Rosalba se torna estratégica quatro anos após ser rejeitada pela elite política do RN

Articulação de Agripino derrubou reeleição de Rosalba na convenção do DEM. Hoje ele precisa dela
Articulação de Agripino derrubou reeleição de Rosalba na convenção do DEM. Hoje ele precisa dela

Hoje o governador a corteja de todas as formas e abertamente. Ontem no cenário político ele perdoou quem o antecedeu no cargo e disse que como ela é alvo das forças ocultas do Rio Grande do Norte. Palavras opostas ao que ele dizia no final de 2011 quando se converteu em vice dissidente.

Na outra ponta o palanque oligárquico encabeçado por Carlos Eduardo Alves (PDT) deseja seu apoio como um míope procura os óculos no escuro. Rosalba é a porta do desconhecido pedetista (para os mossoroenses) para entrar no segundo maior colégio eleitoral do Estado. Sem contar que os senadores Garibaldi Filho (MDB) e José Agripino (DEM) precisam do apoio dela. Ironia: a dupla foi algoz dela em 2014 quando foi impedida na convenção do DEM de disputar a reeleição.

Até para Fátima Bezerra (PT) a indicação de um vice rosalbista está em questão.

A vaga de vice-governador estaria destinada a um nome da cozinha da prefeita de Mossoró em qualquer um desses palanques. Ela é a noiva da vez graças ao status de maior eleitora mossoroense.

Como na vida, as voltas que o mundo dá na política são surpreendentes e olhe que a popularidade da “Rosa” nem de longe lembra o passado recente.

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Garibaldi e Agripino flertam com plano B

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As pesquisas mostram a repulsa popular aos políticos tradicionais do Rio Grande do Norte. As reeleições de José Agripino Maia (DEM) e Garibaldi Alves Filho (MDB) estão em risco.

Em Natal, segundo o Blog do BG, ressurgem os rumores de que Garibaldi vai voltar às origens na Assembleia Legislativa onde atuou entre 1971 e 1985, quando foi eleito prefeito de Natal depois senador (1990, 2002 e 2010) e governador (1994 e 98).

José Agripino não sabe o que é ficar por baixo. Surgiu na política em 1979 sendo nomeado prefeito biônico de Natal. Depois foi governador (1982 e 1990) duas vezes e elegeu-se senador em quatro oportunidades (1986, 94, 2002 e 2010). Seu projeto de reeleição passa pela candidatura ao Governo do prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).

Um Maia dependendo de um Alves. Quem diria?

O plano B de Agripino pode ser a candidatura a deputado federal num rebaixamento político para quem sempre se orgulhou de ser uma das maiores lideranças do país.

As voltas que a política dá são cruéis. Os dois maiores líderes do Rio Grande do Norte nos últimos 30 anos correm risco de se aposentarem ou caírem de status e o mais irônico nisso: abraçados após tantos embates.

Olho no fato: em tempos de tantas denúncias é melhor um rebaixamento político do que ficar sem mandato.

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Pesquisa aponta alto risco para candidatura de Carlos Eduardo Alves

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Palanque pesado proposto para Carlos Eduardo tem 70% de rejeição

Até 7 de abril o prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves tem uma decisão importante a tomar: renunciar ou não ao cargo que ocupa na capital do Estado. A comparação com a Wilma de Faria de 16 anos atrás é inevitável. Mas o cenário é totalmente adverso.

Naquela época, quando Wilma arriscou disputar o Governo do Estado deixando o próprio Carlos Eduardo no lugar dela, o cenário era totalmente diferente. A então prefeita era bem avaliada na capital e isso serviu de impulso e discurso para ela no interior. A “Guerreira” apresentou-se como o velho travestido de novo embalando e vencendo.

Há ainda um fator simbólico: Wilma nasceu em Mossoró e passou parte da juventude em Caicó, isso lhe dava discurso para entrar com aceitação nas regiões onde era menos conhecida.

Além disso, ela ainda tinha as estruturas das prefeituras de Natal e Parnamirim, respectivamente a primeira e a terceira do Estado.

Agora o que Carlos tem? A estrutura de uma Prefeitura de Natal combalida, que ficaria sob a batuta de um Álvaro Dias (MDB) envolvido em escândalos como os fantasmas da Assembleia e o apoio de aliados desgastados como Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM).

Além disso, Carlos Eduardo Alves prometeu seguir com o mandato até 31 de dezembro. A renúncia para disputar o Governo é péssima para a imagem dele em um cenário de eleitor mais atento e exigente.

Não se trata apenas de mera opinião, mas informações materializadas nos números da Pesquisa Seta divulgada ontem pelo Blog do BG. Apenas 11,6% dos entrevistados aprovam uma eventual renúncia do prefeito para disputar o Governo do Estado. Outros 34,8% reprovam a decisão e 53,6% são indiferentes.

No entanto, essa indiferença não se converte em votos. As intenções de voto dele estão em 8,1%, muito baixo para quem está há mais de 30 anos na política e governa a capital do Estado pela quarta vez. Mas esse mau desempenho tem explicação: 57,3% dos natalenses reprovam a gestão de Carlos Eduardo. Em outro item da pesquisa ruim e péssimo somam 55% sendo 44,7% avaliando a gestão como péssima e 10,3% colocando como ruim.

Tudo isso pesa contra o prefeito de Natal. Além de tudo ele teria, no cenário atual, um palanque pesado com José Agripino e Garibaldi Filho, os nomes mais rejeitados para o Senado (ver AQUI).

Não por acaso 70,4% dos entrevistados rejeitam a parceria Garibaldi/Agripino/Carlos Eduardo. Apenas 17,3% apoiam a união entre os políticos tradicionais. Outros 12% não souberam ou não quiseram opinar.

É um sinal claro da decadência dos grupos Alves e Maia exposto nas eleições de 2014 quando o esvaziado palanque de Robinson Faria (PSD) e Fátima Bezerra (PT) levou a melhor.

Todos os recados do eleitor no passado e no presente são ruins para a postulação de Carlos Eduardo. Se tudo der certo para ele em outubro teremos um fenômeno político novo a ser estudado.

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Disputa por duas vagas no Senado é campo aberto para novidades na política potiguar

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Na soma de primeiro e segundo voto para o Senado (que oferta duas vagas esse ano) nenhum candidato chegou a 15% na pesquisa do Instituto Seta divulgada hoje pelo Blog do BG e 98 FM de Natal. É um sinal claro que o eleitor está aberto às novidades para esse cargo.

Na soma de primeiro e segundo voto Zenaide Maia (que sexta se filia ao PHS) tem 11,62%), seguida por José Agripino (DEM) com 11,23% e Garibaldi Alves Filho (MDB) que alcança 10,52%. Detalhe: essa é a primeira pesquisa que mostra que se as eleições fossem hoje o senador do MDB não seria eleito.

Não enxergo motivos para Zenaide Maia comemorar. Ela equilibra com os velhos caciques num cenário de baixa intenção de voto. A diferença é que ela se encontra em viés de alta por ser menos conhecida. Ele tem potencial para crescer. Os outros dois terão que lidar com rejeição. Agripino tem 13,1% e Garibaldi 9,9%.

Como este ano são dois votos para Senado, as pesquisas somam 100% de votos para primeiro voto e mais 100% para segundo voto. O trio de “favoritos”, juntos, somam 33,37%. É um percentual muito baixo para quem está podendo ser citado duas vezes.

Enquanto isso, o item ninguém/branco/nulo chega a 50.60% no primeiro voto mais 65.23% no segundo voto. É um campo vastíssimo para um novo nome ocupar.

A pergunta agora é: quem?

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Pesquisa expõe dificuldades da reeleição de José Agripino

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A pesquisa do Instituto Consult mostra o senador José Agripino (DEM) em dificuldades. A decadência dele simboliza também a derrocada política de seu parceiro político, Garibaldi Alves Filho (MDB) que não consegue apresentar a mesma desenvoltura de pleitos anteriores.

Em ascensão um nome de sobrenome tradicional que tenta ser diferenciar dos colegas através de posições alinhadas com a esquerda. Assim Zenaide Maia (que está trocando o PR pelo PHS) vai se desgarrando de Agripino na soma de primeiro e segundo voto.

Na pesquisa de ontem temos o seguinte cenário:

GARIBALDI ALVES FILHO – 21.88

ZENAIDE MAIA – 19.06

JOSE AGRIPINO – 13.71

CARLOS EDUARDO – 8.88

GERALDO MELO – 6.82

NEY LOPES – 4.35

MAGNÓLIA FIGUEIREDO – 4.29

FLAVIO ROCHA – 2.53

FABIO DANTAS – 1.82

JOANILSON DE PAULA REGO – 1.53

TIÃO COUTO – 1.06

LUIZ ROBERTO BARCELLOS – 0.29

OUTRO – 0.18

NENHUM – 81.29

NÃO SABE DIZER – 32.29

Em dezembro o cenário da soma de primeiro e segundo voto era:

Garibaldi Alves Filho: 18,88%

Zenaide Maia: 15,24%

José Agripino: 13,12%

Magnólia Figueiredo: 5%

Tião Couto: 2,53%

Outro: 1,52%

Luiz Roberto: 1,41%

Marcelo Queiroz: 1%

Nenhum: 95,94%

Não sabe dizer: 45,35%

Garibaldi subiu acima dos limites da margem de erro (2,3% para mais ou menos) e Zenaide abriu quase 6% de vantagem sobre Agripino na soma de primeiro e segundo voto (que em eleição com dois votos para senador ultrapassa 100%).

Há muitos anos no topo da política potiguar e com brilho em nível nacional, Garibaldi e Agripino vivem um ocaso em suas carreiras. São os campeões na rejeição segundo o instituto Consult:

JOSE AGRIPINO 21.7

GARIBALDI ALVES FILHO 16.5

GERALDO MELO 7.8

FABIO DANTAS 6.1

CARLOS EDUARDO 5.8

NEY LOPES 5.3

LUIZ ROBERTO BARCELLOS 5.2

MAGNÓLIA FIGUEIREDO 3.7

ZENAIDE MAIA 3.5

FLAVIO ROCHA 3.1

JOANILSON DE PAULA REGO 3.0

TIÃO COUTO 2.1

OUTRO 0.1

NENHUM 4.9

NÃO SABE DIZER 22.4

TODOS 28.4

É preciso lembrar que a essa altura dos preparativos para as eleições de 2010, quando foram reeleitos, Agripino e Garibaldi lideravam com folga e somavam 60% de primeiro e segundo voto nas pesquisas. Hoje o cenário é totalmente diferente para a dupla.

Carismático, Garibaldi ainda tem algum fôlego na corrida ao Senado, mas ele mesmo reconhece que essa será a eleição mais difícil de sua vitoriosa carreira política.

Zenaide Maia está em ascensão e já mostra que está encaminhando uma derrota para José Agripino, que jamais poderá ser subestimado.

Ainda não surgiu um segundo nome para fazer companhia a Zenaide no papel de ameaça às reeleições de Agripino e Garibaldi.

Foto: Agora RN

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Garibaldi e Agripino podem continuar aliados, mas em palanques diferentes

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Garibaldi e Agripino rabiscam engenharia política para serem reeleitos

Os senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM) quebram a cabeça para serem eleitos juntos como em 2010. Pode sair uma estratégia complexa como a mistura de água e óleo que juntou dois lados de uma mesma moeda política na década passada.

Para entender isso basta ler duas notícias verdadeiras, que se completam, mas tratadas em Natal, graças a limitação do jornalismo declaratório que não explica aos leitores o contexto da informação.

No Blog do BG foi informado que Garibaldi não vai reeditar a dobradinha com José Agripino em 2018. Veja um trecho da matéria: “O que teria levado a posição do senador do MDB são as reuniões com lideranças políticas e com parlamentares que tem mostrado que uma dobradinha dos dois senadores com vários mandatos coloca à reeleição de ambos em risco além de deixar o palanque vulnerável devido às investigações, e o tempo que ambos estão na política causando um desgaste natural”.

Logo em seguida o jornalista Heitor Gregório, da Tribuna do Norte, trouxe declarações de Garibaldi negando rompimento. Abre aspas para o senador do MDB: “Nós já temos uma aliança com o DEM e a tendência é continuar”.

As duas notícias estão corretas e não se desmentem. Pelo contrário, se complementam. Repare que em nenhum momento Garibaldi desmente o Blog do BG nem garante dividir o mesmo palanque com Agripino. Na lógica do senador não é preciso estar formalmente na mesma coligação para ser aliado. Ficar em palanques diferentes pode ser uma boa jogada para suavizar as candidaturas oligárquicas.

Para compreender o caso é preciso visitar a história recente da política potiguar para entender que na aliança entre Garibaldi e Agripino tudo pode acontecer, inclusive eles já fizeram dobradinha em coligações diferentes, mas ocupando o mesmo palanque. Em 2018, pode acontece exatamente outro paradoxo: serem aliados em palanques adversários. Tudo dependerá da ocasião.

Isso mesmo!

Em 2010, a coligação do DEM com PMN tinha Rosalba Ciarlini candidata ao Governo, Robinson Faria de vice e Agripino ao Senado. A segunda vaga à Alta Câmara não foi preenchida. Eram tempos de PMDB de Henrique Alves (que estava no palanque de Wilma de Faria e Iberê Ferreira de Souza) e PMDB de Garibaldi (que estava com Rosalba).rosalba-baner-tres

O PMDB formou uma coligação com PR e PV nas disputas proporcionais, preenchendo apenas uma vaga para o Senado com Garibaldi e sem candidato ao Governo. Dentro desse trio partidário, cada um foi para o palanque mais conveniente e no final todo mundo se juntou após Rosalba tomar posse como governadora.

Garibaldi nunca rompeu com Henrique e isso era bem claro na campanha. Estavam formalmente juntos mesmo em palanques diferentes. Por que não pode acontecer com agora entre Garibaldi e Agripino?

Vale lembrar que na relação entre Garibaldi e Agripino embora estável politicamente nem sempre os juntou no mesmo palanque.

Mais uma vez volto à história para explicar. Após mais de 20 anos em lados diferentes da mesma moeda da nossa política oligárquica, Garibaldi e Agripino dividiram o mesmo palanque no segundo turno das eleições de 2004 em Natal. Luiz Almir acabou derrotado por Carlos Eduardo Alves que apesar do sobrenome estava afastado politicamente da família e alinhado com a então governadora Wilma de Faria.

A vitória de Carlos Eduardo foi um recado para os velhos caciques. Estava rompido o status quo da política potiguar que antagonizou Alves e Maia e reproduzia essas disputas em praticamente todos os municípios do Estado desde a ditadura militar. Para sobreviver politicamente era preciso um cruzamento entre bicudos e bacuraus, assim eles se uniram em 2006. O resultado levou Rosalba Ciarlini ao Senado e a projetou para ser governadora quatro anos depois. Mas Garibaldi conheceu a primeira derrota eleitoral da carreira na famosa “surra de saia” para Wilma de Faria.

Em 2008, mesmo aliados, Agripino e Garibaldi ficaram em palanques diferentes. O primeiro apoiou Micarla de Sousa e o segundo, à contragosto, esteve alinhado com Fátima Bezerra. Em 2012, Garibaldi apoiou Hermano Morais e Agripino Rogério Marinho.

De 2006 para cá, os velhos caciques só estiveram formalmente na mesma coligação em 2006 e 2016. Está claro que os dois podem muito bem ficarem em palanques diferentes sem necessariamente agirem como adversários.

Na política tudo é possível.

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Articulações políticas isolam José Agripino

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Quem diria? Que o senador José Agripino, presidente nacional do DEM, algoz de Dilma Rousseff, influente no governo de Michel Temer e político dos mais importantes do Rio Grande do Norte entraria o ano de 2018 excluído das negociações políticas.

Fragilizado com alta rejeição nas pesquisas e ameaçado por Zenaide Maia (PR) na disputa pelo Senado, Agripino não tem visto o nome vinculado a nenhuma das chapas que vem sendo montadas nas negociações políticas.

Há quem aposte que o senador está menos enfraquecido do que se imagina. Há quem garanta que ele forma um grupo de prefeitos no atacado e está deixando as negociações no varejo para quando as eleições estiverem mais próximas.

Na mesma proporção, mas em sentido inverso, se conversa discretamente sobre a possibilidade de sequer ser candidato a reeleição numa improvável resignação que lhe levaria a uma candidatura a deputado federal num rebaixamento político. Difícil acreditar nessa hipótese.

Até aqui ele tem se apegado à candidatura do prefeito de Carlos Eduardo Alves (PDT) ao Governo do Estado formando um palanque exageradamente tradicional, mas que pode ter um Garibaldi Alves Filho (MDB) se desgarrando e a má vontade do líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado resistindo em formar uma parceria política com tantos algozes de 2014.

Esta caminha para ser a eleição mais difícil para José Agripino. Mas não subestimem sua capacidade de superação. Quem apostar todas as fichas contra o líder demista pode se arrepender.

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Candidatura de Fábio Dantas ao Governo é articulada de cima para baixo

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O presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) e o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) são os fiadores da inclusão do vice-governador Fábio Dantas (PC do B) na lista de governadoráveis que não para de crescer.

O projeto em curso tenta ocupar um vácuo bem ao estilo “novo” travestido de velho. Nos bastidores as informações sobre as articulações são variadas e imprecisas, mas uma coisa é certa: o trabalho está sendo feito para valer. Se vai se converter em chapa nas convenções de julho só o tempo dirá.

Especulou-se que seria formada uma chapa Fábio Dantas para o governo tendo um vice indicado de Mossoró que seria o deputado federal Beto Rosado (PP) mais Garibaldi Filho (MDB) e o empresário Luís Roberto Barcellos preenchendo as vagas para o Senado.

A interlocutores Garibaldi bem ao seu estilo disse nunca ter sido conversado sobre esse assunto. Por Mossoró, a informação é que o ex-deputado federal Betinho Rosado descarta ver o filho vice.

Oficialmente Fábio Dantas está rompido com o governador Robinson Faria (PSD) alegando não ter condições de esperar pela decisão do chefe do executivo estadual de ir ou não à reeleição.

O destino do vice-governador deverá ser o PSB e o da esposa dele, a deputada estadual Cristiane Dantas (PC do B), o PPL. Segundo o Portal Agora RN, Ezequiel ofereceu a Fábio Dantas o apoio de 89 prefeitos e 14 partidos, formando um dos palanques mais poderosos do pleito de 2018. O próprio Ezequiel pode ser candidato ao Senado caso não avance a aproximação com Garibaldi.

Como se vê mais um projeto político de cima para baixo tenta se impor ao povo do Rio Grande do Norte.

É muita falta de sintonia com os anseios dos potiguares!

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Candidatura de Carlos Eduardo ao Governo é uma distopia política

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Carlos Eduardo pode formar chapa com Garibaldi e Agripino abrindo espaço para Álvaro Dias ser candidato a prefeito de Natal

O Brasil vive um momento de desejo profundo por mudanças. As manifestações nas redes sociais são invariavelmente no sentido de rejeitar os políticos tradicionais e seus parentes.

Trocando em miúdos: o povo cansou. É um cansaço que em vez de gerar revolta e manifestações de rua é expressado numa apatia política típica de nossa sociedade, mas ainda assim o ambiente não é bom para os grupos tradicionais.

O Rio Grande do Norte é um dos Estados mais presos ao sistema oligárquico no Brasil. Aqui Alves, Maias e Rosados (divididos ou juntos) ditam as cartas há mais de 60 anos.

Pouca gente percebeu, mas vivemos um período de hiato no poder desses grupos. Robinson Faria (PSD), com o apoio velado (e não velado) do rosalbismo, derrotou Alves e Maia e hoje é adversário das três oligarquias. O modelo de gestão dele foi tão igual ao dos seus antecessores tanto que ninguém nem notou que esse pessoal está longe do erário estadual.

A decadência do governo Robinson não favoreceu a ascensão dos grupos tradicionais, pelo menos por enquanto eles seguem merecidamente ignorados.

Os grupos tradicionais foram parcialmente rejeitados em 2014. Juntos perderam Governo e Senado, mas dominaram vagas na Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

Mesmo com a fragorosa derrota na eleição majoritária em 2014, os grupos tradicionais ignoram o sentimento do eleitor e trabalham para fazer uma chapa misturando Alves, Rosados e Maias, juntando a fina flor da velha política potiguar.

Carlos Eduardo Alves, o prefeito de Natal que andou atrasando salários, quer pintar como solução para substituir um governador que também atrasa salários. É um paradoxo difícil de entender e explicar ao (e)leitor. Filiado ao PDT e posando de diferenciado, ele começa a pôr a cabeça para fora para formar chapa ao lado dos senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM), que tentam a reeleição ao Senado. O trio sonha com um vice made in Mossoró com sobrenome Rosado.

É como se a política do Rio Grande do Norte ainda estivesse nos anos 1990 quando estes sobrenomes não sofriam resistência eleitoral de hoje.

Garibaldi e Agripino nunca tiveram intenções de voto tão baixas nas pesquisas como em 2018, mas seguem competitivos. Suas derrotas dependem de quem serão os oponentes. Em entrevista ao Conversa de Alpendre da TCM, o emedebista admitiu que essa será a eleição mais difícil da vida dele.

Na pesquisa do Instituto Consult, contratada pela FIERN, o eleitor mostrou-se disposto a mudar a nossa elite política e ignorar as orientações de prefeitos e cabos eleitorais. O problema é, repito, qual a alternativa a tudo isso que está aí?

A utopia do eleitor potiguar médio é mudar a classe política e seu modelo de gestão cansado, mas há um movimento remando no sentido contrário que sabe o caminho das pedras que levam aos votos e vitórias e isso pode levar o eleitor apático a sufragar votos em quem não quer por falta de alternativas.

A postulação de Carlos Eduardo Alves ao Governo do Estado é uma distopia política por representar o sentido inverso dos desejos dos eleitores potiguares, mas não pode ser subestimada.

Entenda: Utopia e distopia são dois conceitos que fomentam a discussão acerca da realidade. A utopia pode ser compreendida como a ideia de uma civilização ideal, imaginária, perfeita e, por isso, inalcançável.

A distopia ou antiutopia, por sua vez, é a antítese da utopia, apresentando uma visão negativa do futuro, sendo geralmente caracterizada pelo totalitarismo, autoritarismo e pelo opressivo controle da sociedade.

Fonte: www.estudopratico.com.br

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