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Rodrigo Codes reforça pré-candidatura à Reitoria da Ufersa

O professor Rodrigo Codes tem marcado presença destacando-se na mídia de Mossoró e Região nos últimos dias, divulgando a conquista das duas últimas cartas patente alcançadas pelo grupo em que integra na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e também, falando sobre a política institucional com a aproximação do processo eleitoral junto à comunidade acadêmica para a reitoria da instituição.

Rodrigo Codes venceu em 2020 para reitor da Universidade, sendo o mais votado nas três categorias – servidores docentes, técnico-administrativos e discentes – porém, o então presidente Jair Bolsonaro não considerou o processo democrático realizado na instituição e não o escolheu, dando início a uma crise interna pelo não reconhecimento da decisão tomada pela comunidade universitária.

Em entrevista concedida esta semana para o jornalista Saulo Vale, da rádio Rural de Mossoró e blog Saulo Vale, o professor Rodrigo Codes reforçou sua pré-candidatura à reitoria da UFERSA e apresentou o perfil do professor Nildo Dias, pré-candidato a vice-reitor, que irá compor a chapa com ele, formando assim, o que já carinhosamente vem sendo chamada pela comunidade ufersiana de #chapadaspatentes.

“O professor Nildo da Silva Dias do Centro de Ciências Agrárias é um grande pesquisador renomado nacional e internacionalmente, um nome de peso que irá somar na perspectiva de crescimento e avanços que almejamos realizar na nossa universidade”, destaca Rodrigo Codes.

Além disso, o professor Codes falou sobre os eixos norteadores de suas propostas, que incluem ações já dialogadas com as três categorias da universidade no Ensino, Pesquisa, Extensão e agora incluindo também a Inovação, com atenção especial para a busca de parcerias e investimentos que incluam o desenvolvimento de parques tecnológicos.

“Temos um ecossistema de inovação, chamado também de tríplice hélice – Universidade, governo e empresas e a Universidade precisa avançar muito nesse aspecto. A importância da conquista das cartas patente que nosso grupo conquistou, mostram a importância da pesquisa científica voltada para a solução de problemas que chegarão à sociedade. Assim, precisamos de políticas de empreendedorismo e inovação. É preciso fazer a articulação com todos os setores para que a universidade possa seguir esse caminho da inovação”, complementa Codes.

Nos próximos dias a comunidade ufersiana conhecerá o período de campanha para a escolha dos representantes à reitoria da universidade e acompanhará mais de perto as atividades e propostas dos professores Rodrigo Codes e Nildo Dias, para a UFERSA.

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Foro de Moscow 22 fev 2024 – A eleição da Ufersa: entrevista com Rodrigo Codes

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Ufersa registra sexta patente

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) alcançou mais um marco significativo no campo da inovação tecnológica, ao conquistar sua sexta patente, fruto de um esforço integrado, contando com o trabalho dedicado de um grupo comprometido de pesquisadores. O dispositivo em questão, intitulado “Morsa para Fixação de Enxerto para Testes de Tração em Máquina Universal de Ensaios EMIC”. O Morsa foi fruto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), do engenheiro Marcos Vinicius da Silva Lavor.

A peça foi projetada para auxiliar nos testes de tração em materiais, proporcionando uma fixação precisa de enxertos para avaliação da sua resistência. “Com a capacidade de aplicar forças de tração uniformes, o dispositivo oferece flexibilidade ao acomodar uma variedade de diâmetros de enxertos, seja através de fixação direta ou indireta”, explica o professor Rodrigo Nogueira Codes, do Centro de Engenharia e um dos nomes à frente da Pesquisa.

A conquista da patente é mais do que um marco isolado, é um reflexo do compromisso da Universidade e de sua comunidade com a inovação e o progresso coletivo. Para o professor Rodrigo Codes, a inovação, hoje, já pode ser considerada um quarto e essencial pilar, ao lado do ensino, da pesquisa e da extensão. “Cada patente não apenas representa um avanço tecnológico, mas também simboliza a concretização de ideias visionárias e o compromisso com o desenvolvimento da sociedade”, pontuou o professor.

Ainda o professor, o grupo está muito feliz e entusiasmado com tamanha conquista e com o deferimento de mais uma patente, nessa interface interdisciplinar que une Medicina e Engenharia. “A nossa segunda patente, que é a sexta da nossa Ufersa, foi o desenvolvimento de um dispositivo experimental que nos permite realizar o ensaio mecânico e simular a reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho e testar a fixação dos parafusos de interferência, que fixam o enxerto aos ossos do fêmur e da tíbia. E com isso realizamos diversos ensaios mecânicos que validam nossos modelos de parafuso em material bioabsorvível impresso em 3D, que foi o objeto da nossa primeira patente. Veja AQUI. Ficamos felizes em contribuir para o portfólio da UFERSA e, principalmente, com soluções inovadoras para nossa sociedade”, completa o professor que integra também o Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais.

O Professor Diego Ariel, outro nome à frente do estudo, enfatiza a importância da interdisciplinaridade, algo que, segundo ele, dá gosto se ver na Ufersa. “A interdisciplinaridade mostra toda a sua força quando unimos esforços oriundos da medicina, comigo e com a professora Lana Lacerda, por exemplo, com Engenharia, através do professor Rodrigo Codes. Nossa expectativa é que venham mais trabalhos e conquistas, a Ufersa merece”, afirmou. A parceria entre a Engenharia e a Medicina já rendeu seis TCCs e uma dissertação de mestrado, além de três trabalhos de iniciação cientifica.

Dentro desse processo, o professor explica a importância da pesquisa para o curso de Medicina”Nosso grupo de estudos de ortopedia/laboratório de cirurgia experimental da Ufersa desenvolveu algumas técnicas cirúrgicas. Todavia, antes de utilizar na prática em humanos, tivemos o cuidado de planejar testes mecânicos, para garantirmos que nossas técnicas seriam de fato efetivas. Daí a parceria com a engenharia, que permitiu a construção de um dispositivo de testes para verificar a eficácia de nossas técnicas cirúrgicas. Com isso, vieram TCCs, dissertações de mestrado, publicações em revistas científicas e, por fim, a patente para UFERSA do nosso dispositivo de testes”.

O Professor Ariel ainda destaca todo o trabalho discente relacionado à conquista, sobretudo o do discente Marcos Lavor, do curso de Engenharia Mecânica. “A universidade vem se destacando cada vez mais como um celeiro de inovação, fomentando o desenvolvimento e impactando positivamente a sociedade. A obtenção da sexta patente representa mais uma conquista simbólica para nossa Universidade, reafirmando o compromisso com a excelência acadêmica e a produção científica de alto nível”, opinou o professor Ariel.

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Análise

A crise na Ufersa e as duas linhas de atuação da oposição

Na crise permanente no ambiente da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) há um debate interno na oposição sobre o que fazer com a reitora Ludmilla Oliveira, que perdeu o título de doutora após ser acusada de plágio na tese.

Pela legislação ela deve ser destituída após romper todas as instâncias.

Há duas linhas de atuação.

A primeira é de colocar ela fora do cargo o mais rápido possível. Essa corrente é alinhada ao mais votado nas eleições de 2020, Rodrigo Codes, que tem meios políticos e morais para ser nomeado pró-tempore, caso a destituição leve em conta a chapa, que inclui a saída do vice-reitor Roberto Pordeus.

A segunda linha é mais cautelosa e prefere que os recursos sejam concluídos para tomar uma decisão via Conselho Universitário sem provocar instabilidade. A ideia é deixar a reitora “sangrando” e inviável na eleição do ano que vem. Essa corrente é alinhada ao segundo colocado de 2020, Jean Berg.

O futuro da Ufersa está à deriva.

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Reitores eleitos e não empossados lançam carta aberta “A democracia precisa prevalecer”

Codes e Arnóbio assinam documento (Fotomontagem: Blog do Barreto)

Um grupo de 28 reitores e vice-reitores eleitos e não empossados de institutos e universidades federais lançou uma carta aberta em defesa da democracia e da autonomia universitária que vem sendo desrespeitada pelo presidente Jair Bolsonaro.

O texto classifica os escolhidos pelo presidente como interventores:

Até que ponto uma intervenção pode sufocar e até mesmo levar à morte esses espaços educacionais que eram reconhecidos, anteriormente, apenas pela qualidade da formação dos Estudantes, pela inovação de suas práticas e pela capacidade e formação de excelência de seus Corpos Docentes e Técnico-Administrativos? A pergunta é pertinente, pois o clima de medo, a ameaça de punições arbitrárias e o adoecimento físico e mental de suas Comunidades são apenas algumas das formas já percebidas de respostas individuais e coletivas ao sufocamento lento, invisível e inaudível imposto pela atitude governamental antidemocrática.

No Rio Grande do Norte a Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) teve a terceira colocada na consulta à comunidade acadêmica transformada em reitora. No Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) hoje completa um ano que o professor José Arnóbio de Araújo filho venceu a eleição, mas está impedido de tomar posse por causa de uma liminar que sustenta com base numa Medida Provisória que caducou.

A situação impacienta professores do IFRN como Tales Augusto que ontem interpelou o reitor pró-tempore Josué Moreira (confira no vídeo abaixo):

Arnóbio e o reitor eleito da UFERSA Rodrigo Codes assinam o documento.

CONFIRA A CARTA A DEMOCRACIA PRECISA PREVALECER – CARTA ABERTA DAS REITORAS E DOS REITORES_DIRETORES ELEITOS E NÃO EMPOSSADOS

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Reportagem

Eleições da UFERSA: candidato mais votado ganhou, mas pode não levar

Rodrigo Codes pode ter sido o mais votado, mas nomeação dependerá dos bastidores (Foto: cedida)

Ser o mais votado numa eleição de universidade sempre foi motivo para comemorar com os apoiadores. Hoje não é mais. O envio de uma lista tríplice que antes era uma mera formalidade para o presidente nomear o reitor preferido pela comunidade acadêmica se tornou um momento de nova disputa de bastidores.

É assim que está a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). A situação é esquisitíssima. O primeiro colocado, Rodrigo Codes, adota uma postura de cautela. O segundo da lista, Jean Berg, conformou-se com o resultado. Quem realmente está comemorando é quem ficou em terceiro com quase metade dos votos recebidos pelo vencedor da consulta a comunidade acadêmica. Ludimilla Oliveira ficou empolgada ao receber o resultado.

Embora não fosse uma bolsonarista declarada, ela se beneficia com o fato de Rodrigo Sérgio (último colocado) ter ficado em último lugar e fora da lista de possíveis reitores.

Lidimilla é evangélica (fator que agrada o presidente Bolsonaro) e teve como vice o professor Roberto Pordeus, bolsonarista declarada.

Na campanha quando buscava apoios ela sempre frisava que tinha trânsito livre em Brasília e proximidade com os militares nas conversas em busca por apoios.

O jogo da terceira colocada agora é nos bastidores onde o primeiro e o segundo colocado não possuem a mesma força por serem acusados de “esquerdistas” pelo bolsonarismo ufersiano.

Dos três nomes que integram a lista, somente Ludimilla evitou afirmar que só assumiria a reitoria se fosse a mais votada. Muito pelo contrário, ela já deixou claro que aceita o cargo, Ela sabia que poderia perder e lavar.

Os influentes

O Blog do Barreto vem alertando desde o ano passado o que estava por vir na eleição da UFERSA. A articulação já vinham sendo feita e só não foi mais bem sucedida porque ao contrário de anos anteriores foram lançadas cinco candidaturas que serviram de barreira para que um bolsonarista escancarado chegasse a lista tríplice.

A alternativa que restou é a de Ludimilla.

O exemplo do golpe no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) é um exemplo claro do que está por vir. Certamente o deputado federal General Girão (PSL) será figura influente. Ele já morou em Mossoró e tem relações com a UFERSA. Como da outra vez será influente. Outros dois nomes podem exercer algum peso na indicação do novo reitor desrespeitando a ordem da lista tríplice: o ministro das comunicações Fábio Faria (PSD) e o ministro do desenvolvimento regional Rogério Marinho (PSDB). Não duvide que o deputado federal Beto Rosado (PP) entre na parada num momento em que Bolsonaro se aproxima do centrão. O parlamentar mossoroense tem ligações afetivas com a UFERSA.

“Golpe Branco”

Sofre esse tipo de manobra não é novidade na UFERSA. Em 1991, quando ainda era a Escola Superior de Agricultura de Mossoró, a instituição viveu o chamado “Golpe Branco” quando o segundo colocado na eleição, Joaquim Amaro, foi nomeado no lugar do primeiro colocado José Torres Filho.

Há meses a universidade convive com a possibilidade de história se repetir.