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Ratinho se recusa a veicular direito de resposta de Natália Bonavides

O apresentador Ratinho que defendeu que a deputada federal Natália Bonavides (PT) fosse metralhada se recusou a veicular um direito de resposta da parlamentar.

Em dezembro ao criticar o projeto de lei que muda o rito dos casamentos civis ele atacou a deputada e além de defender que ela fosse metralhada sugeriu que ela fosse lavar roupas do marido (ver vídeo abaixo):

Natália comentou o assunto nas redes sociais. “Depois de falar em sua emissora de rádio que pessoas como eu deveriam ser eliminadas, sugerindo que se pegue em metralhadoras, o apresentador Ratinho recusou a divulgação do nosso direito de resposta. Já recorremos ao judiciário”, declarou.

A parlamentar reforçou que as falas de Ratinho foram criminosas. “Nosso direito de resposta evidencia as mentiras contadas no programa e mostra a necessidade urgente de enfrentar a intolerância e o preconceito. A recusa em divulgá-la é uma confirmação daquilo que foi dito. E não esqueçamos: foram crimes!”, avaliou.

Nota do Blog: direito de resposta é bem diferente de uma notificação extrajudicial com ameaça de processo.

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Ratinho defende que deputada seja metralhada. Apresentador será processado

O apresentador Ratinho deu um show de homofobia, racismo e desinformação na edição de ontem do programa a Turma do Ratinho, veiculado em várias rádios do país.

Ao comentar sobre o Projeto de Lei 4004/2021 da deputada federal Natália Bonvides (PT/RN) que altera a Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil) que troca o “eu vos declaro marido e mulher” por “eu vos declaro casados” durante as cerimônias de casamento civis, assegurando o tratamento igual entre casais.

Ele defendeu que a petista fosse metralhada e sugeriu que ele fosse lavar roupa, costurar a calça do marido e perguntou se ela “tinha o que fazer”.

Confira o vídeo:

Ratinho misturou projetos ao falar também que a deputada defende a alteração de filiação do registro civil retirando pai e mãe. Na verdade essa proposta é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A deputada se pronunciou sobre o assunto e anunciou que vai processar Ratinho. “O apresentador Ratinho utilizou uma concessão pública para me atacar e cometeu crimes ao fazer isso. Vamos acioná-lo judicialmente, inclusive criminalmente. Ele sugeriu no programa que eu fosse metralhada, em um programa visto por milhares de pessoas. Incitar homicídio é crime! Ele colocou a minha vida e minha integridade física em risco. Essas ameaças e ataques covardes não ficarão impunes, já estamos buscando a justiça”, avisou.

Nota do Blog: Ratinho é um imbecil.

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Reportagem

Isolda é o alvo preferencial dos sub-Bolsonaros da Assembleia. Entenda o motivo

Ela não chegou lá com sobrenome tradicional da política potiguar como a maioria das mulheres que passaram pela Assembleia Legislativa. Como a hoje governadora Fátima Bezerra (PT), a deputada estadual Isolda Dantas (PT) nasceu para a política a partir dos movimentos sociais de base.

Fátima do sindicalismo, Isolda do movimento estudantil e feminista.

Na Assembleia Legislativa Fátima sofreu e hoje, na condição de governadora, sofre com preconceitos. Isolda sente na pele o peso de ser a única mulher de esquerda e ligada ao movimento feminista na casa.

A deputada desde o início da atual legislatura sofre com provocações dos deputados, que aqui classifico com sub-Bolsonaros, que abraçaram o estilo do presidente da República sem o menor constrangimento.

As provocações, ordens para falar baixo, ironias sobre o tom de voz e ideologia da parlamentar sempre permeiam os debates.

Coisa que nunca aconteceu com outras deputadas de sobrenomes pomposos nem muito menos com homens.

É aí que reside um dos problemas. Os deputados sub-bolsonaros não sabem lidar com essa diferença e tentam se impor desqualificando a deputada.

A política é muito machista e no RN isso se mistura também com o elitismo.

Bolsonaro inspira gente como Coronel Azevedo (PSC), Tomba Faria (PSDB), Galeno Torquato (PSD) e Nelter Queiroz (MDB). Dos quatro sub-Bolsonaros da Assembleia somente o emedebista não tem registro de postura provocativa diante de Isolda.

Bolsonaro ganhou fama quando disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT/RS) por que a considera feia. Talvez alguns de seus admiradores enxerguem uma oportunidade de ganhar palco.

Logo no início da legislatura Azevedo quis fazer de Isolda a sua “Maria do Rosário”. Dentre tantas provocações ele chegou a dizer que a dizer que a parlamentar ficava excitada ao ouvir a voz dele.

Em setembro deste ano foi a vez de Tomba se incomodar com que a deputada faz ou deixa de fazer. Num pronunciamento ele disse que ela “só sabe dançar forró” em referência a um vídeo que circulou nas redes sociais dela dançando com o vice-governador Antenor Roberto (PC do B).

Esta semana foi a vez do deputado Galeno que mandou a deputada falar baixo e se referiu a ela dizendo que “não comia comida estragada”.

Já cansei de assistir esses deputados em discussões com a petista pedindo em tom irônico para ela ter “calma” ou falar baixo mesmo que o tom de voz não esteja alto.

Não há registro desses deles se referindo a outros deputados nestes termos. O próprio Nelter Queiroz fala alto e esse jeito de ser é tratado de forma bonachona por seus colegas. Nunca ninguém o manda moderar o tom de voz em um debate acalorado.

A mistura de machismo com elitismo da parte desses deputados explica muito porque Isolda é o alvo preferencial dos sub-Bolsonaros da Assembleia Legislativa.

 

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Isolda recebe manifestações de apoio após sofrer ato machista

Ainda repercute o comportamento machista do deputado estadual Galeno Torquato (PSD) com a deputada estadual Isolda Dantas (PT).

A petista recebeu várias manifestações de apoio de colegas parlamentares.

Confira:

“A deputada estadual Isolda Dantas (PT) foi alvo de insultos e agressões verbais partidas do deputado Galeno (PSD), que a chamou de mal educada e proferiu dentre outras frases que ela “falasse baixo”.

O machismo na política coloca sempre mulheres determinadas e que se posicionam na posição de histéricas, nervosas ou raivosas. Mas esse discurso não convence quem sabe seu lugar e o tamanho da nossa luta. Nenhuma mulher na política ou fora dela merece ter seus posicionamentos questionados sem ser na base do argumento, e do debate livre e público. Por isso, nos colocamos ao lado da companheira Isolda em solidariedade e luta. Não seremos silenciadas nunca mais!”.

Brisa Bracchi, vereadora de Natal.

“Mexeu com uma….

Estamos juntas companheira @isoldadantaspt.

Não nos calaremos diante da violência política”.

Divaneide Basílio, vereadora de Natal

“Não basta que ocupemos todos os espaços. Todos os dias precisamos reafirmar que lugar de mulher é onde ela quiser e não será o descontrole machista de um parlamentar que mudará isso. Toda solidariedade, companheira @IsoldaDantasPT!”.

Natália Bonavides, deputada federal.

“Toda nossa solidariedade à deputada estadual Isolda Dantas (PT – RN), que hoje, na Assembleia Legislativa do RN, mais uma vez sofreu ataques machistas e misoginos durante a reunião da Comissão de Constituição de Justiça daquela casa. Na ocasião, o duputado estadual Galeno Torquato (PSD) disse que a deputada Isolda falasse baixo, a chamou de mal educada e ainda proferiu outros ataques contra a mesma”.

Plúvia Oliveira, suplente de vereadora em Mossoró

“Outro dia, na Câmara Municipal, fui vítima de machismo. Dessa vez, mas na Assembleia Legislativa do RN, aconteceu com a deputada

@Isoldadantaspt. Homens que gostam de crescer para cima de mulheres não sabem o quão baixos são…

Isolda, receba meu abraço e a minha solidariedade”.

Marleide Cunha, vereadora de Mossoró

“@isoldadantaspt não anda só, conta com o apoio e a coragem do povo de luta potiguar. Nosso apoio e solidariedade a companheira deputada”.

Agnaldo Fernandes – Presidente do Diretório Municipal do PT Apodi/RN.

“Oxe, fale mais alto deputada @Isoldadantaspt

A cada dia nós mulheres falaremos mais alto ainda, na política e em qualquer lugar que queiramos nos posicionar.

Meu abraço companheiro de solidariedade. #tmj #mexeucomumamexeucomtodas”

Samanda Alves, ex-chefe de gabinete adjunta do Governo do RN.

“Minha solidariedade à dep @Isoldadantaspt diante dos ataques que sofreu no plenário da Assembleia por parte do deputado Galeno”.

Fernando Mineiro, deputado federal eleito e diplomado.

“Usar o espaço da Assembleia Legislativa para proferir ataques machistas é repudiável! A companheira @Isoldadantaspt foi alvo de ofensas misóginas de quem tentou, sem sucesso, calar a voz de uma deputada atuante e propositiva; voz essa que ecoa toda a nossa luta! Arroche, Isolda!”.

Jean Paul Prates, senador

“Como mulher e ex-deputada, me solidarizo com a deputada @Isoldadantaspt, vítima de machismo no exercício parlamentar. Não é admissível que homens tolham a liberdade das mulheres se expressarem, ainda mais no parlamento, lugar de embate, diálogo e representatividade. #LevanteAVoz”.

Márcia Maia, ex-deputada estadual.

Ainda se manifestaram entidades como o Centro Feminista 8 de Março, Revista Matracas, Associação Santa Luzia – DR. Severiano, Fetarn, CUT, dentre outras.

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Isolda sobre discussão com Galeno: “não baixo voz para machismo”

Diante da repercussão da fala machista do deputado estadual Galeno Torquato (PSD) – VER AQUI – em discussão com a deputada estadual Isolda Dantas (PT) a petista se pronunciou sobre o caso nas redes sociais.

“FALO NO TOM DE VOZ QUE EU QUISER!

Ontem, um deputado estadual pediu para que eu abaixasse a minha voz no parlamento ao discordar de mim durante uma discussão no parlamento. Não baixei, como nunca vou baixar nos espaços que ocupo. Não baixo voz para machismo”, disse. “Discordâncias fazem parte da política, mas nunca vi um deputado mandar outro baixar a voz por achar ele “estridente”. Enquanto mulher na politica, sei que essa é uma estratégia para me calar. Não me intimida. Vou continuar usando a minha voz para defender a luta do povo”, complementou.

A discussão transcorreu na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa quando Galeno pediu vistas ao projeto que atualiza o PCC do Idiarn e Isolda tentou argumentar que seria desnecessário tendo em vista que a proposta conta com o aval da categoria.

Galeno passou a usar expressões machistas (ver vídeo abaixo).

AGRADECIMENTO

A deputada agradeceu as manifestações de apoio. “E o que me faz continuar com a mesma determinação é ver que não estou sozinha. Recebi dezenas de mensagens de solidariedade ontem, de mulheres espalhadas por todo o RN e todo o Brasil. Não dei conta de responder a todas, mas agradeço cada uma. Vamos continuar com nossa voz para mudar a política e o mundo. O patriarcado e o machismo não serão tolerados. Minha voz vai continuar alta para defender a vida das mulheres, da classe trabalhadora, da juventude, da população LGBTQIA+. EU NÃO ME CALO!”, disse.

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PF aponta indício de crime praticado por Styvenson em fala sobre deputada

Mirela Lopes

Agência Saiba Mais

A Polícia Federal concluiu em investigação que há indícios do crime de difamação na fala do senador potiguar Styvenson Valentim (Podemos-RN) sobre a deputada federal Joyce Hasselmann (PSDB-SP). Em julho deste ano, a deputada  acionou a Polícia Legislativa ao denunciar que teve o apartamento funcional invadido, em Brasília. A deputada apresentou fraturas no rosto e no corpo.

Na ocasião, o senador Styvenson Valentim, que é capitão da Polícia Militar, debochou da deputada durante entrevista ao vivo pela internet, sugerindo que os ferimentos seriam resultado de “chifre” ou “cocaína”.

“Aquilo ali, das duas uma. Ou duas de quinhentos [Styvenson leva as mãos à cabeça, fazendo chifres] ou uma carreira muito grande [inspira, como se cheirasse cocaína]. Aí ficou doida e pronto… saiu batendo em casa”, comentou o senador durante live no Instagram.

Para o crime de difamação a pena prevista varia de três meses a um ano de prisão. A punição ainda pode ser acrescida em um terço porque, segundo o delegado do caso, o crime foi cometido pela internet.  A manifestação foi enviada nesta terça (19) à ministra Rosa Weber, que é relatora do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação do delegado do caso, diante do cargo que ocupa e da popularidade que possui no ambiente virtual diante do número de seguidores em suas redes sociais, “foram proferidos dizeres capazes de macular a imagem da vítima perante a sociedade”.

No mês de agosto, a Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que as fraturas na deputada foram causadas por uma queda após, provavelmente, de efeito de um remédio para dormir. Em seu depoimento à Polícia Federal, o senador Styvenson disse que não teve a intenção de ofender a deputada já que não tinha citado o nome dela. O inquérito contra o senador potiguar foi aberto à pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

MISOGINIA

Em episódio semelhante, o senador Styvenson Valentim insinuou que uma mulher agredida por um policial militar no interior Rio Grande do Norte, também no mês de julho, pode ter merecido a agressão. O crime foi cometido durante ocorrência a um caso de violência doméstica e a vítima estava com um bebê no colo quando caiu no chão ao ser espancada pelo agente do Estado. Os policiais que participaram da operação foram afastados por determinação da governadora Fátima Bezerra e a corporação abriu inquérito administrativo para apurar a conduta.

“Eu não tava na ocorrência. Eu não sei como foi. Como eu vou dar uma explicação de uma coisa que eu… Pelo vídeo aí, eu tô vendo que ele está dando dois tapa na mulher… uns tapa aí bom, na mulher. Agora, eu sei lá o que essa mulher fez para merecer os tapa, porra. Será se ela estava calada, rezando… o Pai Nosso para levar dois tapa? Eu num sei, porra… eu num sei!”

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Marleide recebe manifestações de apoio de parlamentares

Após a tentativa de intimidação sofrida a partir de um discurso do vereador Raério Cabeção (PSD), a vereadora Marleide Cunha (PT) recebeu uma enxurrada de manifestações de apoio de políticos de todo o Rio Grande do Norte.

“Mexeu com uma, mexeu com todas! Ser uma mulher de luta na política incomoda. Todo nosso apoio e solidariedade à vereadora @marleidecunhapt desrespeitada na cmm. Sigamos cada vez mais firmes e fortes contra o machismo e pelo melhor para o povo!”, disse a deputada estadual Isolda Dantas (PT).

“Quero me solidarizar com companheira de Câmara  @marleidecunha pela violência sofrida em sessão realizada nesta quarta-feira,13. Não podemos e não iremos nos calar diante do machismo. Essas práticas que buscam intimidar, ameaçar e nós silenciar,não passarão. Continuaremos lutando!”, falou Larissa Rosado (PSDB).

“MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS!

Toda solidariedade Vereadora @marleidecunhapt que foi absurdamente atacada hoje na Câmara Municipal de Mossoró”, declarou a vereadora de Natal Divaneide Basílio (PT).

“Toda solidariedade à companheira vereadora

@marleidecunhapt, que foi atacada no plenário da Câmara Municipal de Mossoró. É inaceitável que mulheres continuem sofrendo ataques machistas. Repudiamos o discurso de ódio do vereador e nos colocamos na luta ao lado da companheira”, declarou a deputada federal Natália Bonavides (PT).

“Foram machistas e agressivas as colocações direcionadas hoje à vereadora Marleide Cunha por outro parlamentar da Câmara Municipal de Mossoró, um lugar em que se exige respeito e, acima de tudo, onde não se deve tolerar tal violência verbal. Nossa solidariedade à companheira”, afirmou Jean Paul Prates (PT).

“A Professora @marleidecunhapt sempre falou com firmeza ao defender as pessoas injustiçadas. Os seus algozes reagem com discursos de desrespeito e discriminação como aconteceu hoje por parte de um parlamentar de Mossoró. Ele já devia saber q Marleide é uma persona de coragem. TMJ”, frisou o deputado estadual Francisco do PT.

“A vereadora Marleide de Mossoró está sendo atacada por um vereador conservador que não aceita os posicionamentos e denúncias da nossa companheira diante das arbitrariedades da Prefeitura local. Nós, mulheres na política, não iremos retroceder”, falou a vereadora natalense Brisa Bracchi (PT).

Para saber mais sobre a confusão entre Raério e Marleide clique AQUI.

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Associação Nacional de Agentes de Trânsito se pronuncia sobre casos de assedio e perseguição em Mossoró

Denúncia do Blog repercutiu e associação nacional se posicionou (Foto: Facebook Agentes de Trânsito Mossoró)

A Associação dos Agentes de Trânsito do Brasil (AGT-Brasil) publicou nota oficial em sua página em que comenta os casos de assédio moral e perseguição na Secretaria de Trânsito de Mossoró, denunciados com exclusividade pelo Blog do Barreto no dia 29 do mês passado (Confira a denúncia completa AQUI)

Na nota, a AGT cobra um posicionamento do Prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra e destaca a existência de uma suposta “militarização” dos órgãos de trânsito municipais, que seria influente para a existência de relações de trabalho tóxicas na Secretaria de Municipal de Trânsito.

Confira a nota na íntegra

“Em vista dos fatos ocorridos em Mossoró, expostos nos canais de comunicação de massa local, envolvendo suposta situação de assédio moral contra todos os agentes e preconceito de gênero em face às agentes femininas, enquanto entidade representativa dos agentes de trânsito do Brasil, a AGT Brasil considera tudo o que foi narrado de grande seriedade e solicita do gestor municipal um posicionamento mais firme no esclarecimento dos fatos, haja vista que está em cheque a identidade da sua própria gestão.

Como será que essa gestão quer ser visualizada pelos servidores e por toda a sociedade local e até nacional?

O assunto já saiu do interior da sala da gerência de trânsito para todo o país e os passos estão sendo observados e, claro, analisados. A resposta social necessita também ficar aparente.

Outra situação que merece foco porque não ocorre apenas em Mossoró, mas em diversas cidades do país é o fato de militares serem colocados à frente de órgãos de trânsito ou em funções staff neles existentes.

Por que essa ideia de militarização do trânsito? Por que militares regendo civis?

A dinâmica organizacional militar e suas regras hierárquicas são próprias para militares que se predispuseram a isso. Inviável impor tal circunstância a outréns (civis). Tanto o agente de trânsito, quanto o policial militar saem de suas casas para salvar vidas, mas as metodologias não necessitam ser as mesmas, já que as áreas de atuação são diferentes.

Enquanto categoria e seres humanos que merecem respeito e qualidade de vida no trabalho, a AGT Brasil aconselha os agentes de trânsito de Mossoró a se munirem de provas concretas e a representarem administrativamente e judicialmente o caso (inclusive na delegacia da mulher).

Ao gestor municipal a recomendação é que apure os fatos e que adote uma postura mais proativa na resolutividade dos problemas, agindo com a devida transparência e isonomia, com vistas a promover um ambiente saudável e respeitoso para todos e melhorar a imagem de sua própria gestão.”

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Denúncias de assédio moral repercutem na Câmara. Governistas tentam culpar vítimas

Vereadores bateram boca sobre assédio moral na Secretaria de Trânsito (Foto: Edilberto Barros/CMM)

A Câmara Municipal de Mossoró (CMM) debateu ontem (03) as denúncias de assédio moral e perseguição divulgadas pelo Blog do Barreto na última quinta-feira (29) (Veja as denúncias AQUI). O debate foi acalorado e alguns parlamentares chegaram a culpabilizar as vítimas ou relativizas as acusações.

Em seu pronunciamento a vereadora Marleide (PT) trouxe à tribuna um compilado de denúncias de assédio moral que vem sendo divulgadas e também acolhidas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum), do qual ela faz parte da diretoria.

“O assédio moral que estás endo amplamente denunciado agora existe em vários locais outras secretarias do município. O sindicato e meu mandato estão apurando todas as situações. Estamos recebendo várias informações, inclusive ligações de servidores e servidoras denunciando. As pessoas tem medo de denunciar pois não existe rede de solidariedade para acolher as denúncias e elas temem serem prejudicadas ou mais perseguidas ainda”, afirmou Marleide.

Vereadores da ala situacionista utilizaram suas falas para relativizar as denúncias apresentadas por Marleide.

O vereador Cabo Tony Fernandes (SDD) defendeu o acusado e questionou as denúncias divulgadas pelo Blog do Barreto. “As acusações muito graves e se não forem provadas acarretam crimes de calúnia, injúria e difamação. Se o gestor realmente estiver fazendo isso ele deve ser punido e afastado, mas se isso não for comprovado quem denunciou será acusado por denúncia caluniosa. Eu já falei com o Secretário, com o Gerente de Trânsito e conheço muito bem a pessoa que recebeu essas acusações. Ele nunca teve nenhuma acusação durante toda a sua vida na Polícia Militar”, comentou o parlamentar

O vereador Paulo Igor (SDD) criticou a conduta de alguns servidores públicos e insinuou, sem citar Marleide, que era ela quem havia praticado assédio moral contra uma Diretora, durante visita a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Mossoró.

“Tem muito servidor que só faz o que quer, na hora que quer. Tem muito servidor efetivo que só trabalha quando quer e isso não pode ser assim. Tem uma vereadora aqui que quis humilhar uma diretora de UBS durante uma abordagem. Ela está usando remédio tarja preta por conta disso. Isso me deixa indignado. A gente tem medo de mexer com o sindicato porque parece um bando de marimbondo, vem pra cima da gente”, afirmou Paulo Igor

Marleide respondeu à denúncia feita por Paulo Igor: “A vereadora em questão fui eu e não humilhei nenhuma diretora, pelo contrário, ela estava humilhando a equipe inteira da UBS”

O Vereador Omar Nogueira (Patriota) também relativizou as denúncias e deixou sobre suspeição as afirmações feitas por servidores e servidoras. “Tenho certeza que o Prefeito Alysson não aceita esse tipo de comportamento (…) Se isso estiver acontecendo quem está inventando isso será punido”, após isso o parlamentar iniciou uma série de críticas ao Governo do RN e a suposta falta de transparência da gestão estadual.

O Vereador Genilson Alves (PROS) destacou que a Prefeitura não compactua com nenhum tipo de assédio ou violência e que a gestão já informou que vai apurar o que está acontecendo. Ele destacou que sobre a situação é necessário que os servidores trabalhem no horário que é estipulado em benefício do município, dando a entender que a situação vivida na Secretaria teria relação com uma suposta falta de compromisso com o trabalho.

“É importante lembrar que o Servidor não pode escolher horário parta trabalhar. Então sobre a servidora que só quer trabalhar no dia que quer, eu acho que está errado. Vamos esperar as investigações e ver o que é apurado” afirmou.

Apoios – As denúncias também recebem falas de apoio de alguns parlamentares. A Vereadora Larissa Rosado (PSDB) destacou que a gestão precisa apurar imediatamente as denúncias sem preocupação política. “Se fulano é indicado por ciclano, isso não importa agora. Importante é ver o que está acontecendo na Secretaria. “Os servidores que estão sofrendo assedio moral estão sofrendo muito. Tenho certeza que o assedio nunca quer chegar ao ponto de ter que levar essa situação para uma delegacia ou pra imprensa. As denúncias que foram feitas sobre o ambiente de trabalho na Secretaria de Trânsito também chegaram a mim, eu conversei com pessoas, ouvi informações”, comentou

O vereador Francisco Carlos (PP) também endossou as denúncias e afirmou que suas motivações são políticas “Nunca vi tantas reclamações de assédio quanto agora. Desde janeiro que a gente denuncia uma série de situações. Isso é um expurgo político”, comentou

O Vereador Pablo Aires (PSB) lembrou que em casos de assédio moral, até mesmo pela natureza das acusações, não é dever do acusado reunir provas mas sim da administração pública iniciar uma rigorosa investigação para averiguar o que está acontecendo no local de trabalho.

Confira o Bate-boca  na CMM

 

 

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Servidor acusado de perseguição na Secretaria de Trânsito possui dois Boletins de Ocorrência contra ele por assédio moral

O Blog do Barreto denunciou, na última quinta-feira (29/07) que servidores e servidoras da Secretaria de trânsito de Mossoró vêm sofrendo situações de assédio e constrangimento em seu local de trabalho. As denúncias recaem principalmente contra o Diretor de Unidade de Trânsito Jeová Fernandes, conhecido popularmente como “Sub”, em alusão à sua patente na militar. (veja a denúncia completa AQUI)

O Blog traz com exclusividade dois Boletins de Ocorrência registrados contra o servidor Jeová Fernandes exatamente por assédio moral. Os BO’s foram feitos nos dias 25 de Junho e 31 de Junho por duas servidoras que alegam terem sido humilhadas pelo superior durante o horário de serviço. Os dados pessoais das servidoras foram omitidos nos documentos a pedido das vítimas (Veja os boletins na íntegra ao final da matéria) Em um dos documentos é exposto o seguinte:

“Desde janeiro do corrente ano (2021) vem sofrendo Assédio moral, sendo exposta a situações humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, de forma repetitiva e prolongada, no exercício de suas atividades. as condutas estão trazendo danos à dignidade e à integridade da comunicante, hoje encontra-se com a saúde em risco e prejudicando o ambiente de trabalho. Situações que vem sendo submetida: registro de atrasos inexistentes; todas as vezes que questiona as condutas é gritada, inclusive na frente dos colegas de trabalho, chegando ao ponto de ser mandada sair a sala; é excluída de realizar plantões extras; (…)”

De acordo com as informações das servidoras a Secretaria tomou conhecimento do registro dos boletins de ocorrência contra o Diretor mas não se pronunciou mesmo após a denúncia formal nas instâncias criminais. Segundo uma das vítimas, o Secretário de Trânsito Cledinilson Morais foi procurado várias vezes com reclamações sobre os assédios e sempre respondeu da mesma maneira: “Resolva com o Sub”.

A Secretaria Municipal de Segurança Pública, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito (SESEM) se manifestou por meio de nota oficial assinada pelo Secretário Cledinilson Morais e pelo Diretor de Mobilidade e Trânsito Luiz. A nota rebateu as acusações apresentadas pelo Blog e minimizou os conflitos interno no ambiente de trabalho da Secretaria. Veja o que ela diz em um trecho:

“A secretaria estranha narrativas que não espelham a rotina e comportamento dos que dirigem a SESEM, uma vez que sempre prezamos pela participação das mulheres em todas as repartições da unidade. Ao mesmo tempo, sempre demos espaço para todos, sem distinção de raça, cor, sexo e religiãoVeja a nota completa aqui 

Confira os dois Boletins de ocorrência