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Beto Rosado e Agripino comentam especulação sobre fusão entre PP e DEM com PSL

Beto e Agripino avaliam fusão com distante (Fotomontagem; Blog do Barreto)

O site Poder 360 informou que DEM, PP, e PSL estudam se fundir para formar um único partido que sozinho reuniria 121 deputados federais e 15 senadores.

O assunto repercutiu o no Rio Grande do Norte onde o presidente estadual do DEM, o ex-senador José Agripino descartou a possibilidade. “Esse é um assunto está fora de questão”, disse ao Blog do Barreto. “Se tivesse algum fundamento o PP não estaria indicando o chefe da casa civil”, argumentou.

A fala de Agripino casa com as declarações do presidente nacional do DEM, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto que disse se tratar de especulação.  “É tudo especulação. Houve conversas de gente com esse interesse, mas eu não participei. Neste momento, esse assunto é especulação”, disse ao site O Antagonista.

O deputado federal Beto Rosado (PP) ao ser questionado sobre o assunto pelo Blog do Barreto foi lacônico: “desconheço”.

O único deputado federal do PSL no Rio Grande do Norte, o General Girão, está em litígio com o partido. Quem responde pela agremiação no Estado é o delegado Sérgio Leocádio, terceiro colocado nas últimas eleições para prefeito do Natal. O Blog tentou contato, mas ele está em viagem.

Contexto

O assunto vem à tona em um momento em que os partidos encontram dificuldades para chegar a um consenso sobre uma reforma política. A proposta do “distritão” é vista como um retrocesso e nas regras atuais a solução seria as fusões partidárias.

 

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DEM oficializa candidatura de Cláudia

Cláudia terá Daniel Sampaio como companheiro de chapa (Foto: cedida)

A convenção do DEM oficializou na tarde desta segunda, 14, o nome da pré-candidata Cláudia Regina à prefeitura de Mossoró, tendo Dr. Daniel Sampaio (PSL) candidato a vice-prefeito.

A democrata Cláudia Regina chegou antes do horário programado para, pessoalmente, certificar-se dos procedimentos de segurança sanitária. Na sequência, recebeu os candidatos a vereador e vereadora.

Cláudia Regina iniciou sua fala conclamando um momento de silêncio em memória das vítimas do Covid-19. “Estamos iniciando uma caminhada importante, mas a gente precisa se solidarizar com os familiares que perderam entes queridos do seu convívio diário”, declarou.

A democrata chamou atenção para a necessidade de somar forças em prol de um projeto de cidade que envolva a população nas decisões mais importantes. “Toda a minha trajetória foi pautada no trabalho movido por muito garra. Mossoró conhece meu trabalho, porque eu tenho condições de andar nos quatro cantos desta cidade com a certeza de que sempre levei iniciativas que atendem os anseios daqueles que mais precisam”.

Com mais de três décadas de vida pública, Cláudia Regina relembrou as parcerias firmadas. “Um projeto de sucesso só é possível quando a gente envolve todos que estão irmanados no mesmo sentimento. As convergências é o mais importante quando estamos construindo uma agenda programática. Foi assim quando eu convoquei toda a bancada estadual, federal, governos, empresários para que a gente não deixasse a Petrobras ir embora. Ela ficou! Na minha gestão, Mossoró recebeu a última grande empresa na cidade. Muitos precisaram nos ajudar. O nosso jeito de trabalhar é assim, agregando, porque o sentimento é Mossoró!”.

PERFIL

A democrata Cláudia Regina Freire de Azevedo tem 56 anos, é bacharel em Direito pela UERN. Ao longo de uma extensa trajetória na vida pública, passou por mandatos eletivos, ocupou cargos de gestão e funções com foco no social. Foi Vice-prefeita (2004-2009), Vereadora (2009-2012) e Prefeita eleita no pleito de 2012. No currículo ainda acumula experiência pela atuação na assessoria jurídica da Secretaria de Saúde do RN, passou pela assessoria técnica de duas Pró-reitorias da UERN, coordenou o Movimento de Integração e Orientação Social – Meios em Mossoró, foi Chefe de Gabinete e Gerente Executiva do Desenvolvimento Social na Prefeitura de Mossoró.

Nominata

A convenção do DEM também homologou sua nominata com 12 pré-candidatos à Câmara de Vereadores. São eles(as): Carlos Eduardo Xavier (Cadu Xavier), Edmilson Galdino de Sousa (Edmilson Galdino), José Antônio Avelino de Sousa (Gargamel), José Roberto Albuquerque Correia Lima (José Roberto da AMOR), Euclides Vieira da Silva (Kidy Cabelos), Lara Cibelle Fabricio Queiroz Costa (Lara Cibelle), Marcia Ferreira de Oliveira (Márcia Oliveira), José Ribamar Barbosa Fernandes (Monique das Malvinas), Ozaniel Alves de Mesquita (Ozaniel Mesquita), Petras Vinicius de Sousa (Petras), Andréa Karla Lopes Pereira (Andréa Karla), Graziana Juliana Queiroz Sales (Juliana Queiroz). Na atual legislatura (2017-2020), o partido já ocupa duas vagas.

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Candidatura de Cláudia será homologada em convenção no dia 14

Cláudia Regina terá nome homologado no dia 14 (Foto: Web/autor não identificado)

A ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) inicia a caminhada para tentar voltar ao Palácio da Resistência com convenção programada para o dia 14 na Escola Municipal Raimundo Fernandes.

O evento está marcado para às 15h.

O DEM conta com os vereadores Petras Vinícius e Ozaniel Mesquita e vai lançar uma nominata com 25 candidatos à Câmara Municipal.

Cláudia Regina ainda não tem vice definido. “Estamos dialogando e construindo as alianças”, disse ao Blog do Barreto.

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Ozaniel Mesquita se filia ao DEM

Ozaniel agora é do DEM (Foto: cedida)

O vereador Ozaniel Mesquita trocou o PL pelo DEM. Na nova agremiação ele se junta a Petras Vinicíus na bancada do partido.

A possibilidade de o PL se entender com o PP da prefeita Rosalba Ciarlini pesou na decisão de Ozaniel. “O que pesou foi a possibilidade de futuramente Jorge integrar o quadro da situação em Mossoró e para mim que fiz oposição esse tempo todo não seria importante permanecer lá”, explica.

Petras Vinícius comemorou a chegada do parlamentar ao DEM. “A chegada de Ozaniel fortalece mais ainda a nossa luta”, diz.

Petras informa que o DEM tem uma nominata com 32 candidatos para apresentar nas convenções. “Estamos há cerca de dois meses conversando com pessoas do segmento religioso tanto evangélico como católico, artístico, classe médica e da área da educação. Além de pessoas com potencial de liderança. Sabemos que temos que o maior número de votos para atingirmos o maior número de cadeiras”, acrescenta.

 

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Uma aliança possível entre contrários

Cláudia e Isolda estão com portas abertas para o diálogo (Foto: cedida)

É possível deixar as diferenças de lado na política mossoroense? É. DEM e PT sempre estiveram apartados em nível nacional, mas “política é como uma nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou” como diria Magalhães Pinto.

Em tempos de bolsonarismo o DEM se tornou mais palatável para as esquerdas e, dependendo do caso, dá para ter uma conversa. O próprio PT ajudou a eleger Rodrigo Maia (DEM/RJ) presidente da Câmara dos Deputados no passado, por exemplo.

Em Mossoró, existe um bom relacionamento entre a deputada estadual Isolda Dantas (PT) e o vereador Petras Vinícius (DEM), isso significa a possibilidade de se aproximação com a ex-prefeita Cláudia Regina.

Há espaço para dialogar? Há. Uma aliança pode ou não ser construída no futuro.

Quem diria, né?

Se a oposição quer vencer uma eleição contra um fenômeno político como Rosalba Ciarlini (PP) precisa deixar as diferenças de lado.

Que assim seja.

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Entrevista

Agripino garante que desistência de reeleição foi exclusivamente por acomodação partidária

O senador José Agripino (DEM) esteve ontem em Mossoró onde concedeu entrevista ao Blog do Barreto. Na oportunidade ele explicou os motivos que levaram a desistir da reeleição, analisou o quadro eleitoral no Rio Grande do Norte e falou ainda sobre a política nacional.

Confira:

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Reportagem

Vingança da Rosa: José Agripino não disputa reeleição por exigência da prefeita de Mossoró

Convenção do DEM foi último ato de Agripino e Rosalba como colegas de partido. A vingança veio com o tempo
Convenção do DEM foi último ato de Agripino e Rosalba como colegas de partido. A vingança veio com o tempo

Há quatro anos, em plena Copa do Mundo, o senador José Agripino (DEM) costurou o resultado da polêmica convenção do DEM que resultou na rejeição a proposta de candidatura a reeleição da então governadora Rosalba Ciarlini.

Por 121×63 os delegados demistas escolheram salvar o mandato de Felipe Maia (DEM) a arriscar uma reeleição dificílima de Rosalba que estava inelegível àquela altura do campeonato do voto. Além disso, ela era até então a governadora mais impopular da história do RN com quase 80% de desaprovação e tinha apenas um punhado de partidos pequenos lhe dando sustentação política.

Foi uma decisão pragmática de Agripino que preferiu garantir as condições de reeleição do filho Felipe Maia e dos deputados estaduais do partido. Deu certo, mas quatro anos depois a fatura seria cobrada.

Nos bastidores Rosalba jurou vingança. Carlos Augusto Rosado também.

A lei do retorno veio com força e no momento certo para o casal rosalbista. O Blog do Barreto apurou junto a várias fontes em Natal que nas negociações com Carlos Eduardo Alves (PDT) foi oferecido a indicação do vice na chapa do pacto oligárquico. No entanto, Rosalba e Carlos Augusto quiseram mais: exigiram que Agripino fosse excluído da chapa majoritária. Daí iniciou-se uma longa negociação que passou por um jogo de gato e rato em que a prefeita e o marido atuaram com maestria sugerindo em diversas ocasiões que poderia se entender com a senadora Fátima Bezerra (PT) ou com o governador Robinson Faria (PSD). A dupla se deixou iludir atendendo as necessidades do rosalbismo se deixando fotografar com eles durante o Mossoró Cidade Junina.

Nem mesmo uma improvável “neutralidade” (ver AQUI) foi descartada no trabalho para atrair o ex-prefeito de Natal.

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Até a “eterna” adversária Fátima Bezerra “chegou perto” de ter o apoio de Rosalba no jogo de cena

Carlos Eduardo mordeu a isca porque colocou na cabeça que Henrique Alves perdeu as eleições em 2014 porque não tinha o apoio de Rosalba em Mossoró. Isso deu a prefeita de Mossoró as condições de impor exigências.

As coisas aconteceram rapidamente na semana passada. Na sexta-feira Agripino anunciou que não disputaria a reeleição. No mesmo dia Rosalba convidou Carlos Eduardo para passar o Boca da Noite em sua companhia indicando o acasalamento político.

Ao leitor menos interessado na política uma questão dessa passa despercebido, mas em política as ações falam mais que as palavras.

Agora as discussões giram em torno da escolha do nome do vice que será indicado por Rosalba. Segundo o Blog apurou o acordo está muito próximo e Carlos Eduardo tem um plano B caso a prefeita não faça a indicação: o nome é Felipe Maia.

Agripino

José Agripino é pragmático.  Sabia que tinha uma reeleição difícil. Excluído da chapa ele tinha um discurso: dizer que se sacrificou para fortalecer a chapa de Carlos Eduardo. Não era bem assim.

Quando surgiram os rumores de que ele desistiria por meio da assessoria ele disse: “O que está em cogitação são apoios de novos partidos à candidatura de Carlos Eduardo. Isso abre negociações em torno da chapa. Essa negociação é que está sendo cogitada”. O plural na frase não deixa dúvidas sobre o que estava acontecendo.

O ato seguinte confundiu a cabeça de quem acompanha o noticiário político: Agripino desistiu da reeleição para acomodar o deputado federal Antônio Jácome (PODE) candidato ao Senado.

Mas repare que Agripino não disse “novo partido”, mas “novos partidos” e isso significa que além do PODEMOS de Jácome estava em jogo o PP de Rosalba. Foi a exigência dela quem abriu o espaço para atrair Jácome que estava se entendendo com Robinson.

O sacrifício político de Agripino não foi necessariamente para atrair o deputado e a força dele no segmento evangélico, mas para garantir o apoio de Rosalba. A consequência foi a ocupação do espaço na majoritária por um outro ator político.

A intepretação de que Agripino desistiu de ir à reeleição por conta dos problemas no Supremo Tribunal Federal (STF) onde ele é réu em dois processos não é de todo errada. Afinal de contas candidato a deputado federal ele tem um caminho mais fácil para manter o foro privilegiado. Essa é a versão, até pelo fundo de verdade, mais consistente serve para esconder o fator determinante para a desistência de Agripino: a condição de Rosalba para apoiar Carlos Eduardo.

Por ironia, se Agripino tirou Rosalba do páreo há quatro anos para salvar o mandato de Felipe Maia desta vez é Felipe que ficará sem mandato de deputado federal por causa da exigência da agora prefeita de Mossoró.

Pensar que há 12 anos Agripino exigiu desalojar Geraldo Melo da chapa de Garibaldi Filho para colocar Rosalba candidata ao Senado, condição que levou ela, após vencer uma eleição apertada em cima de Fernando Bezerra, a se viabilizar para ser eleita governadora em 2010. Só falta agora a “Rosa” votar no “Tamborete”, o que não é de todo descartado, diga-se.

Agripino colhe as consequências do que fez de bom e ruim para Rosalba no passado.

Em 2018 a vingança é dela.

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Uma sexta de vitórias políticas para Robinson e Carlos Eduardo Alves

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A sexta-feira foi de vitórias políticas para o governador Robinson Faria (PSD) e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT). Numa mesma manhã ambos conseguiram metas importantes para a viabilidade política deles.

Para Carlos Eduardo era fundamental diminuir o peso do palanque nas eleições deste ano. Era preciso tirar um dos senadores do caminho da reeleição sem maiores prejuízos políticos. Foi exatamente o que aconteceu. Acuado pela condução de réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e com a reeleição eleitoralmente inviabilizada não restou a José Agripino (DEM) outro caminho que não fosse a desistência da disputa ao Senado. Vai tentar uma vaga na Câmara dos Deputados desalojando o filho, Felipe Maia, da política muito provavelmente.

Carlos ainda tirou o deputado federal Antônio Jácome (PODE) do palanque de Robinson e o colocou na condição de candidato ao Senado ao lado de Garibaldi Alves Filho (MDB). O cenário não poderia ser melhor. Garibaldi mesmo que combalido ainda tem mais competitividade que Agripino e Jácome atrai o eleitorado evangélico.

Agora Carlos Eduardo foca na conquista do apoio da prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) dando a ela a condição de indicar o vice da chapa.

Por outro lado, Robinson evitou que o PSDB caísse no colo de Carlos Eduardo. Conseguiu o apoio de um partido estruturado que conta com oito deputados estaduais e o presidente da Assembleia Legislativa. Ele agora tem um candidato a senador parceiro na chapa, Geraldo Melo, e pode trabalhar uma segunda indicação e um vice para chamar de seu.

O PSDB não vem 100% porque a tendência é que os deputados Raimundo Fernandes e Gustavo Fernandes fiquem no palanque de Carlos Eduardo, mas não deixa de ser uma vitória importante ter o apoio formal de uma agremiação que possui um dos maiores tempos de TV.

Na luta para ir ao segundo turno podemos dizer que Carlos Eduardo e Robinson Faria tiveram uma sexta de vitórias em termos de viabilidade eleitoral.

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Possível desistência de Agripino é uma questão de sobrevivência política (e jurídica)

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O ano de 2018 é fundamental para a tradicional elite política do Rio Grande do Norte. Há um forte odor de aposentadoria para vários nomes que estão no comando do Estado desde a década de 1980. É um ciclo natural que um dia a democracia termina por impor.

O caso mais emblemático é o do senador José Agripino (DEM). Ele nunca soube o que é estar por baixo em termos políticos. Começou a carreira política em 1979 alinhado com a ditadura militar sendo nomeado prefeito de Natal pelo primo e governador de então Lavoisier Maia.

Em 1982, beneficiado pelo voto vinculado, impôs uma derrota acachapante de quase 107 mil de maioria sobre o lendário Aluízio Alves. Um dos governadores mais jovens do país ele ajudou a fundar a Frente Liberal que abriu dissidência no PDS e deu o tiro de misericórdia no regime dos fardados.

Agripino ainda foi eleito senador em 1986 e governador novamente quatro anos depois. Desde 1994 se reelege seguidas vezes ao Senado sem grandes dificuldades. Mas isso provoca desgaste e a reeleição dele está ameaçada como nunca esteve em 2018. A realidade impõe o recuo que muitas vezes é necessário.

Agripino nunca soube o que é ficar por baixo. Para uma carreira vitoriosa como a dele ir para a Câmara dos Deputados é uma derrota para o ego e um êxito para a razão.

Trata-se de um recuo estratégico e necessário que outros políticos fizeram no passado e vão fazer também nessas eleições.

Acima da vaidade está a sobrevivência. Agripino precisa de um mandato federal não só para seguir na política com alguma influência, mas também para manter os benefícios do foro privilegiado. Ele está réu em dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF) e caso fique sem as vantagens que o mandato lhe confere ele fica nas garras dos rigores dos juízes de primeira instância.

A hipótese dele desistir da reeleição é real? O próprio Agripino diz que sim. Pelo menos é o que fica nas entrelinhas da declaração oficial enviada pela Assessoria de Imprensa do Parlamentar:

 “O que está em cogitação são apoios de novos partidos à candidatura de Carlos Eduardo. Isso abre negociações em torno da chapa. Essa negociação é que está sendo cogitada”.

O altruísmo de Agripino para garantir a eleição de Carlos Eduardo Alves (PDT) ao Governo do Estado soa comovente aos amigos do senador. Mas imaginemos o que pensaria um potiguar que entrou em coma em 1998 e acordou em coma e acordasse com essa informação? Certamente ele cairia numa crise de risos e voltaria ao coma. Um Maia se “sacrificar” por um Alves no RN?

De fato, as rivalidades ficaram no passado, mas Agripino estaria dando um passo considerável para ao menos provisoriamente deixar a condição de líder para liderado.

Na prática o que está em jogo é a sobrevivência de uma das principais lideranças políticas do Rio Grande do Norte. Na Câmara dos Deputados ele ganha os mesmos direitos de um senador. Pelo menos em termos de prerrogativa de foro.

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Eleitor quer o novo, mas classe política do RN foca no passado

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Enquanto as pesquisas (ver AQUI) mostram que o eleitor potiguar quer o novo (embora indique os votos no passado), a elite política do Rio Grande do Norte aposta no passado. É impressionante ver nomes como o ex-governador Geraldo Melo (PSDB) cotado para o Senado ou a ex-deputada estadual Ruth Ciarlini (PP) cotada para ser a vice indicada pelo rosalbismo.

Tratam-se de dois ex-políticos aposentados pelas urnas, mas que podem reaparecer no cenário impulsionados pelos projetos políticos de seus grupos.

Geraldo ressurge como “alternativa” em um PSDB cujos pés estão fincados no passado com nome e sobrenome. Já Ruth Ciarlini nunca teve luz própria e saiu da política sem ser notada. Agora reapareceu no noticiário trocando o DEM pelo PP e especulada como nome a ser indicado pelo rosalbismo como vice no bloco conservador da política estadual.

Esta é uma prova do quanto a renovação política no Estado, até mesmo aquela cujos sobrenomes nunca mudam, está complicada e carente de quadros.

O eleitor potiguar sonha com o futuro, mas pode acordar com a TV transmitindo um surreal filme “De Volta para o Passado”.