Leitores do Blog do Barreto escolhem Dix-huit como prefeito mais importante de Mossoró

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Com 53,42% dos votos os leitores do Blog do Barreto escolheram Dix-huit Rosado como o mais importante prefeito que Mossoró já teve.

O comportamento dos leitores foi surpreendente tendo em vista que no imaginário local reina a impressão de que a atual prefeita ostenta essa fama. Sem contar que a última passagem de Dix-huit no Palácio da Resistência foi desastrosa.

Mesmo assim Rosalba Ciarlini ficou com 33,79% dos votos. Pesou também o maior censo crítico em relação a ela como política diante das dificuldades da atual gestão.

Famoso por comandar a resistência ao bando de Lampião em 1927, Rodolfo Fernandes ficou com 9,13%.

O legado de moralidade de João Newton da Escóssia rendeu 3,66% de menções.

O blog ainda registra menção honrosa aos ex-prefeitos Antônio Rodrigues de Carvalho e Raimundo Soares que foram lembrados pelos leitores, principalmente o segundo pelo fato de ser o fundador da atual universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Raimundo foi injustamente esquecido pelo blog.

A enquete não tem valor científico, mas pode dar uma boa noção do que pensam os mossoroense porque só era possível um único voto por perfil.

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O Blog do Barreto pergunta: qual o prefeito mais importante para Mossoró?

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Não se trata necessariamente do melhor prefeito de todos os tempos de Mossoró. Mas do mais importante, o mais relevante.

Os quatro nomes selecionados pela enquete levam em conta e memória coletiva da cidade, os fatos históricos que presenciaram e as obras realizadas.

A lista começa com Rodolfo Fernandes que não era propriamente um prefeito nos moldes atuais. O prefeito ficou imortalizado pela resistência ao bando Lampião em 13 de junho de 1927. Ele governou Mossoró por menos de um ano e morreu apenas três meses após o feito que ficou para a história como símbolo de bravura dos mossoroenses.

Outro nome que não poderia ficar de fora é o de Dix-huit Rosado. Prefeito de Mossoró em três oportunidades (1973-77, 1983-89 e 1993-96) ele ficou marcado pela “milobras”, as mil obras realizadas nos anos 1980 destacando-se a mais importante de todas: a tricotomização do Rio Mossoró que minimizou o efeito das enchentes na cidade.

João Newton da Escóssia governou Mossoró entre 1977 e 1982. Conhecido como “João Não”, ele entra na lista sobretudo pela marca da moralidade e zelo pela coisa pública. É famoso por ser o prefeito mais honesto que Mossoró já teve. Em tempos de Lava Jato, uma cidade ter na memória coletiva um nome com esse perfil já diz muito.

Por fim Rosalba Ciarlini, primeira mulher a comandar a cidade. Atualmente ela enfrenta o quarto mandato a frente do Palácio da Resistência em um momento de dificuldade extrema. Ela governou Mossoró em outras três ocasiões 1989-93, 1997-2001 e 2001-2005. É a política mais vezes eleita prefeita da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

Fenômeno populista, o nome dela povoa o imaginário de boa parte da cidade com a fama de melhor prefeita que a cidade já teve sobretudo pela segunda e terceira passagem quando realizou uma série de obras importantes como a pioneira UPA do Alto de São Manoel, Ginásio Pedro Ciarlini e Teatro Dix-huit Rosado. Ela também é responsável por criar um calendário cultural da cidade que inclui eventos como Chuva de Bala no País de Mossoró e Alto da Liberdade.

Para votar na enquete acesse o grupo do Blog do Barreto no Facebook AQUI.

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Sandra na encruzilha para seguir líder ou se tornar liderada

Carlos Augusto pode rebaixar Sandra a condição de liderada
Carlos Augusto pode rebaixar Sandra a condição de liderada

Um dia o rosadismo foi um bloco monolítico. Depois se dividiu entre rosalbismo e vanismo. O vanismo tornou lairismo, depois sandrismo. Nomenclatura que se modificou com o passar de bastão de liderança.

Foi Sandra Rosado quem melhor encarnou o papel de líder do grupo nos últimos tempos. Mas nos últimos dez anos essa condição foi ficando cada vez mais em xeque justamente pelas peças pregadas pelo líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado.

Quando Rosalba Ciarlini disputou o Senado e Governo do Estado pelo DEM, Sandra foi importante para que a atual prefeita eleita pudesse obter votações estrondosas que superaram a casa dos 80%. O apoio foi informal, mas alguém duvida que se Sandra se empenhasse para Fernando Bezerra e Iberê Ferreira, Rosalba não teria tido menos facilidade em Mossoró. Basta ver as disputas dela para prefeito contra o sandrismo que sempre foram bem mais equilibradas.

Mas qual foi a contrapartida do rosalbismo? Nenhuma. Pelo contrário a estrutura de Prefeitura e Governo foi usada com força para derrubar o favoritismo de Larissa Rosado (PSB) em 2012. O estrago foi tão grande que o sandrismo esfacelou-se.

Ao formar a aliança para 2016, o natural seria o sandrismo indicar o vice. Sandra teve que engolir a desconhecida Nayara Gadelha como vice. Agora na disputa pela presidência da Câmara Municipal mais um revés. Izabel Montenegro (PMDB) é o nome de Rosalba sob o prisma da escolha democrática dos pares. Carlos Augusto não se mexeu em favor da “prima”.

O último capítulo dessa história pode definir o posicionamento de Sandra Rosado no xadrez político de Mossoró. Se a vereadora eleita chutar o pau da barraca mostrando a garra de sempre ela vai ocupar o espaço deixado por ela nos últimos tempos: o de comandar a oposição. Esse papel vai sendo feito pelo empresário Tião Couto (PSDB).

Se aceitar calada mais uma vez por conta da fragilidade da estrutura dela vai se apequenar e rebaixar-se à condição de liderada de Carlos Augusto. O sandrismo em vez de ser um aliado, corre o risco de torna-se um anexo do rosalbismo.

Essa história Fafá Rosado conhece muito bem.

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Confira a lista dos dez vereadores mais votados da história de Mossoró

O Blog do Barreto fez um levantamento para identificar quem são os dez vereadores mais votados da história de Mossoró.

Com exceção de Vingt-un Rosado em 1972, os demais integrantes da lista foram vitoriosos nos últimos 16 anos.

Abaixo o ranking:

1 Alex Moacir (2012):  4.701

2 Francisco Carlos (2012):  4.452

3 Francisco José Junior (2000): 4.308

4 Cláudia Regina (2008): 4.205 votos

5 Niná Rebouças (2008): 3.938 votos

6 Chico da Prefeitura (2004): 3.878

7 Vingt-un Rosado (1972): 3.797

8 Izabel Montenegro (2004): 3.541

9 Vincente Rego (2000): 3.478

10 Ricardo de Dodoca (2008): 3.370

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Derrota de Cunha na Câmara foi maior que no impeachment de Collor

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O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ) sofreu ontem uma derrota superior à do hoje senador Fernando Collor (PTC/AL). No impeachment de 1992, o alagoano teve 441 votos a favor e 33 contra. Já o outrora todo poderoso do país teve 450 votos pela cassação, dez contra e nove abstenções.

O que pouca gente sabe é que a história de Cunha e Collor é antiga. O primeiro entrou na política apadrinhado por PC Farias e se tornou o tesoureiro do Comitê Eleitoral de Collor. Graças a isso, Cunha assumiu a presidência da Telerj onde iniciou a folha corrida de escândalos de corrupção.

Cunha ainda chegou a ser processado no famoso “Caso PC” em 1996, mas acabou blindado por um habeas Corpus conedido pela Primeira Turma do Tribunal Regional Federal.

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