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Paulo Linhares deve assumir comando do PSD em Mossoró

O prefeito Allyson Bezerra escolheu se filiar ao União Brasil do ex-senador José Agripino, mas preservou a parceria política com a senadora Zenaide Maia e dela recebeu a garantia de controle do PSD em Mossoró.

Allyson deve indicar o presidente do PREVI-Mossoró Paulo Linhares, dono da rádio Difusora de Mossoró, para o comando do PSD. O convite já foi feito.

Paulo tem experiência como dirigente partidário. É um dos fundadores do PT em Mossoró e também já presidiu o PSB no município no início do século.

O PSD tem atualmente Ráerio Cabeção nos seus quadros. Paulo terá a missão de organizar a nominata acomodando parte dos vereadores da base do prefeito para as eleições do próximo ano.

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Presidente do Previ acusa gestão anterior de ter investido em títulos podres

O presidente do PREVI-Mossoró Paulo Linhares revelou na entrevista coletiva dos auxiliares do prefeito Allyson Bezerra (União) que quando deixou o cargo há quase dez anos (na verdade a última passagem dele pela função foi ainda na gestão de Francisco José Junior em março de 2015) deixou R$ 78 milhões em caixa e que quando retornou encontrou cerca de R$ 27 milhões.

“Voltando aqui encontrei uma coisa muito diferente do que encontramos”, frisou. “Na verdade, do ponto de vista meramente contábil eram R$ 63 milhões, mas depois descobrimos que R$ 19 milhões estavam em títulos podres, em negociações criminosas de gestões anteriores”, disparou.

Ele disse que ainda havia uma dívida da Prefeitura de Mossoró com o Previ de quase R$ 17 milhões de descontos de Imposto de Renda na fonte que não eram repassados. “Uma coisa criminosa, grave!”, afirmou.

Paulo disse ainda que atual gestão quitou uma dívida de R$ 233 milhões das gestões anteriores com a Previ. “O Governo anterior de 48 meses em 42 não fez os repasses da contribuição patronal. Eram R$ 2 milhões por mês”, complementou.

Ele disse ainda que o PREVI-Mossoró é responsável por mais de 900 famílias.

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Reforma da previdência municipal aumentará alíquota para 14% e presidente descarta escalonamento

O presidente do Previ-Mossoró Paulo Linhares classificou a reforma da previdência municipal como uma adequação a Lei Federal que deveria ter sido feita em 2020.

Em entrevista ao Foro de Moscow desta sexta-feira ele disse a alíquota vai subir de 11% para 14% e descartou fazer escalonamento como na reforma da previdencial estadual. “No caso do município não há uma disparidade tão grande nos salários”, disse. “A gente fez um estudo técnico e viu que essa diferença é muito pequena”, complementou.

Segundo Paulo Linhares a baixa disparidade entre os salários na Prefeitura de Mossoró atrapalha essa medida. “A massa de vencimentos do município de Mossoró é muito homogênea para baixo”, frisou.

Confira o trecho da entrevista:

Na reforma da previdência estadual a alíquota permaneceu em 11% para quem ganha até R$ 3,5 mil e nas demais faixas salariais houve variação chegando a 18% para quem ganha acima de R$ 25 mil.

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Foro de Moscow 27 jan 2022 – CDL Mossoró bate de frente com passaporte vacinal

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Allyson define mais dois membros do secretariado

Cledinilson e Linhares estarão na equipe de Allyson (Fotomontagem: Blog do Barreto)

O prefeito Allyson Bezerra (SD) tem mais dois membros do primeiro escalão definidos.

O advogado Paulo Linhares, como adiantamos sábado no Twitter será o presidente do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (PREVI-Mossoró). Allyson confirmou a informação no Rede News 360.

Já o 3º sargento da Polícia Militar Cledinilson Morais de Oliveira vai assumir a Secretaria Municipal de Segurança Pública, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito. Notícia dada em primeira mão pelo Portal Mossoró Hoje.

Currículos

Paulo Linhares: advogado renomado, ele é professor do curso de direito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), foi presidente do Instituto de Previdência do RN (IPERN) na gestão de Wilma de Faria, foi presidente do Previ-Mossoró na gestão de Francisco José Junior e o dono Rádio Difusora.

Clidenilson Morais: é policial militar há 19 anos ocupando funções no Ciosp, Rocam, Serviço de Inteligência e Polícia Ambiente. Recentemente foi selecionado para compor a Guarda Nacional.

Leia também:

Allyson confirma dois professores no secretariado

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Treta na transição de governo em Mossoró

Paulo e Anselmo tiveram discussão ríspida (Fotomontagem: BCS)

O jornalista Carlos Santos revelou em seu blog (ver AQUI) que o clima da transição em governo em Mossoró evoluiu da tensão para o bate-boca entre o advogado Paulo Linhares e o consultor-geral do município Anselmo de Carvalho.

Paulo está tentando receber documentos com o quadro do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (PREV-Mossoró) e foi informado que Anselmo vetou a entrega.

Linhares ligou para Anselmo e eles tiveram uma discussão ríspida.

A demora no envio de documentos vem gerando preocupação. Hoje no Foro de Moscow (ver AQUI) o coordenador da equipe de transição Raul Santos falou que não recebeu nenhum documento e que está tendo que se virar para ter acesso as informações básicas como contratos e quadro de pessoal.

Ontem o Portal do RN (ver AQUI) já tinha relatado que há um temor de que seja apresentada uma outra proposta orçamentária.

Já foram enviados 19 ofícios pedindo informações.

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Rede Sustentabilidade reúne 30 pré-candidatos a vereador e recebe filiação de ex-deputado

João Gentil organizou a Rede com 30 candidatos (Foto: Edilberto Barros/CMM)

A Rede Sustentabilidade conseguiu formar nominata com 30 pré-candidatos a vereador nas eleições deste ano. A legenda é organizada na cidade por João Gentil, único representante da agremiação na Cãmara Municipal de Mossoró.

Entre os principais nomes da Rede estão Cione Moura, Monique Silveira, Abraão Dutra, Haroldo da Boa Vista, Pastor João, Obery da ACIM, Ana Maria e Didi Mutuca.

 Ainda estão filiados ao partido o advogado Paulo Linhares e o empresário Rútilo Coelho. Eles poderão ser candidatos a vereador ou disponibilizar o nome para majoritária.

Outro que se filiou à Rede é o ex-deputado Francisco José.

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Equinócio irredento

Por Paulo Afonso Linhares

Na sabedoria dos camponeses nordestinos, o dia 19 de março em que homenageiam São José, o pai mortal de Jesus, é balizador decisivo para boa estação chuvosa e, por consequência, boas colheitas. A sabedoria popular, todavia, não é desprovida de cientificidade. O equinócio de outono, acompanhado do fenômeno da superlua, ocorreu neste 20 de março de 2019. Se chuvas ocorrem nesse dia, há uma infalível certeza de ‘bom inverno’.

Desta feita, mal vencido o equinócio de 2019, eis que a Polícia Federal faz cumprir, em São Paulo, mandados de prisão preventiva, expedidos pelo juiz Marcelo Bretas (aquele do olhinho baixo…), do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Wellington Moreira Franco, este também conhecido no submundo da corrupção como “Gato Angorá”.

Claro, municiado de informações privilegiadas, o cartel da mídia brasileira revelou, finalmente, as personagens que faltavam nessa ópera bufa cuja cena única era, até agora, a daquele velhinho barbudo, com nome  de intragável crustáceo, que, de rigor, nem deveria estar ali.

 Enfim, cenas de uma prisão anunciada: o chefe da quadrilha do MDB vai para o xilindró. Nada a comemorar, mesmo porque tais prisões são apenas de caráter preventivo, sem qualquer culpa formada relativamente aos presos. As repercussões midiáticas  parecem evidentes, no Brasil e no mundo. De repente, aquele juiz de olhinho à Ceveró passa a ocupar o lugar que há bem pouco tempo era do draconiano juiz Sérgio Moro, hoje envergonhado ministro da justiça do capitão Bolsonaro.

Afinal, desde que essa desavergonhada república existe, apenas dois ex-presidentes foram, com ou sem razão encarcerados, como criminosos comuns: Lula, sob o tacão do juiz Moro, e Temer, por decisão do juiz Marcelo Bretas. Sequiosa de ancestral vingança,  brasileiros de classes sociais diversas  exultam. Claro, jamais imaginam como age essa máquina judiciária que, atendendo às pautas de um empoderado ministério público, que pretendem, em conjunto, fazer um redesenho do Brasil que contemple unicamente a sua hegemonia.

O que poucos imaginavam é que, entre a “cutucada e a imediatidade do ‘êpa!”, o desembargador federal Antonio Ivan Athié, do Tribunal Federal da 2ª Região, abrisse a ‘ gaiola’ para libertar Temer, Gato Angorá  e mais outros cinco presos envolvidos na mesma investigação. Sem entrar no mérito das ‘virtudes’ judicantes do desembargador Atihé, inclusive, vários processos em que foi envolvido na condição de réu, aliás, brilhantemente absolvido em todos eles, sua decisão foi juridicamente irretorquível; julgou corretamente em se tratando de uma prisões preventivas inspiradas não nos requisitos legais incrustados no remendadíssimo Código de Processo Penal, mas, nas motivações midiáticas do juiz Bretas e dos membros da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Com efeito, no aprofundamento da democracia, tais  ‘efeitos de demonstração’ se tornam inevitáveis. Ninguém estaria acima da lei. Assim, sejam quais forem os propósitos dessa guerra surda contra o dragão da maldade da corrupção, a exultante expectativa é a de que a “velha política” seja derrotada. Será? Parece que não: a armação dos procuradores da República para arrancar 2,5 bilhões de reais da Petrobras para criar uma “Fundação Lava Jato” de cunho  privado fez cair uma pesada e não menos suspeito véu. A ação vigilante da imprensa e das redes sociais evitou fosse concretizada a ministerial falcatrua que, aliás, mereceu até o repúdio de dona Raquel Dodge, procuradora-geral da República do Brasil, que ajuizou uma ação no STF contra isso.

O episódio mostra as vísceras de um velho costume político brasileiro: corruptos são sempre os outros; do outro lado, somente anjos vingadores que cumprem a lei e desejam esvurmar os bulbos infectos da ‘peste vermelha’ que teria assolado o país. Balela, avassaladora hipocrisia política praticada à sombra das instituições democráticas e republicanas que avultam do seio da Constituição, em que a busca da sobrelevação dos interesses populares que traduzem, no máximo, os apetites insaciáveis das corporações que dominam a máquina burocrática do Estado, no Ministério Público, no Judiciário, no aparato de segurança e mesmo nalgumas ‘manchas’ conservadoras do Congresso Nacional. Tudo a muitos anos-luz da ideia-força de radicalização da democracia imaginada por Rosa Luxemburgo.

Com efeito, escarafunchar o passado é fácil; difícil é conviver com o presente e antecipar o futuro. O desiderato, agora, é adular os patrões da Wall Street, a CIA, as insanos arreganhos de Washington e de seu atual contestável Danald Trump, afinal, essas coisas de liberdade, inclusive, a de imprensa, de autonomia e harmonia dos poderes do Estado, o equilíbrio  federativo, são, nos dias que correm, apenas anacrônicos delírios dos “pais fundadores” da pátria  norte-americana que serviram de inspiração a outros povos do mundo, inclusive, o brasileiro.

Esses valores, diante da ressaca conservadora e de fortes pendores autoritários, não passam de frágeis velas ao vento – “candles in the Wind” – que ameaçam o legado das luzes e podem fazer  com que estes trópicos confusos afundem numa nova era de desalento e escuridão.

Afinal, cá para estas bandas, o presidente Bolsonaro já decidiu que ao menos os quartéis, “que nos ensinam antigas lições”, como dizia o poeta Vandré em tempos idos e de triste memória, devem comemorar com ardor o aniversário de 55 anos do ‘movimento’ cívico- militar de 31 de março de 1964. Ocorrendo isso, tantos brasileiros torturados, mortos e ‘desaparecidos’ sob o tacão do regime militar, jamais poderão dizer “presente”, varridos que estarão sendo para debaixo do perverso tapete da História.

Contudo, estaremos vigilantes. Ave, Anatália de Melo Alves!