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Henrique é convidado por Alckmin a se filiar ao PSB

Antes de iniciar a solenidade em que se filiou ao PSB, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin ligou para o ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Alves (MDB).

Na conversa o convite para Henrique se filiar ao PSB.

Aos potiguares que testemunharam a conversa Alckmin disse que tudo indica que vai dar certo Henrique se filiar ao PSB.

Henrique está em litígio com os primos que comandam o MDB. Ao Blog do Barreto, na segunda-feira, ele chegou a classificar a atual fase do partido no RN como “estranha”, mas ainda assim tem negado que vá mudar de partido.

Amanhã o PSB realiza Congresso Estadual em que vai receber novos filiados.

Será Henrique um deles?

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Foro de Moscow 8 mar 2022 – Lula e Alckmin: os efeitos para o PSB no RN

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Análise: o giro que vira jirau

Por Ney Lopes* 

Adversários tradicionais, o ex-presidente Lula e o ex-governador paulista Geraldo Alckmin dão sinais de “aliança”, com o petista candidato a presidente e o ex-tucano a vice.

No RN, o mesmo fenômeno político se repete, quando se anuncia “acordo” da governadora Fátima Bezerra (PT) com o senador Garibaldi Alves Filho (MDB), ambos historicamente em posições antagônicas.

No caso de Lula e Alckmin sempre foi tenso o relacionamento passado entre os dois.

O ex-governador de São Paulo chegou a associar o PT à facção criminosa PCC.

Por outro lado, o petismo levantou assunto indigesto para os tucanos em 2002, vinculando recursos desviados da empresa pública paulista DERSA ao financiamento das campanhas de José Serra a presidente e Alckmin a governador de SP

 O quadro político no RN se prenuncia igualmente complexo.

O desfecho dependerá da conveniência pessoal do ex-presidente Lula, a quem a governadora Fátima Bezerra guarda total lealdade.

A orientação nacional do PT é abrir diálogo com todos, mas já surgem reações internas no bloco governista estadual.

Quanto a chapa Lula vs Alckmin, a primeira pesquisa de avaliação colheu 48% de rejeição popular.

Certamente, esse índice aumentou, após o ex-governador demonstrar preocupação com o anuncio de Lula, de que revogará, se eleito, a reforma trabalhista, aprovada em 2017, a qual Alckmin defendeu.

Incontinenti, a presidente do PT não deixou por menos e retrucou: “já temos o caminho, que será a revogação”.

Sempre imprevisíveis, as alianças têm sido práticas usadas pelas lideranças na velha e nova república.

Algumas deram certos, outras errado.

No RN recorde-se uma das mais antigas, no ano de 1955, no famoso “acordão”, sugerido pelo então vice-presidente da República, João Café Filho, que juntou no mesmo palanque, pessedistas, udenistas e pessepistas, elegendo Dinarte Mariz, governador; Georgino Avelino, senador e os suplentes cafeístas, Reginaldo Fernandes e Sérgio Marinho.

O adversário de Dinarte foi o deputado udenista, Jocelyn Villar, que aderira ao PSD de Theodorico Bezerra, o PR dos Rosados e o PTB de João Francisco da Motta e do seu filho, então deputado estadual, Clovis Motta.

Exemplo fracassado de aliança no plano nacional, ocorreu entre Getúlio Vargas e o secretário-geral do Partido Comunista do Brasil, Luís Carlos Prestes.

Ambos dividiram o palanque em eleição no estado de SP, apoiando o candidato Carlos Cirilo Júnior, que competia contra  Novelli Júnior, genro do presidente Eurico Dutra.

O acordo causou estranheza, pelo fato de que, na ditadura de Vargas, Prestes tinha sido preso por nove anos e sua esposa, Olga Benário, entregue grávida à Alemanha nazista.

A aliança deu errado.

Os eleitores não assimilaram e elegeram Novelli Júnior.

Para a eleição de 2022 estão na vitrine as possíveis alianças de Lula e Alckmin; Fátima e Garibaldi.

Pelo andar da carruagem, a previsão é que o ex-governador de SP tente fazer um giro, mas faz um jirau.

O deputado federal Rui Falcão, ex-presidente do PT e um dos articuladores das campanhas de Lula, afirmou que o ex-tucano representa uma contradição a tudo o que o partido fez e quer fazer.

Foi mais adiante: “Lula não precisa de uma muleta eleitoral”.

Até Dilma já preveniu Lula, ao dizer-lhe: “O Geraldo Alckmin será o seu Michel Temer. Quando você mais precisar, ele ficará à disposição da oposição para tomar seu lugar”.

Por outro lado, a indagação é se o acordo de Garibaldi com Fátima corre o mesmo risco.

A deputada federal Natália Bonavides (PT) é firmemente contra.

O vice governador Antenor Roberto não escondeu palavras, ao declarar na 98 FM, que “não seria uma aliança eleitoral acertada”.

Ele prosseguiu, lembrando que o PT terá de explicar porque estará aliado ao MDB, se em 2018 levantou o discurso de “combate às oligarquias”, representadas por figuras como o ex-governador Garibaldi Alves, que comanda o partido no Estado.

“As oligarquias por muito tempo governaram o RN e foram as responsáveis por fazer o Estado chegar às condições em que chegou” – concluiu.

Na verdade, com aliados deste tipo, nem Alckmin, nem Garibaldi precisam temer adversários políticos.

*É jornalista, ex-deputado federal e advogado.

Este texto não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema. Envie para o barreto269@hotmail.com e bruno.269@gmail.com.

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“Não podemos perder o foco que é derrotar o bolsonarismo”, afirma Fátima

Ao analisar a possibilidade de aliança entre o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (sem partido) a governadora Fátima Bezerra (SD) endossou a estratégia sob a justificativa de que é necessário unir o máximo possível para derrotar o presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Não podemos perder o foco que é derrotar o bolsonarismo. A história não nos perdoará”, argumentou. “O Brasil não suporta mais quatro anos de Bolsonaro”, completou.

Para ela é necessário evitar o máximo de contratempos nas eleições. “O presidente Lula tem toda razão em querer fazer uma frente ampla”, avaliou.

Confira a fala completa de Fátima no Foro de Moscow.

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Análise

Styvenson criminaliza adversários

“Quem aprova Lula e Alckmin tem identificação vagabunda ou vocação para facção criminosa”. É com essa frase que o senador Styvenson Valentim (Podemos) avalia quem pensa a política diferente dele.

Moralista ao extremo e se julgando mais honesto que a própria honestidade, ele não consegue compreender a necessidade de conciliação e convivência entre contrários que a democracia exige.

O senador é autoritário e incapaz de conviver com as diferenças. Daí a necessidade de criminalizar os adversários e quem pensa diferente.

Styvenson é um entusiasta do lavajatismo e está empolgado com a candidatura de Sérgio Moro à presidência da República.

Alguém avisa a Styvenson que Sérgio Moro recebe salário do Podemos, corrompeu o sistema de justiça combinando ações com o Ministério Público, inclusive escolhendo os alvos e no fim das contas foi ser ministro de Bolsonaro mesmo sabendo de todas as enroladas do presidente e dos seus filhos.

Sem contar que Moro foi trabalhar na empresa Alvarez & Marsal que faz a recuperação da Odebrecht, uma das empresas destruídas pela Operação Lava Jato.

Vamos chamar Styvenson de hipócrita e corrupto por isso?

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Em Natal, Geraldo Alckmin fala em conter o desemprego

Alckmin destaca preocupação com empregos

O candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), cumpriu agenda nesta sexta-feira (14) em Natal ao lado das principais lideranças do partido no Rio Grande do Norte, vislumbrou o crescimento do partido com a eleição de uma forte bancada de deputados estaduais e o fortalecimento da bancada federal com a reeleição de Rogério Marinho e o retorno de Geraldo Melo ao senado da República. “Estamos caminhando para uma vitória e para trabalhar muito para modificar estatísticas com os 13 milhões de desempregados atualmente no país. Temos bons quadros e vamos arregaçar as mangas e mudar este cenário”, disse o candidato durante coletiva de imprensa, após visita ao hospital da Liga Norte-riograndense para o Câncer.

“Mais do que ficha limpa, Geraldo Alckmin é vida limpa”, disse Ezequiel Ferreira, presidente estadual do PSBD, salientando que Geraldo Alckmin já foi vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal e governador. “Sempre trabalhou para quem mais precisa, com a ética e o caráter que todo político precisa”, saudou o presidente estadual do PSDB, em reunião da bancada do partido com o candidato a presidente ao mesmo tempo em que convocou a todos para trabalhar o nome de Alckmin em todos os municípios do Estado.

Depois da visita ao hospital da Liga, o tucano Geraldo Alckmin fez uma visita à fábrica Guararapes Confecções S/A onde foi cumprimentado e participou de reuniões com correligionários. Geraldo Alckmin foi quatro vezes governador, médico e candidato à Presidência pela Coligação Para Unir o Brasil – PSDB/DEM/PTB/PP/PR/SDD/PPS/PRB/PSD.

Acompanhado Ezequiel estavam as deputadas Larissa Rosado, Márcia Maia e deputado José Dias. O candidato ao senado Geraldo Melo e o candidato a deputado federal José Agripino do DEM. O presidente municipal do PSDB, vereador Dickson Nasser Filho, também acompanhou a agenda. Essa é a primeira visita do candidato tucano ao Rio Grande do Norte depois do início da campanha eleitoral deste ano.

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Geraldo Alckmin terá agenda em Natal amanhã

Alckmin terá agenda em Natal

O candidato a presidente da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin estará em Natal na sexta-feira (14). O tucano fará uma visita à Liga Norte-rio-grandense contra o Câncer, às 9 horas, seguida de entrevista coletiva. Às 10h30 fará uma visita à Fábrica Guararapes Confecções S/A.

Geraldo Alckmin encerra agenda após reunião com a bancada do PSDB no Rio Grande do Norte, embarcando em seguida no aeroporto internacional Aluízio Alves, dando sequência à agenda de candidato a presidente da República.

PSDB NO RN

O PSDB chega ao cenário político de 2018 sendo o 3º maior partido do Rio Grande do Norte. Tem como candidato a senador, Geraldo Melo e como suplentes, Ezequiel Ferreira de Souza e Haroldo Azevedo, suplentes de senador. Tem um deputado federal (Rogério Marinho), um senador suplente (Valério Marinho), oito deputados estaduais (Ezequiel Ferreira, Gustavo Carvalho, Márcia Maia, José Dias, Raimundo Fernandes e Larissa Rosado, Gustavo Fernandes, Tomba), 109 vereadores, 33 prefeitos e vice-prefeitos, e conta com 150 diretórios e comissões provisórias em 167 municípios do Estado.

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Dois mundos: a mídia negativa de Lula e Alckmin

Por ALBERTO CARLOS ALMEIDA

Um dos temas mais debatidos no Brasil tem sido o efeito da mídia na política. Refiro-me não às mídias sociais, mas sim à mídia impressa e televisiva dominante. Uma das informações mais chocantes dos últimos 3 anos, diz respeito à incapacidade da cobertura de mídia negativa acerca de Lula e do PT piorarem a rejeição do líder maior do partido.

Os dados abaixo mostram na escala vertical direita a rejeição a Lula (linha vermelha) e Alckmin (linha azul escura): são aqueles que não votariam neles de jeito nenhum. Na escala vertical da esquerda há o total de matérias negativas mensuradas pelo Manchetômetro na Folha de S. Paulo, Estadão, jornal O Globo e Jornal Nacional.

A linha laranja mostra as matérias negativas sobre Lula e o PT e a azul clara sobre Alckmin e o PSDB. As informações sobre as notícias estão sistematizadas por trimestre, ao passo que as pesquisas têm os meses especificados no eixo horizontal.

Nota-se que o ponto mais alto do noticiário negativo foi no período do impeachment, entre o primeiro e o segundo trimestre de 2016. Havia uma onda crescente contra o PT e o governo Dilma. Foi ali que a rejeição de Lula atingiu seu máximo, quando 57% do eleitorado afirmou que não votaria nele de jeito nenhum. Naquele momento somente 19% disseram que não votariam em Alckmin, tratava-se de um patamar bastante abaixo do 1/3 do eleitorado que tradicionalmente vota no candidato a presidente do PT.

Após o impeachment, as matérias negativas sobre Lula e o PT despencaram para 200 e voltaram a subir meteoricamente em julho de 2017, quando o juiz Sérgio Moro o condenou a 9 anos de prisão. Depois disso, houve uma nova diminuição seguida de uma subida forte entre janeiro, quando o TRF-4 condenou Lula, e abril, quando ele foi preso. Contudo, em todo o período, a rejeição a Lula mensurada pelas pesquisas do Datafolha caiu, ela atingiu 36%, mais de 20 pontos percentuais abaixo do que seu máximo.

Merece destaque, portanto, que apesar da intensa cobertura de mídia negativa envolvendo Lula e o PT a rejeição do principal líder do partido tivesse caído tanto no mesmo período. Pode-se especular afirmando que se a mídia não fosse tão intensamente negativa, sua rejeição teria caído ainda mais. Jamais saberemos. O que sabemos, todavia, é que todas as más notícias que envolveram seu nome e de seu partido, e a intensidade das mesmas, não foi suficiente para impedir que a rejeição caísse muito.

Por outro lado, a mídia negativa envolvendo o nome de Alckmin e do PSBD foi bem pequena quando comparada a de seu principal adversário. O máximo foi no final da série de dados, 82 matérias negativas, ao passo que o máximo sobre Lula e o PT foi na época do impeachment, com 618. Ainda assim, a rejeição a Alckmin cresceu nos últimos dois anos, atingindo 29% em abril de 2018. Há aqui o fenômeno oposto ao ocorrido com Lula, houve pouco noticiário negativo, o que não impediu o crescimento da rejeição do líder tucano.

Para muitos, fica a indagação acerca da variação da rejeição dos dois políticos, pois se a cobertura de mídia não explica a queda de um e o aumento de outro, o que então poderia explicar?

A rejeição de Lula começou a cair a partir do momento em que o PT saiu do Palácio do Planalto. Ou seja, de uma maneira ou de outra foi graças à cobertura de mídia, mas não devido a matérias positivas ou negativas, mas sim em função de algo factual.

O eleitorado foi aos poucos sendo informado de que o Brasil não era mais governado pelo PT, e que uma aliança entre vários partidos, que incluía o PSDB, passou a fazê-lo. Como o Governo Temer é mal avaliado, o eleitorado passou a responsabilizar seus aliados, resultando no aumento da rejeição de Alckmin.

Foi graças ao impeachment e consequentemente à mudança dos nomes dos ocupantes do poder (e da oposição) que a diferença entre as rejeições de Lula e Alckmin que já foi de 38% em março de 2016 caiu para 7% em abril de 2018. A cobertura de mídia negativa não deteve essa mudança.

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Alckmin concede ao centrão um habeas poesia

Por Josias de Souza

Depois que o centrão colocou suas nuvens sobre a campanha de Geraldo Alckmin, alguma coisa subiu à cabeça do presidenciável tucano. Na noite desta quinta-feira, espremido por perguntas sobre a radioatividade que o grupo transmite, Alckmin concedeu aos aliados tóxicos um habeas poesia. Disse que nenhum time tem “só gente boa” ou só “gente ruim”. Rodeado de valdemares e outros azares, o candidato evocou o príncipe dos poetas brasileiros. “É de Olavo Bilac: há no interior de cada homem e de cada mulher um Deus que chora e um demônio que ruge”.

O poema que inspirou Alckmin durante sabatina na Globonews chama-se “Não és Bom, nem és Mau”. Nele, Bilac discorre sobre a alma humana, “capaz de horrores e ações sublimes.” Leia abaixo:

Não és bom, nem és mau: és triste e humano…

Vives ansiando, em maldições e preces,

Como se a arder no coração tivesses

O tumulto e o clamor de um largo oceano.

Pobre, no bem como no mal padeces;

E rolando num vórtice insano,

Oscilas entre a crença e o desengano,

Entre esperanças e desinteresses.

Capaz de horrores e de ações sublimes,

Não ficas com as virtudes satisfeito,

Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:

E no perpétuo ideal que te devora,

Residem juntamente no teu peito

Um demônio que ruge e um deus que chora.

O centrão não se afeiçoa muito a poesias, disse um dos entrevistadores, tentando trazer os pés de Alckmin para o chão enlameado de sua coligação. E o candidato: “Queremos ter maioria para trabalhar. Do contrário, não acreditamos na democracia.” Retomando o timbre lúdico, Alckmin afirmou que “o Brasil está com muito ódio, muito nós contra eles.” Para avançar, disse o tucano, “precisamos nos unir.”

União com criminosos?, indagou outro jornalista. “Nós fazemos alianças com partidos políticos”, desconversou Alckmin. “Não tem democracia sem partidos políticos.” Súbito, a repórter que mediava a sabatina anunciou a exibição de uma cena gravada na convenção em que o PTB formalizara dias antes  seu apoio a Alckmin. No vídeo, o tucano transborda em elogios ao presidente da legenda, um ex-presidiário do mensalão.

“Conheço o Roberto Jefferson há 30 anos, fomos constituintes juntos”, declarou Alckmin. ”Ele é um homem de coragem. Aliás, teve um papel importante, colocando o dedo na ferida, mostrando os problemas do PT.” O candidato referia-se ao escândalo do mensalão. Em verdade, Jefferson implodiu o esquema não por coragem, mas por vingança.

Sob Lula, um apadrinhado do PTB foi pilhado plantando bananeira dentro do cofre dos Correios. O esquema ganhou as manchetes. E Jefferson enxergou no noticiário as digitais do grão-petista José Dirceu, então chefe da Casa Civil. Defendeu-se atacando. Levou os lábios ao trombone numa célebre entrevista à repórter Renata Lo Prete. Jefferson confessaria que ele próprio recebeu um mimo de mais de R$ 4 milhões. Disse que a verba foi rateada com correligionários. Mas sonegou os nomes dos beneficiários.

Sob Michel Temer, o PTB foi brindado com o controle do Ministério do Trabalho. Deitou e rolou. Hoje, Jefferson, sua filha Cristiane Brasil e prepostos enfiados pela dupla no organograma da pasta são protagonistas de um inquérito da Polícia Federal sobre a venda ilegal de registros de sindicatos na pasta do Trabalho.

Na sabatina desta quinta, além de conceder uma biografia nova a Jefferson, Alckmin torturou a história ao vincular o trabalhismo de resultado$ do seu aliado ao trabalhismo nascido sob Vargas: “O PTB é um partido que tem história, desde Getulio Vargas. É um partido importante na industrialização do Brasil, reformas de base. […] É um partido das reformas, da mudança, compromissado com o trabalhador, com a trabalhadora, com a retomada do crescimento do Brasil.”

Os primeiros 50 minutos da sabatina foram mais constrangedores pelas perguntas que Alckmin teve de ouvir do que pelas respostas que não conseguiu dar. Afora os escândalos alheios, o candidato foi submetido a questionamentos sobre malfeitorias que explodiram ao seu redor e no quintal do tucanato federal: a verba que migrou do departamento de propinas da Odebrecht para a caixa da campanha do entrevistado, os milhões enviados clandestinamente para o estrangeiro pelo operador tucano Paulo Preto, o superfaturamento no Rodoanel, o derretimento moral de Aécio Neves…

Alckmin declarou que não tem apenas a ficha limpa, mas uma “vida limpa”. A certa altura, perguntou-se ao candidato: Vale a pena participar da política? E ele: “Um dia desses, um colega meu, governador, falou: ‘olha, não vou ser candidato, porque a política no Brasil está totalmente criminalizada. Infelizmente, o resultado disso não vai ser bom, porque vai afastar as melhores pessoas da vida pública. Não é adequado, não é correto. E há um intuito de jogar todo mundo na vala comum. Não é tudo igual.”

A banda podre da política, de fato, foi criminalizada. O que o presidenciável tucano finge não ter notado é que a PF, a Procuradoria e a Justiça estão enviando para trás das grades corruptos que se meteram em transações políticas que visavam assaltar cofres públicos. Ou seja, a política foi criminalizada pelos criminosos. Sabe-se que há políticos piores e melhores. Contudo, ficou mais difícil discernir uns dos outros. E os gatunos ficam ainda mais pardos quando diferentes presidenciáveis disputam o apoio de partidos financiados pelo déficit público.

Definitivamente, alguma coisa subiu à cabeça de Alckmin depois que o centrão encostou seu lixão na candidatura do tucano. Considerando-se que o candidato se apresenta ao eleitorado como uma opção renovadora, sua hipotética Presidência se liquefaz antes mesmo de virar algo sólido. Alckmin enganou-se na escolha do poeta. Os versos que mais se encaixam à aliança que celebrou com o centrão não são os de Bilac, mas os de Antonio Carlos de Brito, o Cacaso. Em “Jogos Florais”, ele anotou:

“Minha terra tem palmeiras onde canta o tico-tico.

Enquanto isso o sabiá vive comendo o meu fubá.

Ficou moderno o Brasil ficou moderno o milagre: a água já não vira vinho, vira direto vinagre”.

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PSDB reúne pré-candidatos e planeja agenda com Alckmin em Natal

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Aconteceu na manhã desta segunda-feira (25) uma reunião com todos os pré-candidatos do PSDB, na Presidência do Partido, que fica no bairro Tirol. A pauta do encontro discutiu as nominatas que o PSDB lançará para a chapa proporcional de estadual e federal, além do nome de Geraldo Melo, como postulante ao Senado. Ficou agendada para o início de agosto a Convenção Estadual do PSDB, que homologará todos os candidatos e as coligações.

“Estamos ouvindo todos os deputados, pré-candidatos, prefeitos e lideranças que fazem do PSDB um partido forte e respeitado em todo Estado. Estamos sendo democráticos e todos juntos pensando no fortalecimento da legenda. Até a sexta-feira, vamos convocar a Executiva Estadual para encaminhamos a posição do partido a Convenção Estadual”, afirma o deputado Ezequiel Ferreira de Souza, presidente Estadual do PSDB Potiguar.

Também foi discutida a visita do pré-candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, que cumprirá agenda no Rio Grande do Norte no próximo mês de julho.

Participaram das discussões o deputado federal Rogério Marinho, o ex-senador Geraldo Melo, os deputados estaduais Gustavo Carvalho, Larissa Rosado, Márcia Maia, Raimundo Fernandes, Tomba Farias, José Dias e Ezequiel Ferreira. Os pré-candidatos Sandra Rosado (federal) e Dr. Tiago Almeida (Estadual), além do empresário Haroldo Azevedo, postulante a uma das suplências de senador, também estavam na sede do PSDB Potiguar.