Garibaldi e Agripino e a velha roupa colorida

Garibaldi e Agripino ficarão sem mandato por decisão do eleitor pela primeira vez

“Você não sente nem vê

Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo

Que uma nova mudança em breve vai acontecer

E o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo

E precisamos todos rejuvenescer”

Na música Velha Roupa Colorida o genial Belchior trava uma dialética entre o velho e o novo. Ouvindo ela no carro hoje enquanto me dirigia ao trabalho lembrei de que quando pesquisava os jornais dos anos 1980 para o trabalho, que resultou no livro Os Rosados Divididos, que os então jovens e promissores Garibaldi Alves Filho e José Agripino Maia apareciam como o futuro do Rio Grande do Norte.

Agora faz apenas cinco dias que eles conheceram a segunda derrota de suas respectivas carreiras e pela primeira, por decisão do eleitor, vez ficarão sem mandato em mais de 30 anos.

Há 40 anos eles eram o novo, a renovação da história política das famílias Alves e Maia que já dividiam a política no Rio Grande do Norte. Garibaldi sucedeu o tio Aluízio, ex-governador, em carisma popular.

A força de Aluízio se dividiu em dois herdeiros Garibaldi com as qualidades citadas acima e o filho Henrique Alves ficando com a reconhecida capacidade de articulação.

José Agripino deu um toque de juventude e fôlego ao clã Maia herdando a estrutura política montada durante a ditadura militar pelo pai, Tarcísio.

As carreiras de Agripino e Garibaldi são praticamente idênticas. Os dois foram prefeitos de Natal sendo o primeiro biônico em 1979 e o segundo eleito pelo voto popular em 1985.

Ambos foram governadores duas vezes. 

Agripino eleito em 1982, favorecido pelo voto vinculado, e em 1990 derrotando o primo Lavoisier Maia no segundo turno. Garibaldi eleito e reeleito em 1994 e 98 nesta última impondo a única derrota eleitoral de “Jajá” até domingo.

Líder da oposição e presidente nacional do DEM nos governos petistas, Agripino foi eleito senador em quatro oportunidades (1986, 1994, 2002 e 2010). Garibaldi em outras três (1990, 2002 e 2010) sendo presidente do Senado entre 2007 e 2008.

Garibaldi ainda foi ministro da previdência, um dos mais bem avaliados, inclusive.

Mas o que levou os dois principais líderes políticos do Rio Grande do Norte a uma derrota humilhante como a do último domingo? A letra de Belchior da abertura deste artigo diz muito: “o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo e precisamos todos rejuvenescer”.

Agripino e Garibaldi não perceberam ao longo dos últimos anos que uma nova mudança ia acontecer e não se atualizaram. Se mantiveram presos às velhas práticas de sempre apostando tudo na velha política de compadrio, distribuição de emendinhas para segurar apoios de prefeitos que mais parecem mendigos em busca de recursos federais nas portas dos gabinetes do Congresso Nacional.

A eleição de 2014 deu um recado ignorado pela dupla com as derrotas de seus aliados para Governo e Senado para uma chapa reduzida sob a batuta de Robinson Faria (PSD) e Fátima Bezerra (PT).

Agripino, principalmente, e Garibaldi, um pouco menos, se distanciaram do povo potiguar, não assumiram bandeiras importantes. O primeiro dedicou os últimos oitos anos a destruir o PT focando-se numa atuação que deixou muito de lado os interesses do Rio Grande do Norte. O segundo se acomodou no carisma, no um milhão de votos que recebeu em 2010 e na fama de maior eleitor do sofrido elefante.

Nenhum dos dois moveu uma palha no processo de desinvestimento da Petrobras. Assistiram passivamente o desastre acontecer, apenas para citar uma das grandes pautas do Estado.

Quando 2018 se iniciou eles finalmente já estavam cientes de que teriam pela frente uma eleição complicada. A dupla eleita separada em 2002 e em dobradinha (ou voto casado) em 2010 tinha percebido que seria difícil. Em janeiro, Garibaldi em entrevista no programa Conversa de Alpendre da TCM disse que teria pela frente a eleição mais difícil da vida.

Agripino encontrou na necessidade de tornar o palanque oligárquico menos pesado a saída honrosa para o rebaixamento político à Câmara Federal, mas mesmo assim não deu. Recebeu apenas 64.678 votos e acabou ficando na segunda suplência de deputado federal em sua coligação. A humilhação nas urnas surpreendeu a todos que esperavam que ele fosse um dos mais votados.

É como outro trecho da música que abre este texto:

“No presente, a mente, o corpo é diferente

E o passado é uma roupa que não nos serve mais

No presente, a mente, o corpo é diferente

E o passado é uma roupa que não nos serve mais”

Garibaldi e Agripino foram roupa nova nos anos 1970 e 80 vestindo-se de verde e vermelho, dividindo bacuraus e bicudos pelo Rio Grande do Norte. As roupas se misturaram na máquina de lavar da política que lhes deu uma sobrevida na década passada, mas roupa que ficou colorida ao se misturar e envelheceu e não servia mais para os potiguares que exigem novas práticas e mais atenção dos seus representantes.

Como diz Belchior em outra letra célebre “o novo sempre vem” mesmo para quem sempre amou o passado como o eleitor potiguar.

 

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O “feito” histórico de Robinson

Nunca na história do Rio Grande do Norte um governador eleito disputou a reeleição quatro anos depois e saiu derrotado nas urnas.

Nunca antes, um governador disputando a reeleição não foi ao menos o segundo colocado (Iberê Ferreira de Souza e Fernando Freire, vices que se tornaram governadores) polarizaram as disputas de 2002 e 2010.

Robinson amargou um melancólico terceiro lugar, vergonha que a hoje prefeita Rosalba Ciarlini (PP) foi poupada de passar pelos seus algozes (hoje aliados) de 2014.

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Veja os resultados das eleições no RN para Governo e Senado desde a redemocratização

A primeira eleição após o fim da ditadura militar foi realizada em 1986 quando foram eleitos governadores e senadores. A partir da constituição de 1988 passamos a ter a possibilidade de segundo turno nas disputas por cargos executivos.

Como foram os resultados das eleições para Governo do Estado e Senado desde então no Rio Grande do Norte?

As disputas para o Governo foram decididas no segundo turno em quatro oportunidades: 1990, 2002, 2006 e 2014.

Confira os números:

1986

Governo

Candidatos a governador do estado Votação Percentual
Geraldo Melo
PMDB
464.559 50,11%
João Faustino
PDS
450.488 48,60%
Aldo Tinoco
PDT
6.700 0,72%
Sebastião Carneiro
PT
5.293 0,57

 

Senado

José Agripino Maia
PFL
426.869 25,24%
Lavoisier Maia
PDS
408.510 24,16%
Martins Filho
PMDB
395.449 23,38%
Wanderley Mariz
PMDB
393.754 23,28%
Miranda Sá Neto
PDT
23.764 1,41%
Moacir Duarte
PDS
15.742 0,93%
Laércio Bezerra de Melo
PSB
11.046 0,65%
Maria Nazaré Batista
PT
8.968 0,53%
Damião de França Pinheiro
PT
7.123 0,42%

 

1990

Governo

José Agripino Maia
PFL
454.528 48,11%
Lavoisier Maia
PDT
372.301 39,40%
Salomão Gurgel
PT
103.616 10,97%
Ana Catarina Alves
PTR
14.343 1,52%

 

Segundo turno

José Agripino Maia
PFL
525.229 52,09%
Lavoisier Maia
PDT
483.067 47,91%

 

Senado

 

Garibaldi Alves Filho
PMDB
404.206 52,02%
Carlos Alberto de Sousa
PDC
329.793 42,45%
José de Anchieta Ferreira Lopes
PCdoB
42.991 5,53%

 

1994

Governo

Garibaldi Alves Filho
PMDB
489.765 52,67%
Lavoisier Maia
PDT
359.870 38,70%
Fernando Mineiro
PT
44.596 4,80%
Wilma de Faria
PSB
35 591 3,83%

 

Senado

Geraldo Melo
PSDB
441.707 27,75%
José Agripino Maia
PFL
387.935 24,37%
Francisco Urbano
PSDB
310.746 19,52%
Raimundo Fernandes
PL
218.780 13,74%
Salomão Gurgel
PSB
72.835 4,58%
Floriano Bezerra
PT
61.047 3,84%
Jorge de Castro
PT
59.789 3,76%
Hermano Paiva de Oliveira
PPS
38.779 2,44

 

1998

Governo

Garibaldi Alves Filho
PMDB
560.667 50,17%
José Agripino Maia
PFL
462.177 41,36%
Manoel Duarte
PT
75.164 6,73%
Dário Barbosa
PSTU
8.124 0,73%
Roberto Ronconi
PSN
6.538 0,58%
Marconio Cruz
PSC
4.865 0,43%

 

Senado

Fernando Bezerra
PMDB
539.197 52,34%
Carlos Alberto de Sousa
PSDB
353.414 34,31%
Hugo Manso
PT
122.857 11,93%
Sônia Godeiro
PSTU
14.633 1,42%

 

2002

Governo

Wilma de Faria
PSB
492.756 37,59%
Fernando Freire
PPB
404.865 30,89%
Fernando Bezerra
PTB
261.225 19,93%
Ruy Pereira
PT
147.380 11,24%
Sônia Godeiro
PSTU
2.392 0,18%
Marcônio Cruz
PSC
1.498 0,12%
Roberto Ronconi
PSDC
614 0,05%

 

Segundo turno

Wilma de Faria
PSB
820.541 61,05%
Fernando Freire
PPB
523.614 38,95%

 

Senado

Garibaldi Alves Filho
PMDB
714.363 29,48%
José Agripino Maia
PFL
594.912 24,53%
Geraldo Melo
PSDB
479.723 19,79%
Augusto Viveiros
PFL
221.147 9,13%
Hugo Manso
PT
217.911 8,99%
José Marcelo de Souza
PT
113.405 4,68%
Ismael Wanderley Filho
PSB
68.480 2,83%
Maurício Pereira Dantas
PRP
6.697 0,28%
Fernando Antônio dos Santos
PSTU
4.684 0,19%
Ana Célia Ferreira
PSTU
2.341 0,10%

 

2006

Governo

Wilma de Faria
PSB
764.016 49,58%
Garibaldi Alves Filho
PMDB
749.003 48,60%
Sandro Pimentel
PSOL
14.172 0,92%
José Geraldo Fernandes
PSL
5.907 0,38%
Humberto Silva
PTC
5.582 0,36%
Antônio José Bezerra
PCB
2.470 0,16%

 

Segundo turno

Wilma de Faria
PSB
824.101 52,38%
Garibaldi Alves Filho
PMDB
749.172 47,62%

 

Senado

Rosalba Ciarlini
PFL
645.869 44,18%
Fernando Bezerra
PTB
634.738 43,42%
Geraldo Melo
PSDB
155.608 10,65%
Joanilson Rego
PSDC
9.021 0,62%
Simone Dutra
PSTU
6.008 0,41%
Augusto Maranhão
PTC
4.603 0,32%
Antônio Sotero da Silva
PSL
4.013 0,27%
Edgar Nazareno Caldas
PCB
1.912 0,13%

 

 

2010

Governo

Rosalba Ciarlini
DEM
813.813 52,46%
Iberê Ferreira
PSB
562.256 36,25%
Carlos Eduardo Alves
PDT
160.828 10,37%
Sandro Pimentel
PSOL
10.520 0,68%
José Walter Xavier
PCB
2.078 0,13%
Bartô Moreira
PRTB
1.746 0,11%

 

Senado

Garibaldi Alves Filho
PMDB
1.042.272 35,03%
José Agripino Maia
DEM
958.891 32,23%
Wilma de Faria
PSB
651.358 21,89%
Hugo Manso
PT
224.125 7,53%
Joanilson Rego
PSDC
66.408 2,23%
Sávio Ximenes
PCdoB
25.783 0,87%
Ronaldo Garcia
PSOL
6.639 0,22%

 

 

2014

Governo

Henrique Eduardo Alves
PMDB
702.196 47,34%
Robinson Faria
PSD
623.614 42,04%
Robério Paulino
PSOL
129.616 8,74%
Simone Dutra
PSTU
14.549 0,98%
Araken Farias
PSL
13.396 0,90%

 

Segundo turno

 

Robinson Faria
PSD
877.268 54,42%
Henrique Eduardo Alves
PMDB
734.801 45,58%

 

Senado

Fátima Bezerra
PT
808.055 54,84%
Wilma de Faria
PSB
636.896 43,23%
Lailson de Almeida
PSOL
15.164 1,03%
Ana Célia Ferreira
PSTU
13.253 0,90%
Roberto Ronconi*
PSL
zero zero

 *Teve o registro de candidatura cassado.

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Lula quer repetir Perón ao tentar transferência de votos

Haddad no desafio de “ser” Lula (Foto: RICARDO STUCKERT AFP)

FLÁVIO GAITÁN E FABIANO SANTOS*

EL PAÍS

A questão da transferência de votos tem, por justas razões, merecido espaço no Observatório das Eleições. Até o momento, a possibilidade de se ter nas eleições de outubro massiva transferência de votos de eleitores de Lula para a candidatura por ele indicado em sua substituição dada o virtual impedimento de sua própria tem sido examinada a luz da experiência brasileira, tanto recente, quanto mais remota. Não obstante, ao que tudo indica, a inspiração de onde o Lula extraiu a ideia de competir “através de sua ausência”, em nome do seu legado, não reside no Brasil, mas sim em nossos vizinhos, mais especificamente na Argentina, em inícios dos anos 70 do século passado.

Por ocasião das eleições de 1958 pela primeira vez ocorre uma espécie de transferência de votos do líder impedido de participar nas eleições, Juan Perón, para outro candidato, Arturo Frondizi, da Unión Cívica Radical Intransigente, um intelectual nacionalista representante dos setores mais moderados e abertos à possibilidade de acabar com a proscrição até então vigente ao peronismo. Há divergências sobre se houve ou não um pacto formal entre Perón e Frondizi, mas os fatos históricos indicam que os peronistas votaram no candidato da UCRI com a esperança de que, uma vez chegado ao poder, aquele legalizaria os sindicatos e acabaria com o veto à participação dos peronistas no jogo eleitoral. Essa aliança, real ou não, possibilitou a vitória de Frondizi sobre Ricardo Balbin, do setor radical menos propenso ao diálogo. O triunfo de Frondizi surpreendeu aos setores antiperonistas e mostrou que, apesar dos intentos do governo autoritário precedente, o peronismo continuava vivo.

A proscrição do peronismo, não obstante, perdurou até 1973, embora medidas de relaxamento da proibição tenham sido levadas a cabo por Arturo Frondizi (presidente entre 1958 e 1962), mediante a aprovação das leis de anistia e de liberdade sindical e a permissão para o movimento peronista disputar eleições através de nomes alternativos, o mesmo ocorrendo durante a presidência de Arturo Illía (entre 1963 e 1966). Para todos os efeitos práticos, contudo, o Partido Justicialista continuava impedido de participar do jogo eleitoral e Juan Perón, proibido de entrar no país.

Depois de novo período turbulento, eleições foram convocadas para 11 de março de 1973. Novo Estatuto Fundamental, embora temporário, foi aprovado em de 1972, estabelecendo o voto direto, período de governo de quatro anos com possibilidade de reeleição e segundo turno caso nenhum candidato obtivesse 50 por cento mais um dos votos válidos. Em teoria, o processo eleitoral representava o final de um longo ciclo de proscrição peronista. No entanto, o Estatuto, datado de 27 de julho, rezava que em 25 de agosto, menos de um mês depois, todos os candidatos deveriam ter seu domicílio consagrado na cidade de Buenos Aires. Perón, residente na Espanha àquela altura, obviamente ficara impedido de ser candidatar.

Agora sim, o fenômeno da transferência de votos ocorre em sua plenitude. De fato, em torno da figura de Perón se configura enorme coalizão eleitoral ao incluir a Frente de Esquerda Popular, o Movimento de Integração e Desenvolvimento, o Partido Conservador Popular e o Partido Democrata Cristão, coalizão denominada de Frente Justicialista de Libertação (FREJULI), com Hector Cámpora-Vicente Solano Lima como candidatos “nominais”.

Na campanha, utilizando-se do lema “Cámpora no governo, Perón no poder”, o peronismo buscou deixar bem claro que Cámpora no governo era, na verdade, um estratagema para que Perón retornasse ao governo. Mesmo em um contexto de grande hostilidade de vastos setores conservadores, de partidos políticos, do poder judiciário, parte do exército e do ex-ditador Lanusse, o FREJULI ganhou em todo o país, com pouco menos de 50 % dos votos, resultado que levou o segundo colocado, Ricardo Balbin, a abrir mão de participar no segundo turno. Em 25 de maio de 1973 Cámpora tomou posse, mas convoca novas eleições. Em setembro de 1973, 62% dos argentinos puderam, finalmente, votar em quem achavam a melhor opção para conduizir o país. Juan Perón foi eleito presidente pela terceira vez.

O que a experiência argentina nos ensina? Condições muito específicas permitiram que o fenômeno ocorresse. Mesmo assim, os desdobramentos não foram nem um pouco alvissareiros. Claro está que a morte de Perón e a assunção de sua então esposa, Isabel Perón, que havia concorrido em sua chapa como vice, foram ingredientes inesperados e importantes para o desastroso desenlace de 1976. De toda forma, ao se pensar no caso argentino e sua transplantação para a experiência brasileira contemporânea, com o provável deslocamento de votos de Lula para o candidato do PT, Fernando Haddad, não é possível esperar que um triunfo da estratégia cancele os elementos mais permanentes de resistência a um governo de perfil mais popular. Em uma palavra, não modificará o quadro de casuísmo judicial, ameaças autoritárias de setores militares, nem convencerá a grande mídia de seu óbvio viés.

Flávio Gaitán é professor na UNILA e Fabio Santos, do IESP e UERJ.

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Segundo IBOPE, Fátima teria maior vitória já registrada em primeiro turno no RN se a eleição fosse hoje

Fátima venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje

Exclua nulos, brancos e abstenções e leve em consideração apenas os votos válidos conforme estabelece as regras da Justiça Eleitoral que leva em consideração apenas os votos válidos.

Neste cenário, a senadora Fátima lideraria com 57% das intenções de votos para o Governo. Quando ela foi eleita para o Senado recebeu 54% dos votos válidos. O cenário indica uma “gordura” de 7% para vencer no primeiro turno.

Seria a maior vitória de um candidato ao Governo do RN no primeiro turno. Desde 1990, a eleição para o comando do “Sofrido Elefante” foi definida sem necessidade de segundo turno em três oportunidades.

Em 1994 e 1998, Garibaldi Alves Filho (MDB) foi eleito e reeleito no primeiro turno com respectivamente 52,67% e 50,17%. Em 2010, a hoje prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) foi eleita com 52,46% dos votos válidos.

Cenário do IBOPE apenas com votos válidos

Fátima Bezerra: 57%

Carlos Eduardo: 25%

Robinson: 13%

Carlos Alberto: 3%

Breno Queiroga: 2%

Nota do Blog: é preciso lembrar que pesquisa é o retrato do momento e muitos indecisos devem definir os votos até 7 de outubro alterando esses percentuais de votos válidos.

Outros: 0%

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Desistência de Sandra consolida eleição para deputado federal despolarizada em Mossoró. Confira histórico do confronto Rosado x Rosado

Ontem a vereadora Sandra Rosado (PSDB) decidiu não ser candidata a deputada federal. Com isso, a eleição de 2018 será a primeira em 24 anos sem a polarização Rosado x Rosado em Mossoró.

Desde 1994, os dois grupos hegemônicos de herdeiros de Jerônimo Rosado se enfrentam numa disputa à parte para eleger um deputado federal. Era quase uma disputa distrital na segunda cidade do Estado. Em 1994 e 98 foi um embate Laíre x Betinho Rosado. Em 2002, 06 e 10 tivemos Sandra x Betinho. Já em 2014 foi Sandra x Beto Rosado.

Dos seis confrontos, o rosalbismo venceu quatro e o sandrismo dois (ver quadro abaixo).

Ano Candidato do sandrismo Candidato do rosalbismo Votação em Mossoró
1994 Laíre Rosado Betinho Rosado 17.969 x 13.379
1998 Laíre Rosado Betinho Rosado 20.975 x 21.252
2002 Sandra Rosado Betinho Rosado 27.779

X 28.702

2006 Sandra Rosado Betinho Rosado 19.852 x 28.709
2010 Sandra Rosado Betinho Rosado 25.072 x 32.245
2014 Sandra Rosado Beto Rosado 18.271 x 15.321

A decisão de Sandra faz os Rosados voltarem aos objetivos do período pré-divisão: eleger um estadual, um federal para em seguida manter a Prefeitura de Mossoró nas eleições municipais.

DEPUTADO ESTADUAL

A polarização Rosado x Rosado para deputado estadual é um fenômeno político que não acontece em Mossoró desde 2002 quando Larissa Rosado disputou o mesmo nicho eleitoral que Ruth Ciarlini, representando o rosalbismo. Em 2006, entrou em cena Leonardo Nogueira em nome de outro ramo da família e Chico da Prefeitura. As duas candidaturas tiraram Ruth da Assembleia Legislativa. Em 2010, houve um empate técnico entre Larissa, Leonardo e Chico.

Em 2014, o rosalbismo não lançou candidato a deputado estadual.

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Segundo o IBOPE, Wilma é a melhor governadora. Robinson o pior confirmando enquete do Blog

A pesquisa do IBOPE encomendada pela Tribuna do Norte perguntou aos eleitores qual o melhor governador que o Rio Grande do Norte nos últimos 30 anos. O pior também foi apontado pelos eleitores.

No questionário quando a pergunta foi qual o melhor governador do Rio Grande do Norte o resultado foi o seguinte:

Wilma de Faria: 30%

Garibaldi Alves Filho: 22%

José Agripino Maia: 17%

Geraldo Melo: 11%

Rosalba Ciarlini: 6%

Robinson Faria: 2%

Nenhum: 5%

Não sabe: 8%

Quando a pergunta foi no sentido inverso (qual o pior?) o resultado foi assim:

Robinson Faria: 42%

Rosalba Ciarlini: 22%

Geraldo Melo: 7%

Wilma de Faria: 5%

Garibaldi Alves Filho: 4%

José Agripino Maia: 4%

Nenhum/não sabe: 16%

Nota do Blog: o resultado da pesquisa confirma a enquete desta página cujo resultado foi divulgado hoje. Ver AQUI 

 

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Enquete aponta Robinson como o pior governador desde a redemocratização

Robinson-Faria-2

Na enquete desta semana o Blog do Barreto perguntou aos leitores qual o pior governador desde a redemocratização. O “peso do presente” acabou sendo determinante para o governador atual, Robinson Faria (PSD), que ficou com 58% das citações.

Detentor dos piores índices de impopularidade já registrados no Rio Grande do Norte, Robinson Faria não foi poupado nas justificativas dos votos. “Robson (sic) bateu recorde em tudo de ruim, principalmente na segurança, e era o que mais ele dizia que ia ser o governador da segurança, imagine kkkk”, disse o ex-vereador Nogueira de Dodoca.

Mas a atual prefeita de Mossoró não foi esquecida pelos leitores do Blog, principalmente pelo fato dos problemas que hoje marcam a gestão de Robinson terem começado no Governo dela. “Vou votar em Rosalba porque ela preparou o caminho pro (sic) Robson Faria. Com certeza são os dois piores, não troco um pelo outro”, justificou Francisco Luiz Souza.

A história de Geraldo Melo, atual pré-candidato ao Senado pelo PSDB, foi lembrada por 8% dos leitores. A relação ruim com os servidores estaduais não foi esquecida mesmo quase 30 anos após o fim do seu governo. “É evidente que o Robson ou a Rosalba tenham mais indicações. Pela distância temporal, poucos lembrarão do tão terrível governo do ” vento forte”. Se as pessoas reclamam, por exemplo, dos atrasos de salários, não há comparação com os 4 meses de atraso do governo Geraldo Melo, com a humilhação de ficar horas e horas no estádio Nogueirão, no sol, para receber o vencimento”, disse Antonio Damasceno.

Na próxima terça-feira o Blog do Barreto lança uma nova enquete.

Resultado

Robinson Faria (PSD): 58%

Rosalba Ciarlini (PP): 34

Geraldo Melo (PSDB): 8%

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