on line até que um novo prédio fosse alugado entre o Boa Vista e o Nova Betânia. “Assim, as aulas foram suspensas e começaram online para crianças a partir dos dois anos, acredite. Crianças com dois, três, quatro anos tendo aula online, sem auxílio para acompanhar porque a maioria dos pais trabalham dois turnos, assim como eu”, lamentou.

Graicy conta que os pais e mães têm sofrido com informações desencontradas. “Final de abril fui conversar com a direção e eles me informaram que já haviam encontrado um novo prédio onde provavelmente no dia 5 de maio já estaria sendo vistoriado para começar a mudança. Do ano passado para cá, não houve uma nota da prefeitura em relação a uma mudança fixa, depois da interdição a única nota que nós pais recebemos foi no dia 8 informado da mesma e no dia 9 falando sobre não ter sido liberado o antigo prédio para volta as aulas. Estamos sempre perguntando as professoras no grupo online, mas elas mesmas não têm informações também sobre o futuro da UEI”, acrescentou.

Esta semana houve uma reunião com o secretário municipal de educação Marcos Antônio de Oliveira e a promessa foi de que em 20 dias as crianças estariam em um novo espaço que será na antiga escola CEDEC Junior, próximo ao local onde funcionava a UEI.

A UEI entrou em recesso escolar e voltará a funcionar no dia 3 de junho.

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Allyson e Álvaro Dias vão a Brasília buscar recursos do Governo Lula com ajuda de antipetista histórico

Os prefeitos de Mossoró e Natal Allyson Bezerra (União) e Álvaro Dias (Republicanos) circularam em Brasília na terça-feira em busca de recursos federais para a reta final de suas respectivas gestões.

Allyson disputará a reeleição e Álvaro tenta fazer o deputado federal Paulinho Freire (União) seu sucessor.

O curioso é que eles circularam pelos corredores do poder colados em um antipetista histórico: o ex-senador e ex-governador José Agripino Maia (União), que tem no passado o apoio à ditadura militar, inclusive sendo prefeito biônico de Natal, e de ataques duríssimos ao PT ao presidente Lula.

No relise enviado pela assessoria de comunicação pessoal de Allyson ele explicou que estava tratando de recursos para prosseguir com as obras do Complexo Viário 15 de março que liga as BRs 110 e 304. “Os sonhos do povo de Mossoró agora são realizados, com muito trabalho e determinação. O Complexo Viário 15 de Março já não é apenas um projeto, é realidade, com obras avançando a cada dia. Fizemos questão de destacar essa conquista durante nossa agenda em Brasília e pedir o apoio da nossa bancada para grandes obras como essa”, declarou.

Nas redes sociais, Álvaro registrou que estava buscando verba para conclusão de obras. “É por isso que estamos viabilizando mais recursos, para dar continuidade a essas mudanças e trazer mais qualidade de vida para os natalenses. Essa é a nossa prioridade até o fim da gestão, com muita vontade de ver esse legado continuar e Natal seguir avançando!”, disparou.

Os dois se encontraram com o senador Davi Alcolumbre (União/AP), provável próximo presidente da Alta Câmara, buscando construir um caminho pela direita para buscar recursos sem precisar reconhecer o presidente Lula e qualquer outro adversário político.

Daí o apoio do antipetista histórico José Agripino Maia.

 

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Allyson faz mobilização na mídia parceira para corroer imagem de Lawrence e jogar Marleide contra Isolda

O prefeito Allyson Bezerra (União) está incomodado com a possibilidade de uma candidatura robusta de oposição e já se movimentou para ativar a imprensa aliada para gerar desgaste para cima do presidente da Câmara Municipal Lawrence Amorim (PSDB), que caminha para construir um palanque unificado.

Outra estratégia é provocar uma crise interna no PT entre as duas principais lideranças do partido na cidade: a deputada estadual e presidente do partido Isolda Dantas e a vereadora Marleide Cunha.

Em relação a Lawrence a estratégia consiste em colar na imagem dele a pecha de incompetente por causa da crise financeira no legislativo causada pela redução dos repasses do duodécimo. Gente da mídia que até bem pouco tempo era só elogios ao tucano agora passa demonizá-lo sem qualquer constrangimento. Além disso, há em paralelo a tentativa de colar no presidente da Câmara a fama de “traidor”.

Já com o PT, tenta-se forjar a partir do noticiário palaciano a ideia de que Marleide terá a reeleição prejudicada pelo fato de a tendência interna de Isolda ter uma candidata, no caso Plúvia Oliveira.

A análise força a barra no sentido de vender a ideia de que Marleide vai ser minada. No entanto, a vereadora tem uma base eleitoral ligada a educação e ao Sindserpum onde Plúvia não entra nem se mexe neste sentido. A eleição de Plúvia está sendo mobilizada dentro dos movimentos sociais, cultura e amplia o alcance de votos através de apoios dos vereadores Pablo Aires (PV) e Carmem Júlia (MDB) que não vão disputar a reeleição.

Eleger Plúvia não “deselege” Marleide.

A reação da mídia palaciana é uma sinalização de que Allyson está preocupado com a capacidade de se formar uma frente de oposição mais competitiva do que o que vinha se desenhando até o mês passado.

 

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Lawrence rebate versão de Allyson e afirma que Prefeitura deve R$ 14,6 milhões a Câmara

A Prefeitura de Mossoró deixou de repassar à Câmara Municipal em duodécimo, nos últimos três anos, R$ 14 milhões e 678 mil. A revelação foi feita pelo presidente da Casa, Lawrence Amorim (PSDB), em live na noite de hoje (13), com base em levantamento do setor contábil-financeiro da Casa.

A manifestação rebate a versão propagada pelo prefeito Allyson Bezerra (União) de que o legislativo deve R$ 11 milhões ao executivo.

Segundo ele, o total se refere à diferença de 1% do cálculo do duodécimo, que é feito sobre a receita do Município. Em 2021, 2022 e 2023, a Câmara deveria ter recebido 6% da receita, mas a Prefeitura só repassou 5%, contrariando parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Lawrence apresentou, na live, documento do TCE em resposta a uma consulta do Legislativo, atestando o direito da Câmara de Mossoró receber 6% de duodécimo, porque o município tem população inferior a 300 mil habitantes.

O vereador informou que o Censo 2022 confirmou essa situação, ao comprovar ter sido equivocada a redução, oficializada em 2020, do duodécimo da Câmara de 6% para 5% e o aumento, por outro lado, de duas vagas de vereador.

“O Tribunal de Contas reconhece que não deveria ter havido a redução e que, em 2021, 2022 e 2023, a Câmara deveria ter recebido os 6%. Essa diferença de 1% soma mais de R$ 14 milhões”, disse o presidente da Câmara.

Segundo ele, essa situação, somada ao aumento em R$ 3 milhões com novos dois gabinetes parlamentares (2021 a 2023) e à falta de acordo da Prefeitura, motivou a Câmara, para não fechar as portas, a inserir outra receita do Município no cálculo do duodécimo, o que passou a receber.

Mas a Justiça, numa ação da Prefeitura, determinou que a Câmara parasse de ter direito a esses recursos, recebidos em 36 meses (R$ 8 milhões), e os devolvesse, em apenas um ano. “Além de não receber R$ 14 milhões, a Câmara está devolvendo R$ 8 milhões. Essa é a situação”, asseverou.

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Análise

Rompimento entre Allyson e Lawrence abre nova perspectiva no processo eleitoral de Mossoró

O prefeito Allyson Bezerra (União) e o presidente da Câmara Municipal de Mossoró Lawrence Amorim (PSDB) estão oficialmente rompidos e a primeira consequência desta decisão é a entrada do tucano no jogo eleitoral majoritário.

Do ponto de vista institucional, Allyson não contará mais com a ajuda de um aliado no controle da pauta do legislativo. Isso facilita a vida da oposição para, por exemplo, emplacar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) sem riscos de manobras, como aconteceu no passado do parlamento mossoroense.

Além disso, Lawrence entra no jogo eleitoral para prefeito de Mossoró com potencial para unir a oposição. Ao longo dos últimos quatro anos ele conseguiu manter boas relações com petistas e bolsonaristas, o que faz dele um coringa no novo campo político que integra.

Além disso, ele conta com o apoio do poderoso presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

Claro, que a entrada de Lawrence Amorim, não é garantia de mudança brusca no cenário de favoritismo do prefeito Allyson Bezerra, mas é um fato novo para os líderes da oposição avaliarem.