Finalmente Zenaide se distancia de Agripino e Garibaldi

ZM

A deputada federal Zenaide Maia (PHS) finalmente apareceu em uma pesquisa abrindo alguma vantagem diante dos senadores José Agripino Maia (DEM) e Garibaldi Alves Filho (MDB).

Mesmo com a fragilidade eleitoral dos tradicionais líderes políticos, Zenaide vinha mostrando pouco gás para se descolar da dupla. A pesquisa Seta divulgada pelo Agora RN finalmente apontou ela se desgarrando dos dois.

Até a pesquisa de março, Zenaide Maia aparecia empatada tecnicamente com os dois oponentes na soma de primeiro e segundo voto. Ela subiu quase 4% e José Agripino caiu 3%. Agora Zenaide tem quase o dobro das intenções de votos do líder demista. Garibaldi Alves segue em segundo com pequena oscilação positiva.

As pesquisas para o Senado no Rio Grande do Norte têm mostrado uma disputa em aberto, principalmente pela baixa intenção de votos dos pré-candidatos.

Abaixo o desempenho dos principais candidatos comprando as pesquisas do instituto Seta:

 

Candidato Pesquisa de Março Pesquisa de Maio Diferença
Zenaide Maia 11,62% 15,2% +3,62%
Garibaldi Filho 10,52% 11,4% +0,88%
José Agripino 11,23% 8,3% – 2,93%
Geraldo Melo 4,41% 3,6% -0,81%
Magnólia Figueredo 1,3% 2,4% + 1,1%

 

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Assessoria de Carlos Eduardo explica que pré-candidato está afinado com Garibaldi

Foto de Garibaldi e Agripino juntos com Carlos Eduardo foram omitidas
Agenda de Garibaldi e Agripino juntos com Carlos Eduardo foi omitida

A assessoria de comunicação do pré-candidato ao Governo do Estado, Carlos Eduardo Alves (PDT), entrou em contato com o Blog do Barreto para informar que vai tudo bem com o senador Garibaldi Alves Filho (MDB).

Inclusive esclareceu que a agenda do último sábado em Assú (ver AQUI) foi cumprida em conjunto com Garibaldi e Agripino. O problema é que num determinado momento Garibaldi foi a uma rádio dar uma entrevista e Agripino e Carlos Eduardo se deslocaram para outro compromisso. Depois os dois foram para mesma emissora onde também deram entrevistas.

Nota do Blog: curiosamente nem a assessoria de Garibaldi nem a de Agripino registraram a agenda em conjunto.

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Agripino assume função de “apresentar” Carlos Eduardo Alves ao interior isolando Garibaldi

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Agripino leva Carlos Eduardo para perto de aliados em Assú

Não é interpretação deste operário da informação. É notícia enviada pela própria assessoria do senador José Agripino Maia (DEM) cuja manchete é “Agripino leva Carlos Eduardo Alves (PDT) para agenda política em Assu”.

Não se trata de mero oba-oba de assessoria de imprensa. Agripino andando com Carlos Eduardo sem a presença de Garibaldi está sendo um fato corriqueiro nessa pré-campanha.

Está cabendo ao líder nacional do DEM o trabalho de andar pelo interior do Estado com o ex-prefeito de Natal. As últimas agendas têm reunido uma dupla cada vez mais afinada.

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Garibaldi vai Assú no mesmo dia que aliados, mas faz agenda em separado

Percebe-se uma ausência do senador Garibaldi Alves Filho (MDB) nas agendas. Talvez tudo se explique pela propalada saúde frágil do presidente do MDB estadual. Certo? Errado. No mesmo dia em que demista e pedetista estavam em Assú Garibaldi também estava. Mas a agenda dele não era a mesma e sua assessoria divulgou isso também. Confira a manchete: “Garibaldi reúne diretório e correligionários do MDB de Assú/RN”. No texto não há qualquer menção a Carlos Eduardo Alves e a Agripino.

Agripino botou Carlos Eduardo embaixo do braço nos últimos dias. Garibaldi faz agenda separada da dupla.

Sinal de distanciamento político? A suspeita está no ar.

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Zenaide não consegue desgrudar de Agripino e Garibaldi nas pesquisas

Zenaide não consegue desgrudar de Agripino e Garibaldi nas pesquisas

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Considerada o nome em melhores condições de mandar José Agripino Maia (DEM) ou Garibaldi Alves Filho (MDB) para casa em 2019, a deputada federal Zenaide Maia (PHS) está estagnada nas pesquisas.

Há um ano a perspectiva era de que ela se desgarraria pelo menos de José Agripino com o passar dos meses. Mas a parlamentar segue no mesmo patamar de intenção de votos que a dupla. Sempre embolada com um empate técnico.

Veja como o quadro está inalterado comparando a última pesquisa de 2017, divulgada em 14 de dezembro pela Consult.

Garibaldi Alves Filho: 18,88%

Zenaide Maia: 15,24%

José Agripino Maia: 13,12%

O quadro em outra pesquisa, do Instituto Certus, divulgada em 6 de maio, mostra empate técnico.

Garibaldi Alves Filho: 12,59%

José Agripino Maia: 11,63%

Zenaide Maia: 8,23%

Geraldo Melo: 8,12%

Repare um agravante no desempenho de Zenaide na última pesquisa divulgada é que ela está tecnicamente empatada também com o ex-senador Geraldo Melo (PSDB), aposentado da política há 12 anos.

Como a soma de primeiro e segundo votos revelam baixas intenções de votos para o Senado temos uma sinalização de que o eleitor está dando um tempo para se posicionar em relação a esta disputa.

Até aqui Zenaide está longe de ser um “fenômeno” nem tirou vantagem do desgaste da dupla de caciques políticos. Muito pelo contrário, temos em curso uma disputa acirrada.

Não é fácil derrotar os dois maiores líderes do Rio Grande do Norte das últimas quatro décadas.

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O peso do histórico dos candidatos na construção dos projetos eleitorais para o Governo do RN

Wilma é exemplo de construção de trajetória até chegar ao Governo
Wilma é exemplo de construção de trajetória até chegar ao Governo

Se o eleitor potiguar quer o “novo” porque nomes com tanto tempo na política são os favoritos para o Governo do Estado? Muitas perguntas se abrem, explicações de todos os tipos surgem.

Enxergo dois fatores como primordiais: história e bandeira de luta. Não é mero acaso que nenhum candidato pintou com alternativa viável aos nomes de Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo Alves (PDT), que hoje polarizam a disputa pelo Governo.

Isso não acaso, repito. Há uma lógica recorrente nas eleições que balizam este comentário.

Fátima Bezerra está disputando eleições desde 1994. Foi deputada estadual duas vezes, disputou a Prefeitura de Natal quatro vezes, foi eleita deputada federal em três oportunidades e hoje é senadora.

Carlos Eduardo Alves foi prefeito de Natal quatro vezes, deputado estadual outras quatro vezes e disputou o Governo do Estado em 2010.

Para furar um cerco deste tamanho é preciso ter uma bandeira de luta, uma marca registrada. Quem se apresenta como alternativa até aqui não conseguiu ir além de bons discursos, como o deputado estadual Kelps Lima (SD). Faltou algo que pegue na veia junto ao povão.

Desde a redemocratização ninguém chegou ao Governo do Estado sem ter um passado político, talvez a única exceção seja Geraldo Melo cujo o único mandato antes de vencer em 1986 tinha sido o de vice-governador. Mas é preciso lembrar que do outro lado estava um João Faustino, a época, também sem um passado consistente. Estava apenas no segundo mandato de deputado federal.

Mas vejam os casos seguintes. Antes de ser eleito em 1990, José Agripino tinha sido prefeito de Natal, governador e senador. Em 1994 (reeleito em 1998) Garibaldi Alves Filho fora prefeito de Natal, deputado estadual por quatro mandatos e senador antes de chegar ao governo. Em 2002 (reeleita em 2006), Wilma de Faria (PSB) fora prefeita de Natal três vezes, deputada federal e disputou o Governo do Estado em 1994. Em 2010, Rosalba Ciarlini tinha sido prefeita de Mossoró três vezes e eleita senadora quatro anos antes.

O atual governador Robinson Faria (PSD) é um caso que mostra a necessidade de um certo lastro histórico antes de chegar ao Governo. Em 2006, ele sonhou com o Senado, mas não se viabilizou. Em 2010 quis ser governador, mas terminou vice de Rosalba. Robinson exerceu seis mandatos de deputado estadual, foi presidente da Assembleia Legislativa por oito anos e vice-governador. Só com após enriquecer o currículo ele realizou ao sonho de ser governador em 2014 quando conseguiu derrotar o poderoso palanque de Henrique Alves.

O eleitor pode até sonhar com o novo, mas ao se deparar com a história das alternativas prefere dar mais um tempo para elas e apostar nos nomes mais calejados.

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Geraldo Melo vira o “jabuti na árvore” das pesquisas

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O ex-governador Geraldo Melo (PSDB) deixou 12 anos de aposentadoria política e se anunciou candidato ao Senado. Mas curiosamente os institutos de pesquisa insistem em colocar o nome dele como postulante ao Governo do Estado.

Uma esquisitice que distancia da realidade o cenário delineado para a disputa pelo Governo do Estado. Geraldo está sempre lá “comendo” algo em torno de 7% das intenções de votos. Pouco, mas é algo que termina teoricamente atrapalhando o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) que está se tornando o principal nome do bloco conservador.

A exclusão de Geraldo nas sondagens para o Senado é uma “mão na roda” para os senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM). Além de estar no mesmo campo político da dupla, Geraldo almeja excluir um dos dois da chapa de Carlos Eduardo como resultado das negociações para acomodar o PSDB na chapa do ex-prefeito de Natal.

Geraldo não tem muita musculatura para um pleito majoritário por motivos óbvios, mas mesmo aposentado da política há 12 anos é capaz de atrapalhar como o “jabuti na árvore” das pesquisas. Ninguém sabe como ele foi parar numa postulação que rechaçou e parece não saber como colocá-lo na lista correta.

Daí se mede o quanto as oligarquias familiares estão fragilizadas.

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Garibaldi não passou mal por acaso ao saber da mudança de status da prisão de Henrique

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O ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Alves (MDB) deve ser libertado nas próximas horas. Na verdade, ele vai para uma prisão domiciliar em seu confortável apartamento em Natal.

Poderá receber algumas visitas cujo perfil será orientado em um despacho do juiz federal Eduardo Guimarães.

Conforme noticiou a jornalista Thaísa Galvão, o senador Garibaldi Filho (MDB), primo de Henrique, passou mal ao tomar conhecimento da decisão.

A emoção foi grande. Primeiramente pela motivação afetiva. Henrique e Garibaldi são o que a gente costuma chamar de “primos-irmãos”.

Mas politicamente eles são uma única entidade política. Henrique é o articulador e arrecadador dos recursos de campanha. Garibaldi o líder carismático e populista.

Sem Henrique, o MDB potiguar estava definhando a ponto de perder para o PSDB um de seus parceiros mais sólidos: o deputado estadual Gustavo Fernandes, filho do ex-deputado Elias Fernandes, nome ligadíssimo a Henrique.

Henrique estará em casa. Muito provavelmente não poderá receber visitas de ordem política, mas a relação afetiva com Garibaldi não levará um magistrado a impedir as visitações do senador ao primo. Isso fará uma grande diferença para Garibaldi, mas também afetará o jogo político. Henrique é muito mais criativo na formatação de alianças (o próprio Garibaldi reconhece isso) e terá mais mobilidade para entrar nas discussões.

Garibaldi teve uma dupla alegria: a afetiva e a política. Henrique estará mais próximo. Isso faz toda diferença.

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Palanque de Carlos Eduardo pode ter 4 ex-governadores e duas décadas de poder

Agora RN

O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT) decidiu no último fim de semana iniciar sua peregrinação pelo interior do Estado, ao lado do senador José Agripino, um dos seus potenciais companheiros de chapa, e já pleiteando o apoio da ex-governador Rosalba Ciarlini (PP). E confirmando a parceria entre Carlos Eduardo, Agripino, Rosalba e mais o senador Garibaldi Alves Filho (MDB), esse palanque poderá acumular quase 50 anos de gestão estadual, participando de forma direta ou indireta dos governos que se sucederam ao longo dos anos.

Contando apenas os anos que Agripino, Rosalba e Garibaldi comandaram o Estado, já se somam 17 anos de chefia do Executivo Estadual unido pela eleição do pré-candidato Carlos Eduardo Alves. Acrescentando a possibilidade de ter, ainda, o apoio do PSDB de Geraldo Melo, esse essa somaria fecharia com duas décadas de gestão estadual, agora, querendo lançar o nome do ex-prefeito como “opção” de renovação da chefia do Executivo Estadual.

Isso porque o PSDB tem, atualmente, o pré-candidato ao Senado Geraldo Melo, que assim como Agripino, Garibaldi e Rosalba, foi governador do Estado. Essa possibilidade, inclusive, foi ressaltada em análise do jornalista mossoroense e cientista social Bruno Barreto, que acompanhou boa parte das entrevistas que Carlos Eduardo concedeu enquanto esteve no Seridó.

Carlos tem como principais companheiros o primo Garibaldi e o senador José Agripino. Nas entrevistas oscilou entre dizer que os dois são ‘inamovíveis’ da chapa majoritária e o reconhecimento de que um dos dois pode cair fora da disputa para acomodar alguém de fora. O foco, logicamente, é o PSDB do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) e seu séquito de oito deputados estaduais. O nome do tucanato para a vaga seria o do ex-senador Geraldo Melo, que não disputa uma eleição há 12 anos”, analisou Barreto.

Para vice, a preferência é por um nome de Mossoró indicado pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP). A bola da vez é a ex-vice-prefeita Ruth Ciarlini (PP), que está fora da política desde 2012. Se já tem optado por um palanque pesado pelo desgaste, as alternativas apresentadas a Carlos Eduardo não propõem leveza nem ao menos um calço de jovialidade que sustente um projeto marcado pela união das três mais tradicionais oligarquias familiares da política potiguar. As alternativas apresentadas até aqui exalam um ‘cheiro’ da naftalina que ficava impregnado nas roupas que ficavam muito tempo nos armários de antigamente”, acrescentou o cientista social.

Alternância

Além de somar um palanque com quatro ex-governadores, os integrantes do grupo político do palanque do ex-prefeito, apoiaram outros nomes (alguns deles, familiares) quando não estiveram no poder. Pode-se dizer que essa alternância começou ainda em 1961, com o governador Aluizio Alves, tio de Garibaldi; continuou durante os governos Tarcísio Maia (pai de Agripino), Radir Pereira, Vivaldo Costa e Fernando Freire (vices de Agripino e Garibaldi) e não caiu nem durante a gestão Wilma de Faria, visto que parte desse palanque, como Garibaldi, Carlos Eduardo e Henrique, a apoiou durante alguns momentos de sua gestão.

Rompimento oficial mesmo com a máquina só ocorreu em 2014, quando o grupo foi derrotado pelo atual governador, Robinson Faria. Alias, o grupo inteiro não, uma parte dele, visto que, afirma-se, que Rosalba Ciarlini teria apoiado Robinson, extraoficialmente, com a intenção de derrotar o ex-aliado Agripino Maia.

Nota do Blog: este humilde operário da informação agradece ao Portal Agora RN pela citação.

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Acredite! Vereadores se reúnem com Garibaldi e Agripino para buscar verba federal para construção de praça

Vereadores pedem ajuda para construção de praça
Vereadores pedem ajuda para construção de praça

Seis vereadores de Mossoró estão em Brasília participando da Marcha dos Vereadores. É quase um terço dos 21 vereadores da cidade. Não à toa não tivemos votações essa semana na Câmara Municipal.

Ontem Petras Vinicius (DEM), Izabel Montenegro (MDB), Flávio Tácito (PPL), Ricardo de Dodoca (PROS), Manoel Bezerra (PRTB) e João Gentil (PSD) – o único que não aparece na foto – estiveram reunidos com os senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (MDB).

Na pauta, segundo a Assessoria de José Agripino, o pedido de uma praça em frente a uma escola particular situada na Avenida João Marcelino.

Parece brincadeira, mas não é. Seis vereadores saíram de Mossoró às custas do erário para pedir uma praça? Nem parece que a cidade está cheia de buracos, com iluminação precária, precisando credenciar um hospital novinho em folha ao SUS, que temos um rio poluído, etc… Sofremos com a violência, falta de medicamentos nas unidades básicas de saúde, violência e mobilidade urbana insuficiente.

Poderia ficar o dia inteiro escrevendo sobre o que é mais urgente em Mossoró do que construir uma praça ou reformar.

É essa a qualidade de representação que temos.

Foto: Assessoria do senador José Agripino.

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Zenaide Maia é a parlamentar mais “cara” da bancada do RN. Felipe Maia o mais “barato”

Zenaide é figura frequente em eventos religiosos no interior do RN
Zenaide é figura frequente em eventos religiosos no interior do RN
 Agora RN

Dezenas de assessores, apartamentos funcionais, altos salários. Essas não são as únicas “regalias” que os parlamentares federais têm direito. Há também a chamada cota indenizatória, que é a quantia disponibilizada pelo Congresso para o chamado “exercício da atividade parlamentar”. E para se ter uma ideia do montante público gasto com isso, só a bancada potiguar na Câmara dos Deputados, formada por apenas oito parlamentares, consumiu o total de R$ 12,3 milhões em apenas 3 anos e 3 meses de mandato.

A informação é do portal da transparência da própria Câmara e apresenta que a maior gastadora dessa cota é a deputada federal Zenaide Maia, que consumiu R$ 1,65 milhão da verba para exercer seu mandato parlamentar. Pré-candidata ao Senado e potencial parceira de Fátima Bezerra (PT), que também foi a maior gastadora da cota parlamentar na bancada potiguar no Senado (com pouco mais de R$ 1 milhão gastos no mesmo período), Zenaide Maia chegou a gastar R$ 61 mil só em junho, pagando, só em divulgação, mais de R$ 31 mil.

A lista dos mais gastadores continuam com Beto Rosado (R$ 1,64 milhão), Antônio Jácome (R$ 1,63 milhão), Fábio Faria (R$ 1,58 milhão), Rogério Marinho (R$ 1,58 milhão), Walter Alves (R$ 1,55 milhão), Rafael Motta (R$ 1,5 milhão) e Felipe Maia (R$ 1,17 milhão). Ou seja: o mandato mais “barato”, que foi o de Felipe Maia, custou quase meio milhão de reais a menos que os mais caros, como os de Beto, Antônio e da própria Zenaide.

E entre os custos principais dos deputados federais potiguares estão as despesas com passagem áreas e divulgação da atividade parlamentar. Em junho do ano passado, por exemplo, Fábio Faria chegou a pagar R$ 21,6 mil com viagens de avião, com mais de 50 registros fiscais apresentados a Câmara dos Deputados. As passagens chegaram a custar R$ 1,5 mil.

Nota do Blog: em outra reportagem, o Agora RN, registrou os custos dos senadores potiguares aos cofres públicos. José Agripino (DEM) custou R$ 991 mil  e Garibaldi Filho (MDB) R$ 869. Fátima já foi citada no texto acima.

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