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Missão do RN na Espanha dedica agenda a energias renováveis

O segundo dia da visita da governadora Fátima Bezerra à Espanha foi dedicado às energias renováveis, com foco no hidrogênio verde, combustível limpo, essencial para a descarbonização do planeta. Pela manhã ela foi recebida na sede da Iberdrola, em Madri, pela diretora-presidente da Neoenergia Cosern, Fabiana Carvalho Lopes e pelo superintendente de operações Marcelo Lopes e se reuniu com o presidente do grupo, José Ignácio Galán.

A agenda desta quarta-feira (04) é um desdobramento da parceria do Governo do Estado com o grupo espanhol, através de Memorando de Entendimento (MoU), para a instalação de uma usina eólica offshore na Costa do RN e desenvolvimento do Porto-Indústria Verde no Litoral Norte.

A Iberdrola desenvolve, em oito países, incluindo o Brasil, 60 projetos de hidrogênio verde e opera, em Puertollano, a maior usina de hidrogênio verde para uso industrial da Europa.

“Foi um encontro muito importante para a economia do Rio Grande do Norte. Reconhecendo nosso potencial eólico, o presidente da Iberdrola demonstrou interesse de investir cada vez mais no setor de hidrogênio verde e de atuar também na transmissão de energia”, disse a governadora Fátima Bezerra.

A Iberdrola opera duas usinas de hidrogênio verde na Espanha. A empresa, através do grupo Neoenergia, vai desenvolver a primeira planta de hidrogênio no RN. “Estamos muito animados com esse projeto”, reforçou a governadora, ao final do encontro.

O programa de hidrogênio verde do RN propõe um plano de ação até 2030, disposto em quatro fases, contemplando elaboração de projetos pilotos, desenvolvimento das cadeias de suprimento, sinergia com o mercado internacional e, finalmente, a consolidação como mercado exportador e produção em larga escala.

No RN há 13 projetos de parques eólicos offshore atualmente em processo de licenciamento no IBAMA, totalizando 17,8 GW de capacidade instalada, com potencial para chegar a 55 GW.

“O Brasil hoje ocupa um lugar de destaque nas energias renováveis. E o Nordeste tem o protagonismo. Dos 937 parques Eólicos do Brasil, 827 estão no Nordeste, dos quais 265 estão no Rio Grande do Norte”, disse a governadora Fátima Bezerra.

Eletrolisadores

O segundo compromisso do dia será em Puertollano. A governadora visitará a fábrica de eletrolisadores da Nordex e assina Memorando de Entendimento para o desenvolvimento da cadeia industrial de hidrogênio de baixo carbono no Rio Grande do Norte. Eletrolisadores são fundamentais para a produção de hidrogênio verde.

A delegação potiguar busca na Espanha a captação de investimentos em energia eólica offshore (no mar), hidrogênio verde, Porto-Indústria Verde e fruticultura, além de parcerias técnicas.

Ontem, a governadora esteve na Fruit Attraction, onde foi recebida pelo ministro espanhol da Agricultura, Luís Planas, visitou o estande do Brasil e conversou com empresários do Rio Grande do Norte e da Espanha. Quatro empresas espanholas já investem na produção de melão no RN.

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Governadora assina memorando em Portugal sobre o indústria verde no RN

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, assinou na tarde desta terça-feira (28) o memorando de entendimento com a empresa Enerfin para instalação do projeto piloto de produção de hidrogênio verde e energias associadas no estado. O ato de assinatura ocorreu em Lisboa, Portugal, onde se encontra a governadora, para uma série de compromissos.

Para Fátima, a iniciativa de hoje é um ato histórico para o desenvolvimento sustentável e inclusivo das atividades e econômicas no RN. “Este é um momento muito importante, dado o trabalho que o RN vem realizando no que diz respeito à instalação do nosso Porto Indústria Verde, associado exatamente ao nosso programa estadual de produção de hidrogênio”, disse Fátima.

Recentemente o governo elaborou os estudos de viabilidade técnica, que apontam o município de Caiçara do Norte como o local ideal para a implantação do Porto Indústria Verde. O equipamento vai funcionar como base para a produção de equipamentos e energias renováveis no mar – offshore – e exportação de hidrogênio e amônia verdes.

Diretores da Enerfin também participaram da reunião de Lisboa. A empresa já investe no RN e durante a reunião os gestores gostaram do que ouviram da comitiva potiguar, uma vez que ficou clara a real intenção do estado em continuar investindo na energia sustentável. “Para nós, que atuamos nesse ramo da energia renovável, a aplicação do capital intensivo é a nossa atividade e para isso é essencial a previsibilidade dos processos para que a gente possa obviamente aprovar este alto investimento”, frisou Felipe Ostermayer, diretor no Brasil da Enerfín.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado ressaltou a parceria existente entre a Enerfin e o Governo do RN, o que confere segurança e tranquilidade para o lançamento da nova grande empreitada. “É uma empresa que tem tecnologia, porte e vontade de investir mais no RN”, disse Jaime. “Com esta parceria nós teremos cada vez mais troca de conhecimento, informação, além da capacidade para desenvolver projetos que sejam sustentáveis, que tenham viabilidade econômica e financeira, para atender ao mercado de hidrogênio”, complementou Hugo Fonseca, coordenador de Desenvolvimento Energético do Estado.

Ainda durante a reunião, o diretor de Novos Negócios da Enerfin para América Latina, Marco Antonio Morales, disse que todos da direção estão felizes por terem decidido investir no Rio Grande do Norte. “Temos a firme intenção de continuar investindo no RN e muito orgulho de participar deste belíssimo projeto.”

O Porto Indústria Verde foi projetado para servir como apoio à indústria das energias renováveis, fabricação e montagem de equipamentos e exportação. O Rio Grande do Norte tem condições privilegiadas e o menor custo do mundo para produção de energia limpa.

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Fátima transmite cargo a Walter Alves para cumprir agenda em Portugal

Com agendas nas áreas do desenvolvimento econômico, setor de energias renováveis, e da promoção do turismo no estado, a governadora Fátima Bezerra (PT) cumpre compromissos administrativos a partir desta segunda-feira (27), em Portugal. A governadora terá uma série de reuniões e audiências até o dia 4 de março.

A chefe do executivo estadual embarca na noite deste domingo, 26, acompanhada dos secretários Ana Costa (Turismo), Jaime Calado (Desenvolvimento Econômico) e do coordenador de desenvolvimento Energético da Sedec, Hugo Fonseca. Fátima Bezerra transmitiu o cargo para o vice-governador Walter Alves (MDB). Por se tratar de agenda inferior a 15 dias, não foi preciso solicitar autorização à Assembleia Legislativa.

Durante a agenda econômica, na terça-feira (28), estão previstas reuniões para apresentação do Porto-indústria verde e do Programa Norte-riograndense de Hidrogênio Verde, além de assinatura de memorando de entendimento com a empresa ENERFIN, e reunião para tratar do acordo de cooperação com a EDP Renováveis. Na sexta-feira (03), tem reunião com a empresa Voltália, todas do setor de energias renováveis. O Memorando de Entendimento é o primeiro passo para contratos que serão assinados futuramente, e possui um potencial estratégico, de redução de riscos e de diretrizes, com assessoria jurídica apropriada.

No que diz respeito ao turismo do estado, a governadora e equipe estarão presentes, a partir da quarta-feira (1º), no evento da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, umas das mais importantes feiras de turismo da Europa.

As agendas também serão para lançamento de roteiro turístico para o Litoral Norte, junto com a Operadora Logitravel, empresa integrante do Grupo El Corte Inglês, em campanha de marketing cooperado.  Além disso, haverá uma reunião com o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (EMBRATUR), Marcelo Freixo, que estará no Estande do Brasil da BTL. Também haverá um encontro com autoridades dos Geoparques Portugueses para integração com o Seridó Geoparque Mundial da Unesco, daqui do Rio Grande do Norte. Na quinta-feira (02), Fátima Bezerra se reunirá com a CEO Christine Ourmières, da TAP Air Portugal.

Além das negociações com as empresas do setor energético e de promoção do turismo, também está programada uma visita ao embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, em Lisboa, ainda na quinta-feira (02), com a presença da ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) e da Natal Convencion Bureau, fundação que congrega associações do setor turístico com centenas de empresas ligadas ao turismo de eventos.

Energia Renovável

As reuniões  para tratar acordo de cooperação e para assinatura de memorando de entendimento com as empresas do setor energético seguem compromisso da governadora em contribuir para o processo de descarbonização da economia do estado e colaborar para a transição energética no RN e no Brasil.

A EDP Renováveis é controlada por um grupo de portugueses e está presente em 28 países, incluindo o Brasil. Aqui no Rio Grande do Norte, inaugurou, no dia 09 de fevereiro deste ano, 14 parques eólicos nos complexos Boqueirão, Jerusalém e Monte Verde. Os novos parques irão operar em Lajes, Pedra Preta, Monte Avelino e Caiçara do Rio dos Ventos.

A ENERFIN é a subsidiária da empresa espanhola Elecnor (Eletrificaciones del Norte), é uma das principais empresas do mundo na área de engenharia e infraestrutura, com presença em mais de 50 países. Em julho de 2020 iniciaram as operações do Complexo Eólico Ventos de São Fernando, localizado nos munícipios de São Bento e Caiçara do Norte, no RN. O Memorando de Entendimento visa o desenvolvimento de uma planta piloto para produção de hidrogênio verde, amônia verde e energias associadas no estado do Rio Grande do Norte.

A Voltália é especialista em soluções de energia renovável, integrando os movimentos globais de transição energética e ecológica, comprometida em melhorar o meio ambiente global enquanto promove o desenvolvimento local. Atua em 20 países e em três continentes. Em outubro, quando as usinas solares atingiram 100% de operação comercial, a Voltalia alcançou o marco de mais de 1 GW em operação no Rio Grande do Norte.

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Jean apresenta a FIERN as perspectivas na produção de petróleo e energias renováveis

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, participou de solenidade que abriu as comemorações pelos 70 anos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), na sede da entidade, em Natal (RN), na noite desta sexta-feira (24/2). No evento, Prates apresentou palestra sobre as perspectivas futuras para a produção de petróleo e energias renováveis no Brasil.

Jean Paul traçou um panorama das operações da Petrobras e afirmou que a companhia seguirá produzindo óleo e gás com baixos custos e redução de emissões de carbono. Ele ressaltou ainda que o principal foco de investimentos em atividades exploratórias da Petrobras nos próximos anos estará concentrado na Margem Equatorial. A nova fronteira exploratória – localizada no litoral brasileiro entre os estados do Rio Grande do Norte e Amapá – tem a previsão de investimentos de US$2,9 bilhões na perfuração de 16 poços nos próximos cinco anos, incluindo reservas na costa potiguar. “Vamos furar o Poço de Pitu, na Margem Equatorial, na costa do Rio Grande do Norte”, afirmou Jean Paul Prates.

Jean Prates destacou que a transição energética, com a redução de emissões de carbono e a produção de combustíveis mais sustentáveis são fundamentais para o futuro da Petrobras e do país. Segundo Prates, nos próximos anos a companhia deve intensificar sua atuação nas atividades de biorrefino, com a produção de combustíveis com conteúdo renovável, ao mesmo tempo em que buscará diversificação rentável com novos negócios em energia eólica offshore, hidrogênio e captura de carbono.

 “O estado do Rio Grande do Norte já fez a transição energética, era o maior produtor de petróleo em terra. E hoje é o maior produtor de energia eólica, autossuficiente em energia renovável. Cabe à Petrobras fazer uma transição energética justa, que não deixe ninguém para trás. A Petrobras já definiu que vai atuar em eólica offshore, hidrogênio, que são novas fronteiras”, detalhou Prates.

Jean Paul encerrou sua palestra elencando uma série de oportunidades que poderão ser desenvolvidas nos próximos anos pela Petrobras no Rio Grande do Norte, potencializando a economia do estado. “A Petrobras fica no Rio Grande do Norte. A empresa não vai sair do estado. Vamos construir juntos. As atividades operacionais de energia eólica offshore estarão sediadas no Rio Grande do Norte. Além disso, temos outras oportunidades possíveis que incluem capilarização e garantia de compra de óleo vegetal da agricultura familiar para Diesel R e parcerias para recuperação e preservação da caatinga e manguezais”, concluiu Jean Paul.

Também participaram do evento o vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves, o presidente da FIERN, Amaro Salles, dentre outras autoridades.

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“O que viabilizou as fontes renováveis do meu Rio Grande do Norte foi exatamente a evolução tecnológica”, diz Jean em evento internacional

Ao discursar na abertura da o workshop mundial do Programa de Aceleração do Empreendedorismo Regional (REAP) do Massachussets Institute of Technology (MIT), realizada ontem no Rio de Janeiro o presidente da Petrobras Jean Paul Prates destacou a importância da inovação tecnológica para fazer do Rio Grande do Norte uma potência de energia eólica.

No evento, intitulado MITReap in Rio, realizado no Museu do Amanhã, Jean disse que os investimentos ajudaram a desenvolver a energia eólica. “Pesquisa, tecnologia e inovação têm que estar entranhado como atividade fim dessas empresas nossas. Não vai ser de outra forma que a gente vai chegar ao consumidor. Não vai ser de outra forma que a gente vai armazenar energia. Não vai ser de outra forma que a gente vai buscar energias renováveis e viabilizar essas energias renováveis. O que viabilizou as fontes renováveis do meu Rio Grande do Norte foi exatamente a evolução tecnológica”, comentou.

“O que se dizia da energia eólica há 20, 30 anos atrás? Que era inviável, que era coisa de maluco, que era caro demais. O que aproximou isso dos leilões com competitividade para ganhar hoje da biomassa, do gás natural e ser a segunda maior fonte de energia do Brasil disputando com a energia solar? Foi exatamente a evolução tecnológica e as inovações”, acrescentou.

Jean ainda reforçou que é necessário trocar experiências com outros países e aceitar investimentos sem ser subserviente. “É essencial que a gente não se feche”, frisou.

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Sedec discute capacitação e empregos com empresas do setor eólico offshore

A Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC), na pessoa do secretário Jaime Calado, ireune hoje (13) representantes dos nove projetos para geração de energia eólica offshore na costa potiguar. O encontro será realizado na sede da secretaria e também de forma virtual.

A principal pauta será a capacitação e emprego de mão-de-obra local para a futura fase de instalação dos projetos. Para tratar do assunto com profundidade, estarão presentes na reunião as quatro universidades públicas (UFRN, IFRN, UERN e UFERSA), O Instituto Senai de Inovação – Energias Renováveis (ISI-ER), e representantes da Secretaria Estadual de Educação (SEEC).

“Queremos garantir com isso que esse espaço que se abre, que é um espaço enorme, com vagas importantíssimas para novas áreas e postos de trabalho qualificados, seja sobretudo um espaço de oportunidades para o nosso povo do Rio Grande do Norte, essa é a orientação do governo da Professora Fátima Bezerra”, disse o secretário Jaime Calado.

A reunião acontecerá a partir das 14h, com participação de representantes dos projetos Bi Pedra Grande (Bi Energia), Maral (Ocean Winds), Alísios Potiguares (Cip/Cop), Ventos Potiguar (Internacional Energias), Beta (Beta Wind Energias), Água Marinha (Bluefloat Energy do Brasil), Cattleya (Bluefloat Energy do Brasil), Galinhos (Shell Brasil), e Ventos do Caiçara (Monex Geração de Energia). Os nove projetos estão atualmente em fase de licenciamento no Ibama e aguardam regulamentação nacional do setor.

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Fátima discute investimentos para energias renováveis para o RN na COP27

A governadora Fátima Bezerra cumpriu mais uma agenda importante na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27). Nesta quinta-feira (17), em Sharm el-Sheikh, a Governadora do Rio Grande do Norte se reuniu com o presidente do IBP – Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, Roberto Ardenghy, e com a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum.

Fátima, acompanhada do diretor-presidente do Idema, Leon Aguiar, apresentou projetos e estudos elaborados pelo Governo do Estado para o setor de energias renováveis, como o projeto do Porto Indústria Verde – que vai oferecer infraestrutura para investimentos em produção de energia onshore e offshore e produção de hidrogênio e amônia verde.

A governadora marcou uma reunião para o próximo dia 30, em Natal, com dirigentes do IBP e da Abeeólica que se comprometeram a trazer investidores e empresas do setor para conhecer os projetos. A Total Energies SE, grupo empresarial do setor petroquímico e energético com sede mundial em La Défense, maior centro financeiro de Paris, é uma das interessadas. A empresa está presente em mais de 130 países e emprega 100 mil pessoas.

“Tivemos mais uma agenda em prol do desenvolvimento do Rio Grande do Norte aqui na COP27. Saímos da reunião com excelente perspectiva de consolidarmos novos investimentos e geração de muitos empregos e renda para o RN, que tem posição geográfica estratégica e poderá vir a se consolidar como um hub para os investimentos em energias renováveis”, afirmou Fátima Bezerra. “É o Rio Grande do Norte traçando caminhos sustentáveis”, comemorou a governadora.

O diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento do Meio Ambiente do RN (Idema), Leon Aguiar, considerou a reunião como de grande importância para o Estado. “Apresentamos projetos e estudos elaborados pelo Governo do RN, mostramos a liderança do Estado no setor de energias renováveis, o atlas solar e eólico, os estudos para o Porto Indústria Verde, que, inclusive, tem sugestão de localização e detalhamento para instalação de unidades de produção e confecção de insumos necessários à estrutura de geração de energia onshore e offshore e para produção de hidrogênio e amônia verde”.

Roberto Ardenghy disse que o RN integra a nova fronteira exploratória no setor de óleo e gás natural, denominada margem equatorial. “Área também tem forte potencial para energias renováveis. O Rio Grande do Norte já é um produtor importante e nós vamos levar grupos de investidores para conhecer este potencial e o Porto Indústria Verde”, declarou.

Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica, destacou a importância do Porto Indústria Verde no atual processo de transição energética. “O IBP nos traz a importância de aproveitar a margem equatorial, o gás e petróleo já existente no Estado. E nós da Abeeólica entendemos a importância de continuar investindo em eólicas onshore e offshore. Nos contatos aqui constatamos que o Governo do RN enxerga as oportunidades e trabalha para consolidar os novos investimentos”, pontuou.

Recursos florestais

A governadora também assinou memorando de entendimento com o governo da Estônia, através do ministro Madis Kallas, e da empresa Timbeter, para uso de solução tecnológica destinado a melhorar o controle de recursos florestais e madeireiros no RN.

Em outra agenda, representando os Estados do Nordeste, o diretor do Idema/RN, Leon Aguiar, foi um dos palestrantes do Painel Sustentabilidade dos Biomas Brasileiros, organizado pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema). “Falei sobre a importância do Bioma Caatinga para a região, sobre a riqueza da biodiversidade existente e do grande desafio de encontrar o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e o socioambiental para a localidade onde está situada a segunda maior densidade populacional dos País, com mais de 56 milhões pessoas”, disse Leon.

O painel foi realizado durante toda a manhã no Hub do Brazil na Cop27 e contou com a presença da presidente da Abema, Mauren Lazzaretti; do Secretário Estadual de Meio ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira; da presidente da Cetebs São Paulo, Patrícia Iglecias, e do secretário-executivo de Meio Ambiente de Santa Catarina, Leonardo Porto.

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Jean profere palestra sobre energia na “The November Conference – Brazil and Norway”

O enfrentamento da emergência climática e a efetividade da transição energética exigem a atuação em diversas frentes, inclusive na busca por tornar o setor de óleo e gás menos impactante e mais eficiente. O alerta é do líder da Minoria no Senado, Jean Paul Prates (PT-RN), que voltou a ressaltar a urgência da redução das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) para conter os impactos ambientais decorrentes dessa atividade.

O senador Jean Paul Prates foi um dos palestrantes da “The November Conference – Brazil and Norway”, que ocorre no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (7).

INTERLOCUÇÃO

O evento é realizado anualmente e reúne expoentes do setor energético do Brasil e da Noruega, que discutem os desafios e as oportunidades para o estreitamento de laços entre os países. Neste ano, a conferência debate a implementação de uma agenda voltada para a transição energética e para uma economia de baixo carbono.

Importante interlocutor na área de óleo e gás, a Noruega detém o segundo melhor Índice de Desenvolvimento Humano do planeta — muito graças aos investimentos sociais do lucro obtido com a exploração do petróleo.

O país escandinavo é o principal investidor estrangeiro do Fundo Amazônia, criado para promover projetos de prevenção e combate ao desmatamento e promoção da conservação e o uso sustentável das florestas na Amazônia Legal e responde por mais de 90% dos valores doados a este fundo.

PROTAGONISMO

O Senador Jean lembrou que a Petrobras está perdendo a oportunidade de se posicionar como uma empresa de energia estratégica e protagonista na descarbonização da economia alinhada à segurança energética.

“Paralelamente à diversificação da matriz energética com base em energias renováveis, outras tecnologias surgem para auxiliar na descarbonização de atividades, sobretudo naquelas em que a transição energética para fontes limpas apresenta maiores dificuldades”. Ele citou como exemplo o sequestro de carbono, ou Carbon Capture and Storage (CCS).

RECUPERAR A CREDIBILIDADE

Jean Paul Prates enfatizou que durante o novo governo Lula o Brasil trabalhará para recuperar sua credibilidade junto à comunidade internacional e o protagonismo na agenda socioambiental, abrindo, assim, novas oportunidades para investimentos no país.

O senador petista ressaltou que o Brasil já desponta como referência no quesito renovabilidade das matrizes energética e elétrica e pode assumir um protagonismo na transição energética mundial, sobretudo se transformar suas vantagens comparativas em vantagens competitivas.

“O grande potencial do Brasil — em particular, do Nordeste — para a geração de energia eólica e solar a preços competitivos vem despertando o interesse de investidores de todo o mundo, que enxergam no país um promissor fornecedor de hidrogênio verde (H2V). O Brasil tem potencial, inclusive, de se tornar exportador de energia limpa”, destacou.

FONTES ALTERNATIVAS

Prates ressaltou que a diversificação da matriz energética, ancorada em fontes renováveis, deve ser o norte do país.

“Merecem destaque outras fontes alternativas de geração de energia, algumas já exploradas no país, ainda que distantes de todo seu potencial. É o caso da biomassa, do biogás e de biocombustíveis líquidos”. O senador lembrou que há, ainda, várias outras fontes em fase de pesquisa e desenvolvimento, caso do denominado hidrogênio sustentável.

COOPERAÇÃO

Para o Senador Jean, o enfrentamento da questão climática e implementação da transição energética é fundamental a cooperação. “Não apenas entre países, como Brasil e Noruega, mas também entre setores, como a academia e a indústria”.

Ele aponta a atuação conjunta e o fortalecimento da cooperação como “o único caminho possível, diante da magnitude e da urgência dos desafios climáticos”.

DEBATE

O debate desta segunda-feira (07) na conferência Brasil-Noruega foi sobre “Indústrias de energia na Noruega e no Brasil após o COVID e as perspectivas de transição dupla – digital e sustentável”.

Além do senador Jean Paul Prates, foram ouvidos Veronica Coelho, gerente da Equinor (estatal norueguesa de energia); William Christensen, do Ministério de Petróleo e Energia da Noruega; o Professor Morten Dæhlen, da Universidade de Oslo; e Beatriz Cotia; gerente da Hydro Energia. O debate foi moderado por David Cameron, da Universidade de Oslo.

COOPERAÇÃO DA NORUEGA

Logo no dia seguinte à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais, o ministro do Meio Ambiente da Noruega, Espen Barth Eide, afirmou que está disposto a retomar o financiamento do Fundo Amazônia, que tem por objetivo apoiar financeiramente a proteção à floresta amazônica.

Atualmente, as empresas do país nórdico estão presentes em 86 cidades brasileiras e empregam diretamente mais de 29 mil pessoas. Muitos investimentos noruegueses no Brasil estão ligados à energia eólica onshore e offshore, solar, captura de CO2, hidrogênio e novas tecnologias de combustíveis limpos.

Entre 2019 e 2020, foram investidos US$ 7 bilhões no Brasil. O investimento no setor de energia alcançou um nível recorde, com 71% do total investido. A Equinor é responsável por uma grande parcela do montante, resultado de um plano de investimentos no Brasil anunciado em 2018.

Os setores marítimo e offshore celebraram contratos importantes durante esse período, que garantirão sua presença no Brasil por muitos anos. Atualmente, tais setores correspondem a 7% do total investido.

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RN lidera leilão de compra de energia nova 2021

RN segue sendo protagonista no uso de energia nova (Foto: Daniel Herrera/Sedec)

O estado do Rio Grande do Norte ficou em primeiro lugar no leilão A-3 e A-4 de compra de energia nova 2021 realizado ontem (8). Ao todo foram contratados 350,6 MW em projetos de geração de energia no RN, tendo como principal fonte a eólica. O valor equivale a quase três vezes o contratado para o segundo colocado no leilão, que foi o estado de São Paulo, com 131 MW. A Paraíba ficou na terceira posição, com 100 MW.

Serão investidos R$1.427.253.000 na implantação dos projetos. O preço médio (R$/MWh) no leilão A-3 para fonte eólica foi de R$136,18 (deságio de 24,96%) e A-4 foi 150,70 (deságio 23,89%).

O Rio Grande do Norte possui mais de 22 empresas de geração de energia com projetos em operação, de acordo com boletim divulgado pela Sedec no último mês de março. O RN já concentra 181 empreendimentos em operação, sendo líder nacional em potência instalada, com 5,2 GW. O estado possui ainda 52 empreendimentos em construção (1,8 GW) e outros 78 contratados (3,1 GW), sem contar com os contratos do último leilão.

“Isso fortalece ainda mais nossa posição de líder quanto à produção de energia eólica no país. É resultado das ações de gestão, muito trabalho e planejamento; especialmente, numa área estratégica. Veja bem, isso é fruto de trabalho coletivo de uma gestão que tem foco, e isso denota o comprometimento que temos com o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Norte. Parabenizo, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) , todos os envolvidos em mais esse brilhante trabalho”, disse a governadora Fátima Bezerra.

O resultado do leilão também foi comemorado pelo Senador Jean Paul Prates (PT-RN), que é especialista na área de energia. “Fico feliz em ver esse resultado e orgulhoso de poder contribuir com o pioneirismo do Rio Grande do Norte na geração eólica”, afirmou o parlamentar.

 Jean foi Secretário Estadual de Energia durante a gestão da então governadora Wilma de Faria e trabalhou na prospecção e implantação dos primeiros projetos eólicos no estado

Vale lembrar que o Governo do Estado já captou, nos seis primeiros meses deste ano, R$ 5.359 bilhões de reais em investimentos contratados para a energia eólica no RN. Este valor representa 64% do total contratado em 2020 – cerca de R$ 8,3 bilhões. Enquanto isso, os investimentos contratados em energia solar fotovoltaica somam R$ 1.211 bilhões desde janeiro de 2021, o que corresponde a 59% do montante captado em 2020. As fontes eólica e solar totalizam mais de R$ 6,5 bilhões captados no primeiro semestre.

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Mossoró terá centro mundial de operação de energias renováveis

Centro da Voltália será implantado em Mossoró até o fim do ano (Foto: Elisa Elsie)

O Rio Grande do Norte ganha até o fim deste ano mais um equipamento para consolidar sua liderança nacional no setor de energia eólica. A multinacional Voltalia está finalizando a instalação do seu centro mundial de operações de energias renováveis no município de Mossoró.

O prédio, que será o coração da empresa de origem francesa, foi visitado no início da noite desta quarta-feira (7) pela governadora Fátima Bezerra e pela equipe da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec). Desde o centro, que é o primeiro dessa categoria no RN, a Voltalia irá controlar empreendimentos em mais de 20 países, 24h por dia nos sete dias da semana. A estrutura de primeira linha, que começa os testes de operação remota dos parques no próximo dia 13, representa um investimento de R$ 4,6 milhões, com 90 empregos de alta qualidade.

“Sinto muito orgulho de ver meu estado abrigar uma inovação dessa magnitude. É um investimento muito importante, abrigando 90 empregos de alta qualidade, absorvendo a mão-de-obra qualificada produzida pelas nossas instituições de ensino. Isso mostra que a aposta na educação gera resultados, assim como na parceria entre público e privado”, comentou a governadora.

Um dos operadores do sistema remoto de controle da Voltalia é justamente fruto dessa política de investimento em educação. Nascido em João Câmara, Pedro Henrique Costa formou-se há dois anos como técnico e tecnólogo em energias renováveis pelo campus do IFRN localizado na sua cidade. “Só tenho a agradecer à governadora, que trabalhou para levar o IFRN para João Câmara. E agora conquistei este espaço graças à minha formação”, disse o operador.

A chefe do Executivo estadual recebeu em janeiro deste ano, do CEO Robert Klein, a notícia de que Mossoró sediaria o centro mundial da Voltalia. Nesta visita foi acompanhada pelo diretor nacional de operação e manutenção, Eduardo Rego, e o diretor mundial da empresa Pierre-Jerome Desmarquest que apresentaram todo o portfólio da empresa que é a 4ª em geração de energia eólica e 2ª em investimentos no RN.

“Atualmente temos 590 MW em operação e mais 340 para entrar em operação. Ainda contamos com planta de energia solar contratada de 550 MW, que será a maior do RN, e fica pronta até o final de 2022”, detalhou Eduardo Rego.

Atualmente a Voltalia conta com investimentos em São Miguel do Gostoso, Serra do Mel e Areia Branca, onde está construindo aquele que será o maior cluster de energia solar e eólica do mundo. A previsão é de que a empresa invista R$ 2,5 bilhões no estado até 2023.

O RN conta com uma geração de energia eólica de 4,6 GW, além de ter mais 3,5 GW contratados, garantindo a liderança na geração de energia eólica para o Brasil. “Todo o nosso trabalho, sob a orientação da governadora, visa dar garantia para os empreendedores. O estado é parceiro de quem gera emprego e renda. Por isso estamos atraindo cada vez mais investimento”, destacou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado.

A visita foi acompanhada ainda por Silvio Torquato, secretário-adjunto de desenvolvimento econômico, Hugo Fonseca, coordenador de Desenvolvimento Energético, e Vilmar Pereira, presidente da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (Acim) e vice-presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern).