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Foro de Moscow 28 fev 2024 – A reação do Governo à ameaça de impeachment

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Análise

Allyson muda postura com Lula no poder e passa omitir parcerias com Governo Federal

Começou a obra do Anel Viário que liga as BRs 110 e 304, um dos mais importantes empreendimentos de mobilidade urbana da história de Mossoró. Do ponto de vista político chama atenção o comportamento do prefeito Allyson Bezerra (União).

Se nos tempos de Jair Bolsonaro (PL) ele fazia questão de exaltar a parceria com o Governo Federal com Lula (PT) ele faz questão de omitir a parceria. Quem vê a divulgação nas redes de Allyson e nos canais oficiais do município pensa que a obra orçada em mais de R$ 67 milhões não conta com a parceria do Governo Federal através da Caixa Econômica e do Ministério das Cidades.

Por mais que se alegue que ele conseguiu orçar a obra ainda na gestão de Bolsonaro foi com Lula que o dinheiro saiu. Allyson nem pode dizer que a ideia é dele.

A ligação entre as BRs é um sonho antigo do povo de Mossoró e foi discutida em gestões anteriores, o que não tira o mérito do prefeito.

Feio mesmo é não citar o atual presidente como fazia com o antecessor, mas a obrigação legal de colocar a Caixa, o Governo Federal e o Ministério das Cidades na placa da obra está aí para evidenciar a picuinha.

Allyson sempre se perde com essa pequenez política.

 

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Paulinho Freire se alinha ao bolsonarismo e assina impeachment de Lula por fala crítica a Israel

O deputado federal Paulinho Freire (União) mandou a moderação às favas e decidiu se alinhar ao bolsonarismo mais escrachado e assinou o pedido de impeachment do presidente Lula (PT) sugerido pela deputada Carla Zambelli (PL/SP), aquela que percorreu ruas de São Paulo apontando arma para um jornalista negro na véspera do segundo turno de 2022.

Paulinho seguiu a linha de entendimento de que ao criticar o massacre que Israel promove contra o povo palestino, Lula incitou guerra com país estrangeiro, o que seria crime de responsabilidade.

“As declarações do presidente Lula não apenas comprometem a dignidade de um momento histórico de profunda tristeza e sofrimento, mas também colocam em risco as relações diplomáticas com Israel e ofendem a comunidade judaica mundial,” disse Paulinho à Tribuna do Norte ao justificar a posição.

Apesar de ter votado a favor em 60% das proposições do governo Lula, Paulinho decidiu seguir a linha radical dos deputados General Girão e Sargento Gonçalves, os “bolsonaristas raiz” da bancada potiguar.

Paulinho terá o apoio do senador Rogério Marinho (PL), líder do bolsonarismo no Rio Grande do Norte, na eleição para prefeito de Natal deste ano.

 

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Análise

Quem diria? Rosalba tenta colar no PT em busca de impulso político

No domingo, durante a visita do ministro da justiça Ricardo Lewandowski a Mossoró para acompanhar as buscar pelos fugitivos do presídio federal uma presença surpreendeu: a da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP).

Ausente do debate público nos últimos anos, Rosalba estava lá ao lado de um ministro do presidente Lula, da governadora Fátima Bezerra e da deputada estadual Isolda Dantas.

Rosalba estava colando no PT, um partido que sempre combateu e que sempre lhe fez oposição. O mais irônico é que por anos ela espalhou a teoria da conspiração de que a violência (hoje em declínio) aumentou em Mossoró por causa do presídio federal.

Nada sério foi publicado que sustentasse as afirmações de Rosalba. Era só cortina de fumaça para esconder a incompetência do próprio governo.

Após flertar com o bolsonarismo e insinuar na campanha de 2018 que o PT teria envolvimento com a facada desferida em Jair Bolsonaro no dia 6 de setembro daquele ano, Rosalba agora tenta retomar fôlego eleitoral colando no PT para tentar se viabilizar como principal adversária do prefeito Allyson Bezerra (União) nas eleições deste ano.

Rosalba tem uma tarefa ingrata ao escolher esse caminho. A afinidade com o PT é negativa. A resistência a seu nome no campo progressista é enorme e mesmo o desgaste de Allyson com esse segmento não gerou saudades da “Rosa”.

O passado de Rosalba condena. Mas ela vai tentar colar no PT para se alavancar, quem diria?

 

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Bancada federal: aliados de Lula celebram operação que revela trama golpista de Bolsonaro. Bolsonaristas falam em perseguição

Os aliados do presidente Lula (PT) que integram a bancada federal do Rio Grande do Norte celebraram a Operação Tempus Veritatis realizada ontem pela Polícia Federal para apurar a trama golpista liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O deputado federal Fernando Mineiro (PT) escreveu no X (antigo Twitter) que as revelações de como Bolsonaro tramou um golpe de estado demonstram o tamanho do feito de Lula ao vencer as eleições de 2022.

“Tudo que está sendo revelado hoje reforça a grandiosidade da eleição de Lula em 2022. Foi todo esse esquema que está sendo cada vez mais detalhado, com apoio da maioria da população, que derrotamos o bolsonarismo democraticamente nas urnas”, frisou.

Ele ainda comparou o comportamento da mídia com as operações do passado, quando o alvo era o PT. “Pensando aqui em uma diferença importante dos tempos de hoje com o do passado recente: não tem helicóptero de nenhuma emissora de tv acompanhando a Operação Tempus Veritatis”, lembrou.

A deputada Natália Bonavides (PT) compartilhou vária informações sobre a operação da Polícia Federal e numa delas avaliou que “o partido de Bolsonaro tem relação íntima com a investida golpista. Além dele, vários assessores são investigados”.

Já entre os parlamentares bolsonaristas o tom foi de lamento. O senador Rogério Marinho (PL) gravou um vídeo tentando levantar suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. “Como pode alguém que é vítima patrocinar o inquérito?”, questionou. “A perseguição política sob o disfarce de justiça ameaça a democracia. A ação da PF contra membros do PL e da oposição é mais um ataque à nossa Constituição. É essencial que a sociedade e o Congresso se unam em defesa do reequilíbrio entre os Poderes e da retomada da normalidade democrática, frente às excepcionalidades que atentam nossa legislação”, escreveu na legenda.

O deputado General Girão (PL) se limitou a compartilhar o vídeo do senador e escrever na legenda que endossa as palavras de Marinho. “Lamentamos por tudo isso que está acontecendo e pela espetacularização de mais uma operação no bojo de um inquérito dos atos antidemocráticos. Como irmão de farda, minha solidariedade aos Militares e a certeza de que não devem nada à justiça pelo juramento que fizeram em defesa da Pátria”, complementou.

O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) foi ainda mais discreto se limitando a abordar o assunto nos stories do Instagram afirmando existir uma perseguição política à direito. “A ‘polícia política do STF’ está perseguindo quem tem posição política ideológica diferente do sistema”, disse em um vídeo. “Não é por conta de corrupção”, acrescentou.

Os demais membros da bancada federal não comentaram o assunto.

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Lula em um ano de resistência democrática

O desfecho de 2023 é o melhor possível para o presidente Lula (PT) dentro das possibilidades dadas ao governante. Ele iniciou a gestão enfrentando um golpe de estado que fracassou muito mais por falta de apoio externo do que por desinteresse da elite nacional.

Lula conseguiu reagrupar a institucionalidade oferecendo estabilidade e previsibilidade. Dialogou com militares, mercado, judiciário e parlamento.

Não venceu sempre, mas conseguiu muito para tamanho cenário hostil.

Lula resgatou o Brasil no cenário internacional após uma quadra histórica na condição “pária”.

O presidente encerra 2023 com arcabouço fiscal aprovado, reforma tributária tirada do papel após décadas, com inflação baixa, desemprego em queda, programas sociais retomados e a democracia preservada.

Impossível afirmar que o desempenho do presidente foi ruim. Isso é trabalho para bolsonarista fanático.

Só pela resistência democrática o ano de Lula já valeu a pena.

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Foro de Moscow 28 dez 2023 – Um balanço de 2023 na política

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Com Lula no poder, Styvenson muda postura em relação a transparência em votos para ministros do STF

O senador Styvenson Valentim (PODE) foi eleito prometendo transparência absoluta ao longo do mandato, inclusive revelando os votos em eleições secretas.

Foi assim que fez nas escolhas de Nunes Marques e André Mendonça, nomes indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para Supremo Tribunal Federal (STF).

No primeiro caso votou contra. No segundo a favor.

No governo Lula da Silva (PT), o senador mudou a postura. Escolheu o mistério. Não revelou o voto nem na indicação de Cristiano Zanin nem na de Flávio Dino.

Uma mudança de comportamento que chama atenção.

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Foro de Moscow 20 dez 2023 – Brasil supera Canadá e é 9ª maior economia

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Styvenson faz mistério sobre indicação de Dino. Ele diz ter vídeo votando, mas não divulga

O senador Styvenson Valentim (PODE), cujo discurso é o de transparência absoluta na política, até agora não disse se votou ou não a favor da indicação de Flávio Dino para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Questionado pelo Blog do Barreto em conversa no WhatsApp na última sexta-feira, o senador fez mistério. “Então vcs estão livres pra especular até arriscar como votei. Lembre-se voto secreto e falar nas redes sociais que votou não ou sim só tem como garantia a palavra do senador, vc confia na palavra de “políticos” kkkkk meu voto eu provo”*, declarou.

O senador disse que tinha um vídeo do momento do voto e que ainda não tinha publicado. No sábado, o editor do Blog questionou nas redes sociais a não publicação do vídeo e o senador respondeu nos comentários prometendo postar o que não fez até o momento.

“Bruno o mistério é bom pq tô curioso para saber como será a opinião das pessoas sobre o voto secreto kkkk. Será que a política mudou mesmo pq eleitor passou a acreditar no que alguns “políticos” apenas dizem nas redes sem provar ???? Então tenho os vídeos desde da primeira votação de autoridades quando assumi o cargo. Então jaja posto mas antes vamos curtir o Mistério e arriscar o palpite sobre meu voto. Será que vocês vão acertar ? Arrisca aí . Jaja posto o vídeo e acabo com as especulações”**, afirmou.

Esta é a segunda vez que Styvenson fica em silêncio em indicações de ministros do STF. Na indicação de Cristiano Zanin, no meio do ano, ele também não se posicionou.

No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Styvenson anunciou que votou contra a indicação de Nunes Marques e a favor da de André Mendonça.

Zenaide e Marinho

Nas indicações da atual legislatura a senadora Zenaide Maia (PSD) deixou claro o voto a favor das indicações de Zanin e Dino e Rogério Marinho (PL) os votos contrários aos nomes apresentados pelo presidente Lula da Silva (PT).

*Grafia original da conversa em que não foi pedido off.

**Grafia original do post nos comentários do Instagram.