Segundo IBOPE, Fátima teria maior vitória já registrada em primeiro turno no RN se a eleição fosse hoje

Fátima venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje

Exclua nulos, brancos e abstenções e leve em consideração apenas os votos válidos conforme estabelece as regras da Justiça Eleitoral que leva em consideração apenas os votos válidos.

Neste cenário, a senadora Fátima lideraria com 57% das intenções de votos para o Governo. Quando ela foi eleita para o Senado recebeu 54% dos votos válidos. O cenário indica uma “gordura” de 7% para vencer no primeiro turno.

Seria a maior vitória de um candidato ao Governo do RN no primeiro turno. Desde 1990, a eleição para o comando do “Sofrido Elefante” foi definida sem necessidade de segundo turno em três oportunidades.

Em 1994 e 1998, Garibaldi Alves Filho (MDB) foi eleito e reeleito no primeiro turno com respectivamente 52,67% e 50,17%. Em 2010, a hoje prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) foi eleita com 52,46% dos votos válidos.

Cenário do IBOPE apenas com votos válidos

Fátima Bezerra: 57%

Carlos Eduardo: 25%

Robinson: 13%

Carlos Alberto: 3%

Breno Queiroga: 2%

Nota do Blog: é preciso lembrar que pesquisa é o retrato do momento e muitos indecisos devem definir os votos até 7 de outubro alterando esses percentuais de votos válidos.

Outros: 0%

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Desistência de Sandra consolida eleição para deputado federal despolarizada em Mossoró. Confira histórico do confronto Rosado x Rosado

Ontem a vereadora Sandra Rosado (PSDB) decidiu não ser candidata a deputada federal. Com isso, a eleição de 2018 será a primeira em 24 anos sem a polarização Rosado x Rosado em Mossoró.

Desde 1994, os dois grupos hegemônicos de herdeiros de Jerônimo Rosado se enfrentam numa disputa à parte para eleger um deputado federal. Era quase uma disputa distrital na segunda cidade do Estado. Em 1994 e 98 foi um embate Laíre x Betinho Rosado. Em 2002, 06 e 10 tivemos Sandra x Betinho. Já em 2014 foi Sandra x Beto Rosado.

Dos seis confrontos, o rosalbismo venceu quatro e o sandrismo dois (ver quadro abaixo).

Ano Candidato do sandrismo Candidato do rosalbismo Votação em Mossoró
1994 Laíre Rosado Betinho Rosado 17.969 x 13.379
1998 Laíre Rosado Betinho Rosado 20.975 x 21.252
2002 Sandra Rosado Betinho Rosado 27.779

X 28.702

2006 Sandra Rosado Betinho Rosado 19.852 x 28.709
2010 Sandra Rosado Betinho Rosado 25.072 x 32.245
2014 Sandra Rosado Beto Rosado 18.271 x 15.321

A decisão de Sandra faz os Rosados voltarem aos objetivos do período pré-divisão: eleger um estadual, um federal para em seguida manter a Prefeitura de Mossoró nas eleições municipais.

DEPUTADO ESTADUAL

A polarização Rosado x Rosado para deputado estadual é um fenômeno político que não acontece em Mossoró desde 2002 quando Larissa Rosado disputou o mesmo nicho eleitoral que Ruth Ciarlini, representando o rosalbismo. Em 2006, entrou em cena Leonardo Nogueira em nome de outro ramo da família e Chico da Prefeitura. As duas candidaturas tiraram Ruth da Assembleia Legislativa. Em 2010, houve um empate técnico entre Larissa, Leonardo e Chico.

Em 2014, o rosalbismo não lançou candidato a deputado estadual.

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Segundo o IBOPE, Wilma é a melhor governadora. Robinson o pior confirmando enquete do Blog

A pesquisa do IBOPE encomendada pela Tribuna do Norte perguntou aos eleitores qual o melhor governador que o Rio Grande do Norte nos últimos 30 anos. O pior também foi apontado pelos eleitores.

No questionário quando a pergunta foi qual o melhor governador do Rio Grande do Norte o resultado foi o seguinte:

Wilma de Faria: 30%

Garibaldi Alves Filho: 22%

José Agripino Maia: 17%

Geraldo Melo: 11%

Rosalba Ciarlini: 6%

Robinson Faria: 2%

Nenhum: 5%

Não sabe: 8%

Quando a pergunta foi no sentido inverso (qual o pior?) o resultado foi assim:

Robinson Faria: 42%

Rosalba Ciarlini: 22%

Geraldo Melo: 7%

Wilma de Faria: 5%

Garibaldi Alves Filho: 4%

José Agripino Maia: 4%

Nenhum/não sabe: 16%

Nota do Blog: o resultado da pesquisa confirma a enquete desta página cujo resultado foi divulgado hoje. Ver AQUI 

 

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Enquete aponta Robinson como o pior governador desde a redemocratização

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Na enquete desta semana o Blog do Barreto perguntou aos leitores qual o pior governador desde a redemocratização. O “peso do presente” acabou sendo determinante para o governador atual, Robinson Faria (PSD), que ficou com 58% das citações.

Detentor dos piores índices de impopularidade já registrados no Rio Grande do Norte, Robinson Faria não foi poupado nas justificativas dos votos. “Robson (sic) bateu recorde em tudo de ruim, principalmente na segurança, e era o que mais ele dizia que ia ser o governador da segurança, imagine kkkk”, disse o ex-vereador Nogueira de Dodoca.

Mas a atual prefeita de Mossoró não foi esquecida pelos leitores do Blog, principalmente pelo fato dos problemas que hoje marcam a gestão de Robinson terem começado no Governo dela. “Vou votar em Rosalba porque ela preparou o caminho pro (sic) Robson Faria. Com certeza são os dois piores, não troco um pelo outro”, justificou Francisco Luiz Souza.

A história de Geraldo Melo, atual pré-candidato ao Senado pelo PSDB, foi lembrada por 8% dos leitores. A relação ruim com os servidores estaduais não foi esquecida mesmo quase 30 anos após o fim do seu governo. “É evidente que o Robson ou a Rosalba tenham mais indicações. Pela distância temporal, poucos lembrarão do tão terrível governo do ” vento forte”. Se as pessoas reclamam, por exemplo, dos atrasos de salários, não há comparação com os 4 meses de atraso do governo Geraldo Melo, com a humilhação de ficar horas e horas no estádio Nogueirão, no sol, para receber o vencimento”, disse Antonio Damasceno.

Na próxima terça-feira o Blog do Barreto lança uma nova enquete.

Resultado

Robinson Faria (PSD): 58%

Rosalba Ciarlini (PP): 34

Geraldo Melo (PSDB): 8%

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Mossoró no diário de Getúlio Vargas

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Por José Romero Araújo Cardoso*

A era Vargas foi a mais longeva experiência político-administrativa do Brasil republicano, cuja gênese encontramos na vitória da revolução em outubro de 1930. O processo foi interrompido em 1945 e reiniciado em 1950, tendo seu epílogo em agosto de 1954, quando do suicídio do chefe do executivo.

A centralização enfatizada por Vargas pôs fim à fragmentação do poder entre os representantes do mandonismo local, a qual se constituiu em símbolo das estruturas montadas na república velha, conforme enfatiza MELLO (1992).

A partir de 3 de outubro de 1930, quando triunfou o movimento revolucionário encabeçado pelo Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba, Vargas deu início à escrita de um diário cujo encerramento se deu em setembro de 1942, quando o Brasil já havia declarado guerra aos países do Eixo.

Este importante documento para a História do Brasil, compilado e publicado em dois volumes no ano de 1995 pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas e pela Editora Siciliano, apresentado por Celina Vargas do Amaral Peixoto, neta do estadista que marcou profundamente os novos rumos do modelo capitalista brasileiro a partir de sua posse no governo provisório em 1930, descortinam-se o dia-a-dia do governante, as relações políticas e os episódios marcantes de uma época.

A pressão exercida por São Paulo, principal centro econômico do País, resultando em tentativa revolucionária quer ficou conhecida pela pretensa defesa de uma constituinte, obrigando o governo federal a reprimir fortemente o movimento, caracterizou os rumos políticos entre os anos de 1932 e 1933.

Conforme BASBAUM (1991, p. 63), a convocação de uma constituinte e a elaboração de uma nova constituição perfaziam o panorama geral do ano de 1933. Neste ensejo, Vargas organiza visita aos Estados das regiões Nordeste e Norte, acompanhado de uma grande comitiva de políticos e jornalistas. O raid político-eleitoral do chefe do governo provisório e sua equipe dura cerca de um mês, sendo concluída em Belém (PA).

Ainda segundo BASBAUM (ibidem);

“O entusiasmo com que é recebido pelas populações do Norte e Nordeste,
Que o vêem pela primeira vez, mostra apenas o quanto as massas ainda
esperam dele, pois nada ainda haviam obtido. Mas Getúlio acredita que
aquilo significa – apoio incondicional. Assim acreditam também os futu-
ros deputados que mais tarde o elegerão Presidente da República.
E esse apoio dar-lhe-á a margem necessária para planejar a continua-
ção no poder.”

Obras importantes para o Nordeste seco, paralisadas após a conclusão do triênio Epitácio Pessoa na presidência da república (1919 – 1921), foram fiscalizadas e muitas inauguradas quando da visita presidencial. A açudagem se constituía em um dos carros-chefe da campanha presidencial encetada pela comitiva comandada por Getúlio Vargas.

Neste ensejo, Vargas faria sua primeira visita a Mossoró. Entre os circunstantes presentes que compunham a comitiva presidencial, encontrava-se assessor do Ministério de Viação e Obras Públicas de nome Orris Barbosa.

Posteriormente, o jornalista Orris Barbosa lançou em 1935, pela Adersen-Editores, do Rio de Janeiro, interessante opúsculo por título “Secca de 32 – Impressões sobre a crise nordestina”, no qual analisa desde as tentativas frustradas de implementação dos reservatórios hídricos no governo Epitácio pessoa, além de outras políticas públicas de suma importância, aos efeitos catastróficos da grande seca que teve início em 1926 com breve intervalo em 1929 e recrudescimento total em 1932, enfatizando ainda a visita presidencial aos estados do Nordeste e do Norte do Brasil.

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BARBOSA (p. 112), no capítulo intitulado “No alto sertão”, destaca a marcha batida em direção a Mossoró, frisando que a rodagem que interliga Assú à capital do oeste potiguar era regular. Destaca ainda que só à noite puderam alcançar o maior centro comercial do Rio Grande do Norte, na época, visitando, ainda o porto de Areia Branca, escoadouro natural dos produtos sertanejos.

Antes, em fevereiro de 1930, Mossoró havia sido palco de pregações revolucionárias capitaneadas pela caravana gaúcha liderada por Batista Luzardo. Até então, esta tinha sido a única oportunidade que os aliancistas haviam pregado em território mossoroense os ideais de renovação (ROSADO, 1996).

Na oportunidade, ainda não haviam galgado o poder, cujo feito foi proporcionado pelos desdobramentos trágicos da revolta de Princesa, quando do assassinato do presidente paraibano João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, vice-presidente da chapa encabeçada por Vargas no ensejo da disputa presidencial em 1930 (INOJOSA, 1980; RODRIGUES, 1978).

Conforme o Diário de Getúlio Vargas (1995, p. 238), no dia 13 de setembro de 1933 houve a partida da comitiva para Mossoró. A viagem foi feita pela Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte. Antes, houve almoço em São Romão, num mato de oiticicas do sr. F.[Fernando] Pedrosa – vaquejada, visita à usina de algodão e à fábrica de óleo etc.

Corroborando o que Orris BARBOSA (ibidem) escreveu em seu clássico livro, Vargas destaca que até Mossoró prosseguiram de automóvel, onde houve recepção festiva, banquete e discursos.

Em edição do dia 31 de agosto de 1933, o jornal mossoroense O Nordeste, de propriedade de J. Martins de Vasconcelos, noticiou em primeira página a excursão presidencial do chefe do governo provisório pelo norte do País.

Destacava este veículo de comunicação que partia da capital federal, no dia 22 de agosto, no “Almirante Jaceguay”, a comitiva de Vargas, da qual faziam parte os ministros José Américo de Almeida e Juarez Távora, General Góes Monteiro, Comandante Américo Pimentel, sub-chefe da Casa Militar, Dr. Valder Sarmanho, da Casa Civil, bem como diversos repórteres representantes de diversos jornais cariocas.

O jornal “O Nordeste” enfatizou ainda que a convite do Interventor potiguar Mário Câmara, Getúlio Vargas visitaria Mossoró, seguindo viagem via Caraúbas, indo, antes, até Porto Franco. Finalizava a matéria jornalística fazendo louvações à campanha da Aliança Liberal e reverenciando a memória de João Pessoa.

Em 18 de setembro “O Nordeste” voltava a destacar com estardalhaço matéria sobre a visita da comitiva de Vargas, desta vez com mais ênfase devido a permanência do chefe do governo provisório a Mossoró.

Às 18 horas do dia 13 de setembro, Getúlio Vargas, acompanhado de vários membros do seu gabinete, integrando também a comitiva o Interventor Mário Câmara, o Dr. Potyguar Fernandes, chefe de Polícia da Capital, além do Dr. Gratuliano de Britto, interventor Federal do Estado da Paraíba, dirigia-se ao palacete da Praça Bento Praxedes, o qual ficou conhecido por Catetinho.

Na oportunidade, grande multidão se concentrou intuindo conhecer de perto o chefe máximo do executivo brasileiro. Conforme ainda “O Nordeste”, duas alas de alunos das escolas da cidade, estendiam-se, com o povo, do Jardim Público, até o lugar do destino, feericamente iluminado, e onde a banda de música “Santa Luzia”, em coreto adrede preparado, executou o hino nacional para o chefe de governo e sua comitiva.

Todas as repartições públicas içaram a Bandeira Nacional, em sinal de extremo respeito à ilustre visita. À noite houve cinema campal na Praça João Pessoa.

O discurso, pronunciado antes do banquete no Palacete da Praça Bento Praxedes, foi realizado pelo Dr. Adalberto Amorim, juiz de Direito da comarca. O magistrado falou em nome das classes conservadoras do município, bem como do comércio local

Em agradecimento, Getúlio Vargas respondeu ao oferecimento do banquete com palavras lisonjeiras a Mossoró, prometendo atender necessidades urgentes, a exemplo da continuação do prolongamento ferroviário, baixa nos transportes do sal e seu aperfeiçoamento e abertura de porto. Concluiu destacando a importância industrial e comercial do município potiguar.

No dia 14 de setembro houve visita de parte da comitiva à salina Jurema, localizada às margens do rio Mossoró. Às 8 horas encerrou-se a visita do chefe do governo provisório. A comitiva partiu em trem especial da Estrada de ferro, até Caraúbas, seguindo para Lucrecia e depois com destino a Sousa (PB), onde inspecionaram as obras do açude de São Gonçalo.

Quando da campanha presidencial em 1950, Vargas retornou a Mossoró. Relembrou fatos da primeira estadia demonstrando impressionante lucidez, como bem nos comprovou Raimundo Soares de Brito, presente ao encontro. Deixou o historiador estupefato ao perguntar por Jonas Gurgel, prefeito de Caraúbas quando da visita como chefe do governo provisório. Era o testemunho impecável da memória excepcional de um homem que marcou significativamente e de forma indelével a História do Brasil.

*José Romero Araújo Cardoso é Professor Adjunto do departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Escritor. Especialista em Geografia e em Gestão Territorial e em Organização de Arquivos. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Contato: romero.cardoso@gmail.com.

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Única CEI a ser instalada na Câmara Municipal foi derrubada com menos de um mês. Relembre a história

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Nunca teve Comissão Especial de Inquérito na Câmara Municipal (CEI)? Errado. Teve sim senhor. Foi no tumultuado ano de 2013, aquele das cassações em escala industrial da então prefeita Cláudia Regina (DEM).

Em agosto daquele ano entre uma e outra queda jurídica da prefeita que terminou tendo o mandato interrompido em dezembro, tivemos a primeira CEI implantada na história da Câmara Municipal.

A CEI da folha de pagamento foi assinada pelos vereadores Jório Nogueira (PSD), Tomaz Neto (PDT), Vingt-un Neto (PSB), Genivan Vale (PR), Luiz Carlos (PT), Soldado Jadson (PT do B) e Lairinho Rosado (PSB).

Naquela época a CEI foi implantada após muita confusão interna. A oposição indicou Vingt-un Neto para a presidência, a relatoria ficou com Tássyo Mardonny (PSDB) e a secretaria de Alex Moacir (PMDB). Na de hoje o governismo ficou com tudo (ver AQUI).

A Comissão buscava investigar três situações suspeitas: 1) Servidores com carga horária de 40 horas no Estado e 180 horas na prefeitura; 2) Redução de salários dos servidores, o que é ilegal; 3) Servidores municipais recebendo salários acima do da prefeita de Mossoró.

A CEI chegou a se reunir e iniciar os trabalhos em 26 de agosto daquele ano, mas durou pouco mais de 20 dias sendo derrubada em 11 de setembro num ataque da bancada governista que levou abaixo a investigação.

A manobra regimental saiu de uma interpretação de que caberia a Comissão de Constituição e Justiça e o plenário darem a última palavra. A bancada governista passou como um rodo da campanha de Cláudia Regina e a CEI que deveria durar 90 dias não chegou ao primeiro terço de existência.

Meses depois, já com Cláudia fora do poder, a Prefeitura de Mossoró, sob o comando de Francisco José Junior realizou uma auditoria na folha de pagamento que apontou a existência de mais 600 servidores fantasmas.

Nunca deu em nada.

OUTRAS

A tentativa de CEI mais célebre é a do relatório Marpe que apontou irregularidades na primeira gestão de Roslaba Ciarlini (1989/91). Curiosamente, a protagonista das articulações que descartaram a Comissão foi a então presidente da Câmara, Maria Lúcia, mãe do vereador governista Emílio Ferreira (PSD), relator da CEI.

Mais recentemente outras duas CEIs não prosperaram: a das insulinas em 2014 e a do Mossoró Cidade Junina (ver AQUI) em 2016.

Os três casos ficaram apenas na tentativa.

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As viúvas (e amantes) da ditadura militar

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Sempre existiu a figura sinistra das viúvas da ditadura militar, mas com a Internet ela ganhou voz e capacidade de se propagar utilizando-se de meios democráticos para impor ideias autoritárias.

A viúva da ditadura militar é uma figura cuja relação com os livros de história é de puro ódio. “São panfletos manipulados pela esquerda”.

As viúvas da ditadura militar costumam falar que na época dos fardados no poder não tinha corrupção. Tudo ia muito bem porque a moralidade era a marca do regime. “Se não roubavam já estava de bom tamanho”, costumam argumentar.

Mas não é bem assim: estávamos numa época de autoritarismo onde a imprensa estava amordaçada pela censura, a oposição consentida estava esmagada e a Polícia Federal e Ministério Público eram miragens do que temos hoje. Mesmo assim os escândalos da ponte Rio/Niterói e Transamazônica estão aí para quem gosta de ler alguma coisa.

Mas para as viúvas da ditadura militar isso não é levado em consideração. “É coisa de petista”.

A viúva da ditadura militar fala que o Brasil viveu uma era de desenvolvimento e de grandes obras. Mas não se toca que aquele foi um período em que o crescimento se deu pela repressão aos trabalhadores beneficiando grandes empresários. A promessa de crescer o bolo para depois distribuir não foi cumprida. Pelo contrário: a herança do regime foi a hiperinflação. Incrível como as viúvas da ditadura culpam o PT por todos os problemas do país e não conseguem fazer essa relação simplória de causa e consequência do que aconteceu há quatro décadas.

O argumento mais apaixonado e convincente (para quem não se informa além de postagens do Facebook) das viúvas dos fardados está em dizer que tinha menos violência. Mas os números torturam a viúva do regime. Até o início dos anos 1960 o número de homicídios na cidade de São Paulo era de 5 para cada 100 mil habitantes. Ao final do regime eram 39 assassinatos para cada 100 mil habitantes. Apenas para citar a maior cidade do país como exemplo.

Mas as viúvas da ditadura dirão que isso é coisa de petista.

Outro argumento é o de que tudo que era feito no regime era por uma causa justa: o combate aos comunistas. Toda viúva da ditadura militar embarca na conversa fiada de que o golpe de 1964 evitou que o Brasil se tornasse um “república sindicalista”.

Até hoje me pergunto o que danado seria uma “república sindicalista”?

No entanto, a história vem de novo para torturar as viúvas saudosas de ouvir um coturno marchando pela sua porta: o deputado Rubens Paiva não era um guerrilheiro nem terrorista. Ele foi assassinado pelo regime. JK e Carlos Lacerda foram exilados mesmo sendo fiadores do golpe e os dois morreram em condições suspeitíssimas em pleno período da operação condor (Jango também faleceu na mesma época que seus outrora algozes). Crianças foram fichadas como elementos subversivos como Ernesto Carlos Dias do Nascimento. Ele tinha um ano e três meses de idade e foi preso junto com os irmãos de 4, 6 e 9 anos. Um tremendo pau de arara para saudosistas da ditadura que bancam caçadores de pedófilos na Internet.

Dezenas de deputados e senadores tiveram os mandatos cassados e ficaram sem direitos políticos por 10 anos. Eles não eram terroristas. Mas isso, as viúvas da ditadura não se importam.

As viúvas da ditadura chamam o golpe de 1964 de “revolução”. As mais comedidas chamam de “contragolpe” ou “golpe preventivo”. As mais cegas de paixão afirmam que foi tudo dentro da constituição porque João Goulart tinha fugido do Brasil. Pelo visto em 1964 o Rio Grande do Sul estava independente. Sempre argumentam que o STF não se opôs como se o Supremo daquela época tivesse o mesmo poder de hoje. Não sabem as viúvas da ditadura que ministros chegaram a ser ameaçados de perde de cargos logo após o golpe.

Mas as viúvas da ditadura vivem num mundo à parte. Agora ganharam a companhia das amantes da ditadura, os que se dizem “liberais” e defensores da democracia estão há vários dias justificando atrocidades do período como sendo algo que valeu apena por perseguir comunistas. Mais parecem “bolsominions” envergonhados.

É comum ver viúvas da ditadura usando termos como “ditabranda”, “mataram pouca gente”, “tinha eleição”, “pelo menos nos salvou do comunismo”, “no Chile foi muito pior”, “Fidel e Stálin mataram muito mais gente”, etc…

A viúva da ditadura convive muito bem com a amante como as mulheres reprimidas do passado que não tinham noção dos próprios direitos.

A história mostra que regimes autoritários também atingem seus entusiastas. Mas livro de história não é uma coisa interessante para uma viúva da ditadura. Nem para suas parceiras “liberais”.

A viúva da ditadura ficou muito chateada com a revelação dos documentos da CIA que mostram que o ditador Ernesto Geisel dava autorização para matar subversivos.

A viúva da ditadura (e as amantes) vão apelar com esse texto. Serei chamado de petista, vermelho, terrorista, etc…

Confira outros textos da série

O Isentão

O Esquerdista Arrogante

O Bolsominion

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O voto impresso e o “aplauso para os derrotados”

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Por Emerson Linhares*

Sempre fui fã de revistas em quadrinhos. Muito mais fã dos super heróis, mas nunca pude comprar as revistas por uma série de motivos que não vou elencar aqui, até para deixar o passado em paz.
Então para mim, aos 46 anos, o universo Marvel e o Mundo D.C. praticamente são novidades que, aos poucos, vou descobrindo por causa da fantástica tecnologia proporcionada pela internet. É no streaming do Netflix que acabo minha rede, a de varandas, deliciando-me com as aventuras de Thor, The Flash, Spider Man, Super-homem, Batman e tantos outros heróis e seus arqui-inimigos.
Um dos vilões mais interessantes da D.C. é Clifford DeVoe, O Pensador, que criou o Chapéu do Pensamento, que lhe deu a habilidade de controlar a mente dos seus adversários entre outras capacidades telecinéticas. Não só isso! Como podemos assistir em The Flash, a série, DeVoe quer fazer um reboot na tecnologia porque ele acredita que a humanidade não está sabendo fazer uso dela e portanto é preciso destruir tudo para que ele possa recriar e administrar com mais zelo o que hoje nós, seres humanos, não podemos mais prescindir.
Se DeVoe acredita que homens e mulheres utilizam mal a tecnologia como a conhecemos hoje, isso é uma falácia inominável, até porque ao longo da história podemos ver que os avanços tecnológicos sempre foram utilizados sobretudo para as conquistas territoriais, para fins bélicos, mas sempre criados em nome do bem e desviados de seus objetivos iniciais, como voar no 14 Bis de Alberto Santos Dumont. Alguém pode culpá-lo por outros transformar sua invenção em uma máquina de guerra?
De um lado temos as conquistas tecnológicas, todas dentro de seu tempo, e do outro a sua forma de utilização, para o bem ou para o mal. A tecnologia em si não é má ou boa; é essencial a um propósito de garantia de bem-estar. Pelo menos é isso que me passa o sistema do voto eletrônico vigente no Brasil. Considerado seguro, mais uma vez teve sua confiabilidade questionada na eleição em que foi eleita pela segunda vez a senhora Dilma Roussef, justamente por quem era para ter ligado para ela e a ter parabenizado pela vitória, o derrotado Aécio Neves.
Só o fato de Aécio ter feito esse questionamento, prejudicou sobremaneira a estabilidade do voto eletrônico, pois que ele foi bem votado e, claro, semeou a dúvida no seu quinhão de eleitores. A partir daí, criou-se a expectativa de que na próxima eleição tivessemos a impressão do voto de cada eleitor para que se garantisse uma eleição sem falhas. Bobagem que custará aos cofres públicos – que sairá do seu bolso, caro eleitor – uma fortuna.
Como bem disse o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), semana passada, Admar Gonzaga: “vamos gastar R$ 2 bilhões –isso me deixa doente– para bater palma para perdedor. Isso não entra na minha cabeça, não convém à democracia e, para mim, é inconstitucional”. Não há mais o que dizer a não ser aplaudir o magistrado, que vai contra o pensamento de quem acredita que a impressão do voto se sobrepõe ao voto eletrônico.
Não precisamos de um DeVoe fazendo um reset no sistema eleitoral mais festejado, aplaudido e respeitado do mundo. Inclusive eu acredito que já eramos para ter avançado nessa esfera, votando a partir de computador, tablet ou smartphone – e quiça do caixa eletrônico – mas isso é um outro assunto.
Lotário I, filho mais velho de Luís, O Piedoso, e neto de Carlos Magno, disse: “Ominia mutantur, nos est in illis mutamur (Todas as coisas mudam e nós, nelas, também mudamos). Que se mude o sistema de votação no Brasil, mas que seja para melhor….

*É Diretor de Jornalismo da Rádio Difusora de Mossoró, bacharel em Direito e aluno de Pós-graduação em Direito Previdenciário

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A tradição do “Partido do Presidente da Assembleia”

PSDB é a bola da vez com a força do presidente da Assembleia Legislativa
PSDB é a bola da vez com a força do presidente da Assembleia Legislativa

Na Assembleia Legislativa existe uma tradição que vem se mantendo desde a redemocratização dos anos 1980: a força do “Partido do Presidente da Assembleia”.

É sempre assim: os deputados escolhem um nome para comandar a mesa diretora e ele monta um grupo político capaz de um influenciar nos pleitos estaduais.

A primeira experiência foi com o antigo PL (atual PR), partido do então presidente Vivaldo Costa (1989/91). A legenda deu muito trabalho ao então governador Geraldo Melo em votações na casa. Vivaldo acabou sendo o vice-governador da chapa vitoriosa de José Agripino em 1990.

O PL seguiu forte nos quatro anos da gestão de José Agripino assim o então presidente da Assembleia Legislativa Raimundo Fernandes foi candidato ao Senado em 1994, amargando o quarto lugar.

Já em 2001, Álvaro Dias deixou o PMDB e assumiu o PDT sem reforçar a agremiação como outros presidentes da Assembleia Legislativa. Nos oitos do Governo Garibaldi Filho o partido mais forte na casa era o PPB (atual PP) do vice-governador Fernando Freire que hoje cumpre pena por corrupção.

Mas a força da cadeira de presidente da Assembleia Legislativa alçou Álvaro Dias a condição de deputado federal e hoje ele acaba de assumir a Prefeitura de Natal.

Entre 2003 e 2010, o atual governador Robinson Faria comandou a casa. Fez do minúsculo PMN o maior partido do parlamento independente do resultado das eleições. Quando não elegia membros, cooptava os que foram aprovados nas urnas. Com a força do cargo ele fez de Fábio Faria deputado federal pela primeira vez em 2006 e foi eleito vice-governador em 2010.

Na era Ricardo Motta (2011/2015), o PROS foi a bola da vez. A legenda cresceu na mesma velocidade que se esvaziou após as eleições de 2014. Ricardo foi reeleito com 80.249 votos, a maior votação da história de um deputado estadual potiguar. Ele ainda elegeu o filho, Rafael Motta, vereador em 2012 e deputado federal dois anos depois.

Agora é a vez do PSDB de Ezequiel Ferreira de Souza fazer força via presidência da Assembleia. Hoje são oito deputados estaduais. A legenda se arvora de ser a segunda maior do Rio Grande do Norte e quer indicar um nome para o Senado em uma das chapas do campo conservador.

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