Carlos Eduardo ignora Mossoró. Mossoró ignora Carlos Eduardo

Carlos Eduardo esteve pela última vez em Mossoró como mero expectador da palestra de Ciro Gomes
Carlos Eduardo esteve pela última vez em Mossoró como mero expectador da palestra de Ciro Gomes

Pré-candidato a governador há dois meses, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) ainda não colocou os pés em Mossoró este ano. O pedetista esteve discretamente pela última vez na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte em novembro do ano passado quando acompanhou a agenda do presidenciável Ciro Gomes.

Carlos Eduardo ainda fez uma visita a prefeita Rosalba Ciarlini. Ele fez questão de registrar nas redes sociais. Ela não.

Dos pré-candidatos colocados até aqui, o pedetista é o caso mais emblemático de desinteresse pelo eleitorado mossoroense. Até aqui o único elo entre ele e Mossoró é o desejo de ter o apoio da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), incluindo a indicação de um vice made in Palácio da Resistência.

Não há registro sequer de contatos de Carlos Eduardo com os ex-vereadores Genivan Vale e Tomaz Neto, estrelas de seu partido em Mossoró.

Se Carlos Eduardo ignora Mossoró, a resposta da cidade também é com indiferença. Ele não consegue juntar dois dígitos nas pesquisas realizadas na cidade nem existe qualquer movimento político na cidade no sentido de lhe dar alguma sustentação no pleito vindouro.

O ex-prefeito de Natal não tem previsão de agenda em Mossoró conforme informou a assessoria de imprensa dele. Nem mesmo o contato popular no “Pingo” atraiu o homem.

Então fica assim: Carlos Eduardo ignora Mossoró. Mossoró ignora Carlos Eduardo. Nesse dito pelo não dito quem perde é o pré-candidato.

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São três mortes a cada quatro dias em Mossoró. Aonde vamos parar?

Capa histórica de O Mossoroense registra uma cidade chocada com a violência
Capa histórica de O Mossoroense registra uma cidade chocada com a violência

São 102 mortes em 135 dias em Mossoró. Isso faz da nossa cidade uma das mais violentas do país com uma média de três mortes a cada quatro dias. É um dado assustador.

Lembro que em 7 de junho de 2011 o Jornal O Mossoroense publicou a chocante capa com as cruzes das 100 primeiras vítimas daquele ano. Depois disso, se tornou natural a centésima vítima de homicídio no mês de maio. Em 2016 o centésimo homicídio foi em 16 de maio, ano passado foi no dia 17, esse ano no dia 14. Daqui a pouco teremos 100 “mortes matadas” em abril ou em março e vamos achar a coisa mais natural do mundo. O negócio banalizou a ponto de ninguém se importar muito a não ser quando envolve alguém próximo.

A centésima morte foi a do jovem engenheiro Everton Pinto Tomaz, de 28 anos, talvez seja a mais emblemática desta lista pela comoção que está gerando pelas circunstâncias que aconteceu. Esse crime mostra o quanto a morte está na nossa porta.  Todos os dias saímos de casa sem saber se voltamos vivos.

O poder público tenta passar uma imagem de que tudo vai bem. O governador Robinson Faria (PSD) acha que não tem nada com isso. A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) até hoje não apresentou alternativas as BICs fechadas.

No campo do debate político não saímos do lugar num debate em que a direita simplifica as soluções argumentando que basta armar todo mundo. A esquerda apresenta soluções que não convencem o povo, teorias e mais teorias. Entremos num oito onde os bandidos de fora fazem a festa atirando e roubando sem serem incomodados como deveriam.

Mossoró tem iluminação pública deficiente, educação excludente, falta de investimentos sociais, desemprego, habitações precárias, falta de estrutura para investigações policiais, efetivo reduzido da Polícia Militar, etc…

A lista do que contribui para a violência é interminável.

O povo não tem iniciativa para cobrar, o máximo que vemos é algum chilique nas redes sociais e os políticos fingem que não tem nada com isso. A imprensa fica presa ao declaratório sem provocar reflexão nem instigar o debate, salvo raras exceções.

A nossa sociedade tem um pacto de comodismo com o “mundo cão”.

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Robinson é rejeitado pela classe política em Mossoró

Robinson apostou tudo em  Rosalba
Robinson apostou tudo em Rosalba

O governador Robinson Faria (PSD) segue com uma situação difícil em Mossoró. A começar com a relação com a elite política da cidade. Ele não consegue juntar em torno de si nem mesmo as forças mais enfraquecidas (e quase esquecidas) da cidade.

O governador deu de ombros ao ocaso do então prefeito Francisco José Junior na aventura da reeleição em 2016. Apostou todas as fichas numa parceria improvável com a hoje prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Não recebeu a atenção esperada. Pelo contrário, levou até uma “chamada” dela em um evento público no Santo Antônio durante lançamento do Ronda Cidadã (ver vídeo abaixo) em março do ano passado.

O passo seguinte foi uma tentativa de aproximação com o enfraquecido grupo da vereadora Sandra Rosado (PSDB). As tratativas não avançaram mesmo com o histórico de amizade pessoal com a deputada estadual Larissa Rosado (PSDB).

A última trincheira que Robinson tentou montar em Mossoró foi com a ex-prefeita Fafá Rosado, um nome pouco comentado nas rodas políticas da cidade e que está no ostracismo desde 2014 quando tentou sem sucesso se eleger deputada federal. Fafá escolheu o esvaziado PSB que está politicamente alinhado com o PSDB do arqui-inimigo sandrismo.

Hoje o principal apoio de Robinson em Mossoró é o vereador João Gentil que está deixando o PV.

O governador terá muitas dificuldades para andar em Mossoró se realmente quer ser reeleito. Em 2014 ele se aproveitou da popularidade estratosférica de Francisco José Junior e do apoio velado de Rosalba para ter uma vitória fundamental no segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte. Foram 52.886 (57,82%) votos no primeiro turno.

Agora tudo pesa contra.

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Câmara de Mossoró tem três vereadores colocados como pré-candidatos em 2018

Eleições-2018

Faz muito tempo que um vereador de Mossoró não dá um salto político para cargos maiores na política estadual. A última tentativa exitosa foi há 24 anos quando o então edil Francisco José foi eleito deputado estadual.

De lá para cá acumulam-se tentativas frustradas de subir de patamar na política potiguar.

Para esse ano, a vereadora Sandra Rosado, que pode trocar o PSB pelo PC do B, trabalha para voltar à Câmara dos Deputados. Não é uma tarefa fácil devido à falta de estrutura de seu grupo. Daí a possibilidade de mudar de partido para ganhar algum fôlego.

Em outra ponta, Flávio Tácito (PPL) e Isolda Dantas (PT) se colocam como candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa. O primeiro terá o desafio de provar que a candidatura é para valer porque em outros pleitos ele “ameaçou” ser candidato e recuou em seguida. A segunda depende muito da estratégia do partido dela na disputa proporcional.

É fundamental que Mossoró recupere espaços na política estadual. Não só a cidade como a região sofre muito com a baixa representatividade e o discurso do bairrismo tem que ser apenas uma das armas para a conquista dos votos. Usá-la como única alternativa pode ser revelar um erro até porque em outras eleições o eleitor mossoroense mostrou que prefere os nomes locais (ver AQUI).

Dica do Blog: confira também essa matéria produzida pela jornalista Carol Ribeiro.

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Candidatura de Fábio Dantas ao Governo é articulada de cima para baixo

Fábio-Dantas-vice-governador

O presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) e o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) são os fiadores da inclusão do vice-governador Fábio Dantas (PC do B) na lista de governadoráveis que não para de crescer.

O projeto em curso tenta ocupar um vácuo bem ao estilo “novo” travestido de velho. Nos bastidores as informações sobre as articulações são variadas e imprecisas, mas uma coisa é certa: o trabalho está sendo feito para valer. Se vai se converter em chapa nas convenções de julho só o tempo dirá.

Especulou-se que seria formada uma chapa Fábio Dantas para o governo tendo um vice indicado de Mossoró que seria o deputado federal Beto Rosado (PP) mais Garibaldi Filho (MDB) e o empresário Luís Roberto Barcellos preenchendo as vagas para o Senado.

A interlocutores Garibaldi bem ao seu estilo disse nunca ter sido conversado sobre esse assunto. Por Mossoró, a informação é que o ex-deputado federal Betinho Rosado descarta ver o filho vice.

Oficialmente Fábio Dantas está rompido com o governador Robinson Faria (PSD) alegando não ter condições de esperar pela decisão do chefe do executivo estadual de ir ou não à reeleição.

O destino do vice-governador deverá ser o PSB e o da esposa dele, a deputada estadual Cristiane Dantas (PC do B), o PPL. Segundo o Portal Agora RN, Ezequiel ofereceu a Fábio Dantas o apoio de 89 prefeitos e 14 partidos, formando um dos palanques mais poderosos do pleito de 2018. O próprio Ezequiel pode ser candidato ao Senado caso não avance a aproximação com Garibaldi.

Como se vê mais um projeto político de cima para baixo tenta se impor ao povo do Rio Grande do Norte.

É muita falta de sintonia com os anseios dos potiguares!

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A Metrópole do Futuro se reencontra com o passado

veja-mossoro-28Setembro de 2010, Mossoró aparece como uma das 20 Metrópoles do Futuro em uma reportagem caça níquel da Revista Veja. Eram as cidades de médio porte com potencial para o desenvolvimento.

A matéria sobre Mossoró, apesar do tom festivo, alertava em seu título: “A saída é o pós-sal”. O “Leão do Nordeste”, conforme a legenda, não rugiu e virou um gatinho preguiçoso que ignorou a dica da Revista Veja.

Na época a capital do Oeste vivia um boom imobiliário, a Petrobras ainda tinha forte presença e as universidades eram pujantes. De tudo sobrou apenas a força conjunta da UERN, UFERSA e instituições de ensino superior privadas, além do sal e suas oscilações provocadas pelo clima.

A então prefeita Fafá Rosado (na época no DEM) torrou alguns milhares de reais do erário em propaganda anunciando a “Metrópole do Futuro”. O problema é que o futuro chegou e nós estamos na verdade retrocedendo ao passado, reforçando a máxima de vivemos na “Cidade do Já Teve”.

Em 2010, por exemplo, os pedintes não eram tão comuns como hoje nas calçadas do Centro de Mossoró. Mas temos outros exemplos: o turismo nunca se desenvolveu como prometido. Nosso aeroporto a cada ano reduz seus status junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Quer mais? As agências do Banco do Brasil fecham as portas nos finais de semana (somente a da Praça Vigário Antônio Joaquim disponibiliza os caixas).

Hoje não temos futuro porque a violência nos coloca num ambiente primitivo onde a força da lei não tem qualquer valor. A Petrobras reduziu investimentos e prepara o caminho para deixar não só Mossoró, mas o nosso Estado.

Na época da histeria futurista parcas vozes sensatas alertaram que a propaganda oficial era apenas ufanismo porque Mossoró não estava se preparando para ser metrópole de nada e o crescimento não passava de uma bolha prestes a estourar. Não era para menos: não existia, como não existe hoje, obras de infra-estrutura.

O problema é que a bolha explodiu da pior forma possível com a violência e retrocesso econômico. Sete anos depois Mossoró falhou por não ter tido a capacidade de ser discutida e planejada. A classe política se acomodou na abundância e não pensou em alternativa. Lembro que na época raros nomes falavam em pensar a cidade para o futuro.

Hoje a cidade paga um duro preço por ter se rendido ao oba oba institucional. A sociedade mossoroense insiste em repetir os mesmos erros ao não se mobilizar. Parece preferir se entregar ao engodo da propaganda oficial.

A “Metrópole do Futuro” voltou ao passado.

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Mossoró, a melhor cidade para se viver no RN

Paris

Por Mário Gerson

É a mais nova pesquisa da Revista Exame quem diz isso. Há algum tempo, essa mesma revista disse algo do tipo: Mossoró está entre as 50 melhores cidades para se viver no País. Imagine o resto?

Melhor do que dados de computador, nada, às vezes, confiáveis, é a experiência empírica, pragmática, de viver na pele a coisa. Traduzindo para o nosso cotidiano: significa, em outras palavras, passar pelo aperreio de perto, vivenciar a barra pesada da vida, sofrer na própria pele, comer o pão que o diabo amassou! Ufa! Pois é, olhando as coisas pelo lado de quem vive os dramas da cidade – as ruas esburacadas, a saúde em pedaços, o sistema de ensino municipal enfrentando quase uma nova greve de professores, a violência desenfreada sendo notícia nacional com chacina no último final de semana (cinco pessoas foram mortas durante uma festa intitulada Baile de Favela, onde foram utilizados, para a execução, além de pistolas, armas de grosso calibre, como escopetas, por exemplo, segundo narraram as crônicas policiais), olhando as coisas por esse ângulo, eis que me pergunto, sempre que me chegam essas pesquisas de laboratório: que Dubai é essa? Que megalomania é essa nossa de achar Mossoró, com todas as suas boas coisas, ainda poucas, mas existentes, e não pretendo nomeá-las, a melhor cidade para se viver no RN? De onde esse povo tira esses dados?

No ranking nacional, segundo o site da Revista Exame, Mossoró (Moscou, para os mais afoitos) é a 65 na posição das 100 melhores cidades deste florão da América. O ranking leva em consideração alguns fatores onde Mossoró, certamente, é campeã do mundo, afinal, nossa megalomania não pode deixar de enumerar esses quesitos: excelente educação, uma saúde espetacular, não falta médico, nem medicação, nem nada, absolutamente nada. Nossa infraestrutura é invejável. Quem pode dizer o contrário? Sustentabilidade? Ora, pois, é a palavra do momento. Pode ir a qualquer pedaço da cidade, que você vê isso estampado em nossas políticas públicas sobre a relação dos munícipes com a cidade e o meio ambiente. Ah, chegou o último ponto da pesquisa. Esse ponto ninguém vai discordar mesmo: a segurança pública!

É a melhor, e nesse sentido ninguém pode discordar, a melhor segurança pública do mundo! Nossa Guarda Municipal é extremamente valorizada. Nunca teve isso de salário atrasado coisa nenhuma e as diárias são pagas impreterivelmente em dia. Ah, e as BICs (Base Integrada Cidadã) estão ótimas. Nossa polícia também é valorizada. Todo ano sai uma promoção. O pessoal, quando prende um meliante, recebe logo uma condecoração. Ora se não é!

Vocês não imaginam como nossa cidade é segura! Qualquer pessoa pode caminhar tranquilamente pela Avenida Rio Branco, com o celular de última geração e não será assaltada. Pode estacionar o carro e deixar a porta aberta. Pode sair do banco sem preocupação alguma. Fechar a porta da casa? Não! Que história! Ninguém mexe em nada. Você sai de casa e nem necessita rezar para voltar. Você volta, mas, às vezes, pode ser em um caixão…

Nem precisa dizer que eu estava ironizando. Estamos vivendo um verdadeiro caos instituído há muito tempo, agravado, mais agora, com a escalada, muito forte e presente, em todos os sentidos, da violência, com a falta de valorização de nossas polícias – honrosos homens que dão suas vidas a pessoas que, muitas das vezes, os criticam por nada –, homens que se empenham por uma segurança melhor, sem que sejam valorizados como deveriam…

Eu morava em Dubai na última pesquisa da Exame. Agora eu moro em Londres. Espero, ano que vem, a pesquisa que transformará Mossoró em Paris. Afinal, uma das mentes dos Rosado, o velho Vingt-un, sentenciou uma vez que aqui era um país e quem sou eu pra discordar!

Au revoir, messieurs, au revoir!

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Revista aponta Mossoró como a melhor cidade para se viver no RN e a sexta do Nordeste

Mossoró
Mossoró se supera no RN e Nordeste mesmo com cenário negativo nos últimos anos

Nem a violência desenfreada, o solo “lunar” das vias, saúde em frangalhos, a poluição do Rio Mossoró ou os problemas de sempre na educação impediram Mossoró de aparecer com destaque no levantamento da Revista Exame que analisou as 100 maiores cidades do país.

O ranking levou em conta educação, saúde, infraestrutura, sustentabilidade e segurança.

No Rio Grande do Norte, Mossoró aparece com índice de 0,562 à frente de Natal que ficou com 0,542.

Na Região Nordeste, a Revista Exame colocou Mossoró em sexto lugar. Petrolina, João Pessoa e Fortaleza são, pela ordem, as três primeiras.

A cidade mais bem avaliada do Brasil foi Maringá (PR) com índice de 0,731, seguida por Piracicaba (SP) com índice de 0,721. Mossoró ficou na 65º posição.

Confira a matéria completa AQUI

Errata: Mossoró é a sexta cidade do ranking e não a terceira.

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