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Base bolsonarista receberia Tião de braços abertos?

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Tião pode ir para o partido de Bolsonaro

Tião pode pegar o PSL em Mossoró (Foto: autor não identificado)

O empresário Tião Couto (PR) flerta, e não é de hoje, com o bolsonarismo. A ideia ganhou força a partir da declaração atentando para esta possibilidade levantada pelo vereador João Gentil (sem partido) em entrevista ao Meio-Dia Mossoró da 95 FM na última quinta-feira.

Blogs de Natal, repercutiram o assunto, sem dar crédito ao programa logo após o assunto vir à tona.

O Blog do Barreto fez dois contatos com Tião Couto para saber a respeito da possibilidade.

O empresário se calou.

Segundo o blog apurou, a possibilidade existe. Tião, inclusive, andou mantendo contato com lideranças nacionais do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

Tião tem reproduzido o discurso bolsonarista em posts nas redes sociais num claro indício de alinhamento.

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Bolsonarismo pode surgir como alternativa em Mossoró

Bolsonarismo dependerá de popularidade do presidente em 2020 (Foto: web)

Existe um movimento bolsonarista em Mossoró e ele é organizado. Nas eleições do ano passado o grupo conseguiu realizar movimentações significativas e no segundo turno foi importante dentro do projeto rosalbista reforçando carreatas e comícios.

Mas esse grupo ainda se constitui uma força política? Enquanto grupo político diria que ainda não. Enquanto conjunto de ideias diria que sim.

O grupo político que gira em torno do PSL local ainda não tem um nome de maior relevância no contexto político mossoroense.

E o deputado federal General Girão? Ele é um ator político cuja base é Natal mesmo que tenha sido secretário municipal em Mossoró e apesar da boa votação na cidade ficando em quinto lugar com 7.052 sufrágios em 2018.

O nome do PSL de Mossoró testado nas urnas ano passado foi o médico Daniel Sampaio que colou a imagem dele ao então candidato Jair Bolsonaro, mas terminou recebendo 2.881 votos.

Mas o bolsonarismo pode ser visto por uma outra ótica levando em consideração o seu irmão siamês; o antipetismo. Seu sentimento é capaz de ajuntar em torno de si o desejo de evitar que o PT vença a corrida ao Palácio da Resistência e o de evitar que as oligarquias continuem a frente da cidade.

Foi esse sentimento de exclusão que ajudou a pesada candidatura de Carlos Eduardo Alves (PDT) a ganhar 20.92 votos entre o primeiro e o segundo turno. Na capital do Oeste, o ex-prefeito de Natal em conjunto com Rosalba Ciarlini se juntou ao movimento bolsonarista em movimentações políticas com adesão popular.

O líder do bolsonarismo mossoroense, Daniel Sampaio, já declarou que o grupo faz oposição à direita no plano municipal, mas não eu descarto uma aliança pragmática com o rosalbismo indicando um vice com o objetivo de evitar que a deputada estadual Isolda Dantas (PT) seja eleita prefeita, por exemplo. O pleito de 2018 já mostrou que essa hipótese é real.

A importância do grupo bolsonarista em Mossoró em 2020 dependerá do desempenho do presidente da república até lá.

Resumindo: o bolsonarismo existe em Mossoró enquanto movimento e busca se tornar um grupo relevante, mas ainda não tem um nome com apelo popular e depende desempenho do mandatário nacional.

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Parte do Brasil é composta de “burros trágicos”

Por Leonardo Boff*

Em um dos seus escritos perguntava F. Nietzsche: “Pode um burro ser trágico? Pode na medida em que sucumbe ao peso de uma carga que não pode carregar, nem pode livrar-se dela”.

Há uma boa parte de nossa população que é de “burros trágicos” num duplo sentido da palavra:

Num primeiro sentido, “burro trágico” é aquele que facilmente se deixa enganar por candidatos que suscitam falsas promessas, com slogans apelativos meramente propagandísticos, como “Deus acima de tudo e o Brasil acima de todos” (lema nazista), “fora PT”, “combate à corrupção”, “resgate dos valores tradicionais” “escola sem partido” contra a “ideologia de gênero“ “combate ao comunismo”, contra “a cultura marxista”. Estas duas últimas bandeiras são de uma “burrice trágica” e palmar única, num tempo que nem mais comunismo existe e que ninguém sabe o que significa exatamente “cultura marxista”.

Estes que gritam estas consignas e que se proclamam “gente de bem” são os mesmos que mentem descaradamente, a começar pelo atual capitão-presidente, por sua “famiglia”, por aqueles que disseminam conscientemente fake news, ódios, raivas fenomenais, injúrias de todo tipo, palavrões que nem seus familiares poderiam ouvir e que mandam para o inferno, com complacência, para Cuba, Coreia do Norte ou para Venezuela os que pensam diferente.

Curiosamente ninguém os manda para China, onde de fato vigora o comunismo-maoísmo porque sabem que lá o comunismo funciona pois se produziu a maior economia do mundo e que pode enfrentar militarmente a maior potência militar do mundo: os EUA.

Esse primeiro tipo de “burro trágico” é fruto da ignorância, da falta de informação e da maldade contra quem pensa diferente.

Existe um segundo tipo de “burros “trágicos”: aqueles que são consequência de uma estratégia política de criação de “burros trágicos”, voluntariamente mantidos analfabetos, para melhor manipulá-los e terem sua base eleitoral cativa. Fazem-nos crédulos e seguidores de um “mito” inventado e inflado sem qualquer conteúdo digno de um “mito”.

Essa classe, criadora de “burros trágicos”, nem toda, graças a Deus, tem pavor de alguém que saiu de condição da “burrice trágica” e chegou à cidadania e a desenvolver espírito crítico.

O atual governo somente ganhou a maioria de votos porque grande parte dos eleitores foram manipulados com mentiras, na condição de “burrice trágica”. Negou-se-lhes a verdadeira intenção escondida: de diminuir o salário mínimo, de cortar direitos sociais, para muitos, da bolsa-família, de modificar a legislação trabalhista para favorecer as empresas, de liquidar a farmácia popular, de diminuir os vários acessos dos pobres ao ensino superior e, acima de tudo, da profunda modificação do regime das aposentadorias. De subordinar nossa economia e politica aos interesses do capital dos Estados Unidos, para onde foi esta semana prestar contas ao império.

Se tivessem revelado esta intenção jamais teriam ganho a eleição. Por isso, ela resulta espúria, mesmo feita no rito democrático. Escandalosamente, assim como se fez com Cristo, tomaram as vestes nacionais e a sortearam-nas entre si.

Nem falemos de alguns ministros que são de uma “burrice trágica” e supina como a Ministra da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos, o Ministro da Educação que sequer domina nossa língua, pois é um imigrado colombiano, o ministro do Meio Ambiente que não conhecia o nome de Chico Mendes e o Ministro das Relações Exteriores, no qual a “burrice trágica” alcança sua quintessência.

Por que chegamos a este ponto tão baixo em nossa história? Celso Furtado morreu carregando esta interrogação:”por que o Brasil, sendo um país tão rico, seja tão atrasado e tenha tantos pobres?” Ele mesmo respondeu em seu livro que vale revisitar:”Brasil: a construção interrompida” (Paz e Terra, 1992):

“Falta-nos a experiência de provas cruciais, como as que conheceram outros povos cuja sobrevivência chegou a estar ameaçada. E nos falta também um verdadeiro conhecimento de nossas possibilidades e, principalmente, de nossas debilidades. Mas não ignoramos que o tempo histórico se acelera, e que a contagem desse tempo se faz contra nós. Trata-se de saber se temos um futuro como nação que conta na construção do devenir humano. Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromper o nosso processo histórico de formação de um Estado-nação” (p. 35). As forças atuais em continuidade de todo um passado, se empenham em interrompê-lo na forma de uma “burrice trágica”.

Ou talvez, pensando positivamente, está se armando a “nossa crise crucial” que nos permitirá o salto para um outro tipo de Brasil, com outros valores e com menos processos de proposital “emburrecimento” da politica brasileira.

* Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escreveu Brasil: concluir a refundação ou prolongar a dependência (Vozes 2018).

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Pesquisa Certus acende alerta na campanha de Fátima

Os 46,17% conquistados por Fátima Bezerra (PT) nas urnas se converteu 53,62% de intenções de voto conforme a pesquisa do Instituto Certus encomendada pela FIERN. Já Carlos Eduardo Alves (PDT) que teve 32,45% foi para 46,38%.

Lógico que o resultado do pleito é 100% confiável e a pesquisa nos dá uma noção do cenário sem garantia de precisão total. Em termos metodologia é uma comparação questionável, mas de uma forma ou de outra temos um quadro inegável de crescimento de Carlos Eduardo.

Não chega a ser surpresa que ele receba automaticamente 100% dos votos antipetistas desferidos a outros candidatos na disputa pelo Governo do Estado. O que espanta é ele crescer o dobro de Fátima tornando a eleição em aberto e flertando com o empate técnico.

Para Fátima é um alerta significativo.

A petista recebeu dezenas de apoios e isso foi pouco massificado tendo uma semana amplamente favorável, mas mal explorada em termos de ocupação de espaços.

No horário eleitoral, ela se recusa a adotar de forma contundente o discurso contra as oligarquias enquanto Carlos Eduardo abraça o antipetismo como se fosse antipático ao partido de primeira hora.

O assunto até foi explorado hoje de forma discreta e utilizando o candidato derrotado ao Senado Alexandre Motta (PT).

Tudo bem que no passado Fátima já foi parceira de todas as oligarquias e teve o apoio dos Alves na eleição para Prefeitura de Natal em 2008, mas Carlos Eduardo não se importa com o passado de “parça” do PT e agora é Bolsonaro “desde criança”.

Carlos que está num palanque de derrotados em nível de Rio Grande do Norte encontrou na empolgação da militância bolsonarista o oxigênio que tira a campanha dele da UTI eleitoral.

Já Fátima insiste numa tática de “paz e amor” em meio a um ambiente de guerra verbal. Se acordar tarde demais pode ser engolida pela onda bolsonarista que a contragosto deixa de lado a antipatia com os oligarcas para derrotar o inimigo maior: o PT.

Uma autocrítica a campanha de Fátima se faz necessária. Carlos Eduardo torce que isso não ocorra.

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Pessoas relatam ameaças de eleitores de Bolsonaro em Mossoró

Mossoró não está fora do clima de ódio que domina a política nacional neste segundo turno. Relatos nas redes sociais mostram ameaças de eleitores de Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas presidenciais.

O primeiro caso é o de Aryane do Vale que relatou o caso de uma caixa ameaçada por uma cliente em uma loja da cidade.

O segundo caso é o do professor do IFRN, Ângelo Gurgel que foi atacado por um perfil identificado por Alexandre Naide.

O terceiro caso é de ameaça ao estudante Laninho Araújo. Confira o vídeo abaixo:

Na Bahia houve o caso de um mestre de capoeira que morreu esfaqueado por um eleitor de Bolsonaro. Em Natal uma médica rasgou a receita de um idoso que declarou voto em Fernando Haddad.

O candidato do PSL, que já sugeriu que ia “metralhar a petralhada”, declarou que recusa o voto de quem pratica atos de violência.

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Bolsonaro vira tábua de salvação para o rosalbismo

Rosalbismo cola em movimentação política de Bolsonaro em Mossoró

Arrasado pelo resultado das urnas no domingo o rosalbismo encontrou na popularidade de Jair Bolsonaro (PSL) em Mossoró uma tábua de salvação no segundo turno das eleições.

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) não conseguiu eleger nenhum de seus aliados no domingo. O presidenciável mais votado em Mossoró foi Bolsonaro que não tinha o apoio explícito dela (conforme me informei a prefeita votou em Ciro) embora muitos dos militantes rosalbistas estivessem alinhados com o candidato do PSL. Ele teve 44.402 votos.

Mesmo com apoio de Rosalba e o voto útil de antipetistas, Carlos Eduardo terminou derrotado na capital do Oeste com 37.243 votos. Foram 9.391 sufrágios a menos que Fátima Bezerra (PT) que pouco fez campanha no segundo maior colégio eleitoral do RN e ainda teve que administrar problemas internos no diretório local de seu partido.

Já Rosalba se dedicou pessoalmente em todas as movimentações políticas em favor de Carlos Eduardo e do filho Kadu.

Não precisa nem falar das votações pífias de Antônio Jácome (PODE) e Garibaldi Alves Filho (MDB) em Mossoró. Eles contavam com o apoio da prefeita.

Para virar o jogo, Rosalba colou no bolsonarismo. Ontem o candidato a vice-governador Kadu Ciarlini (PP) esteve presente numa movimentação política do PSL em Mossoró. Quem estava a frente das ações era o deputado federal eleito General Girão, ex-auxiliar da “Rosa” no Governo e Prefeitura de Mossoró.

Um dos grandes problemas para o rosalbismo é a ausência de renovação da militância. Os jovens se distanciaram do seu esquema político, mas se entusiasmam com Bolsonaro e suas ideias ultraconservadoras. A mistura é um reforço para um grupo político tradicional tentar colar sua imagem em movimentações populares e o principal: atribuir para si um eventual crescimento de Carlos Eduardo e Bolsonaro dentro dos limites de Mossoró.

Será como colocar uma peneira para tapar o sol que ilumina o desastre político de domingo.

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Capitão Styvenson foca no eleitor desiludido com a política e confunde atividade partidária com blitz de trânsito

Capitão Styvenson

Pouco se sabe sobre o que o capitão Styvenson Valentin pensa sobre diversos assuntos. Confesso que darei o benefício da dúvida se ele vai adotar teses bolsonaristas. Espero que não.

Candidato a fenômeno eleitoral em 2018, o militar deu uma entrevista na última sexta-feira (ver AQUI) dizendo que se alguém oferecer dinheiro a ele dará voz de prisão e uns tapas. A primeira atitude conquista o eleitor desiludido com a política. A segunda flerta com o bolsonarismo, um risco para quem vai se aventurar numa disputa majoritária.

Tentar conquistar o eleitor desiludido com a política é legítimo, diga-se. No entanto, é preciso ter um discurso realista. Vou dar um exemplo: não é ilegítimo o presidente de um partido procurar um pré-candidato forte como ele e oferece a estrutura financeira do fundo partidário. Pertence ao processo político. O capitão vai dar uns tapas no interlocutor? Creio que não. Quando adota o discurso fácil o capitão fica exposto a contradições que podem lhe expor lá na frente.

O moralismo de goela anda de mãos dadas com a hipocrisia. Quero crer que o capitão usou apenas uma figura de linguagem ou, na melhor das hipóteses, deu uma demonstração de desconhecimento de como funciona a política em seus intramuros.

Se realmente quer entrar na política Styvenson precisa entender que este ramo é uma ciência e como tal tem em torno de si uma carga pesada de complexidade. Bem diferente de aplicar multas em bêbados numa blitz.

Hoje o capitão está numa encruzilhada entre pintar na política como um nome alternativo no Solidariedade de Kelps Lima que tenta fazer um trabalho de renovação dos quadros do Rio Grande do Norte sem pregar o discurso hipócrita da antipolítica ou o PSL bolsonarizado.

O caminho escolhido mostrará muito de quem é Styvenson Valentin e se ele percebe que a política é mais complexa do que multar bêbados.