Cidadania em Mossoró surfa na hipocrisia e faz turismo fora da realidade

Cada surfe de Francisco José Junior era motivo de piadas. A viagem da prefeita é um silêncio sem graça
Cada surfe de Francisco José Junior era motivo de piadas. A viagem da prefeita é um silêncio sem graça

Mossoró é um lugar estranho. Parece um romance de realismo fantástico escrito por Gabriel Garcia Marquez. Entre dezembro de 2013 e dezembro de 2016 a cidade viveu um surto de cidadania em que cada passo da gestão municipal era fiscalizado e denunciado com fervor nas redes sociais. Era uma cruzada moralista impressionante.

Pura hipocrisia, infelizmente!

Quer um exemplo? Eu dou.

Quando prefeito, Francisco José Junior era ridicularizado porque tem como hobby surfar. Era como se eu, você e os críticos da gestão dele não tivessem algum passatempo nos momentos de folga.

Cada surfe dele recebia uma sequência interminável de posts nas redes sociais, memes com piadas de mau gosto e críticas na mídia.

Agora, a prefeita Rosalba Ciarlini faz turismo pela Europa e Ásia numa viagem suntuosa em momento de crise tão grave quanto nos tempos do antecessor. A mídia faz silêncio, não há memes nem muito menos críticas.

Nem parece que a viagem da prefeita impediu o retorno das atividades da Câmara Municipal, atrasando a votação do reajuste do piso dos professores.

O silêncio sobre a vigem da prefeita surfa na hipocrisia de quem tolera tudo da chefe do executivo municipal, mas não aceitava nada do antecessor. O prefeito surfista não é diferente da prefeita turista ainda mais se a crise parece crônica.

A cidadania em Mossoró faz turismo fora da realidade de uma cidade que segue com os mesmos problemas de sempre. Em tempo: na Escola Municipal Genildo Miranda, localizada na Comunidade de Alagoinha, os pais não estão levando os filhos para aulas quando chove alegando que as paredes dão choque.

Os dois pesos e duas medidas não são apenas da imprensa, mas também de uma sociedade que só é cidadã quando não gosta de quem está no poder.

O pau que não bate na Rosa, batia em Francisco.

Nota do Blog: escrevo esse texto com a autoridade moral de quem critica a mídia natalense por ser muito mais branda com o governador Robinson Faria do que nos tempos de Rosalba Ciarlini.

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Robinson escolhe polarizar com Carlos Eduardo e ignora Fátima

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O governador Robinson Faria (PSD) tem chances remotas de ser reeleito em 2018, mas pelo visto já escolheu quem quer ver derrotado no pleito deste ano: o prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT).

Os ataques são constantes e por várias frentes. Estratégico, o governador não abre a boca no duelo verbal. Terceiriza o trabalho. Ora usa a mídia parceira, ora coloca o bambino Fábio Faria (PSD), quando decide dar as caras no Rio Grande do Norte, para atacar Carlos Eduardo.

A mídia faz o trabalho mais duro atacando o vice-prefeito de Natal Álvaro Dias (MDB), maquinista do fantasmagórico “trem da alegria” da Assembleia Legislativa quando presidiu a casa nos anos 1990. Álvaro além de ter dez parentes nos quadros da casa, assinou os atos secretos cujos questionamentos se arrastam como almas penadas acorrentadas pelos corredores do judiciário.

Álvaro Dias é a pedra no sapato do projeto político do prefeito de Natal. O caicoense é um vice-prefeito prestes a ser promovido ao comando da capital do sofrido elefante sem qualquer identidade política com a cidade e tem o nome marcado por esses escândalos.

Carlos Eduardo, por sua vez, não tem usado subterfúgios, muito embora não ataque diretamente o governador. Ele preferiu ir ao Twitter detonar um jornal da capital.

Enquanto isso, a senadora Fátima Bezerra (PT), que lidera as pesquisas com baixa intenção de votos, vem sendo poupada do duelo político. Bom para ela assistir de camarote potenciais rivais brigando na mídia. Em outro cenário essa eventual polarização seria ruim para a petista, mas como se trata de governantes com baixa popularidade ser ignorada é um ótimo negócio.

EXEMPLO

Em 2002, Lula deitou e rolou vestindo a fantasia de “Lulinha paz e amor” enquanto José Serra e Ciro Gomes se atacavam para ir ao segundo turno.

O resto da história todos conhecem. Repeti-la no Rio Grande do Norte é outra história que ainda estar a ser escrita.

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“Baixaria” deve dar o tom na campanha de 2018 no RN

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O eleitor potiguar está cansado das mesmas propostas inexequíveis de sempre. A verdade que restará aos candidatos ao Governo do Estado será a desconstrução dos adversários que o “povão” costuma chamar de “baixaria”.

Antes de dar sequência ao texto, é preciso compreender, sem puritanismo político, é preciso entender que a desconstrução dos adversários pertence ao processo eleitoral com legitimidade.

É importante para o eleitor saber os “podres” dos candidatos. Não vale mentiras, logicamente. Aí é um caso para ser discutido em nível de Justiça Eleitoral com o eleitor fazendo a parte dele com a devida censura nas urnas.

Há em curso um embate político de ataques fomentado na mídia natalense formatando uma polarização entre o prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) e o governador Robinson Faria (PSD). Cada um deles com o próprio aparato de mídia ao seu lado ataca sem dó (farei um texto específico sobre esse assunto).

Temas incômodos são exumados para constranger um e outro. Novidades também aparecem. Já sobrou até para o empresário mossoroense Tião Couto que está de saída do PSDB após problemas internos com o presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira, que comanda a legenda no Rio Grande do Norte.

Há munição de lado a lado. Praticamente toda elite política do Rio Grande do Norte foi aliada em algum momento. Não só os “podres” como os pontos fracos de cada um são conhecidos em detalhes de parte a parte.

Tapem as narinas!

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Robinson busca reconstrução política trilhando os caminhos do desgaste

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O governador Robinson Faria (PSD) não pode desistir da segurança pública nem deve. A questão dos salários do funcionalismo, idem. Mas a forma como essas ações são trabalhadas não podem reproduzir os estragos políticos e administrativos de sempre.

Robinson Faria não tem direito de errar.

O governador ainda sonha com uma cada vez mais distante reeleição, mas tem direito de acreditar que milagres acontecem na política muito embora tenha no vice-governador Fábio Dantas (PC do B) uma alternativa.

Na sexta-feira o governo vai trazer novidades na área de segurança em Mossoró, cidade cuja dívida eleitoral está rolando com juros e correção monetária desde 1º de janeiro de 2015. Robinson insiste em ter na segurança um carro-chefe de seu governo. Até aqui o tiro tem saído pela culatra.

Em outra frente, Robinson que um dia prometeu ser “parceiro” dos servidores estaduais agora acena com salários em dia nos próximos 60 dias após mais de 20 meses descumprindo a Constituição Estadual que determina o pagamento da folha dentro do mês trabalhado. A proposta é difícil de ser cumprida a não ser que o governador tenha no gatilho um aporte financeiro extra para pagar a folha. Até aqui as tentativas fracassaram e geraram falsas expectativas.

Ao contrário de Michel Temer que mudou de assunto trocando o discurso “reformista” pelo combate ao crime organizado, Robinson tenta reverter o desgaste que o persegue há três anos trilhando o mesmo caminho que o tornou o governador mais impopular da história do Rio Grande do Norte.

Se a história se repetir será consumada a insistência no erro, com o acréscimo do nada honroso termo “farsa eleitoral”.

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Ação de Temer no RJ golpeia discurso de Bolsonaro

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Temer toma posse como secretário de segurança para abafar a crise após o massacre de Carandiru em 1992. A história se repetirá?

Impopular, desgastado e sonhando com uma inviável reeleição, Michel Temer tem uma muralha da China que o separa das demandas populares. Faz um governo capacho do mercado financeiro.

O “deus mercado” pode até ditar as cartas na gestão do “Vampirão”, mas não dita os anseios populares que seguem num sentido oposto aos interesses dos engravatados da Bovespa.

O maior problema do povo é a segurança e é este o fator primordial para Jair Bolsonaro ter se tornado um político popular deixando a condição de parlamentar obscuro para a de presidenciável competitivo.

Sem condições de ir além do que já foi feito pelo PT em programas sociais nem vocação política para assumir um projeto que melhore a vida do povão, resta a Michel Temer apelar para o combate à violência.

Ex-secretário de Segurança Pública do Governo de São Paulo (gestão de Luiz Antônio Fleury Filho), nomeado cinco dias após o massacre do Carandiru em 1992, Temer tenta na contenção da violência no Rio de Janeiro encontrar um fato que melhore sua popularidade e esconda aos olhos do mercado o fracasso na tentativa de reforma da previdência.

Se tudo der certo no principal cartão postal do país, Temer pode levar a iniciativa a outros Estados e quem sabe entrar no eleitorado bolsonarizado mostrando na prática que violência se resolve com violência como apregoa o histriônico discurso do capitão do exército. Ser o tiro sair pela culatra o bolsarismo sem Bolsonaro será um prato cheio para os opositores do capitão reformado.

A ação no Rio de Janeiro golpeia o discurso de Bolsonaro dentro da casa dele. Resta saber se será um ippon (que finaliza o adversário no judô) ou um Koka (menor pontuação).

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Carlos Eduardo xinga jornal no Twitter e expõe “respeito” da elite política do RN pela mídia

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O prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), cotado para disputar o Governo do Estado esse ano, perdeu as estribeiras nas redes sociais neste domingo ao detonar o Jornal Agora RN.

Prestes a deixar a Prefeitura de Natal e abrir espaço para Álvaro Dias (MDB) se tornar prefeito, o Agora RN lembrou as peripécias do substituto de Carlos Eduardo quando presidente da Assembleia Legislativa. Para quem não lembra, foi ele quem botou nos trilhos o “trem da alegria” que encheu o parlamento estadual de fantasminhas nenhum pouco camaradas com o erário (ver AQUI) e ele mesmo é um dos campeões em número de parentes efetivados sem concurso (ver AQUI).

O prefeito disparou: “Jornaleco, sem anunciante, sem assinatura, gratuito, com estrutura física e de destribuição de grande jornal….. quem financia, que dinheiro é este…. o povo quer saber. Ah… vai saber sim! Jornaleco, gratuito, sem anunciante….. nem O Globo e Folha de São Paulo sobreviveria. Orientação do jornaleco: não pode ser distribuído na av. Jaguarari. Ali, é corredor de promotoras e promotores para o MP”.

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Em resposta, o perfil do Agora RN chamou o prefeito de Natal de “mau caráter”. A postagem foi apagada, mas os prints circularam nas redes sociais.

Não é de hoje que o pretenso candidato ao Governo do Estado agride jornalistas e veículos de comunicação. O pavio curto de Carlos Eduardo Alves é apenas o fator que o diferencia de seus pares da política tradicional. A regra entre essa turma é atribuir a “encomendas” qualquer crítica ou denúncia que venham a sofrer. Nunca nada é motivado pelo faro jornalístico e espírito crítico do profissional.  Sempre é à mando de alguém como se todos fossem iguais aos que o servem.

Se bem que tem muito veículo de comunicação e jornalista que faz por merecer certas alcunhas, mas essa não é o padrão da maioria dos jornalistas. Mas quando se está acuado jogar todos em uma vala comum é saída.

Nota do Blog: trata-se de mais um episódio lamentável, herança de nosso passado autoritário e de uma elite política incapaz de lidar com o contraditório. Essa turma adora “pedir cabeça” de jornalistas quando é contrariada.

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O “Mito” do dinheiro resolver tudo em campanhas eleitorais

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“Na política basta ter dinheiro”. “Perdemos porque faltou grana”. Quem nunca ouviu essas frases numa roda de conversa entre amigos com ou sem a presença de elementos do meio político?

Mas é assim mesmo? É preciso um pouco mais de reflexão e compreensão do processo político e eleitoral.

O dinheiro tem um peso importante nas eleições? Claro que tem. É com a grana que se monta estrutura de marketing, fortalece a ação de cabos eleitorais e se comete os ilícitos que fraudam eleições.

Mas, meu povo, política não é só dinheiro e estrutura. Se não fosse isso Amanda Gurgel não teria tirado mais de 30 mil votos ao se eleger de forma espetacular para a Câmara Municipal de Natal em 2012.

Ah! Mas foi um fato isolado motivado pelo “discurso do cuscuz alegado”. Esse argumento reforça o meu. Amanda abraçou uma bandeira e comoveu a sociedade. Claro que ela não repetiria essa votação quatro anos depois, mas recebeu 8 mil votos em 2016 sem ter qualquer estrutura e só não é vereadora por um erro estratégico do PSTU.

Em 2002, Fernando Bezerra era favorito ao Governo do Estado e dinheiro não era problema. Foi desconstruído na campanha e nem ao segundo turno foi. Quatro anos depois ele tinha mais de 100 prefeitos ao lado dele e muita grana e poder. Foi derrotado por Rosalba Ciarlini ao tentar reeleger-se senador. Pesou a famosa antipatia que o empresário provocava no eleitorado mesmo sendo um dos parlamentares mais eficientes que o Rio Grande do Norte já teve.

Em 2014, Henrique Alves montou um palanque poderoso e tinha muita estrutura. Acabou derrotado pelo sem graça Robinson Faria. Pesou a vontade do eleitor em apostar num nome novo (ainda que velho na prática), a rejeição ao ex-presidente da Câmara dos Deputados e a radicalização da política do interior que rejeitou a união entre contrários na aliança de peemedebista.

Agora surge um grupo de empresários ocupando um espaço monumental na mídia natalense. Sem partido, sem projeto claro e num discurso voltado para a classe empresarial ou “setor produtivo” como eles gostam de chamar. Passa-se a sensação de que ao ignorar os interesses do cidadão médio essa turma acha que só o dinheiro resolve.

Está faltando alguém dar um toque ao pessoal do projeto empresarial que política exige história, posicionamento e carisma.

Só dinheiro não resolve, principalmente em disputas majoritárias.

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Números negativos mostram tamanho do desafio de uma candidatura de Carlos Eduardo ao Governo do Estado

Carlos Eduardo Alves
Carlos Eduardo tenta melhorar imagem em Natal durante o carnaval

A tradicional elite política do Estado está em baixa com eleitorado potiguar. O sobrenome Alves do prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) pesa contra ele numa eventual postulação ao Governo do Estado. Por mais que seu marketing sempre o omita, a origem político-familiar é inegável.

O prefeito de Natal aproveitou o carnaval cada vez maior na capital para circular no meio do povo. Entre vaias e cumprimentos, sobreviveu enquanto o primo Garibaldi Filho (MDB) e o aliado José Agripino (DEM) passaram longe da folia.

De todos os nomes colocados ao Governo, Carlos Eduardo Alves é quem tem o tempo mais curto para tomar uma posição e é quem tem mais a perder: se decidir levantar-se da cadeira mais confortável do Palácio Felipe Camarão, vai trocar dois anos e oito meses de mandato numa prefeitura rica para encarar uma eleição dura para quem é integrante dos velhos clãs políticos.

Daí a necessidade de reforçar o empenho em melhorar a popularidade que vem em queda livre após trucidar os adversários nas urnas em 2016.

Entre 2013 e 2017 sua popularidade caiu consideravelmente. Os números são duros e desfavoráveis ao prefeito.

A pesquisa do Instituto Certus divulgada em outubro do ano passado mostrou um eleitor natalense dividido em relação ao prefeito: 52,15% de aprovação contra 44,39% de desaprovação. Pouco para quem chegou a ter quase 70% de aprovação em novembro de 2013 quando surfava na fama de quem “consertou Natal” no pós-Micarla.

Em dezembro de 2017, o Instituto Seta ainda trouxe números mais desalentadores para o prefeito de Natal. Para 65% dos entrevistados, a gestão de Carlos Eduardo é “ruim” ou “péssima”. É um cenário que mostra que após ser reeleito com folga a situação do pedetista inverteu-se em pouco mais de um ano após a vitória consagradora que ensaiou colocá-lo no posto de “Governador de Férias”.

Até aqui as sondagens mostram que tudo não passou de um ensaio, nada além disso. Prova? Em pesquisa do Instituto Certus realizada em outubro Carlos Eduardo lidera com margem muito apertada para o Governo:

Governo (Estimulada)

Carlos Eduardo (PDT): 22,77%

Fátima Bezerra (PT): 17,66%

Robinson Faria (PSD): 3,14%

Cláudio Santos (Sem partido): 2,97%

Não Sabe e Nenhum: 52,80%

 

Natal é o maior colégio eleitoral do Estado, mas seus 22% do eleitorado não elegem um governador sozinho ainda mais quando este não goza de grande popularidade onde é gestor. Esse quadro torna o discurso dele ao chegar ao eleitorado do interior onde o peso do serviço prestado é significativo.

Fator Micarla

O maior cabo eleitoral de Carlos Eduardo nas eleições de 2012 e 2016 foi a ex-prefeita Micarla de Sousa, a mais impopular da história de Natal. Após atrasar salários ao longo do ano passado essa “fantasminha camarada” deixou de servir como parâmetro.

Agora Carlos é obrigado a tocar o mandato e provar que pode fazer melhor que o governador Robinson Faria (PSD). Até agora o que há é a repetição em Natal, com menos gravidade, do que acontece no Estado.

Experiência

Catapultado como anti-Micarla em Natal, Carlos Eduardo foi candidato ao Governo do Estado em 2010. Teve pouco mais de 160 mil votos em todo o Rio Grande do Norte acumulando votações pífias até mesmo na capital onde ficou em terceiro lugar atrás de Rosalba Ciarlini e Iberê Ferreira de Souza.

O mau desempenho se repetiu em cidade da Grande Natal como Macaíba (4%) e São Gonçalo do Amarante (5%). Em Mossoró, segundo maior colégio eleitoral do Estado ele obteve constrangedores 1.031 sufrágios.

Claro que diferente de 2010, quando era candidato de si mesmo, oito anos depois ele terá a estrutura política das oligarquias Alves e Maia, quiçá de ao menos uma ala dos Rosados. Mas o problema é que as pesquisas apontam um caminho inverso na corrida ao Governo do Rio Grande do Norte. O atalho oligárquico não é o melhor caminho afinal de contas a pesquisa Consult/FIERN divulgada em dezembro apontou que 75,18% dos potiguares não seguirão a orientação de líderes políticos na hora de definir o voto.

A postulação de Carlos Eduardo Alves é de extremo risco. Os números mostram isso.

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Se a política está carnavalizada, politize-se o carnaval

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O carnaval 2018 deu o tom político que aguardamos para esse ano. A folia foi uma mistura de “Fora Temer” nos blocos com críticas sociais nas escolas de samba. A política carnavalizada foi cutucada com louvor pelo carnaval politizado.

Os efeitos são incalculáveis e vão muito além do fato de as escolas de samba campeã e vice do carnaval carioca terem apostado em críticas sociais em seus enredos.

O Brasil está mais atento aos acontecimentos da política do que há dez anos, por exemplo. A questão primordial é que nos governos de FHC e Lula o país viveu 16 anos de estabilidade política e econômica. Coisa rara em nossa história.

Quando as coisas vão bem nesses campos mesmo que com alguns percalços morais e as crises comuns ao sistema capitalista, as pessoas tendem a se preocupar menos com a política.

O ano de 2018 será o mais politizado deste século. Do ponto de vista político e prático 2018 começou quando o segundo turno do pleito de 2014 acabou. Nunca uma eleição presidencial foi tão antecipada como a de outubro vindouro. Talvez isso explique o grande número de candidatos competitivos, ainda que nivelando por baixo, e a pulverização das intenções de votos nas pesquisas.

O único que sobra nessa curva é o ex-presidente Lula que está mais próximo da prisão que das convenções do PT, previstas para julho.

A corrupção política entrou nas nossas casas a ponto de o cidadão médio não separar mais a classe política entre honestos e desonestos, mas entre “quem rouba, mas faz” e os que “roubam e nada fazem”.

Daí a política carnavalizada politizar o carnaval foi um passo.

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RN tem mais um nome entre a Câmara dos Deputados e a cadeia

João Maia

O ex-deputado federal João Maia (PR) é pule de dez para voltar à Câmara dos Deputados. Nos últimos quatro anos ele deixou a irmã Zenaide Maia (PR) de preposta após tentar, sem sucesso, ser vice-governador na chapa derrotada encabeçada pelo hoje presidiário Henrique Alves (MDB).

Agora João Maia vê o cerco se fechar contra ele nas delações da Operação Via Ápia que apontam para o recebimento de R$ 1,2 milhão em propinas em troca da influência política para que empresas realizassem obras na BR 101.

Quem abre a boca é o sobrinho dele, Gledson Maia, que dirigiu o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) até ser pego em flagrante recebendo propina em 2010. Obviamente ele fora indicado pelo tio a época deputado.

João Maia não é réu no processo, pelo menos por enquanto. Ele, logicamente, nega.

Como o parceiro de chapa Henrique Alves, reforça o time dos que estão entre a cadeia e Câmara dos Deputado.

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