Atrasos salariais tendem a aumentar em 2018

Greves devem se intensificar com atrasos salariais

A chegada de 2018 não trará esperanças de melhorias para os servidores estaduais. A tendência é de que o Governo do Estado atrase ainda mais salários ano que vem.

A previsão é de que o governador Robinson Faria (PSD) entregue o poder ao sucessor com até cinco meses de salários atrasados.

A informação é da mesma fonte que nos garantiu em abril que chegaríamos a dois meses de atrasos no final de 2017 (ver AQUI). Tudo se confirmou, infelizmente.

Só há uma solução para evitar a tragédia dos atrasos salariais: aporte financeiro. Simplificando: vai ter que entrar um extra no erário estadual.

Mais greves serão invitáveis.

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O guloso judiciário abocanha privilégios enquanto servidores do RN vivem dias de mendicância

Judiciário sustenta privilégios em cima de quem não tem o que comer
Judiciário sustenta privilégios em cima de quem não tem o que comer

Ineficiente e guloso. Esse é o judiciário do Rio Grande do Norte. Tão indiferente ao sofrimento do povo quanto caro, nosso Tribunal de Justiça esbanja competência na hora de agregar regalias aos já polpudos salários dos magistrados. Enquanto isso, os servidores do executivo que salvam vidas, garantem a arrecadação do Estado e educam as gerações futuras vivem dias de mendigos tendo que pedir e lutar por um prato de comida.

No judiciário as conquistas são através do consórcio com a elite política. O Tribunal de Justiça que alega suspeição para não julgar o presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira (PSDB) é o mesmo que rejeita denúncia contra Getúlio Rego (DEM), deputado estadual que admitiu ter um servidor fantasma em seu gabinete. Enquanto isso, o parlamento não rejeita nenhuma das vantagens pedidas pelo nosso luxuoso judiciário.

O TJ não pensa duas vezes antes de determinar que o Governo do Estado repasse R$ 19 milhões ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), mas não determina que os salários sejam pagos em dia aos servidores da base. Tudo dá certo entre eles.

No momento em que os servidores da saúde e professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) vão à luta, ocupando o prédio da Secretaria Estadual de Planejamento (SEPLAN), 195 magistrados recebem auxílio moradia retroativo totalizando quase R$ 40 milhões do contribuinte. Essa grana seria suficiente para evitar as greves por salário em dia.

Só isso mostra o mundo à parte em que a turma da toga vive. Não é para menos. Eles possuem carros com motoristas, seguranças e sobra dinheiro para bancar educação dos filhos. Não precisam do Estado para nada, a não ser para pagar seus salários e mordomias. Enquanto isso, o barnabé comum é obrigado a receber spray de pimenta em confronto com a polícia apenas porque deseja o básico: receber em dia.

Não tem como não se revoltar em saber que juízes que tem dinheiro de sobra nas contas recebem auxílio moradia que chegam a R$ 211 mil.

O servidor honesto, que nunca recebeu qualquer vantagem indevida e perde o sono por causa das dívidas fica revoltado em saber que Osvaldo Soares da Cruz (R$ 178.208,01) e Rafael Godeiro Sobrinho (R$ 158.047,35) receberam auxílio moradia. Para quem não lembra eles foram denunciados por desviarem R$ 14 milhões em precatórios na Operação Judas. Como punição foram aposentados.

Enquanto uns lutam por um prato de comida, outros luxam. Nosso sofrido elefante é guiado por uma nada republicana elite patrimonialista.

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Cinco nomes para o Governo do RN e nenhuma esperança

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O Rio Grande do Norte tem dois candidatos declarados ao Governo do Estado: Clorisa Linhares (PSDC) o desembargador Cláudio Santos (sem partido). Existem mais três nomes que são esperados na disputa: o prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), a senadora Fátima Berra (PT) e o governador Robinson Faria (PSD).

Vereadora Clorisa LinharesClorisa foi a primeira a colocar a cabeça para fora pondo em prática a máxima de quem é coxo parte cedo. A vereadora de Grossos foi escolhida pelo PSDC e vai se movimentando, mas até não é muito clara a solução que ela tem para o Rio Grande do Norte.

Já Cláudio Santos tem um viés liberal e já pôs isso em prática quando presidiu o Tribunal de Justiça. Acabou ficando marcado por ter cortado direitos dos servidores e por defender a privatização da UERN. Ele andou se aproximando dos políticos tradicionais e de empresários, mas garante ter um grupo que lhe apoia.carlos_eduardo_prefeito_de_natal_al-750x498

Carlos Eduardo tem muito contra si embora seja com folga o melhor nome dos grupos tradicionais, por ora unidos, mas tem muito problemas para pôr o bloco na rua ano que vem. Primeiro a palavra empenhada nas eleições de 2016 de que não seria candidato ao Governo do Estado; segundo pelos problemas que enfrenta na Prefeitura de Natal onde atrasa salários, coisa que nem Micarla de Sousa ousou fazer. Sem contar outros problemas como a baixa popularidade.

2012031484519_Fátima-Bezerra-1303A senadora Fátima Bezerra lidera todas as pesquisas, mas ninguém da esquerda deve se iludir: é uma dianteira frágil e dependente da candidatura ou não do ex-presidente Lula. A senadora terá dificuldade de penetrar no eleitor de classe média influenciado pelo forte antipetismo em voga. Além disso, Fátima terá o desafio de apresentar um projeto consistente que trate de ajuste nas contas públicas sem tirar direitos dos servidores conforme prega a cartilha neoliberal para solucionar crises.

Robinson Faria já nos apresentou na prática seu desastroso estilo de governar. Se tentar a reeleição tem tudo para repetir Francisco José Junior e ser candidato contra a lógica da política.

Há outros nomes que podem surgir do meio empresarial e dos partidos menores, mas nada até aqui com alguma consistência e capilaridade midiática.

Ainda não surgiu um nome que consiga caber na mesma frase que a palavra esperança sem soar risível para o eleitor mais informado. O Rio Grande do Norte caminha para mais um pleito onde vamos eleger um governador na base do engodo + decepção.

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Candidatura de Cláudio Santos ao Governo é uma realidade

Cláudio-Santos

 

 

Ao menos para o desembargador Cláudio Santos o projeto de disputar o Governo do Estado é uma realidade. O projeto está definido e a candidatura deverá ser lançada em fevereiro. A decisão foi tomada na segunda-feira, de acordo com o magistrado.

Em conversa com o Blog do Barreto Cláudio Santos declarou que não vai definir um partido até se aposentar. A escolha da agremiação será em março.

Até o tema da campanha está definido: “Quem for comigo nem vai atrás ou na frente, vai ao lado”.

Cláudio Santos não tem espaço nos grupos tradicionais que já definiram o nome do prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) nem junto ao governador Robinson Faria (PSD) muito menos com a esquerda que deverá lançar a senadora Fátima Bezerra (PT) para o Governo do Estado.

Com um discurso liberal, ele pode ser o nome do grupo empresarial que estuda o lançamento de uma candidatura. O problema, para Cláudio, é o flerte deste mesmo agrupamento com a turma da política tradicional.

 

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A Metrópole do Futuro se reencontra com o passado

veja-mossoro-28Setembro de 2010, Mossoró aparece como uma das 20 Metrópoles do Futuro em uma reportagem caça níquel da Revista Veja. Eram as cidades de médio porte com potencial para o desenvolvimento.

A matéria sobre Mossoró, apesar do tom festivo, alertava em seu título: “A saída é o pós-sal”. O “Leão do Nordeste”, conforme a legenda, não rugiu e virou um gatinho preguiçoso que ignorou a dica da Revista Veja.

Na época a capital do Oeste vivia um boom imobiliário, a Petrobras ainda tinha forte presença e as universidades eram pujantes. De tudo sobrou apenas a força conjunta da UERN, UFERSA e instituições de ensino superior privadas, além do sal e suas oscilações provocadas pelo clima.

A então prefeita Fafá Rosado (na época no DEM) torrou alguns milhares de reais do erário em propaganda anunciando a “Metrópole do Futuro”. O problema é que o futuro chegou e nós estamos na verdade retrocedendo ao passado, reforçando a máxima de vivemos na “Cidade do Já Teve”.

Em 2010, por exemplo, os pedintes não eram tão comuns como hoje nas calçadas do Centro de Mossoró. Mas temos outros exemplos: o turismo nunca se desenvolveu como prometido. Nosso aeroporto a cada ano reduz seus status junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Quer mais? As agências do Banco do Brasil fecham as portas nos finais de semana (somente a da Praça Vigário Antônio Joaquim disponibiliza os caixas).

Hoje não temos futuro porque a violência nos coloca num ambiente primitivo onde a força da lei não tem qualquer valor. A Petrobras reduziu investimentos e prepara o caminho para deixar não só Mossoró, mas o nosso Estado.

Na época da histeria futurista parcas vozes sensatas alertaram que a propaganda oficial era apenas ufanismo porque Mossoró não estava se preparando para ser metrópole de nada e o crescimento não passava de uma bolha prestes a estourar. Não era para menos: não existia, como não existe hoje, obras de infra-estrutura.

O problema é que a bolha explodiu da pior forma possível com a violência e retrocesso econômico. Sete anos depois Mossoró falhou por não ter tido a capacidade de ser discutida e planejada. A classe política se acomodou na abundância e não pensou em alternativa. Lembro que na época raros nomes falavam em pensar a cidade para o futuro.

Hoje a cidade paga um duro preço por ter se rendido ao oba oba institucional. A sociedade mossoroense insiste em repetir os mesmos erros ao não se mobilizar. Parece preferir se entregar ao engodo da propaganda oficial.

A “Metrópole do Futuro” voltou ao passado.

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Ação no STF pode abrir brecha para parlamentarismo sem aval popular

Está nas mãos do ministro do STF Alexandre de Moraes a ação que autoriza o Congresso Nacional a mudar o sistema de Governo. A iniciativa abre para implantar o parlamentarismo ou semipresidencialismo trucidando decisão do povo em favor do presidencialismo tomada em dois plebiscitos (1963 e 1993). Esse foi o tema do nosso comentário de hoje no Bom Dia Mossoró na TCM.

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Degradação humana diária na Leste Oeste

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Estou profundamente incomodado com algumas cenas de degradação humana que vejo diariamente no semáforo da Avenida Leste/Oeste. São seres humanos destruídos pelas drogas mendigando para manter o vício.
 
O insensível dirá: “pelo menos não estão roubando”.
 
O problema é muito mais sério do que o celular tomado pela violência. São vidas sendo destruídas pela maldição do crack. O poder público ignora olimpicamente a situação de risco desses jovens que perambulam naquela área principalmente pelas madrugadas.
 
Droga é problema de saúde pública e é a provocadora de boa parte da violência que nos assola.
 
Uma tristeza!
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